A partir de agora, e por motivos de organização de ideias, as críticas aos filmes que vejo deixarão de ser publicadas neste blog de mau gosto. Assim criei um novo blog, sem caralhada, sem insultos infundados e completamente fícticios, e basicamente, sem muita piada (embora um gajo tente sempre meter qualquer coisa lá no meio, para não aborrecer).
Pressinto que o originalmente chamado "Cinema, por quem não sabe de." será um blog com futuro. Até porque, este que é aquilo que se sabe, já dura há quase 3 anos, e ainda ninguém teve o bom censo de enviar um cyborg do futuro para tentar acabar com ele (brutal piada cinematográfica).
Resta-me desejar-vos bons filmes, e dizer, para os menos perspicazes, que o url para este novo blog, está no link acima. De qualquer forma... aqui.
Wednesday, August 23, 2006
Friday, July 28, 2006
in Diário da República
"Lei nº 32/2006-Iª
AR
DR nº 143, de 26 de Julho
Procriação medicamente assistida."
Acho fofa a atenção, mas sinceramente há coisas em que não gosto de ser assistido.
Obrigado.
AR
DR nº 143, de 26 de Julho
Procriação medicamente assistida."
Acho fofa a atenção, mas sinceramente há coisas em que não gosto de ser assistido.
Obrigado.
Monday, July 10, 2006
Menos AIIIIIIIIS
Hoje, os portugueses apercebem-se que, apesar de terem entrado no cordão humano, pagam mais 2 cêntimos por cada litro de gasolina que consomem, desde o ínicio do campeonato do mundo. Daí o "cooooooooorre mais!" (anda menos de carro e mais a pé, à corrida para não te atrasares) e o "quero muuuuuuito mais!" (do teu guito, pobre imbecil).
Wednesday, June 28, 2006
Curriculum Vitae - HowTo
Após ler uma frase interessante de um sujeito que não conheço de lado nenhum e não merece ser referido (quando se dá uma para a caixa ao mesmo tempo que as restantes centenas vão parar ao lixo, não se é merecedor de reconhecimento por ninguém), pensei que deveria partilhar mais uma vez consigo, caro leitor, um pouco da minha experiência como licenciado, uma vez que os restantes continuam a tentar atirar-lhe areia para os olhos, isto se, for gestor numa empresa.
Assim, vou explicar como é feito o famoso CV, aquele documento que pode ou não decidir todo o nosso futuro, a não ser que sejam um gaja e jeitosa, aí pode bastar um trabalhinho oral à pessoa certa, e da vossa disponibilidade para trabalhar com um porco tarado, que aceita um broche duma candidata na entrevista.
Existem muitas abordagens, técnicas, tácticas, toques pessoais, etc. para fazer um CV. E cada um tem as suas. No entanto, há algumas regras básicas que convém seguir, e é especialmente dessas que gostaria de falar.
1ª - Manter sempre 3 ou 4 CV's parcialmente distintos, completamente diferentes ou mesmo contraditórios, prontos a entregar. Cada emprego é um caso, e o CV deve ser sempre bem adequado ao tipo de emprego ao qual nos estamos a candidatar. Exemplo: Eu (ou não) lembro-me de uma vez ter realizado um trabalho de 3 folhas sobre os melhores lutadores do street fighter. Como pescador, isto não me dá grande vantagem em relação aos restantes candidatos à vaga no barco. No entanto, se fosse crítico de jogos, aí já incluiria, de forma detalhada o suficiente para ocupar meia folha A4, os motivos que me levaram a escrever o trabalho, o jogo, os lutadores e o número de horas que precisei para realizar tal análise, de forma tão concisa. E ocultava aquela vez que fui com uns amigos à pesca uma tarde e apanhei peixe (convenientemente não me lembro da quantidade exacta), o que me torna praticamente um profissional no ramo.
2ª - Antes de uma entrega, melhorar SEMPRE o CV. Como é óbvio, nunca se entrega o mesmo CV duas vezes. É SEMPRE possível melhorar o CV, e o como, depende do dia da semana e disposição no momento. Mesmo que, entre duas entregas de dois CV, não se faça mais nada que não seja coçar os tomates. Mesmo que se inclua no segundo: "Últimos 3 meses: Pausa para profunda introspecção".
3ª - Não incluir fotografia. No meu caso, é mais uma regra pela qual viver.
4ª - Não entregar um CV curto. Mesmo que não tenham feito nada, um CV curto é um CV chumbado. Mesmo que não tenham experiência profissional absolutamente nenhuma, relembrem aqueles biscates que fizeram quando eram novos (eu em pequeno, por exemplo, ajudava a minha avó na horta, se alguma vez tivesse ido para agricultura, já estava lançado). E mesmo não querendo ser agricultor, não é vergonha nenhuma saberem que sei o que é trabalhar, desde pequenino, ainda para mais, a carregar baldes de água (mais uma vez, não me lembro da quantidade exacta). Apesar disto, cuidado ao incluirem "simulações de medicina com a vizinha do lado" no CV, porque pode não ser bem entendido.
5ª - Finalmente, não menos importante, incluir aspectos positivos da vossa personalidade, passatempos, gostos, interesses, desde que, sejam aqueles que os psicólogos mais gostam, e que contribuem para vos traçarem um bonito perfil psicológico. Alguns exemplos: Desporto intelectual e físico, ler livros muito grandes e sem imagens, ir ao cinema ver filmes alternativos, reciclar, conduzir um híbrido, ser voluntário no hospital, gostar de desafios, lidar bem com situações extremas, ouvir chopin ou bach, escrever um blog (não como este) ou ir à igreja (hoje em dia, esta pode sair furada, ninguém gosta de um fanático religioso). Basicamente, tudo o que não vos identifique como alguém capaz de chegar um dia armado ao trabalho e disparar contra os colegas.
Mais um post educativo.
Assim, vou explicar como é feito o famoso CV, aquele documento que pode ou não decidir todo o nosso futuro, a não ser que sejam um gaja e jeitosa, aí pode bastar um trabalhinho oral à pessoa certa, e da vossa disponibilidade para trabalhar com um porco tarado, que aceita um broche duma candidata na entrevista.
Existem muitas abordagens, técnicas, tácticas, toques pessoais, etc. para fazer um CV. E cada um tem as suas. No entanto, há algumas regras básicas que convém seguir, e é especialmente dessas que gostaria de falar.
1ª - Manter sempre 3 ou 4 CV's parcialmente distintos, completamente diferentes ou mesmo contraditórios, prontos a entregar. Cada emprego é um caso, e o CV deve ser sempre bem adequado ao tipo de emprego ao qual nos estamos a candidatar. Exemplo: Eu (ou não) lembro-me de uma vez ter realizado um trabalho de 3 folhas sobre os melhores lutadores do street fighter. Como pescador, isto não me dá grande vantagem em relação aos restantes candidatos à vaga no barco. No entanto, se fosse crítico de jogos, aí já incluiria, de forma detalhada o suficiente para ocupar meia folha A4, os motivos que me levaram a escrever o trabalho, o jogo, os lutadores e o número de horas que precisei para realizar tal análise, de forma tão concisa. E ocultava aquela vez que fui com uns amigos à pesca uma tarde e apanhei peixe (convenientemente não me lembro da quantidade exacta), o que me torna praticamente um profissional no ramo.
2ª - Antes de uma entrega, melhorar SEMPRE o CV. Como é óbvio, nunca se entrega o mesmo CV duas vezes. É SEMPRE possível melhorar o CV, e o como, depende do dia da semana e disposição no momento. Mesmo que, entre duas entregas de dois CV, não se faça mais nada que não seja coçar os tomates. Mesmo que se inclua no segundo: "Últimos 3 meses: Pausa para profunda introspecção".
3ª - Não incluir fotografia. No meu caso, é mais uma regra pela qual viver.
4ª - Não entregar um CV curto. Mesmo que não tenham feito nada, um CV curto é um CV chumbado. Mesmo que não tenham experiência profissional absolutamente nenhuma, relembrem aqueles biscates que fizeram quando eram novos (eu em pequeno, por exemplo, ajudava a minha avó na horta, se alguma vez tivesse ido para agricultura, já estava lançado). E mesmo não querendo ser agricultor, não é vergonha nenhuma saberem que sei o que é trabalhar, desde pequenino, ainda para mais, a carregar baldes de água (mais uma vez, não me lembro da quantidade exacta). Apesar disto, cuidado ao incluirem "simulações de medicina com a vizinha do lado" no CV, porque pode não ser bem entendido.
5ª - Finalmente, não menos importante, incluir aspectos positivos da vossa personalidade, passatempos, gostos, interesses, desde que, sejam aqueles que os psicólogos mais gostam, e que contribuem para vos traçarem um bonito perfil psicológico. Alguns exemplos: Desporto intelectual e físico, ler livros muito grandes e sem imagens, ir ao cinema ver filmes alternativos, reciclar, conduzir um híbrido, ser voluntário no hospital, gostar de desafios, lidar bem com situações extremas, ouvir chopin ou bach, escrever um blog (não como este) ou ir à igreja (hoje em dia, esta pode sair furada, ninguém gosta de um fanático religioso). Basicamente, tudo o que não vos identifique como alguém capaz de chegar um dia armado ao trabalho e disparar contra os colegas.
Mais um post educativo.
Friday, June 23, 2006
Portugal quando a selecção joga
Hoje, entre os relatórios detalhados das actividades desenvolvidas pelos jogadores da selecção em estágio na Alemanha, apanhei a notícia de que a General Motors iria fechar uma fábrica da Opel em Portugal, enviando para o desemprego mais algumas centenas de portugueses. Inquirido por um jornal fícticio inventado por mim, um transeunte que passava terá respondido à pergunta "O que pensa deste despedimento em massa, e da crise que assola o nosso país?" da seguinte forma:
"Crise? ESTAMOS NOS OITAVOS, CARALHO!!!!"
Mais burros que os portugueses em altura de mundial, só os americanos o resto do tempo.
"Crise? ESTAMOS NOS OITAVOS, CARALHO!!!!"
Mais burros que os portugueses em altura de mundial, só os americanos o resto do tempo.
Saturday, June 17, 2006
Tabaco
Ora, como posso eu exprimir o que me vai na alma, sem provavelmente ofender os meus ricos leitores fumadores? Após meditar nesta questão 15 segundos inteirinhos, cheguei à conclusão que não vale a pena, eles que se fodam, porque afinal, é apenas uma (muito) pequena retribuição pelo mal que me causam.
Sou contra o tabaco? Fumar é sinal de fraqueza, as pessoas fumam como sendo a forma de melhor enfrentar as dificuldades da vida, uma vez que a nicotina ajuda a acalmar. Mais, as pessoas fumam para serem mais inteligentes, uma vez que este narcótico ajuda a estimular a actividade cerebral. E fumam porque são agarradinhas e já não conseguem viver sem aquilo. Só por isto, sou contra. O facto de foderem os pulmões nem precisa de ser referido.
A razão deste post foi que, numa ida ao cinema, me vi forçado a seguir atrás de um conjunto de fumadores, à saída, na escada rolante. Filhos da puta. É que nem se apercebem da merda que fazem. Agem como se aquele aborto de hábito fosse algo natural. Como se o fumo que expelem se dissipasse no ar instantaneamente. Como se os estúpidos atrás não tivessem a comer com ele durante todo o tempo que demora a viagem na puta da escada.
Uma vez que não tenho razão para protestar, já que é permitido fumar na maioria dos sítios ou situações, resta-me a doce certeza de que 80% deles vão morrer precoce e horrivelmente. Cá fico à espera.
Sou contra o tabaco? Fumar é sinal de fraqueza, as pessoas fumam como sendo a forma de melhor enfrentar as dificuldades da vida, uma vez que a nicotina ajuda a acalmar. Mais, as pessoas fumam para serem mais inteligentes, uma vez que este narcótico ajuda a estimular a actividade cerebral. E fumam porque são agarradinhas e já não conseguem viver sem aquilo. Só por isto, sou contra. O facto de foderem os pulmões nem precisa de ser referido.
A razão deste post foi que, numa ida ao cinema, me vi forçado a seguir atrás de um conjunto de fumadores, à saída, na escada rolante. Filhos da puta. É que nem se apercebem da merda que fazem. Agem como se aquele aborto de hábito fosse algo natural. Como se o fumo que expelem se dissipasse no ar instantaneamente. Como se os estúpidos atrás não tivessem a comer com ele durante todo o tempo que demora a viagem na puta da escada.
Uma vez que não tenho razão para protestar, já que é permitido fumar na maioria dos sítios ou situações, resta-me a doce certeza de que 80% deles vão morrer precoce e horrivelmente. Cá fico à espera.
Friday, June 09, 2006
Putas no Mundial
Não vou fazer prognósticos em relação à prestação da nossa selecção neste campeonato. Até porque não são famosos, e não quero desanimar ninguém. Vou antes dar conhecimento duma notícia perfeitamente descabida, e que cria precedentes histórios únicos.
Segundo a sic reporta aqui, o vaticano está contra a prostituição no Mundial, ao contrário dos outros Mundiais e restantes competições desportivas, onde é comum o papa tecer algumas palavras de incentivo a todas as putas do mundo, em prol de um serviço bem feito.
Percebo que a igreja católica esteja um pouco aborrecida por o mundo ainda não ter acabado, mesmo agora ultrapassámos outra data de risco (06-06-06), mas daí a manifestar-se publicamente desta forma negativa é abusar um bocado.
É porreiro as agências noticiosas encontrarem espaço para encaixarem estas notícias realmente chocantes.
E agora que já disse algumas parvoíces, só quero dizer que sou contra a prostituição, simplesmente não culpo o futebol pela sua existência. Até porque, segundo dizem, já havia antes da bola cá chegar...
Segundo a sic reporta aqui, o vaticano está contra a prostituição no Mundial, ao contrário dos outros Mundiais e restantes competições desportivas, onde é comum o papa tecer algumas palavras de incentivo a todas as putas do mundo, em prol de um serviço bem feito.
Percebo que a igreja católica esteja um pouco aborrecida por o mundo ainda não ter acabado, mesmo agora ultrapassámos outra data de risco (06-06-06), mas daí a manifestar-se publicamente desta forma negativa é abusar um bocado.
É porreiro as agências noticiosas encontrarem espaço para encaixarem estas notícias realmente chocantes.
E agora que já disse algumas parvoíces, só quero dizer que sou contra a prostituição, simplesmente não culpo o futebol pela sua existência. Até porque, segundo dizem, já havia antes da bola cá chegar...
Tuesday, June 06, 2006
Indignado
Bom, e depois de algum tempo sem escrever nada, dou duas de seguida em dois dias. Nada mau.
Acontece, caros leitores, que mais uma vez acabo por ser eu a pensar em coisas que deviam ser naturais, mas que nos continuam a ser negadas, e com esta já são 3 invenções que infelizmente não tenho capacidade para desenvolver.
1ª Televisões com 2 comandos remotos de origem, já neste blog explicado porquê.
2ª Leitor de mp3 incluído na chave dos carros novos. Se repararem, as chaves dos carros têm um tamanho considerável, e já possuem um sistema electrónico, normalmente de controlo do alarme, e funcionamento do motor. Interrogo-me se seria muito difícil acrescentar um dispositivo de armazenamento, com um buraquinho para os fones e interface usb para ligar ao PC e meter lá uns mp3, e que, ao inserir-se a chave na ignição, automaticamente o rádio tocasse a playlist lá inserida. Acho que, no séc. XXI, é o mínimo que se pode exigir.
3ª Secadores para as mãos nos WC's públicos com um sistema combinado. Já repararam que existem 2 tipos de secadores para as mãos, e nenhum deles é eficiente? O primeiro, activa o secador durante um período de tempo fixo, o qual raramente é suficiente para secar alguma coisa. O segundo, funciona por sensor, e pára constantemente apesar de um gajo não tirar de lá as mãos. Seria pedir muito, um secador com sensor, mas com um tempo de funcionamento mínimo, ao fim do qual continuasse a funcionar se detectasse actividade?
É realmente impressionante como chego aqui e reparo que não disse um único palavrão. Bastaram 3 anos para aquela mulher me transformar num tipo fino e educado. Foda-se...
:)
Acontece, caros leitores, que mais uma vez acabo por ser eu a pensar em coisas que deviam ser naturais, mas que nos continuam a ser negadas, e com esta já são 3 invenções que infelizmente não tenho capacidade para desenvolver.
1ª Televisões com 2 comandos remotos de origem, já neste blog explicado porquê.
2ª Leitor de mp3 incluído na chave dos carros novos. Se repararem, as chaves dos carros têm um tamanho considerável, e já possuem um sistema electrónico, normalmente de controlo do alarme, e funcionamento do motor. Interrogo-me se seria muito difícil acrescentar um dispositivo de armazenamento, com um buraquinho para os fones e interface usb para ligar ao PC e meter lá uns mp3, e que, ao inserir-se a chave na ignição, automaticamente o rádio tocasse a playlist lá inserida. Acho que, no séc. XXI, é o mínimo que se pode exigir.
3ª Secadores para as mãos nos WC's públicos com um sistema combinado. Já repararam que existem 2 tipos de secadores para as mãos, e nenhum deles é eficiente? O primeiro, activa o secador durante um período de tempo fixo, o qual raramente é suficiente para secar alguma coisa. O segundo, funciona por sensor, e pára constantemente apesar de um gajo não tirar de lá as mãos. Seria pedir muito, um secador com sensor, mas com um tempo de funcionamento mínimo, ao fim do qual continuasse a funcionar se detectasse actividade?
É realmente impressionante como chego aqui e reparo que não disse um único palavrão. Bastaram 3 anos para aquela mulher me transformar num tipo fino e educado. Foda-se...
:)
Monday, June 05, 2006
O que se perde...
Todos os dias (ou quase) recordamos datas importantes. São datas que mudaram o mundo, dias de um ou mais, extraordinários acontecimentos que marcaram a diferença daí em diante. E, contudo, pelo caminho, há perdas. Como um sinal enviado por um cabo de cobre (analogia de informático). E é com uma dessas datas perdidas que eu gostaria de exemplificar.
Surgiu-me a (re)ver essa grande série da nossa infância, A-TEAM (ainda hoje tenho o toque para o telemóvel disso, com o discurso do narrador e tudo), onde as balas não matavam ninguém, aquela carrinha preta do B.A. era indestrutível, e o mesmo actor fazia de 7 ou 8 vilões diferentes ao longo da série.
Sabiam que, a determinado ponto do tempo (impossível de apontar com certeza, mas algures durante os anos 90), os personagens de televisão e cinema deixaram de virar, ao de leve, o volante dos veículos automóveis, para a esquerda e para a direita, nas rectas? E que uma data tão marcante na história, onde finalmente alguém parou e pensou na estupidez que era, meterem um actor a mexer o volante só para dar aquela sensação de movimento, foi completamente esquecida? Como, parvejo eu, é suposto evoluirmos como civilização, se continuamos a ignorar desta forma a nossa herança?
Nem no google me consegui safar.
Surgiu-me a (re)ver essa grande série da nossa infância, A-TEAM (ainda hoje tenho o toque para o telemóvel disso, com o discurso do narrador e tudo), onde as balas não matavam ninguém, aquela carrinha preta do B.A. era indestrutível, e o mesmo actor fazia de 7 ou 8 vilões diferentes ao longo da série.
Sabiam que, a determinado ponto do tempo (impossível de apontar com certeza, mas algures durante os anos 90), os personagens de televisão e cinema deixaram de virar, ao de leve, o volante dos veículos automóveis, para a esquerda e para a direita, nas rectas? E que uma data tão marcante na história, onde finalmente alguém parou e pensou na estupidez que era, meterem um actor a mexer o volante só para dar aquela sensação de movimento, foi completamente esquecida? Como, parvejo eu, é suposto evoluirmos como civilização, se continuamos a ignorar desta forma a nossa herança?
Nem no google me consegui safar.
Friday, May 05, 2006
Ponte da Barca - O regresso
Tinhamos chegado à noite de véspera do regresso a casa, pedia-se algo especial. Ainda um pouco dorido da garganta de tanto ter gritado (e bebido) na noite anterior, sugeri que se cortasse um pouco no álcool, por forma a podermos ir dar uma volta até Braga depois de jantar. Assim foi. Jantar dentro de casa, uma vez que a noite estava um pouco mais fria que a anterior, sobremesa, 2 dedos de conversa sobre o Scolari e a convocatória do Ricardo, e finalmente, arrumar tudo para poupar tempo na manhã da partida.
Braga era um pouco longe para a hora que era quando terminámos, e então pensou-se que poderiamos dar um saltinho até o único bar de Ponte de Barca, e se a coisa até estivesse porreira, ficar por lá. Curiosamente, a mesma pessoa que deu a ideia, foi a primeira a dizer "vamos para Braga" quando chegámos ao bar.
O plano era simples: Apanhar a auto-estrada que liga directamente Ponte da Barca a Braga. Como era óbvio, elegeram-me o navegador. Mas essa foi uma daquelas noites em que o instinto teria dado melhor resultado que a inteligência. Antes da entrada na auto-estrada, circulavamos numa via rápida em excelentes condições, deserta (porque seria?), com placas a assinalar Braga a 44 km. Ora, com uma estrada daquelas, sem trânsito, a minha inteligência dizia-me para continuar, e poupar o dinheiro das portagens. Excusado será dizer que, mal passámos a saída para a dita, a via rápida se transformou num pesadelo de curvas, por entre localidades cheias de rotundas, com o chamado "piso suíço". Tinha terminado uma estrada e começado outra. Todos me criticavam por não ser vidente. E ainda agora tinhamos saído de casa.
Quase 1 hora depois, chegados a Braga, era uma questão de encontrar a zona que fazia daquela a "cidade mais jovem de Portugal". Após alguns minutos a ir para lado nenhum, encostámos ao lado de um jovem casal, para pedir direcções. A resposta foi pronta: "A esta hora (1h30) está tudo fechado ou a fechar!" - Isto poderia ter sido terrível, não chegássemos depois à conclusão, que o rapaz tinha dito à acompanhante que tudo iria fechar, por forma a poder consumar a sua jovem relação mais depressa. Obviamente, tinha que manter o cenário à frente dela, quando nos mandou dar uma volta.
Por esta altura, o gasóleo estava a acabar. Era preciso uma bomba. Após uma conversa com um tripeiro rechonchudinho, demos uma "granda bolta", mas ao fazer o contrário daquilo que ele nos tinha dito, lá demos com uma bomba (nem sei se era aquela à qual ele se referia). Nessa bomba as coisas começaram a melhorar. Um chavalo novo, de aspecto hip, estacionou na bomba à nossa frente. Dirigi-me a ele e perguntei-lhe: "Bares?". E ele responde: "Universidade". Não foi preciso mais. Depósito atestado, seguimos as placas que diziam "Universidade", que mais valia dizerem "Bebedouro". Num fininho e meio estávamos à porta de um bar na cidade mais jovem de Portugal. Ora ao que parece, os jovens de Portugal deitam-se cedinho, porque a senhora que nos recebeu à porta, ao invés de nos dar alguns dos 300 cartões de consumo que tinha na mão, disse-nos que o bar ia fechar, assim como todos os outros. Olhámos em volta e deparámo-nos com a veracidade da afirmação. Estava TUDO a fechar. Ainda nem eram 2h. "E agora?" - Pensámos. "Viemos de Setúbal para isto?" - Não. Avisam-nos que existe uma discoteca (por esta altura até fiquei admirado de conhecerem o termo) numa terra ali perto, chamada Lagar's. A moral estava em baixo. Alguns queriam era voltar para casa. "Mas... e as 50 rotundas que fizémos até aqui?" - Sei que a minha condição física corria um grande risco ao lembrar-lhes disso, mas o efeito foi o esperado. Voltámos aos carros e seguimos para a disco. Desta vez, deixámos o outro carro ir à frente.
Após mais uma volta inútil, passando por aquilo que provavelmente era o sítio mais díficil de achar em Braga, a zona dos engates, pedimos informação a um casal composto por 2 homens (...), que devem ter achado piada ao nosso amigo que os abordou, e quase lhe desenharam um mapa. Aí, as coisas melhoraram, e depois de falar com outro casal que (acho) lhe tentou cravar boleia, e mais um rapaz, já quase ao pé do destino, o moço lá nos levou à disco :)
Gostei dos porteiros. Enquanto barravam 4 gajos, por não terem mulher, mandam-me a mim e à malta toda entrar (6 gajos e 2 gajas, façam as contas). Ainda por cima eu ia à frente, o que normalmente é meio caminho andado para não passarmos da porta.
A discoteca era decente. Embora a hora e o sono já pesassem, o pormenor de não haver muito fumo e da comida contar para o consumo (fiz uma rima) conquistou-me. As gajas dançaram até às 5h, os gajos, na sua maioria, ficaram sentados. Foi como levar as crianças ao parque. Custou-me ter que ir lá e dizer "já chega meninas", mas era realmente tarde e a alvorada era às 9h.
A deliberação sobre como ir para casa foi unânime: "Auto-estrada!!!". Mais uma vez, a pressão de nos levar a casa recaiu sobre os meus ombros. E cumpri... até à saída para Ponte da Barca. A saída estava razoavelmente bem assinalada, a 1700 m já tinhamos a primeira placa. A distância foi diminuindo, e avisei o condutor: "Encosta à direita. (...) Encosta à direita. (...) Direita!" E ele encostou... Mas não virou. Em cima da saída, a cor da placa para Ponte da Barca muda de azul, para branco. Às 6h da manhã, isto é o suficiente para lixar a cabeça a um gajo. E lá ficámos, parados na auto-estrada, uns metros depois da saída. "Menos mal, faz marcha-atrás" - Disse. Ele assim fez. Mas a condutora do Honda (o outro carro) lembrou-se de ter um ataque de consciência e recusou-se a parar na auto-estrada, seguindo caminho. No meio de nenhures, de madrugada, sem termos visto um único carro o caminho todo, o medo de ser fotografada por satélite e multada foi mais forte.
A situação em si já não era boa, mas foi quando nos lembrámos que ambas as chaves de ambas as casas estavam no carro que seguiu rumo ao desconhecido, que o desespero nos atingiu. Chegar a casa e ter que ficar à espera da menina bem-comportadinha ia custar a engolir. Mas por acaso, e nessa noite, a parte em que mais se riu foi durante o período de espera à porta de casa. Não perguntem porquê. Já não me lembro. Mas conhecendo-me a mim e aos 3 marmanjos que iam comigo, não se deve ter aproveitado nada.
Algum tempo depois, chegam os "perdidos", vindos de Paredes de Coura. Podiamos ir dormir. Estava de tal forma que nem me lembro como é que consegui chegar à cama.
A manhã seguinte foi de ressaca. Não de álcool, mas de um fim-de-semana em cheio e de uma noite longa. Os condutores tiveram direito a dormir mais um pouco, mas a meio da manhã, estavamos no caminho de volta. A palhaçada no caminho foi igual à da ida, até deu para passar a máquina fotográfica de um carro para o outro a 100 km/h para todos ficarem nas fotos.
Parámos em Aveiro, para ganhar forças com um bom almoço (e foi, sem dúvida, muito bom), e ficar assim a conhecer mais uma bonita cidade, mais precisamente a zona do fórum (vá onde for, vejo-me sempre metido em centros comerciais) e do centro, atravessado por um canal onde é possível passear de gôndola.
Como é óbvio, não podia faltar o abastecimento de ovos moles. Eu não sou apreciador de doces regionais, prefiro as tortas da dan cake, mas um comentário do rapaz-da-toalha-de-bidé levou-me a mostarda ao nariz: "Agarrado do caraças, nem sequer levas uns ovos para a tua Maria!" - Como eu fiz questão de mencionar, a sua alma está condenada a arder no inferno. Mas acabei por trazer aquilo. Ironia das ironias, a minha Maria não gosta de ovos moles, a minha mãe diz que está gorda e acabo por ser eu a ter que malhar aquilo.
Foi uma das últimas paragens da nossa viagem. Chegámos a Setúbal por volta das 21h. Foram umas mini-férias memoráveis, pelo menos na minha opinião, e nem o facto de não termos assistido a um beijo entre as duas raparigas pode estragar isso.
Braga era um pouco longe para a hora que era quando terminámos, e então pensou-se que poderiamos dar um saltinho até o único bar de Ponte de Barca, e se a coisa até estivesse porreira, ficar por lá. Curiosamente, a mesma pessoa que deu a ideia, foi a primeira a dizer "vamos para Braga" quando chegámos ao bar.
O plano era simples: Apanhar a auto-estrada que liga directamente Ponte da Barca a Braga. Como era óbvio, elegeram-me o navegador. Mas essa foi uma daquelas noites em que o instinto teria dado melhor resultado que a inteligência. Antes da entrada na auto-estrada, circulavamos numa via rápida em excelentes condições, deserta (porque seria?), com placas a assinalar Braga a 44 km. Ora, com uma estrada daquelas, sem trânsito, a minha inteligência dizia-me para continuar, e poupar o dinheiro das portagens. Excusado será dizer que, mal passámos a saída para a dita, a via rápida se transformou num pesadelo de curvas, por entre localidades cheias de rotundas, com o chamado "piso suíço". Tinha terminado uma estrada e começado outra. Todos me criticavam por não ser vidente. E ainda agora tinhamos saído de casa.
Quase 1 hora depois, chegados a Braga, era uma questão de encontrar a zona que fazia daquela a "cidade mais jovem de Portugal". Após alguns minutos a ir para lado nenhum, encostámos ao lado de um jovem casal, para pedir direcções. A resposta foi pronta: "A esta hora (1h30) está tudo fechado ou a fechar!" - Isto poderia ter sido terrível, não chegássemos depois à conclusão, que o rapaz tinha dito à acompanhante que tudo iria fechar, por forma a poder consumar a sua jovem relação mais depressa. Obviamente, tinha que manter o cenário à frente dela, quando nos mandou dar uma volta.
Por esta altura, o gasóleo estava a acabar. Era preciso uma bomba. Após uma conversa com um tripeiro rechonchudinho, demos uma "granda bolta", mas ao fazer o contrário daquilo que ele nos tinha dito, lá demos com uma bomba (nem sei se era aquela à qual ele se referia). Nessa bomba as coisas começaram a melhorar. Um chavalo novo, de aspecto hip, estacionou na bomba à nossa frente. Dirigi-me a ele e perguntei-lhe: "Bares?". E ele responde: "Universidade". Não foi preciso mais. Depósito atestado, seguimos as placas que diziam "Universidade", que mais valia dizerem "Bebedouro". Num fininho e meio estávamos à porta de um bar na cidade mais jovem de Portugal. Ora ao que parece, os jovens de Portugal deitam-se cedinho, porque a senhora que nos recebeu à porta, ao invés de nos dar alguns dos 300 cartões de consumo que tinha na mão, disse-nos que o bar ia fechar, assim como todos os outros. Olhámos em volta e deparámo-nos com a veracidade da afirmação. Estava TUDO a fechar. Ainda nem eram 2h. "E agora?" - Pensámos. "Viemos de Setúbal para isto?" - Não. Avisam-nos que existe uma discoteca (por esta altura até fiquei admirado de conhecerem o termo) numa terra ali perto, chamada Lagar's. A moral estava em baixo. Alguns queriam era voltar para casa. "Mas... e as 50 rotundas que fizémos até aqui?" - Sei que a minha condição física corria um grande risco ao lembrar-lhes disso, mas o efeito foi o esperado. Voltámos aos carros e seguimos para a disco. Desta vez, deixámos o outro carro ir à frente.
Após mais uma volta inútil, passando por aquilo que provavelmente era o sítio mais díficil de achar em Braga, a zona dos engates, pedimos informação a um casal composto por 2 homens (...), que devem ter achado piada ao nosso amigo que os abordou, e quase lhe desenharam um mapa. Aí, as coisas melhoraram, e depois de falar com outro casal que (acho) lhe tentou cravar boleia, e mais um rapaz, já quase ao pé do destino, o moço lá nos levou à disco :)
Gostei dos porteiros. Enquanto barravam 4 gajos, por não terem mulher, mandam-me a mim e à malta toda entrar (6 gajos e 2 gajas, façam as contas). Ainda por cima eu ia à frente, o que normalmente é meio caminho andado para não passarmos da porta.
A discoteca era decente. Embora a hora e o sono já pesassem, o pormenor de não haver muito fumo e da comida contar para o consumo (fiz uma rima) conquistou-me. As gajas dançaram até às 5h, os gajos, na sua maioria, ficaram sentados. Foi como levar as crianças ao parque. Custou-me ter que ir lá e dizer "já chega meninas", mas era realmente tarde e a alvorada era às 9h.
A deliberação sobre como ir para casa foi unânime: "Auto-estrada!!!". Mais uma vez, a pressão de nos levar a casa recaiu sobre os meus ombros. E cumpri... até à saída para Ponte da Barca. A saída estava razoavelmente bem assinalada, a 1700 m já tinhamos a primeira placa. A distância foi diminuindo, e avisei o condutor: "Encosta à direita. (...) Encosta à direita. (...) Direita!" E ele encostou... Mas não virou. Em cima da saída, a cor da placa para Ponte da Barca muda de azul, para branco. Às 6h da manhã, isto é o suficiente para lixar a cabeça a um gajo. E lá ficámos, parados na auto-estrada, uns metros depois da saída. "Menos mal, faz marcha-atrás" - Disse. Ele assim fez. Mas a condutora do Honda (o outro carro) lembrou-se de ter um ataque de consciência e recusou-se a parar na auto-estrada, seguindo caminho. No meio de nenhures, de madrugada, sem termos visto um único carro o caminho todo, o medo de ser fotografada por satélite e multada foi mais forte.
A situação em si já não era boa, mas foi quando nos lembrámos que ambas as chaves de ambas as casas estavam no carro que seguiu rumo ao desconhecido, que o desespero nos atingiu. Chegar a casa e ter que ficar à espera da menina bem-comportadinha ia custar a engolir. Mas por acaso, e nessa noite, a parte em que mais se riu foi durante o período de espera à porta de casa. Não perguntem porquê. Já não me lembro. Mas conhecendo-me a mim e aos 3 marmanjos que iam comigo, não se deve ter aproveitado nada.
Algum tempo depois, chegam os "perdidos", vindos de Paredes de Coura. Podiamos ir dormir. Estava de tal forma que nem me lembro como é que consegui chegar à cama.
A manhã seguinte foi de ressaca. Não de álcool, mas de um fim-de-semana em cheio e de uma noite longa. Os condutores tiveram direito a dormir mais um pouco, mas a meio da manhã, estavamos no caminho de volta. A palhaçada no caminho foi igual à da ida, até deu para passar a máquina fotográfica de um carro para o outro a 100 km/h para todos ficarem nas fotos.
Parámos em Aveiro, para ganhar forças com um bom almoço (e foi, sem dúvida, muito bom), e ficar assim a conhecer mais uma bonita cidade, mais precisamente a zona do fórum (vá onde for, vejo-me sempre metido em centros comerciais) e do centro, atravessado por um canal onde é possível passear de gôndola.
Como é óbvio, não podia faltar o abastecimento de ovos moles. Eu não sou apreciador de doces regionais, prefiro as tortas da dan cake, mas um comentário do rapaz-da-toalha-de-bidé levou-me a mostarda ao nariz: "Agarrado do caraças, nem sequer levas uns ovos para a tua Maria!" - Como eu fiz questão de mencionar, a sua alma está condenada a arder no inferno. Mas acabei por trazer aquilo. Ironia das ironias, a minha Maria não gosta de ovos moles, a minha mãe diz que está gorda e acabo por ser eu a ter que malhar aquilo.
Foi uma das últimas paragens da nossa viagem. Chegámos a Setúbal por volta das 21h. Foram umas mini-férias memoráveis, pelo menos na minha opinião, e nem o facto de não termos assistido a um beijo entre as duas raparigas pode estragar isso.
Ponte da Barca
Este é um post "privado" destinado e dedicado especialmente a todos os meus amigos, com quem fui passar um fim-de-semana a Ponte da Barca. Como sou o mais eloquente, fui convidado a imortalizar a experiência no meu blog, mesmo sabendo que à partida isto é bem mais para a parvoíce que para relatos fidedignos.
Nota: Vou evitar a linguagem pesada neste post. Pode ser uma história que interesse às pessoas de bom gosto que eventualmente percam tempo a ler este blog. A ambas.
Para quem não sabe, Ponte da Barca é uma aldeia (vila?) situada a 40 km a norte de Braga, no país excelente que é Portugal. E digo excelente, porque tudo o que vi este fim-de-semana foi lindo. Paisagens excelentes que um gajo vê do carro, praticamente durante o caminho todo. Rios límpidos combinados com floresta verdejante (termo muito literário este, não é?), onde era possível inclusivé ir à banhoca, sem nos preocuparmos com a hipótese de sermos atingidos por uma lata de coca-cola atirada por algum transeunte, ou lixarmos um pé num tubo de escape no fundo, que normalmente não conseguimos ver nos rios aqui do centro porque a água é preta. Enfim, perfeitamente deslumbrante o cenário desta nossa aventura.
Tudo começou numa madrugada de Sábado, pelas 5h. Surpreendentemente, ninguém se deixou dormir (a malta quando é para a maluqueira não perdoa), apesar da hora tardia (sim, tardia, porque para mim estar acordado às 5h da manhã é maioritariamente sinal de que me vou deitar tarde e não de que me levantei cedo). Se se tratasse de um jantar às 20h, o primeiro a chegar estaria lá às 20h15 e o último às 21h30, só para dar uma ideia da noção de horário deste grupo, e o quão anormal foi esta pontualidade.
Dividimos o grupo de 8 pessoas em 2 carros, que seguiram por caminhos diferentes até entrarmos na auto-estrada do Norte. A partir daí a viagem foi típica, sempre com as ultrapassagens inúteis uns aos outros, e os períodos a ocupar as 2 faixas quando não vinha ninguém, a berrar de um carro para o outro, como se não se tratassem de jovens adultos com formação superior. Um mimo.
Na 2ª paragem, numa estação de serviço algures lá para cima surge o primeiro precalço: Um dos bólides deixa de pegar. Não me lembro de quantas vezes ouvi a dona dizer "Honda não falha". Bom, falhou. E continuou a falhar. Só pegava de empurrão. Foi o completo delírio para as dezenas de turistas que também lá estavam, verem 3 gajos a empurrar o carro pelo meio do estacionamento, não sei se eram portugueses, mas se eram espanhóis, ainda hoje devem estar a comentar isso. Como se a Honda fosse portuguesa. Adiante.
Já todos ouviram falar da hospitalidade do norte, mas parece que nos wc's públicos, os senhores levam a sua preocupação com o bem-estar alheio um pouco mais além. Dois amigos meus entram no wc, com alguns 30 urinóis, e vai cada um para a sua ponta. Nisto entra um senhor, que prontamente se colocou ao lado do primeiro, para com certeza, se certificar que num momento delicado como é mijar, tudo corria pelo melhor. Atitude fantástica.
Após 3 ou 4 arranques de empurrão, nos mais variados sítios, incluíndo o estacionamento do modelo, eis que chegámos à Ponte da Barca. Desde logo o rio impressionou, muito bonito mesmo, com um parque ao lado, ideal para a malta almoçar, visto que a entrada na casa alugada só podia acontecer a partir das 15h. Acho que o comentário que saiu da boca de um dos mais picuinhas foi: "15h? Então porque é que me fizeram levantar às 5h?" - O que eu tenho que aturar....
Após a paparoca e as fotos iniciais, seguiu-se um joguinho de futebol. 3 para 3, balizas pequenas. Houve um amigo meu que não quis, porque é o anti-social do grupo, e uma rapariga já de idade avançada (alguns 27 anos) que tem coisas melhores para fazer que andar a fazer figura de parva atrás de uma bola. Agora que penso nisso, não sei se foi uma ou duas gajas que se cortaram :)
No final do jogo, ambas as equipas acharam que venceram, a minha porque ganhou mesmo, a outra porque não sabe contar. Adiante.
Chegada a hora do encontro com a senhoria, dirigimo-nos às casas (2 casas germinadas, numa encosta, à beira-rio) para deixar a bagagem, e partir à procura duma praia fluvial, já que estava um calor do caraças. Encontrámos um pântano, com um banco de areia de 15 metros quadrados, e mesmo para isso já foi preciso andar um bocado às voltas (já que ninguém me dá ouvidos). A água do rio era gelada. Quando saí, passei 5 minutos à procura dos genitais. No entanto, outra amiga nossa é metade peixe e consegue ficar de molho em qualquer água, durante pelo menos meia hora. Mas foi um rapaz, o último a desistir, naquela que ficou conhecida como "a história do rapaz que foi atacado pelo peixe-calhau".
Após o entusiasmo inicial, aproveitámos o dia para tomar uns banhos de sol. A maioria deitados nas suas toalhas de praia, um de nós na sua toalha de bidé, a única que tinha disponível. No entanto, o homem que tem mais peso no grupo banhava-se alegremente, apesar de ter arriscado uma vida de masturbação ao microscópio. Após alguns minutos, oiço um comentário de dentro de água: "Epá, os peixes estão aqui a saltar mesmo ao pé." - Eu estava deitado, meio a dormir, mas achei piada ao rapazinho feliz por estar a brincar com os peixes. No entanto algo macabro aconteceu. Um sorrizinho cínico surgia no rosto do gajo da toalha de bidé. Admirado, olhei para ele, com ar curioso. Ele diz-me: "Sou eu que estou a atirar pedras". O acto em si tinha alguma piada, mas quando me lembro das palavras "eles estão a saltar aqui mesmo ao pé de mim!"... bom, ainda bem que estava sem pila, senão tinha-me mijado. E depois, caros leitores, o potencial da situação! Enorme! Não podiamos deixar que o homem-dos-peixes desconfiasse. Então riamos para dentro, correndo o risco de rebentar um pulmão de tão hilariante que era a situação (talvez não assim, lida, mas para quem lá estava era). Lá continuava ele a brincar com os peixes saltitões, e o outro a atirar pedras. Foi até uma lhe acertar, e pensei que, sem sombra de dúvida, a piada tinha terminado. Mas o comentário de dentro de água não foi o esperado: "EPÁ AGORA UM SALTOU-ME MESMO PARA A MÃO!! O FILHA DA PUTA!!!!" - Foi o descalabro. Já chorávamos. As bochechas doridas do ar que eram forçadas a contêr. Eu só tentava esconder a cara, e até acho que não foi por mim que finalmente o gajo se apercebeu, mas sim por causa do rapaz-da-toalha-de-bidé, que não tinha com o que tapar nada. Que grande momento :)
Estava marcada borga para esse Sábado, mas o dia já ia longo e a malta optou por uma churrascada no quintal. E em boa hora o fez. Boa e muita carninha, sangria à descrição, cerveja, moscatel, e karaoke no portátil. Nunca se cantou tanto e tão mal. A desgraça era muita. Não só por causa do alcool, mas porque às 22h já um gajo estava de pé à 17 horas. Mas ninguém desistiu antes da 1h. Até lá, tudo dava para rir um pouco, é impressionante como quando não se diz ou faz nada de jeito, ninguém se aborrece. No entanto foi também nesta noite que surgiu a primeira desilusão.
Com o grau elevado de alcoolémia que apresentavam, especulava-se que as duas mulheres da expedição tivessem abertas a novas experiências. Daí que, durante certas músicas com coreografias mais arrojadas (nenhum de nós a cantar, obviamente), tenham surgido na multidão comentários do género: "Beija" ou "Só um xoxinho". Sem efeito. Impressionante. Tão perto e contudo tão longe. Até tenho medo de pensar se alguns dos homens lá teriam tido o mesmo discernimento. Adiante.
O sono foi pesado. Até à hora de levantar para tomar o pequeno-almoço (marcado para as 9h30). Uma voltinha pela aldeia (vila?) até ao almoço e passou-se a manhã. O "chefe" pensou que podiamos comer massa instantânea ao almoço, e a malta comeu. Não foi fácil, mas aquilo lá escorregou. À tarde, uns ficaram a dormir, outros foram até Arcos de Vale de Vez, e não é que ainda se estava lá melhor? Toca a arrancar para trás para ir buscar o resto da malta, ainda por cima arranjou-se lá um spot com uma corda atada a uma árvore, à beira-rio, mesmo a jeito para dar uns mergulhos valentes. Aquilo é que era vida. A multidão à beira-rio gritava por nós, empolgada: "Vai filho!!!!" - Dizia uma senhora mais extrovertida. E eu fui. Mal de mim desiludir uma senhora da idade da minha mãe. A pândega durou até o rapaz-do-peixe-calhau rachar um bocado do ramo. Mais ninguém arriscou ir depois disso.
O jantar foi novamente churrascada, peixe e carne grelhados no carvão, mas desta vez com aguinha à mistura. Poupou-se o dinheiro de um jantar fora de casa, só para o gastarmos no almoço do dia seguinte.
Vou terminar por aqui, e reservo o resto da viagem para o post seguinte, porque já estou um bocado farto de escrever, e as palavras caras já não surgem na minha mente como o habitual.
-- FIM DA PRIMEIRA PARTE --
Nota: Vou evitar a linguagem pesada neste post. Pode ser uma história que interesse às pessoas de bom gosto que eventualmente percam tempo a ler este blog. A ambas.
Para quem não sabe, Ponte da Barca é uma aldeia (vila?) situada a 40 km a norte de Braga, no país excelente que é Portugal. E digo excelente, porque tudo o que vi este fim-de-semana foi lindo. Paisagens excelentes que um gajo vê do carro, praticamente durante o caminho todo. Rios límpidos combinados com floresta verdejante (termo muito literário este, não é?), onde era possível inclusivé ir à banhoca, sem nos preocuparmos com a hipótese de sermos atingidos por uma lata de coca-cola atirada por algum transeunte, ou lixarmos um pé num tubo de escape no fundo, que normalmente não conseguimos ver nos rios aqui do centro porque a água é preta. Enfim, perfeitamente deslumbrante o cenário desta nossa aventura.
Tudo começou numa madrugada de Sábado, pelas 5h. Surpreendentemente, ninguém se deixou dormir (a malta quando é para a maluqueira não perdoa), apesar da hora tardia (sim, tardia, porque para mim estar acordado às 5h da manhã é maioritariamente sinal de que me vou deitar tarde e não de que me levantei cedo). Se se tratasse de um jantar às 20h, o primeiro a chegar estaria lá às 20h15 e o último às 21h30, só para dar uma ideia da noção de horário deste grupo, e o quão anormal foi esta pontualidade.
Dividimos o grupo de 8 pessoas em 2 carros, que seguiram por caminhos diferentes até entrarmos na auto-estrada do Norte. A partir daí a viagem foi típica, sempre com as ultrapassagens inúteis uns aos outros, e os períodos a ocupar as 2 faixas quando não vinha ninguém, a berrar de um carro para o outro, como se não se tratassem de jovens adultos com formação superior. Um mimo.
Na 2ª paragem, numa estação de serviço algures lá para cima surge o primeiro precalço: Um dos bólides deixa de pegar. Não me lembro de quantas vezes ouvi a dona dizer "Honda não falha". Bom, falhou. E continuou a falhar. Só pegava de empurrão. Foi o completo delírio para as dezenas de turistas que também lá estavam, verem 3 gajos a empurrar o carro pelo meio do estacionamento, não sei se eram portugueses, mas se eram espanhóis, ainda hoje devem estar a comentar isso. Como se a Honda fosse portuguesa. Adiante.
Já todos ouviram falar da hospitalidade do norte, mas parece que nos wc's públicos, os senhores levam a sua preocupação com o bem-estar alheio um pouco mais além. Dois amigos meus entram no wc, com alguns 30 urinóis, e vai cada um para a sua ponta. Nisto entra um senhor, que prontamente se colocou ao lado do primeiro, para com certeza, se certificar que num momento delicado como é mijar, tudo corria pelo melhor. Atitude fantástica.
Após 3 ou 4 arranques de empurrão, nos mais variados sítios, incluíndo o estacionamento do modelo, eis que chegámos à Ponte da Barca. Desde logo o rio impressionou, muito bonito mesmo, com um parque ao lado, ideal para a malta almoçar, visto que a entrada na casa alugada só podia acontecer a partir das 15h. Acho que o comentário que saiu da boca de um dos mais picuinhas foi: "15h? Então porque é que me fizeram levantar às 5h?" - O que eu tenho que aturar....
Após a paparoca e as fotos iniciais, seguiu-se um joguinho de futebol. 3 para 3, balizas pequenas. Houve um amigo meu que não quis, porque é o anti-social do grupo, e uma rapariga já de idade avançada (alguns 27 anos) que tem coisas melhores para fazer que andar a fazer figura de parva atrás de uma bola. Agora que penso nisso, não sei se foi uma ou duas gajas que se cortaram :)
No final do jogo, ambas as equipas acharam que venceram, a minha porque ganhou mesmo, a outra porque não sabe contar. Adiante.
Chegada a hora do encontro com a senhoria, dirigimo-nos às casas (2 casas germinadas, numa encosta, à beira-rio) para deixar a bagagem, e partir à procura duma praia fluvial, já que estava um calor do caraças. Encontrámos um pântano, com um banco de areia de 15 metros quadrados, e mesmo para isso já foi preciso andar um bocado às voltas (já que ninguém me dá ouvidos). A água do rio era gelada. Quando saí, passei 5 minutos à procura dos genitais. No entanto, outra amiga nossa é metade peixe e consegue ficar de molho em qualquer água, durante pelo menos meia hora. Mas foi um rapaz, o último a desistir, naquela que ficou conhecida como "a história do rapaz que foi atacado pelo peixe-calhau".
Após o entusiasmo inicial, aproveitámos o dia para tomar uns banhos de sol. A maioria deitados nas suas toalhas de praia, um de nós na sua toalha de bidé, a única que tinha disponível. No entanto, o homem que tem mais peso no grupo banhava-se alegremente, apesar de ter arriscado uma vida de masturbação ao microscópio. Após alguns minutos, oiço um comentário de dentro de água: "Epá, os peixes estão aqui a saltar mesmo ao pé." - Eu estava deitado, meio a dormir, mas achei piada ao rapazinho feliz por estar a brincar com os peixes. No entanto algo macabro aconteceu. Um sorrizinho cínico surgia no rosto do gajo da toalha de bidé. Admirado, olhei para ele, com ar curioso. Ele diz-me: "Sou eu que estou a atirar pedras". O acto em si tinha alguma piada, mas quando me lembro das palavras "eles estão a saltar aqui mesmo ao pé de mim!"... bom, ainda bem que estava sem pila, senão tinha-me mijado. E depois, caros leitores, o potencial da situação! Enorme! Não podiamos deixar que o homem-dos-peixes desconfiasse. Então riamos para dentro, correndo o risco de rebentar um pulmão de tão hilariante que era a situação (talvez não assim, lida, mas para quem lá estava era). Lá continuava ele a brincar com os peixes saltitões, e o outro a atirar pedras. Foi até uma lhe acertar, e pensei que, sem sombra de dúvida, a piada tinha terminado. Mas o comentário de dentro de água não foi o esperado: "EPÁ AGORA UM SALTOU-ME MESMO PARA A MÃO!! O FILHA DA PUTA!!!!" - Foi o descalabro. Já chorávamos. As bochechas doridas do ar que eram forçadas a contêr. Eu só tentava esconder a cara, e até acho que não foi por mim que finalmente o gajo se apercebeu, mas sim por causa do rapaz-da-toalha-de-bidé, que não tinha com o que tapar nada. Que grande momento :)
Estava marcada borga para esse Sábado, mas o dia já ia longo e a malta optou por uma churrascada no quintal. E em boa hora o fez. Boa e muita carninha, sangria à descrição, cerveja, moscatel, e karaoke no portátil. Nunca se cantou tanto e tão mal. A desgraça era muita. Não só por causa do alcool, mas porque às 22h já um gajo estava de pé à 17 horas. Mas ninguém desistiu antes da 1h. Até lá, tudo dava para rir um pouco, é impressionante como quando não se diz ou faz nada de jeito, ninguém se aborrece. No entanto foi também nesta noite que surgiu a primeira desilusão.
Com o grau elevado de alcoolémia que apresentavam, especulava-se que as duas mulheres da expedição tivessem abertas a novas experiências. Daí que, durante certas músicas com coreografias mais arrojadas (nenhum de nós a cantar, obviamente), tenham surgido na multidão comentários do género: "Beija" ou "Só um xoxinho". Sem efeito. Impressionante. Tão perto e contudo tão longe. Até tenho medo de pensar se alguns dos homens lá teriam tido o mesmo discernimento. Adiante.
O sono foi pesado. Até à hora de levantar para tomar o pequeno-almoço (marcado para as 9h30). Uma voltinha pela aldeia (vila?) até ao almoço e passou-se a manhã. O "chefe" pensou que podiamos comer massa instantânea ao almoço, e a malta comeu. Não foi fácil, mas aquilo lá escorregou. À tarde, uns ficaram a dormir, outros foram até Arcos de Vale de Vez, e não é que ainda se estava lá melhor? Toca a arrancar para trás para ir buscar o resto da malta, ainda por cima arranjou-se lá um spot com uma corda atada a uma árvore, à beira-rio, mesmo a jeito para dar uns mergulhos valentes. Aquilo é que era vida. A multidão à beira-rio gritava por nós, empolgada: "Vai filho!!!!" - Dizia uma senhora mais extrovertida. E eu fui. Mal de mim desiludir uma senhora da idade da minha mãe. A pândega durou até o rapaz-do-peixe-calhau rachar um bocado do ramo. Mais ninguém arriscou ir depois disso.
O jantar foi novamente churrascada, peixe e carne grelhados no carvão, mas desta vez com aguinha à mistura. Poupou-se o dinheiro de um jantar fora de casa, só para o gastarmos no almoço do dia seguinte.
Vou terminar por aqui, e reservo o resto da viagem para o post seguinte, porque já estou um bocado farto de escrever, e as palavras caras já não surgem na minha mente como o habitual.
-- FIM DA PRIMEIRA PARTE --
Thursday, April 27, 2006
Numa sociedade ideal, não existem subidas
Tive um sonho. Um pouco alucinado, sem dúvida derivado do cansaço, em que viviamos numa sociedade perfeita. E nessa sociedade, fosse qual fosse o nosso destino, o percurso para lá era a descer. Nada como a merda de caminho que fiz desde o trabalho até casa, de bicicleta.
O nosso país é hilariante. Somos pobres, mas temos um custo de vida alto. Uma das despesas do dia a dia é o combustível. Seria de pensar que em curtas distâncias, fosse preferível andar a pé, ou ainda, de bicicleta. Vivo a 5 km do local onde trabalho, não é nada de mais perder 20 min. e poupar uns trocos. Mas não o faço com frequência. Acho que não gostam de mim quando ando de bicicleta. O incómodo que causo aos condutores é tal, que tenho dificuldade em dormir à noite. O próprio sistema não gosta que eu ande de bicicleta. Quando estabelece um plano para reparar um troço de estrada, deixa a berma de fora, para poupar dinheiro. Devem achar que ninguém a usa. Sim, naquele estado, é capaz de ser verdade.
Segundo o código da estrada, uma bicicleta é um veículo. No entanto, com estradas onde mal cabem 2 carros em sentidos opostos, um veículo destes causa muito transtorno. Lá fora percebem isso, portanto são construídos passeios para peões e bicicletas. Cá, até se colocam sinais de trânsito a bloquear as bermas. "Perigo, zona de acidentes" - Ora foda-se, com um sinal à frente depois duma curva, você também estaria em perigo.
Não chega já ser sempre a subir, ainda um gajo tem que ir com atenção aos obstáculos, parece que estamos nos x-games. Também gosto dos camiões estacionados a ocupar a berma toda e metade da estrada. Enfim, quando estou cansado fico um bocado mariquinhas. Mas que gostava de cagar no carro e andar mais de bicicleta, gostava. Enfiem o euro e trinta e quatro o litro no buraquinho do cu, filhos da puta.
A compra da bicicleta teve piada. Fui ali ao Jumbo, olhei, vi logo o que queria. Era vermelha, moderna, CARA. Tudo o que se pode querer numa bicicleta. No entanto, antes que chegasse a senhora responsável pela zona, para a tirar do suporte aéreo inteligente, a 2 metros do chão, chega-me um brasileiro ao pé de mim com 2 amigos, e começa a fitar a mesma bina que eu. O vermelho puxa o olho. Ora, caralhos m'a fodam, podem entrar cá para dentro, mas acho que ainda existe algures uma lei qualquer que defende que sós os portugueses é que podem ter coisas boas. O gajo volta-se para mim e diz: "Sabi quanto pesa?" - Não, mas deve ser bué. "É bunita" - Sim, mas eu cheguei primeiro. "Num faix mau, tô só chekando" - Ainda bem. E a comentarem uns para os outros "bein legau pra mandá pró brasiu". Não há bicicletas no Brasil? "Sim, mas é caru, aqui fica ein conta". Foda-se, é a mais cara que aqui está.
Nisto chega a senhora, que me diz que a posso tirar eu mesmo (tava-se mesmo a ver), e também concordei que era melhor, tratava-se de uma rapariga, até me sentia mal de ficar ali a vê-la escavacar-se toda para tirar aquilo lá de cima. Nisto, os brasileiros perguntam: "Num tein outra?". Não. Só o que está exposto. Então bazaram. Volto-me para a senhora e digo: "Olhe, afinal vou tirar a azul".
O nosso país é hilariante. Somos pobres, mas temos um custo de vida alto. Uma das despesas do dia a dia é o combustível. Seria de pensar que em curtas distâncias, fosse preferível andar a pé, ou ainda, de bicicleta. Vivo a 5 km do local onde trabalho, não é nada de mais perder 20 min. e poupar uns trocos. Mas não o faço com frequência. Acho que não gostam de mim quando ando de bicicleta. O incómodo que causo aos condutores é tal, que tenho dificuldade em dormir à noite. O próprio sistema não gosta que eu ande de bicicleta. Quando estabelece um plano para reparar um troço de estrada, deixa a berma de fora, para poupar dinheiro. Devem achar que ninguém a usa. Sim, naquele estado, é capaz de ser verdade.
Segundo o código da estrada, uma bicicleta é um veículo. No entanto, com estradas onde mal cabem 2 carros em sentidos opostos, um veículo destes causa muito transtorno. Lá fora percebem isso, portanto são construídos passeios para peões e bicicletas. Cá, até se colocam sinais de trânsito a bloquear as bermas. "Perigo, zona de acidentes" - Ora foda-se, com um sinal à frente depois duma curva, você também estaria em perigo.
Não chega já ser sempre a subir, ainda um gajo tem que ir com atenção aos obstáculos, parece que estamos nos x-games. Também gosto dos camiões estacionados a ocupar a berma toda e metade da estrada. Enfim, quando estou cansado fico um bocado mariquinhas. Mas que gostava de cagar no carro e andar mais de bicicleta, gostava. Enfiem o euro e trinta e quatro o litro no buraquinho do cu, filhos da puta.
A compra da bicicleta teve piada. Fui ali ao Jumbo, olhei, vi logo o que queria. Era vermelha, moderna, CARA. Tudo o que se pode querer numa bicicleta. No entanto, antes que chegasse a senhora responsável pela zona, para a tirar do suporte aéreo inteligente, a 2 metros do chão, chega-me um brasileiro ao pé de mim com 2 amigos, e começa a fitar a mesma bina que eu. O vermelho puxa o olho. Ora, caralhos m'a fodam, podem entrar cá para dentro, mas acho que ainda existe algures uma lei qualquer que defende que sós os portugueses é que podem ter coisas boas. O gajo volta-se para mim e diz: "Sabi quanto pesa?" - Não, mas deve ser bué. "É bunita" - Sim, mas eu cheguei primeiro. "Num faix mau, tô só chekando" - Ainda bem. E a comentarem uns para os outros "bein legau pra mandá pró brasiu". Não há bicicletas no Brasil? "Sim, mas é caru, aqui fica ein conta". Foda-se, é a mais cara que aqui está.
Nisto chega a senhora, que me diz que a posso tirar eu mesmo (tava-se mesmo a ver), e também concordei que era melhor, tratava-se de uma rapariga, até me sentia mal de ficar ali a vê-la escavacar-se toda para tirar aquilo lá de cima. Nisto, os brasileiros perguntam: "Num tein outra?". Não. Só o que está exposto. Então bazaram. Volto-me para a senhora e digo: "Olhe, afinal vou tirar a azul".
Tuesday, April 18, 2006
Alemanha
O que é? Um país. Mais precisamente, um país que teve a honra de receber Minha Excelência, eu próprio, pelo período de 1 semana. E qual é o propósito de um blog, se não for para partilhar e relembrar mais tarde, as bonitas experiências da vida. Não poupando nos pormenores, como é óbvio.
Ora, para alguém que nunca gostou do conceito de entrar num avião, o planeamento da viagem podia ter corrido melhor. Ao invés de um vôo directo, encavaram-me (bonita expressão alentejana para descrever o acto que um sujeito pratica sobre outro, por detrás e com as calças do último em baixo) com escalas em Munique, a caminho de Leipzig (o destino). 4 vôos para ir e vir, o dobro da probabilidade de morrer. Agora pergunto eu: existe mesmo assim tanta necessidade de colocar a vida de alguém (p.e. eu, e afinal é o que interessa) que não se conhece, em perigo, além do necessário, para atingir o mesmo objectivo? Julgo que não. Adiante.
Esquecendo um pouco a viagem de avião (e uma de carro que fiz por lá, numa daquelas auto-estradas sem limite de velocidade, onde por várias vezes me vi forçado a rezar aos deuses e ao Eusébio para que o motor do mercedes gripasse, sem sorte, raios partam a tecnologia alemã), passo a descrever o que vi por lá. Cheguei de noite, a uma quinta, no meio do campo. Não se via puto, tive que esperar pela manhã para perceber onde raios estava. Saí, parei e olhei. Tudo à volta era verde, lembrava a primavera em Portugal, mas fazia mais frio que no Inverno. As casas eram parecidas às nossas, exceptuando pelas pinturas de guerra desenhadas nas paredes e os telhados em forma de capacete do Darth Vader (tenho fotos). Pus-me a caminho da vila mais próxima, cujo nome não me atrevo a pronunciar, pronto a dar uma olhadela aos stands, para ver se salvava um carrinho desta experiência maluca que é ir à Alemanha quando estão 25 graus em Portugal. Gostei do que vi, por pouco não me decidi a ficar por lá, a recolher o lixo, porque ao menos assim podia comprar um audi ou um bmw, já que aqui, como engenheiro, ainda vou de bicicleta para o trabalho quando o tempo "tá" bom para poupar uns trocados...
Nos dias seguintes, em casa ou na rua, o meu conhecimento sobre a cultura alemã aumentava a olhos vistos. Uma autêntica "esponja cultural", este homem.
Assim, aqui ficam algumas curiosidades que aprendi sobre aquele país:
Dos 100 canais televisivos, 90 eram em alemão. As casas não têm persianas, e o sol nasce às 5h. As portuguesas são MUITO melhores que as alemãs. Quando inquiridos, 100% dos alemães afirmam não falar inglês, mas descobri mais tarde que, se cagar na pergunta e começar directamente a falar, a maioria percebe e responde de acordo. Na páscoa, as árvores são decoradas com ovos, como se faz no natal, com enfeites. Os alemães também passam os vermelhos. Para eles, desde que não neve, está bom tempo para comer gelado numa esplanada. Lá os chapéus de chuva são para mariquinhas. Na cidade, chegas ao meio de um mercado de ciganos e apanhas wireless no teu portátil. A cerveja deles escorrega realmente bem, custa é 2,5 euros o copo. Muitos alemães deixam a porta destrancada à noite. Os polícias alemães são mais simpáticos que o resto da população. E finalmente, para acabar em beleza, ainda podes ir a uma disco alemã e ouvir Whigfield com o seu hit "saturday night".
Agora que já sabem onde é que eu estava metido, permitam-me partilhar convosco alguns momentos mais fora do normal que tive (não desesperem, dá para rir um bocado).
Às páginas tantas, vejo-me convidado para um casamento entre um português com uma alemã. Não presenciei o casamento, mas estava lá para o copo de água, só com o pequeno-almoço no estômago, a pensar na paparoca. Ora acontece que, sem grande justificação para tal, os alemães não se sabem casar, embora como nós, já o façam à muito tempo. E digo isto porquê? Após a viagem de hora e meia, já a barriguinha ia um bocado a dar horas, vejo-me chegado ao copo de água e... nada. Nem uns croquetes, nem umas fatias de pão. Só cerveja. E um gajo não pode dizer que não, ou ofende (aprendi isso no "padrinho"). E depois da cerveja, já ia mais outra hora e tal decorrida, o champagne. E como nem percebia muito bem o que se passava, só dizia "ya, ya". Longe de mim arriscar ser responsável por um incidente diplomático.
Finalmente, já a minha cabeça tinha um tamanho considerável, oferecem-me uma fatia de bolo dos noivos com um cafezinho. Bolo dos noivos? Antes da comida? "Isto será legal?", pensava eu. Não disse que não. Não podia. Adiante.
Já passava das 18h quando começou a cheirar a comida. A minha irmã já tinha ido ao carro malhar uns croissants que tinhamos comprado no lidl, e que supostamente eram para a semana toda.
Começa a malta a comer, self-service (admite-se?), quando chegam os animadores. Dois alemães que para sacarem reacção dos tugas tiveram que meter a música "love generation" do Bob Sinclar em repeat durante meia hora. Quando o noivo me disse que iamos ter um fadinho mais à frente, até chorei de emoção por ir ouvir cantar português.
Mas o melhor ainda estava para vir. Já que até aqui foi tudo ao contrário, só faltava mesmo aquilo que inicia qualquer bom casamento: A despedida de solteiro. Então, ao final da noite, arranca o bom striptease ao som de rammstein. Houve direito a uma ovação de pé. A rapariga merecia. Actuou até já não ter onde segurar as notas. Bravo. Por esta altura, não havia lá ninguém que não tivesse já a planear o seu casamento na Alemanha. Adiante.
Outra situação caricata que me aconteceu, foi estar um dia em casa a jantar (e lembrem-se, a malta não tranca as portas), quando me entra pela sala um puto alemão, não devia ter mais de 20 anos, a cair de bebâdo, a perguntar pela festa de anos da Tânia (seja lá quem for), isto numa quinta, no meio do mato, a quilómetros da civilização.
Já tinha ouvido falar de bebedeiras de andar 3 dias à procura de casa, mas nunca tinha realmente visto nenhuma.
Após termos confirmado que realmente ninguém nas redondezas conhecia o puto, o gajo nota que não éramos alemães, e pergunta-nos o que bebiam os portugueses. Quando soube que era vinho ofereceu-se para ficar. "Fica para outra vez jovem, vai lá à procura da Tânia". E ele foi.
Bom, acho que não fica muito por contar. Não me vou pôr para aqui a falar de monumentos ou derivados. Também não vou contar o que me ia na cabeça dentro dos aviões. Nem quando imediatamente antes da descolagem, passa por mim um mecânico com um alicate e uma chave de fendas. Ou quando o motor da esquerda não arrancou ao mesmo tempo que o da direita. Ou quando as hospedeiras insistiam em mostrar-me o funcionamento de um colete salva-vidas, ao invés de um pára-quedas.
Uma experiência para repetir? Dizer que não, ofende.
Ora, para alguém que nunca gostou do conceito de entrar num avião, o planeamento da viagem podia ter corrido melhor. Ao invés de um vôo directo, encavaram-me (bonita expressão alentejana para descrever o acto que um sujeito pratica sobre outro, por detrás e com as calças do último em baixo) com escalas em Munique, a caminho de Leipzig (o destino). 4 vôos para ir e vir, o dobro da probabilidade de morrer. Agora pergunto eu: existe mesmo assim tanta necessidade de colocar a vida de alguém (p.e. eu, e afinal é o que interessa) que não se conhece, em perigo, além do necessário, para atingir o mesmo objectivo? Julgo que não. Adiante.
Esquecendo um pouco a viagem de avião (e uma de carro que fiz por lá, numa daquelas auto-estradas sem limite de velocidade, onde por várias vezes me vi forçado a rezar aos deuses e ao Eusébio para que o motor do mercedes gripasse, sem sorte, raios partam a tecnologia alemã), passo a descrever o que vi por lá. Cheguei de noite, a uma quinta, no meio do campo. Não se via puto, tive que esperar pela manhã para perceber onde raios estava. Saí, parei e olhei. Tudo à volta era verde, lembrava a primavera em Portugal, mas fazia mais frio que no Inverno. As casas eram parecidas às nossas, exceptuando pelas pinturas de guerra desenhadas nas paredes e os telhados em forma de capacete do Darth Vader (tenho fotos). Pus-me a caminho da vila mais próxima, cujo nome não me atrevo a pronunciar, pronto a dar uma olhadela aos stands, para ver se salvava um carrinho desta experiência maluca que é ir à Alemanha quando estão 25 graus em Portugal. Gostei do que vi, por pouco não me decidi a ficar por lá, a recolher o lixo, porque ao menos assim podia comprar um audi ou um bmw, já que aqui, como engenheiro, ainda vou de bicicleta para o trabalho quando o tempo "tá" bom para poupar uns trocados...
Nos dias seguintes, em casa ou na rua, o meu conhecimento sobre a cultura alemã aumentava a olhos vistos. Uma autêntica "esponja cultural", este homem.
Assim, aqui ficam algumas curiosidades que aprendi sobre aquele país:
Dos 100 canais televisivos, 90 eram em alemão. As casas não têm persianas, e o sol nasce às 5h. As portuguesas são MUITO melhores que as alemãs. Quando inquiridos, 100% dos alemães afirmam não falar inglês, mas descobri mais tarde que, se cagar na pergunta e começar directamente a falar, a maioria percebe e responde de acordo. Na páscoa, as árvores são decoradas com ovos, como se faz no natal, com enfeites. Os alemães também passam os vermelhos. Para eles, desde que não neve, está bom tempo para comer gelado numa esplanada. Lá os chapéus de chuva são para mariquinhas. Na cidade, chegas ao meio de um mercado de ciganos e apanhas wireless no teu portátil. A cerveja deles escorrega realmente bem, custa é 2,5 euros o copo. Muitos alemães deixam a porta destrancada à noite. Os polícias alemães são mais simpáticos que o resto da população. E finalmente, para acabar em beleza, ainda podes ir a uma disco alemã e ouvir Whigfield com o seu hit "saturday night".
Agora que já sabem onde é que eu estava metido, permitam-me partilhar convosco alguns momentos mais fora do normal que tive (não desesperem, dá para rir um bocado).
Às páginas tantas, vejo-me convidado para um casamento entre um português com uma alemã. Não presenciei o casamento, mas estava lá para o copo de água, só com o pequeno-almoço no estômago, a pensar na paparoca. Ora acontece que, sem grande justificação para tal, os alemães não se sabem casar, embora como nós, já o façam à muito tempo. E digo isto porquê? Após a viagem de hora e meia, já a barriguinha ia um bocado a dar horas, vejo-me chegado ao copo de água e... nada. Nem uns croquetes, nem umas fatias de pão. Só cerveja. E um gajo não pode dizer que não, ou ofende (aprendi isso no "padrinho"). E depois da cerveja, já ia mais outra hora e tal decorrida, o champagne. E como nem percebia muito bem o que se passava, só dizia "ya, ya". Longe de mim arriscar ser responsável por um incidente diplomático.
Finalmente, já a minha cabeça tinha um tamanho considerável, oferecem-me uma fatia de bolo dos noivos com um cafezinho. Bolo dos noivos? Antes da comida? "Isto será legal?", pensava eu. Não disse que não. Não podia. Adiante.
Já passava das 18h quando começou a cheirar a comida. A minha irmã já tinha ido ao carro malhar uns croissants que tinhamos comprado no lidl, e que supostamente eram para a semana toda.
Começa a malta a comer, self-service (admite-se?), quando chegam os animadores. Dois alemães que para sacarem reacção dos tugas tiveram que meter a música "love generation" do Bob Sinclar em repeat durante meia hora. Quando o noivo me disse que iamos ter um fadinho mais à frente, até chorei de emoção por ir ouvir cantar português.
Mas o melhor ainda estava para vir. Já que até aqui foi tudo ao contrário, só faltava mesmo aquilo que inicia qualquer bom casamento: A despedida de solteiro. Então, ao final da noite, arranca o bom striptease ao som de rammstein. Houve direito a uma ovação de pé. A rapariga merecia. Actuou até já não ter onde segurar as notas. Bravo. Por esta altura, não havia lá ninguém que não tivesse já a planear o seu casamento na Alemanha. Adiante.
Outra situação caricata que me aconteceu, foi estar um dia em casa a jantar (e lembrem-se, a malta não tranca as portas), quando me entra pela sala um puto alemão, não devia ter mais de 20 anos, a cair de bebâdo, a perguntar pela festa de anos da Tânia (seja lá quem for), isto numa quinta, no meio do mato, a quilómetros da civilização.
Já tinha ouvido falar de bebedeiras de andar 3 dias à procura de casa, mas nunca tinha realmente visto nenhuma.
Após termos confirmado que realmente ninguém nas redondezas conhecia o puto, o gajo nota que não éramos alemães, e pergunta-nos o que bebiam os portugueses. Quando soube que era vinho ofereceu-se para ficar. "Fica para outra vez jovem, vai lá à procura da Tânia". E ele foi.
Bom, acho que não fica muito por contar. Não me vou pôr para aqui a falar de monumentos ou derivados. Também não vou contar o que me ia na cabeça dentro dos aviões. Nem quando imediatamente antes da descolagem, passa por mim um mecânico com um alicate e uma chave de fendas. Ou quando o motor da esquerda não arrancou ao mesmo tempo que o da direita. Ou quando as hospedeiras insistiam em mostrar-me o funcionamento de um colete salva-vidas, ao invés de um pára-quedas.
Uma experiência para repetir? Dizer que não, ofende.
Friday, March 24, 2006
V for Vendetta
Ando a denotar um tom de revolta no meu blog. Se fosse analisado por um psicólogo, julgo que o senhor diria que a minha escrita é um "escape", uma forma de colocar cá fora a minha opinião sobre muito do que se passa em meu redor, uma vez que ninguém está realmente disposto a ouvir-me (obviamente).
Sendo assim, achei por bem escrever sobre algo que gostei. "V for Vendetta" foi, para já, o filme do ano. Sendo um filme sobre comics, convém ter-se consciência do que se vai ver. Heróis, vilões, donzelas em apuros, muita acção e efeitos especiais. Mesmo como se quer um filme :) Mas filmes assim, há aos pontapés, e não é isso que torna este especial.
Fora um facto que é praticamente dado como certo durante todo o filme, e que se confirma no final, é impossível saber o que irá acontecer a seguir. Ficamos colados à cadeira durante 2 horas, e dificilmente durante algum momento não estamos embriagados pelo que estamos a ver.
O herói é genial. Personagem da DC Comics (bolinha com um R aqui), daqueles menos conhecidos, provavelmente porque não é um dos "vitalícios" como o Super-Homem ou Batman, ficou para já imortalizado na história do cinema, como parte de um dos melhores filmes sobre um comic de sempre. O actor escolhido para o papel... dificilmente poderia ter sido melhor. Sendo alguém que não mostra cara, o importante mesmo era a voz. E caraças, que a voz do Hugo Weaving caiu no "V" que nem um meteorito no armaguedão. A pinta da máscara também está muito lá. Em memória de Guy Fawkes, um dos responsáveis pela tentativa de assassinato falhada do Rei James I, em 1605, que ficou conhecida como "a trama da pólvora", e que ainda hoje é recordada nalguns países, no 5 de Novembro. Supostamente, Fawkes era um homem decente, e tentou incitar uma revolta contra um Rei "tirano". Para lembrar essa data, surge uma frase mencionada neste filme, que sem dúvida, não é fácil esquecer:
"Remember, remember, the fifth of November, gunpowder treason and plot. I see no reason why the gunpowder treason should ever be forgot."
Apesar desta fonte de inspiração, a acção do filme decorre num ano futuro, onde após muitos conflitos armados, o governo inglês resolve instaurar medidas ditatoriais para manter a paz. "V" é um terrorista que procura vingança contra este governo, procurando realizar aquilo que Fawkes não conseguiu, há 400 anos. Pelo caminho ainda conhece a personagem de Natalie Portman, Evey, outra boa adição a este filme, mas a outro nível.
O vilão é irritante com'ó caraças, absolutamente detestável, o que é sempre bom num filme do género.
Os efeitos especiais estão ao nível por mim considerado ideal. Nada de animação exagerada por computador, ou seja, os efeitos complementam o filme e não o contrário.
Apesar disto tudo, ontem ainda consegui ouvir um senhor na Sic Notícias a criticar negativamente este tipo de filmes. Senhor já na casa dos 50-60 anos. Foi até ao cúmulo de comparar as receitas de um filme como este, a filmes de menor orçamento, sem dúvida com qualidade, mas que atraem muito menos audiência. Na opinião do senhor, deviam deixar de fazer filmes como o Star Wars, ou Batmans. Nem comento o facto de darem tempo de antena a alguém assim, porque não quero marcar um post tão decente com palavras menos apropriadas.
Viva la revolucion!
Sendo assim, achei por bem escrever sobre algo que gostei. "V for Vendetta" foi, para já, o filme do ano. Sendo um filme sobre comics, convém ter-se consciência do que se vai ver. Heróis, vilões, donzelas em apuros, muita acção e efeitos especiais. Mesmo como se quer um filme :) Mas filmes assim, há aos pontapés, e não é isso que torna este especial.
Fora um facto que é praticamente dado como certo durante todo o filme, e que se confirma no final, é impossível saber o que irá acontecer a seguir. Ficamos colados à cadeira durante 2 horas, e dificilmente durante algum momento não estamos embriagados pelo que estamos a ver.
O herói é genial. Personagem da DC Comics (bolinha com um R aqui), daqueles menos conhecidos, provavelmente porque não é um dos "vitalícios" como o Super-Homem ou Batman, ficou para já imortalizado na história do cinema, como parte de um dos melhores filmes sobre um comic de sempre. O actor escolhido para o papel... dificilmente poderia ter sido melhor. Sendo alguém que não mostra cara, o importante mesmo era a voz. E caraças, que a voz do Hugo Weaving caiu no "V" que nem um meteorito no armaguedão. A pinta da máscara também está muito lá. Em memória de Guy Fawkes, um dos responsáveis pela tentativa de assassinato falhada do Rei James I, em 1605, que ficou conhecida como "a trama da pólvora", e que ainda hoje é recordada nalguns países, no 5 de Novembro. Supostamente, Fawkes era um homem decente, e tentou incitar uma revolta contra um Rei "tirano". Para lembrar essa data, surge uma frase mencionada neste filme, que sem dúvida, não é fácil esquecer:
"Remember, remember, the fifth of November, gunpowder treason and plot. I see no reason why the gunpowder treason should ever be forgot."
Apesar desta fonte de inspiração, a acção do filme decorre num ano futuro, onde após muitos conflitos armados, o governo inglês resolve instaurar medidas ditatoriais para manter a paz. "V" é um terrorista que procura vingança contra este governo, procurando realizar aquilo que Fawkes não conseguiu, há 400 anos. Pelo caminho ainda conhece a personagem de Natalie Portman, Evey, outra boa adição a este filme, mas a outro nível.
O vilão é irritante com'ó caraças, absolutamente detestável, o que é sempre bom num filme do género.
Os efeitos especiais estão ao nível por mim considerado ideal. Nada de animação exagerada por computador, ou seja, os efeitos complementam o filme e não o contrário.
Apesar disto tudo, ontem ainda consegui ouvir um senhor na Sic Notícias a criticar negativamente este tipo de filmes. Senhor já na casa dos 50-60 anos. Foi até ao cúmulo de comparar as receitas de um filme como este, a filmes de menor orçamento, sem dúvida com qualidade, mas que atraem muito menos audiência. Na opinião do senhor, deviam deixar de fazer filmes como o Star Wars, ou Batmans. Nem comento o facto de darem tempo de antena a alguém assim, porque não quero marcar um post tão decente com palavras menos apropriadas.
Viva la revolucion!
Sunday, March 19, 2006
Aquela selva arredondada...
Estou a falar, claro está, das rotundas em Portugal. E chamo-lhe selva, porque os portugueses, ao chegarem a uma, se comportam como animais. E porquê? Tenho aqui a oportunidade de referir o blog de um amigo meu, psicólogo de profissão, tanto ou mais parvo que eu, que escreve sobre o individualismo social em http://the-abstract.blogspot.com/2006/02/era-uma-vez-uma-bolha.html
De que forma se aplica isto às rotundas? Bom, comecemos por outro lado. Explicar o porquê de eu ficar fodido quando se recusam a cumprir com o que está certo, só porque "não dá jeito", ou porque simplesmente são nabos.
Eu sou uma pessoa lógica. Sempre fui. E agora que ando metido nos computadores, já penso em 0's e 1's. Assim como o código da estrada. É 80% lógico e intuitivo. Passei o meu primeiro exame de código, devia ter uns 10 anos. Estava no 5º ano, foi feito um exame de 20 perguntas, mais do ponto de vista dos peões e veículos sem motor, mas com perguntas que ainda vi no meu exame de condução, aos 18. Nunca tinha estudado o código da estrada, errei 2 em 20, conseguindo o melhor resultado na escola (acreditem, não foi proeza nenhuma), para não variar. 10 anos. E, se nessa altura, alguém me tivesse ensinado a conduzir em rotundas, eu tinha percebido. Aparentemente, sou um génio, uma vez que, aparentemente, sabia mais aos 10 anos, que os caramelos que hoje andam atrás de um volante. Pior. Há quem saiba, e se recuse a cumprir. Adiante.
Afinal, como se deve abordar uma rotunda? Na altura em que tirei a carta, não existia um algoritmo específico. Tanto que, para o meu instrutor, aqui na minha terra, cada rotunda tinha uma maneira diferente de ser abordada. Ainda pensei em levar cábulas para o exame de condução, mas não tinha espaço para todas e pensei: "que se foda".
Nessa altura, os acidentes em rotundas eram mais que muitos. Finalmente, alguém teve o bom senso de, mais uma vez, adicionar um pouco de lógica ao código da estrada, estipulando que, e passo a citar: "há que obrigar os condutores a circular sempre nas faixas interiores, sendo apenas permitida a passagem para a zona exterior no troço imediatamente antes da saída desejada" (in http://automotor.xl.pt/aut/0903/a01-00-00.shtml). Complicado?!
Dito de outra forma: Só entram numa rotunda encostados à direita se forem sair na 1ª saída, e em mais NENHUMA situação. Se forem em frente, ou sair na 2ª saída, já não encostam à direita, ficando numa das faixas mais à esquerda. Não interessa o número de faixas da saída, mas sim o da entrada.
Agora, a parte complexa, e que faz com esta "receita" não funcione: Quando há um acidente, provocado por um condutor ao tentar mudar para a faixa exterior, antes da sua saída, ou seja, agindo correctamente, aparentemente e tanto quanto julgo saber, este condutor não terá automaticamente razão. Porque não? Se envolvido no acidente estiver também um transgressor, que ia a PASSEAR pela faixa de fora, desde que entrou na rotunda, porque raios não é ele a arcar com as culpas? Bom, ele já lá estava, e o 1º é que lhe foi bater. Então para que serve esta bela merda de "instrução", enquanto houver quem se recuse a cumpri-la? Para foder quem cumpre?
A ausência de acção neste assunto, por parte da própria autoridade, contribui para que seja muito complicado convencer seja quem for a fazer o que é correcto, em deterimento do que é mais fácil. E todos sabemos que não é possível apelar à consciência de cada um, porque simplesmente, isto só está a dar para quem se está a cagar para os outros.
De que forma se aplica isto às rotundas? Bom, comecemos por outro lado. Explicar o porquê de eu ficar fodido quando se recusam a cumprir com o que está certo, só porque "não dá jeito", ou porque simplesmente são nabos.
Eu sou uma pessoa lógica. Sempre fui. E agora que ando metido nos computadores, já penso em 0's e 1's. Assim como o código da estrada. É 80% lógico e intuitivo. Passei o meu primeiro exame de código, devia ter uns 10 anos. Estava no 5º ano, foi feito um exame de 20 perguntas, mais do ponto de vista dos peões e veículos sem motor, mas com perguntas que ainda vi no meu exame de condução, aos 18. Nunca tinha estudado o código da estrada, errei 2 em 20, conseguindo o melhor resultado na escola (acreditem, não foi proeza nenhuma), para não variar. 10 anos. E, se nessa altura, alguém me tivesse ensinado a conduzir em rotundas, eu tinha percebido. Aparentemente, sou um génio, uma vez que, aparentemente, sabia mais aos 10 anos, que os caramelos que hoje andam atrás de um volante. Pior. Há quem saiba, e se recuse a cumprir. Adiante.
Afinal, como se deve abordar uma rotunda? Na altura em que tirei a carta, não existia um algoritmo específico. Tanto que, para o meu instrutor, aqui na minha terra, cada rotunda tinha uma maneira diferente de ser abordada. Ainda pensei em levar cábulas para o exame de condução, mas não tinha espaço para todas e pensei: "que se foda".
Nessa altura, os acidentes em rotundas eram mais que muitos. Finalmente, alguém teve o bom senso de, mais uma vez, adicionar um pouco de lógica ao código da estrada, estipulando que, e passo a citar: "há que obrigar os condutores a circular sempre nas faixas interiores, sendo apenas permitida a passagem para a zona exterior no troço imediatamente antes da saída desejada" (in http://automotor.xl.pt/aut/0903/a01-00-00.shtml). Complicado?!
Dito de outra forma: Só entram numa rotunda encostados à direita se forem sair na 1ª saída, e em mais NENHUMA situação. Se forem em frente, ou sair na 2ª saída, já não encostam à direita, ficando numa das faixas mais à esquerda. Não interessa o número de faixas da saída, mas sim o da entrada.
Agora, a parte complexa, e que faz com esta "receita" não funcione: Quando há um acidente, provocado por um condutor ao tentar mudar para a faixa exterior, antes da sua saída, ou seja, agindo correctamente, aparentemente e tanto quanto julgo saber, este condutor não terá automaticamente razão. Porque não? Se envolvido no acidente estiver também um transgressor, que ia a PASSEAR pela faixa de fora, desde que entrou na rotunda, porque raios não é ele a arcar com as culpas? Bom, ele já lá estava, e o 1º é que lhe foi bater. Então para que serve esta bela merda de "instrução", enquanto houver quem se recuse a cumpri-la? Para foder quem cumpre?
A ausência de acção neste assunto, por parte da própria autoridade, contribui para que seja muito complicado convencer seja quem for a fazer o que é correcto, em deterimento do que é mais fácil. E todos sabemos que não é possível apelar à consciência de cada um, porque simplesmente, isto só está a dar para quem se está a cagar para os outros.
Thursday, March 16, 2006
OPA
É impressão minha, ou agora é moda rejeitar OPA's (leia-se, Ofertas Públicas de Aquisição)?
- "XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX MIL MILHÕES DE EUROS!!!"
- "hmmm... nop."
Vemos ofertas de empresas que primam pela competência, a empresas cuja liderança não vale um cú. Deveria ser lógico. É o processo de selecção natural. Os nabos saem, os bons ficam. Mas não. Neste país, ser nabo é aceitável. E então, uma administração estagnada, com políticas, recursos e decisões ultrapassadas recusa-se a levantar o rabo das confortáveis cadeiras administrativas, apesar da (ENORME) compensação financeira.
- "Para que serve o dinheiro, afinal, se não tivermos poder?"
Mesmo que se fodam os clientes, forçados a aceitar as condições que lhes são impigidas, por falta de alternativa (nalguns casos), e que vêm assim desperdiçada, a oportunidade de melhoria de serviço.
E depois da primeira OPA falhada, outra OPA. E outra. Também rejeitadas. É a moda de 2006. Fazer OPA's e/ou recusá-las. Dá para aparecer na tv e tudo.
E a propósito, gosto de que, agora, durante uma crise económica como a nossa, cada vez que surge uma notícia, sobre qualquer tipo de aquisição ou oferta, é sempre "MIL MILHÕES DE EUROS". Já nada custa "milhões". É sempre milhares de milhão (biliões, como dizem os americanos). Seria de pensar que, como isto está, já um espanhol pudesse comprar o país todo por menos que isso...
- "XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX MIL MILHÕES DE EUROS!!!"
- "hmmm... nop."
Vemos ofertas de empresas que primam pela competência, a empresas cuja liderança não vale um cú. Deveria ser lógico. É o processo de selecção natural. Os nabos saem, os bons ficam. Mas não. Neste país, ser nabo é aceitável. E então, uma administração estagnada, com políticas, recursos e decisões ultrapassadas recusa-se a levantar o rabo das confortáveis cadeiras administrativas, apesar da (ENORME) compensação financeira.
- "Para que serve o dinheiro, afinal, se não tivermos poder?"
Mesmo que se fodam os clientes, forçados a aceitar as condições que lhes são impigidas, por falta de alternativa (nalguns casos), e que vêm assim desperdiçada, a oportunidade de melhoria de serviço.
E depois da primeira OPA falhada, outra OPA. E outra. Também rejeitadas. É a moda de 2006. Fazer OPA's e/ou recusá-las. Dá para aparecer na tv e tudo.
E a propósito, gosto de que, agora, durante uma crise económica como a nossa, cada vez que surge uma notícia, sobre qualquer tipo de aquisição ou oferta, é sempre "MIL MILHÕES DE EUROS". Já nada custa "milhões". É sempre milhares de milhão (biliões, como dizem os americanos). Seria de pensar que, como isto está, já um espanhol pudesse comprar o país todo por menos que isso...
Wednesday, March 08, 2006
Paris Hilton e sexo
Recebi num mail, um vídeo da Paris Hilton em todo o seu explendor oral (leia-se, a fazer um broche), com um tipo qualquer.
...
Tou-me profundamente a cagar, mas queria que cada vez que alguém escrevesse "Paris Hilton", "sexo" e "broche" no google, viessem parar ao meu blog, enganados.
Publicidade oferecida. Há que adorá-la.
PS: Para internacionalizar a coisa, fica um pequeno excerto do dicionário pt-inglês.
Paris Hilton - Paris Hilton
Broche - Blowjob
Oral - Oral
Sexo - Sex
...
Tou-me profundamente a cagar, mas queria que cada vez que alguém escrevesse "Paris Hilton", "sexo" e "broche" no google, viessem parar ao meu blog, enganados.
Publicidade oferecida. Há que adorá-la.
PS: Para internacionalizar a coisa, fica um pequeno excerto do dicionário pt-inglês.
Paris Hilton - Paris Hilton
Broche - Blowjob
Oral - Oral
Sexo - Sex
Friday, March 03, 2006
HI5
Ora, eu sou aquele tipo de gajo ingénuo, que gosta de acreditar no melhor de cada ser humano. Já me têm dito que sou parvo, que o mundo é uma selva, mas não! Não posso acreditar que cada um apenas se preocupa consigo mesmo, e que está disposto a espezinhar qualquer um para conseguir seguir a sua vidinha com menos uma preocupação.
Sou patego. MAS NÃO TENHO A MINHA VIDA ESTAMPADA NO HI5!!
Mais uma vez, a minha ignorância não tem limites. Já oiço falar no hi5 há anos, sem nunca ter tido a puta da curiosidade de ver o que era. Até criei lá um perfil, há cerca de um ano, adicionei 2 ou 3 amigos, e fartei-me. Tava visto. Nunca mais lá voltei.
De repente, surge-me um convite no mail, para aceitar como amigo, certo e determinado indivíduo. Tudo bem, vou ao meu perfil, fico um bocado perdido nas opções mas lá encontro a coisa. Ao pé disso, um link para o perfil do meu amigo...
... hein?
Fui lá... E entrei. Pensei "hmmm o boi já me devia ter adicionado, e autorizado. Ok porreiro." Ao lado, uma galeria de fotos de gajas. E eu, que já reparei que quando entro no meu perfil os senhores do hi5 fazem o favor de me presentear com tudo o que é gajedo da minha "network", pensei que se tratasse do mesmo. Errado. Por cima dizia "boi's friends". Amigos? Este gajedo todo? Aquele cromo? Bom, seja. Adiante.
Preparava-me então para seguir com a minha vida. Inadvertidamente passo com o rato por cima de um dos amigos, e surge-me aquela mãozinha no rato, que aparece quando navegamos por cima de um link. E aí ainda pensei: "é p'ra aumentar a foto das gajas". Errado outra vez. Clicando em cima duma das febras de qualidade, "amiga" do boi do meu amigo, vou parar... ao perfil da gaja. Eu. Mas eu não conheço a gaja. Não sou amigo dela. Mas tenho acesso à informação toda. Já sei o nome, idade, cidade, gostos e orientação sexual. E ao lado, tenho a galeria dos amigos, desta vez só gajos.
Que raio?
Então ainda pensei: "Algo se passa. Se calhar o boi adicionou uma daquelas gajas fictícias, enganado. A gaja não existe. Porque se existisse, não metia na net, para todos verem, fotografias suas em lingerie, e dos seus amigos em lingerie, e da família em lingerie."
Durante 2 segundos, fiquei descansado. Até que, um pouco mais à frente, na lista de amigos do boi do meu amigo, outro borrego que eu conheço. "É impossível que este link que leve à página de informação deste gajo", pensei. "Este sei que existe mesmo, e sei que não me adicionou como amigo". Errado (sim, não dei uma para a caixa). Cliquei na foto, e voilá. Perfil do borrego. A partir daí foi o descalabro.
Perfis de amigos de amigos de amigos de amigos meus. Tudo ali. E quem é amigo de quem. E este dizia que era meu amigo, mas se calhar não é, pelo que diz o hi5. E este meu amigo conhece esta minha amiga. E este outro, que é um anti-social do caralho, tem 50 amigos. E esta gaja boa aqui, tem 300, e é amiga do meu amigo, embora o cabrão nunca me tenha apresentado. Com certeza também gostava de ser minha amiga, com a breca! Até porque nesta altura, comecei a pensar que os convites para amizade, provavelmente não podem ser recusados! Claro, faz todo o sentido. É muito mais que um site de engate. É um site que força a amizade. Um site para aumentar o convívio da humanidade. Um site que tenta atingir à bruta, a paz no mundo. Mesmo que para isso seja preciso violar a privacidade ou direitos deste ou aquele. Obviamente, americano.
Mas não. Os convites podem ser rejeitados. Mais. Nem é preciso rejeitá-los, basta não os aceitar. Eu testei. Com 10 ou 15 gajas. Funciona. Mas eu não tenho foto em tronco nú. Não tenho fotos do meu cachorrinho. Não tenho fotos minhas em bebé. Quem haveria de aceitar amizade de um bronco destes? Mas é bom saber que tenho um stock de amigos na net, à distância de um click.
Não ficava tão parvo com a realidade cibernauta em que vivo, desde a cena dos aniversários.
Sou patego. MAS NÃO TENHO A MINHA VIDA ESTAMPADA NO HI5!!
Mais uma vez, a minha ignorância não tem limites. Já oiço falar no hi5 há anos, sem nunca ter tido a puta da curiosidade de ver o que era. Até criei lá um perfil, há cerca de um ano, adicionei 2 ou 3 amigos, e fartei-me. Tava visto. Nunca mais lá voltei.
De repente, surge-me um convite no mail, para aceitar como amigo, certo e determinado indivíduo. Tudo bem, vou ao meu perfil, fico um bocado perdido nas opções mas lá encontro a coisa. Ao pé disso, um link para o perfil do meu amigo...
... hein?
Fui lá... E entrei. Pensei "hmmm o boi já me devia ter adicionado, e autorizado. Ok porreiro." Ao lado, uma galeria de fotos de gajas. E eu, que já reparei que quando entro no meu perfil os senhores do hi5 fazem o favor de me presentear com tudo o que é gajedo da minha "network", pensei que se tratasse do mesmo. Errado. Por cima dizia "boi's friends". Amigos? Este gajedo todo? Aquele cromo? Bom, seja. Adiante.
Preparava-me então para seguir com a minha vida. Inadvertidamente passo com o rato por cima de um dos amigos, e surge-me aquela mãozinha no rato, que aparece quando navegamos por cima de um link. E aí ainda pensei: "é p'ra aumentar a foto das gajas". Errado outra vez. Clicando em cima duma das febras de qualidade, "amiga" do boi do meu amigo, vou parar... ao perfil da gaja. Eu. Mas eu não conheço a gaja. Não sou amigo dela. Mas tenho acesso à informação toda. Já sei o nome, idade, cidade, gostos e orientação sexual. E ao lado, tenho a galeria dos amigos, desta vez só gajos.
Que raio?
Então ainda pensei: "Algo se passa. Se calhar o boi adicionou uma daquelas gajas fictícias, enganado. A gaja não existe. Porque se existisse, não metia na net, para todos verem, fotografias suas em lingerie, e dos seus amigos em lingerie, e da família em lingerie."
Durante 2 segundos, fiquei descansado. Até que, um pouco mais à frente, na lista de amigos do boi do meu amigo, outro borrego que eu conheço. "É impossível que este link que leve à página de informação deste gajo", pensei. "Este sei que existe mesmo, e sei que não me adicionou como amigo". Errado (sim, não dei uma para a caixa). Cliquei na foto, e voilá. Perfil do borrego. A partir daí foi o descalabro.
Perfis de amigos de amigos de amigos de amigos meus. Tudo ali. E quem é amigo de quem. E este dizia que era meu amigo, mas se calhar não é, pelo que diz o hi5. E este meu amigo conhece esta minha amiga. E este outro, que é um anti-social do caralho, tem 50 amigos. E esta gaja boa aqui, tem 300, e é amiga do meu amigo, embora o cabrão nunca me tenha apresentado. Com certeza também gostava de ser minha amiga, com a breca! Até porque nesta altura, comecei a pensar que os convites para amizade, provavelmente não podem ser recusados! Claro, faz todo o sentido. É muito mais que um site de engate. É um site que força a amizade. Um site para aumentar o convívio da humanidade. Um site que tenta atingir à bruta, a paz no mundo. Mesmo que para isso seja preciso violar a privacidade ou direitos deste ou aquele. Obviamente, americano.
Mas não. Os convites podem ser rejeitados. Mais. Nem é preciso rejeitá-los, basta não os aceitar. Eu testei. Com 10 ou 15 gajas. Funciona. Mas eu não tenho foto em tronco nú. Não tenho fotos do meu cachorrinho. Não tenho fotos minhas em bebé. Quem haveria de aceitar amizade de um bronco destes? Mas é bom saber que tenho um stock de amigos na net, à distância de um click.
Não ficava tão parvo com a realidade cibernauta em que vivo, desde a cena dos aniversários.
Friday, February 10, 2006
Ser engenheiro
Resolvi partilhar com vocês aquilo que é realmente ser engenheiro, baseado na minha experiência.
Engenheiro é:
- Alguém que fez o curso com aproveitamento a 20% das cadeiras porque os professores sobre-valorizaram o lixo que corrigiram no exame, e/ou ofereceram valores porque senão os chumbos eram muitos e podia dar a imagem de que o(a) senhor(a) em questão não fosse bom professor(a);
- Alguém que fez o curso com aproveitamento a 10% das cadeiras porque arredondaram os 9 para 10 na discussão de prova, que não é bem uma discussão, mas mais uma conversa amigável, por vezes sobre bola;
- Alguém que fez metade dos projectos propostos, deixando a outra metade para o colega, sem tão pouco ter lido os enunciados;
- Alguém que fez o curso com aproveitamento a 10% das cadeiras devido erros do professor, seja a corrigir, a avaliar, a fazer os exames, sacando por vezes um 16 que devia ter sido 11;
- Alguém que passou a 80% dos exames porque os do ano anterior eram parecidos. 30% dos quais com boas notas, porque eram praticamente iguais;
- Alguém que até hoje nunca deixou de estudar de vésperas. Até porque com exames dia sim, dia não, tem mesmo que ser;
- Alguém que memorizou 10% do que deu durante o curso;
- Alguém que não foi a metade das aulas, por motivos de entertenimento;
- Alguém que absorveu mais alcool que informação durante o curso (bom, talvez não no meu caso, mas no geral);
- Alguém que teve professores como ninguém acreditaria. Uns, pedem-nos para rezar durante uma aula. O mesmo fez-me apresentar 3 vezes durante 3 aulas seguidas até se aperceber que já me conhecia. Outros, vão buscar-nos ao bar quando percebem que não vamos de lá sair sozinhos. Alguns ainda fumam na sala de aula. Para outros, a primeira meia-hora de aula deve ser passada a discutir aquele que deverá ser a imagem para o background ideal para os respectivos ambientes de trabalho no windows. Um pensava que desligar e ligar o monitor resolveria problemas num programa. Enfim, adiante;
- Alguém que foi educado a ausentar-se da sala sem pedir licença para atender o telemóvel;
- Alguém que, desde que teve wireless na escola, passou as aulas todas a "surfar". Bom para acompanhar os relatos da bola, de vez em quando;
- Alguém que com isto tudo, ainda acabou com média 3 pontos acima do mínimo;
- Alguém que não é necessariamente inteligente ou talentoso;
- Alguém que, sem nunca ter trabalhado, consegue fazer um curriculum de 4 páginas A4;
- Alguém que no final, acaba por ter um emprego onde tem tempo para escrever em blogs.
Engenheiro é:
- Alguém que fez o curso com aproveitamento a 20% das cadeiras porque os professores sobre-valorizaram o lixo que corrigiram no exame, e/ou ofereceram valores porque senão os chumbos eram muitos e podia dar a imagem de que o(a) senhor(a) em questão não fosse bom professor(a);
- Alguém que fez o curso com aproveitamento a 10% das cadeiras porque arredondaram os 9 para 10 na discussão de prova, que não é bem uma discussão, mas mais uma conversa amigável, por vezes sobre bola;
- Alguém que fez metade dos projectos propostos, deixando a outra metade para o colega, sem tão pouco ter lido os enunciados;
- Alguém que fez o curso com aproveitamento a 10% das cadeiras devido erros do professor, seja a corrigir, a avaliar, a fazer os exames, sacando por vezes um 16 que devia ter sido 11;
- Alguém que passou a 80% dos exames porque os do ano anterior eram parecidos. 30% dos quais com boas notas, porque eram praticamente iguais;
- Alguém que até hoje nunca deixou de estudar de vésperas. Até porque com exames dia sim, dia não, tem mesmo que ser;
- Alguém que memorizou 10% do que deu durante o curso;
- Alguém que não foi a metade das aulas, por motivos de entertenimento;
- Alguém que absorveu mais alcool que informação durante o curso (bom, talvez não no meu caso, mas no geral);
- Alguém que teve professores como ninguém acreditaria. Uns, pedem-nos para rezar durante uma aula. O mesmo fez-me apresentar 3 vezes durante 3 aulas seguidas até se aperceber que já me conhecia. Outros, vão buscar-nos ao bar quando percebem que não vamos de lá sair sozinhos. Alguns ainda fumam na sala de aula. Para outros, a primeira meia-hora de aula deve ser passada a discutir aquele que deverá ser a imagem para o background ideal para os respectivos ambientes de trabalho no windows. Um pensava que desligar e ligar o monitor resolveria problemas num programa. Enfim, adiante;
- Alguém que foi educado a ausentar-se da sala sem pedir licença para atender o telemóvel;
- Alguém que, desde que teve wireless na escola, passou as aulas todas a "surfar". Bom para acompanhar os relatos da bola, de vez em quando;
- Alguém que com isto tudo, ainda acabou com média 3 pontos acima do mínimo;
- Alguém que não é necessariamente inteligente ou talentoso;
- Alguém que, sem nunca ter trabalhado, consegue fazer um curriculum de 4 páginas A4;
- Alguém que no final, acaba por ter um emprego onde tem tempo para escrever em blogs.
Monday, January 23, 2006
...
Faz sentido. No ano em que eu resolvo gozar com o Beto, à frente de toda a gente, o gajo baza mesmo. Lagartos do caralho.
Thursday, December 22, 2005
A todos um bom...
É verdade! É finalmente chegada aquela altura do ano. Aquela altura, para a qual muitos se estão a cagar (eu incluído), mas que para outros significa um momento muito particular no ano, emocionante, "stressante" até, que lhes aperta o coração, e sempre com o potencial de ser financeiramente duvidoso. Nesta altura, gosto sempre de tentar lembrar a essa malta, que não vale a pena tamanho alarido, e para se preocuparem com assuntos mais sérios. Em vão. É como se algo se apoderasse dessa gente, que apesar de viverem numa profunda crise económica, continuam a gastar dinheiro em futilidades, como uma "Bola" ou um "Jogo", que partilham com os que lhes são mais próximos, e às vezes até com meros conhecidos.
Todos os anos isto.
É aquela altura do Beto dizer que vai sair do Sporting. Lagartos do caralho.
Todos os anos isto.
É aquela altura do Beto dizer que vai sair do Sporting. Lagartos do caralho.
Tuesday, December 13, 2005
Dumbs on Weels
Após longa ausência, sem tempo para partilhar com o estimado leitor mais um pouco do meu génio literário, eis que, sou confrontado com uma situação do mais aparvalhado possível, segundo a minha humilde opinião.
Então, um destes dias, enquanto via as notícias à hora de almoço, como cosmopolita bem informado que gosto de dizer que sou, reparo numa iniciativa formidável, de uma associação qualquer, penso eu, de apoio a deficientes. Até aqui tudo bem, tudo muito nobre.
O problema surgiu quando ouvi a descrição da dita iniciativa. Uma campanha de sensibilização, onde qualquer pessoa se podia dirigir à sede, e experimentar a sensação de andar numa cadeira de rodas, e tentar executar determinadas tarefas, como por exemplo, jogar à bola (!)...
...
...
...ou seja, aparentemente há gente por aí que pensa que andar de cadeira de rodas é bom?
- "Epá, foda-se, agora é que é! HEHE deixa lá ver se aquela merda é mesmo assim tão má, que eu cá para mim os deficientes andam é armados em finos!"
FODA-SE...
1º. Andar numa cadeira de rodas por OPÇÃO não dá a puta da noção que é, ter que lá ficar o resto da vida.
2º. Mesmo que desse, será que alguém tem dúvidas que é realmente uma tristeza do caralho não se poder andar?!
O mais estúpido disto tudo. Já tenho assistido, no Hospital da minha terra, a episódios em que um doente chega à urgência sem condições de andar e não tem cadeira de rodas para se sentar, sendo obrigado a esperar que abra uma vaga. Ora, chamem-me mamado dos cornos, mas e que tal ir buscar as cadeiras que tão a ser usadas para pessoas saudáveis brincarem de vez em quando?
Eu sou assim, um idealista inconformado com as injustiças da sociedade. Ou então curto é gozar com borregos assim. Fica ao critério do leitor.
Então, um destes dias, enquanto via as notícias à hora de almoço, como cosmopolita bem informado que gosto de dizer que sou, reparo numa iniciativa formidável, de uma associação qualquer, penso eu, de apoio a deficientes. Até aqui tudo bem, tudo muito nobre.
O problema surgiu quando ouvi a descrição da dita iniciativa. Uma campanha de sensibilização, onde qualquer pessoa se podia dirigir à sede, e experimentar a sensação de andar numa cadeira de rodas, e tentar executar determinadas tarefas, como por exemplo, jogar à bola (!)...
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...ou seja, aparentemente há gente por aí que pensa que andar de cadeira de rodas é bom?
- "Epá, foda-se, agora é que é! HEHE deixa lá ver se aquela merda é mesmo assim tão má, que eu cá para mim os deficientes andam é armados em finos!"
FODA-SE...
1º. Andar numa cadeira de rodas por OPÇÃO não dá a puta da noção que é, ter que lá ficar o resto da vida.
2º. Mesmo que desse, será que alguém tem dúvidas que é realmente uma tristeza do caralho não se poder andar?!
O mais estúpido disto tudo. Já tenho assistido, no Hospital da minha terra, a episódios em que um doente chega à urgência sem condições de andar e não tem cadeira de rodas para se sentar, sendo obrigado a esperar que abra uma vaga. Ora, chamem-me mamado dos cornos, mas e que tal ir buscar as cadeiras que tão a ser usadas para pessoas saudáveis brincarem de vez em quando?
Eu sou assim, um idealista inconformado com as injustiças da sociedade. Ou então curto é gozar com borregos assim. Fica ao critério do leitor.
Friday, September 09, 2005
Aniversários
Acabei de tomar conhecimento de um facto que me deixou perfeitamente aparvalhado, seja pela minha ignorância, seja pelo facto de ter sido confrontado com aquilo a que considero como um dos maiores cúmulos a que alguma vez assisti.
Ora, do ínicio: Já todos devem ter recebido, nas respectivas caixas de correio, convites para colocarem o vosso aniversário no seguimento de um link, vindos de alguns contactos da vossa lista.
Sem pensar meia vez no assunto, descartei automaticamente tamanha porcaria como Spam, perfeitamente consciente e seguro de que não haveria qualquer tipo de hipótese de que, alguém, no mundo, fosse ter a puta da mais estúpida de ideia da qual eu me lembro neste momento, de inventar um serviço de agenda, onde uma merda dum preguiçoso qualquer pudesse apenas meter o caralhinho do nome, enquanto a agenda era preenchida pelas pessoas que nela figurariam.
A esta hora já perceberam. Eu, e talvez isso faça de mim o maior ignorante da internet, descobri AGORA que aqueles convites me foram propositadamente enviados por conhecidos meus, que estavam à espera que EU lhes preenchesse a puta da agenda com o meu aniversário.
Visto alguns tratarem-se, de facto, de amigos, pessoas pelas quais tenho o maior respeito e que, se me tivessem avisado, até me podiam ter persuadido a preencher aquilo, suavizei a crítica a este serviço, como aliás, se nota. Porque a minha indignação é grande.
Mas receber esta merda de gajos que nem curto. Foda-se. Revolta uma pessoa.
Ainda relacionado: A agenda em questão, avisa o proprietário, atempadamente, por e-mail, do aniversário de um(a) amigo(a), por forma ao mesmo poder reencaminhar um pedido de parabéns. Porque é isso que se faz quando se adere a algo do género (válido para os reminders dos telemóveis, também). O dispositivo, seja ele qual for, fornece-nos a informação da chegada do aniversário, que afinal, é, a meu ver, a parte onde realmente se vê a importância que damos à pessoa em questão. Conclusão: No século XXI (o mesmo século em que a minha irmã, já me deu os parabéns da casa-de-banho ao lado do meu quarto, por sms) quando recebemos os parabéns de alguém, existe a forte possibilidade de estarmos na mente dessa pessoa, não pela importância que temos, ou mesmo pelo facto de fazermos anos, mas sim porque algures, num microprocessador, um trigger foi despoltado por causa de informação em memória.
Existe uma diferença entre "Desculpa, esqueci-me" e "Parabéns. Esqueci-me, mas o telemóvel avisou-me". E não é para melhor.
Considerem-me retrógrado, mas a perda de certos valores e costumes na sociedade, fode-me um bocado a beleza da vida.
Ora, do ínicio: Já todos devem ter recebido, nas respectivas caixas de correio, convites para colocarem o vosso aniversário no seguimento de um link, vindos de alguns contactos da vossa lista.
Sem pensar meia vez no assunto, descartei automaticamente tamanha porcaria como Spam, perfeitamente consciente e seguro de que não haveria qualquer tipo de hipótese de que, alguém, no mundo, fosse ter a puta da mais estúpida de ideia da qual eu me lembro neste momento, de inventar um serviço de agenda, onde uma merda dum preguiçoso qualquer pudesse apenas meter o caralhinho do nome, enquanto a agenda era preenchida pelas pessoas que nela figurariam.
A esta hora já perceberam. Eu, e talvez isso faça de mim o maior ignorante da internet, descobri AGORA que aqueles convites me foram propositadamente enviados por conhecidos meus, que estavam à espera que EU lhes preenchesse a puta da agenda com o meu aniversário.
Visto alguns tratarem-se, de facto, de amigos, pessoas pelas quais tenho o maior respeito e que, se me tivessem avisado, até me podiam ter persuadido a preencher aquilo, suavizei a crítica a este serviço, como aliás, se nota. Porque a minha indignação é grande.
Mas receber esta merda de gajos que nem curto. Foda-se. Revolta uma pessoa.
Ainda relacionado: A agenda em questão, avisa o proprietário, atempadamente, por e-mail, do aniversário de um(a) amigo(a), por forma ao mesmo poder reencaminhar um pedido de parabéns. Porque é isso que se faz quando se adere a algo do género (válido para os reminders dos telemóveis, também). O dispositivo, seja ele qual for, fornece-nos a informação da chegada do aniversário, que afinal, é, a meu ver, a parte onde realmente se vê a importância que damos à pessoa em questão. Conclusão: No século XXI (o mesmo século em que a minha irmã, já me deu os parabéns da casa-de-banho ao lado do meu quarto, por sms) quando recebemos os parabéns de alguém, existe a forte possibilidade de estarmos na mente dessa pessoa, não pela importância que temos, ou mesmo pelo facto de fazermos anos, mas sim porque algures, num microprocessador, um trigger foi despoltado por causa de informação em memória.
Existe uma diferença entre "Desculpa, esqueci-me" e "Parabéns. Esqueci-me, mas o telemóvel avisou-me". E não é para melhor.
Considerem-me retrógrado, mas a perda de certos valores e costumes na sociedade, fode-me um bocado a beleza da vida.
Saturday, September 03, 2005
Sair "à noite"
Sair "à noite". Ir "prá night". Curtir a noite. Foda-se. O mundo à noite é igual, caralho, a diferença é que não se vê ponta dum corno.
Aprendam a dizer "vou a um bar". "Vou a uma discoteca". "Vou dar uma volta".
Termo estúpido. Putos do caraças.
Aprendam a dizer "vou a um bar". "Vou a uma discoteca". "Vou dar uma volta".
Termo estúpido. Putos do caraças.
Thursday, September 01, 2005
Spam
Devido ao facto de andar a receber publicidade não autorizada a dildos, aumentos do pénis, das mamas e sabe-se lá mais o quê, sob a forma de comentário no meu blog, resolvi activar uma opçãozita, que obriga a que, quem desejar comentar algum dos meus brilhantes momentos literários, tenha que passar por uma verificação anti-bots, merdosa, mas necessária, daquelas em que um gajo é obrigado a inserir, em texto, um conjunto de letras que aparecem sob a forma de imagem. Já me aconteceu andar entretido com algumas destas pérolas durante largos minutos, devido ao facto de alguns senhores mais labregos acharem que o método é mais seguro, se as letras forem cruzadas com uns riscos aleatórios coloridos e escritas em tipos de letra imperceptíveis. Concedo, no entanto, que desta forma, se torna possível eliminar bots, e também, utilizadores daltónicos.
De qualquer forma, a opção está ligada. Quem quiser comentar, a partir de agora leva com mais essa. Imagino que até os fãs de U2 vão ficar caladinhos a partir de agora.
A gerência lamenta. Pouco.
De qualquer forma, a opção está ligada. Quem quiser comentar, a partir de agora leva com mais essa. Imagino que até os fãs de U2 vão ficar caladinhos a partir de agora.
A gerência lamenta. Pouco.
Tuesday, August 30, 2005
Colocação de professores
Sairam hoje as colocações de professores não pertencentes aos quadros da função pública para mais um ano lectivo. 1 em cada 5 candidatos conseguiu colocação. Dos que conseguiram, alguns vão ter que se deslocar 200 km para dar aulas. Chamem-me ignorante, mas isto para mim não faz ponta de sentido.
O critério será a qualificação? Não. Têm professores de português a dar informática, foda-se! Gestores turísticos a dar técnicas de apoio à decisão no ensino superior!
E depois... bom, os professores que pertencem aos quadros... enfim, há com cada um que realmente não se percebe sequer como tirou um curso, quanto mais como terá chegado a professor.
Aqui na escola temos um, carinhosamente apelidado de "Fifi", visto ser o cãozinho de estimação da responsável pelo departamento de informática, sendo essa, sem dúvida, a razão pela qual, um aborto de competência daqueles alguma vez ter conseguido emprego, fosse no que fosse, que nem o caralho duma apresentação em powerpoint consegue fazer. Mas... é burro? Não. Limpa 600 contos por mês quando não merece um salário mínimo.
Aqui há uns anos, quando ainda não sabia quem ele era, comecei a ir ás aulas dele. O comportamento do senhor era, no mínimo, caricato, quando se lhe era colocada alguma dúvida. Dava lá a sua solução idiota, errada, e após verificar que não percebia mesmo nada do que estava ali a fazer, saia da sala por uns minutos. Voltava, depois, cheio de vontade de ensinar, e com um recém adquirido conhecimento esporádico sobre como resolver o problema em questão, vindo "sabe-se lá de onde". Esta merda dá para acreditar? Um professor (que hoje em dia é coordenador) sai da sala para ir perguntar à dona o que fazer. Enfim, avancemos na conversa, que já estou um bocado mal disposto.
Sempre ouvi dizer "Quem não sabe fazer, ensina". Apesar de haver, concerteza, excepções, essa parece ser a máxima do ensino em Portugal.
Duvido seriamente que exista uma optimização em termos de distância, quando se decide uma colocação. Colocar pessoas a 200 km de casa? Não havia ninguém a 100 km? É que, se colocassem toda a gente, seria natural haver alguns que teriam que se deslocar. Mas já que vão colocar 1 em cada 5, se calhar perdiam um pouco mais de tempo na selecção, digo eu.
Portugal no seu melhor.
O critério será a qualificação? Não. Têm professores de português a dar informática, foda-se! Gestores turísticos a dar técnicas de apoio à decisão no ensino superior!
E depois... bom, os professores que pertencem aos quadros... enfim, há com cada um que realmente não se percebe sequer como tirou um curso, quanto mais como terá chegado a professor.
Aqui na escola temos um, carinhosamente apelidado de "Fifi", visto ser o cãozinho de estimação da responsável pelo departamento de informática, sendo essa, sem dúvida, a razão pela qual, um aborto de competência daqueles alguma vez ter conseguido emprego, fosse no que fosse, que nem o caralho duma apresentação em powerpoint consegue fazer. Mas... é burro? Não. Limpa 600 contos por mês quando não merece um salário mínimo.
Aqui há uns anos, quando ainda não sabia quem ele era, comecei a ir ás aulas dele. O comportamento do senhor era, no mínimo, caricato, quando se lhe era colocada alguma dúvida. Dava lá a sua solução idiota, errada, e após verificar que não percebia mesmo nada do que estava ali a fazer, saia da sala por uns minutos. Voltava, depois, cheio de vontade de ensinar, e com um recém adquirido conhecimento esporádico sobre como resolver o problema em questão, vindo "sabe-se lá de onde". Esta merda dá para acreditar? Um professor (que hoje em dia é coordenador) sai da sala para ir perguntar à dona o que fazer. Enfim, avancemos na conversa, que já estou um bocado mal disposto.
Sempre ouvi dizer "Quem não sabe fazer, ensina". Apesar de haver, concerteza, excepções, essa parece ser a máxima do ensino em Portugal.
Duvido seriamente que exista uma optimização em termos de distância, quando se decide uma colocação. Colocar pessoas a 200 km de casa? Não havia ninguém a 100 km? É que, se colocassem toda a gente, seria natural haver alguns que teriam que se deslocar. Mas já que vão colocar 1 em cada 5, se calhar perdiam um pouco mais de tempo na selecção, digo eu.
Portugal no seu melhor.
Monday, August 29, 2005
Blogspot
Tinha eu terminado um belo dum post sobre o custo do petróleo, elaborado mas conciso, e quando vou para publicar, esta merda dá erro de login, e um "opçãozita de voltar atrás o caralho!", fodendo-me mais um momento de escrita brilhante. Se esta merda não fosse de borla...
De forma muito resumida, concluí que estamos todos fodidos, porque cada vez que um árabe solta um cagalhão menos perfeito, o preço do crude sobe. Nem pensar em repetir toda a porcaria que escrevi. A maioria já nem me lembro.
De forma muito resumida, concluí que estamos todos fodidos, porque cada vez que um árabe solta um cagalhão menos perfeito, o preço do crude sobe. Nem pensar em repetir toda a porcaria que escrevi. A maioria já nem me lembro.
Friday, August 26, 2005
Pedido de desculpas, formal e açucarado
O óbvio aconteceu. Um post decente no meio da merda a que normalmente estão habituados, e a pretalhada queixou-se. Surgiram vários boatos, em apenas dois dias: "O verdadeiro autor foi raptado por extraterrestres, e colocaram um clone educado à frente do blog", "Apaneleirou" é dos comentários mais comuns, "A subida do preço do petróleo deu-lhe cabo dos cornos" (algo que até pode ser verdade e sem dúvida vai ser comentado aqui), "Arma-se muito, mas não passa dum bonacheirão lamechas" ou "deve estar doente". É este o nível de ignorância dos meus leitores. Assim, sinto-me compelido a explicar, em termos leigos (português da 3ª classe com muita caralhada à mistura), a minha epifania.
Homem que é homem, sabe admitir quando está, ou pode estar, errado. A alternativa é fazer figura de parvo, algo que muitas vezes passa despercebido, mas apenas ao próprio.
Mais. Acredito num equilíbrio literário. No meio de toda a merda, tem que existir qualidade. Numa relação 1/10, evidentemente.
Posto isto, considerei importante dar a entender um pouco mais educadamente, a minha posição em relação a determinados assuntos, para que também, as pessoas mais cultas que por alguma razão lêm isto, não saiam daqui a pensar que sou desiquilibrado mental. Dá para perceber por todos os meus posts, que me preocupo muito com a imagem.
Outro ponto, que me parece ser relevante. Apesar de no último post não ter praguejado nem UMA (!) vez, quero deixar bem claro: qualidade não significa ausência de caralhada. A caralhada é, como todas as outras palavras, uma representante verbal para uma acção, objecto ou pessoa, e que muitas vezes consegue dar uma exactidão descritiva que uma palavra normal nunca conseguiria. Sou defensor do bom palavrão português, e considero hipócrita quem se recusa a utilizá-lo em público. É claro que há situações onde um homem se deve conter. Filha minha não há-de ouvir a primeira caralhada antes dos 30. Obviamente, nunca lerá este blog.
Homem que é homem, sabe admitir quando está, ou pode estar, errado. A alternativa é fazer figura de parvo, algo que muitas vezes passa despercebido, mas apenas ao próprio.
Mais. Acredito num equilíbrio literário. No meio de toda a merda, tem que existir qualidade. Numa relação 1/10, evidentemente.
Posto isto, considerei importante dar a entender um pouco mais educadamente, a minha posição em relação a determinados assuntos, para que também, as pessoas mais cultas que por alguma razão lêm isto, não saiam daqui a pensar que sou desiquilibrado mental. Dá para perceber por todos os meus posts, que me preocupo muito com a imagem.
Outro ponto, que me parece ser relevante. Apesar de no último post não ter praguejado nem UMA (!) vez, quero deixar bem claro: qualidade não significa ausência de caralhada. A caralhada é, como todas as outras palavras, uma representante verbal para uma acção, objecto ou pessoa, e que muitas vezes consegue dar uma exactidão descritiva que uma palavra normal nunca conseguiria. Sou defensor do bom palavrão português, e considero hipócrita quem se recusa a utilizá-lo em público. É claro que há situações onde um homem se deve conter. Filha minha não há-de ouvir a primeira caralhada antes dos 30. Obviamente, nunca lerá este blog.
Wednesday, August 24, 2005
Críticas e Palavrões
Já há algum tempo que não dou umas entradas neste blog. Falta de inspiração e/ou assunto. Contudo, hoje resolvi dedicar um pequeno texto aos meus amigos que admiram os U2, seja pela qualidade da banda, seja pela qualidade dos membros, como pessoas. Ainda por cima, o pessoal aqui no trabalho não está a conseguir meter os jogos a "bombar" online por causa dos routers e firewalls que assolam e destroem comunidades cibernáuticas hoje em dia. Mais vale aproveitar.
Escrevo este texto, porque já muitos me disseram que eu tinha uma ideia errada da banda, e porque eu, não sendo admirador, não posso descartar informação como sendo falsa, sobre algo que não conheço.
Então, esclarecer, sem exageros, o que não gosto em U2.
Começando pelo ínicio, eu desconfio da grande maioria das pessoas ligadas ao mundo do espectáculo, que são financeiramente abastadas. Faço-o, porque apenas as vejo quando todos as vêm, seja em concertos, em filmes ou programas de televisão. Aí, são todos uns porreiraços. Estão a vender o seu produto, seja ele qual for, e a encher os bolsos. A parte financeira incomoda-me, porque o dinheiro ganho não é necessariamente proporcional ao talento ou capacidade do sujeito, mas sim do quão as pessoas gostam dele. E gostam pelo que vêem do mesmo em público, porque não fazem ideia de como será em privado, por maior que seja o esforço dos paparazzi.
Concentrando-me em U2, lembro-me de uma vez ter ouvido um dos membros (não sei qual, e não sei se falava em nome de todos) dizer que eles eram a maior banda de sempre. Ora, da minha playlist privada, não consigo apontar qualquer banda que merecesse este título. Para mim, a haver um distinto vencedor, seria Queen, banda que também não oiço com regularidade, mas à qual reconheço qualidade em praticamente todas as músicas que alguma vez produziram. De certeza que os leitores terão a sua própria opinião, alguns considerando mesmo U2 como a melhor. Agora, ninguém me tira da cabeça que alguém que se ache o melhor de SEMPRE, num universo como o da música, sofre de óbvia falta de humildade e respeito para com os colegas. Adiante.
A música dos U2. Boa? Sim, sem dúvida, algumas boas músicas. Mas muito som pelo meio, que sinceramente me parece estar para a restante música, como o big mac está para a comida. Estou a falar apenas dos singles, claro. Não conheço o resto.
Os membros. Sei que o vocalista, aproveitando-se da reputação e fama que a banda lhe confere, tem bastantes iniciativas de teor humanitário. Quer o faça por bondade ou por interesses pessoais (quer se goste ou não, uma celebridade num hospital africano cheio de crianças subnutridas raramente acontece fora das objectivas da imprensa, e o impacto publicitário acaba por ser inevitável), a verdade é que produz resultados, e deve ser respeitado por isso. Idolatrado não. Existem imensas pessoas no mundo que gostariam de poder contribuir para causas nobres. Só que, como ostentam salários mínimos, muitas vezes insuficiente para alimentar uma família, não podem. A avaliação do carácter de uma pessoa, só pode ser julgada por aquilo que dá, quando em relação ao que guarda para si. E no caso de celebridades, o que guardam é bastante.
Concluíndo: Serão os alvos de crítica neste blog, injustiçados? Talvez. Isso importa? No fundo, não. Qualquer pessoa criticada injustamente deve ter condições para ignorar ou debater a fonte da crítica. Nem é o caso aqui, porque este blog não tem peso ou leitores suficientes para ser considerado seja o que for. É um escape, um diário, algo onde coloco praticamente tudo o que me vem à cabeça, e que acho que vou gostar de reler mais tarde. Como a grande maioria de leitura que faço, é técnica, é também uma forma de treinar o português mais clássico.
A minha pseudo-carreira como blogger fez um ano, sem que eu desse por isso. Acho que se justificava uma contagem oficial de palavrões, insultos e outro tipo de absurdidades que debitei para aqui. Mas não tenho paciência. É que foram muitas.
Vou continuando com este passatempo, sempre que tiver cabeça e assunto. Sabem, tenho uma ideia de que todos os bons escritores andam com um bloco de notas atrás, para anotarem as pérolas que melhor se adequam ao seu tipo de escrita, de forma a lembrarem-se delas mais tarde. Eu não sou um bom escritor. Quando estou no blog, não me lembro das pérolas. Quando oiço as pérolas é que me lembro do blog.
Escrevo este texto, porque já muitos me disseram que eu tinha uma ideia errada da banda, e porque eu, não sendo admirador, não posso descartar informação como sendo falsa, sobre algo que não conheço.
Então, esclarecer, sem exageros, o que não gosto em U2.
Começando pelo ínicio, eu desconfio da grande maioria das pessoas ligadas ao mundo do espectáculo, que são financeiramente abastadas. Faço-o, porque apenas as vejo quando todos as vêm, seja em concertos, em filmes ou programas de televisão. Aí, são todos uns porreiraços. Estão a vender o seu produto, seja ele qual for, e a encher os bolsos. A parte financeira incomoda-me, porque o dinheiro ganho não é necessariamente proporcional ao talento ou capacidade do sujeito, mas sim do quão as pessoas gostam dele. E gostam pelo que vêem do mesmo em público, porque não fazem ideia de como será em privado, por maior que seja o esforço dos paparazzi.
Concentrando-me em U2, lembro-me de uma vez ter ouvido um dos membros (não sei qual, e não sei se falava em nome de todos) dizer que eles eram a maior banda de sempre. Ora, da minha playlist privada, não consigo apontar qualquer banda que merecesse este título. Para mim, a haver um distinto vencedor, seria Queen, banda que também não oiço com regularidade, mas à qual reconheço qualidade em praticamente todas as músicas que alguma vez produziram. De certeza que os leitores terão a sua própria opinião, alguns considerando mesmo U2 como a melhor. Agora, ninguém me tira da cabeça que alguém que se ache o melhor de SEMPRE, num universo como o da música, sofre de óbvia falta de humildade e respeito para com os colegas. Adiante.
A música dos U2. Boa? Sim, sem dúvida, algumas boas músicas. Mas muito som pelo meio, que sinceramente me parece estar para a restante música, como o big mac está para a comida. Estou a falar apenas dos singles, claro. Não conheço o resto.
Os membros. Sei que o vocalista, aproveitando-se da reputação e fama que a banda lhe confere, tem bastantes iniciativas de teor humanitário. Quer o faça por bondade ou por interesses pessoais (quer se goste ou não, uma celebridade num hospital africano cheio de crianças subnutridas raramente acontece fora das objectivas da imprensa, e o impacto publicitário acaba por ser inevitável), a verdade é que produz resultados, e deve ser respeitado por isso. Idolatrado não. Existem imensas pessoas no mundo que gostariam de poder contribuir para causas nobres. Só que, como ostentam salários mínimos, muitas vezes insuficiente para alimentar uma família, não podem. A avaliação do carácter de uma pessoa, só pode ser julgada por aquilo que dá, quando em relação ao que guarda para si. E no caso de celebridades, o que guardam é bastante.
Concluíndo: Serão os alvos de crítica neste blog, injustiçados? Talvez. Isso importa? No fundo, não. Qualquer pessoa criticada injustamente deve ter condições para ignorar ou debater a fonte da crítica. Nem é o caso aqui, porque este blog não tem peso ou leitores suficientes para ser considerado seja o que for. É um escape, um diário, algo onde coloco praticamente tudo o que me vem à cabeça, e que acho que vou gostar de reler mais tarde. Como a grande maioria de leitura que faço, é técnica, é também uma forma de treinar o português mais clássico.
A minha pseudo-carreira como blogger fez um ano, sem que eu desse por isso. Acho que se justificava uma contagem oficial de palavrões, insultos e outro tipo de absurdidades que debitei para aqui. Mas não tenho paciência. É que foram muitas.
Vou continuando com este passatempo, sempre que tiver cabeça e assunto. Sabem, tenho uma ideia de que todos os bons escritores andam com um bloco de notas atrás, para anotarem as pérolas que melhor se adequam ao seu tipo de escrita, de forma a lembrarem-se delas mais tarde. Eu não sou um bom escritor. Quando estou no blog, não me lembro das pérolas. Quando oiço as pérolas é que me lembro do blog.
Friday, June 24, 2005
O comando
Não tenho cabeça para inventar, por isso vou directo ao assunto.
Sou o único a achar que as televisões deviam ter 2 comandos? Um para ter na mesa de cabeceira, ao lado da cama, ou sofá, e outro para ter noutro sítio estratégicamente pensado, por exemplo, uma secretária? É que quando um gajo se apercebe que deixou aquela merda no outro spot, já está sentado/deitado!
Parece que vivemos no 3º mundo, ou o caralho...
Foda-se.
Sou o único a achar que as televisões deviam ter 2 comandos? Um para ter na mesa de cabeceira, ao lado da cama, ou sofá, e outro para ter noutro sítio estratégicamente pensado, por exemplo, uma secretária? É que quando um gajo se apercebe que deixou aquela merda no outro spot, já está sentado/deitado!
Parece que vivemos no 3º mundo, ou o caralho...
Foda-se.
Monday, June 20, 2005
Lojas de informática
Mais uma vez, venho por este meio prestar um serviço público, como aliás, já vem sendo habitual neste blog. E faço-o porque acho que devo. Porque acho que é o meu dever cívico. Sabem que sou o cúmulo da responsabilidade. "Preocupação alheia" é o meu nome do meio.
Este domingo transacto, depois de jantar, dei por mim a ver uma pequena reportagem na sic, sobre lojas de informática. O assunto interessou-me, não fosse essa a minha área.
A reportagem era um pouco em estilo de "apanhados", ou seja, proporcionava-se uma situação a determinado interveniente, e observava-se a resposta, sendo que, neste caso, os intervenientes foram 4 lojas de informática. A situação era a seguinte: um técnico, contratado pela sic, abriu 4 torres de computador, completamente obsoletos, já com uns bons 6 anos em cima, mas em perfeito funcionamento, e desligou-lhes o cabo IDE (cabo que liga o disco rígido à placa "mãe" ou motherboard). De seguida, fechou as torres, sem mexer em mais nada. O computador, nesta situação, liga, mas não arranca o sistema operativo, que se encontra no disco desligado.
A equipa de reportagem levou então as 4 máquinas a 4 lojas de informática diferente. Hoje é segunda-feira, não me consigo lembrar de todo o paleio, mas vou meter aqui as conclusões:
1ª LOJA - "O pc tem o slot agp (nada a ver) danificado. Foi preciso instalar uma placa pci (aldrabões do caralho) para o pc ficar em condições. 38 euros."
2ª LOJA - "Era só um cabo desligado. 0 euros." (santos destes, também é raro.)
3ª LOJA - "O disco rígido está avariado. Disco novo mais mão de obra. 125 euros mais iva." (nem tomates tiveram para dizer o preço total. Impressionante.) Mas gostei do aspecto da coisa. Todos de bata branca, tudo muito formal. E estes luxos também se pagam...
4ª LOJA - "Estava mal ligado. 25 euros." (levaram o preço normal de fazer um orçamento.)
Ora, isto realmente é grave, mas será que surpreende muita gente? A mim não. A SIC pecou em não dizer o nome das lojas onde foi roubada, porque provavelmente seria violação a alguma lei de privacidade. Felizmente, eu não tenho esses problemas de consciência, e posso desde já assinalar pelo menos uma loja, que sei ser capaz de fazer aldrabices do género: A CHIP7.
Como é que eu sei isto? Obviamente não tenho condições para fazer um estudo do género, mas para grande infelicidade minha, sou cliente destes labregos. Em todo o caso, posso afirmar em defesa da loja, que se por acaso enganarem alguém, é provavelmente por incompetência, e não por maldade. Tirem as vossas conclusões, após lerem os meus testemunhos.
1ª Situação: Após ter levado um pc ao departamento técnico da loja de Lisboa, em relação a um problema no gravador de cds, a alimentação de um dos discos veio com um fio (são 4) desligado. Era o cabo de ligação à terra e não impedia o bom funcionamento do pc, portanto caguei. Também só reparei nisso algum tempo depois. Quando lá voltei com o pc (com a mesma avaria, que não conseguiram detectar da vez anterior) exigi que apenas lá ficasse o gravador, e que queria levar o resto do pc comigo. Levei uma descasca do caralho, porque estava a armar-me e que eles é que eram os técnicos, e que a avaria podia não ser aquela, blá blá. Caguei. O PC era meu, caralho! O gajo lá abriu aquilo, e quando ia desligar o gravador, reparou no fio desligado. Mais uma peixarada do caraças, e que não sabem mexer e mais não sei quê. Só me lembro que, depois da conversada toda, o man pega nos fios (não na ficha) para arrancar a alimentação do gravador. Adiante.
2ª Situação: Vou à loja trocar um disco e fico lá 30 minutos com os outros clientes à espera que alguém nos venha atender. Do outro lado do balcão estavam 3 funcionários a olhar para o monitor de um pc, mas aparentemente nenhum deles percebia muito daquilo, e muito menos serviam para atender as pessoas que lá estavam. Adiante.
3ª Situação: Vou 3 vezes à loja queixar-me da motherboard (Computador não arrancava, de todo). Resultados de cada uma das vezes:
- Era fonte. Pode vir buscar.
- Era dissipador. Pode vir buscar.
- Era o dissipador da placa gráfica (!). Pode vir buscar.
À quarta vez, preenchi uma espécie de guia de reparação (SIM, EU!) a dizer o que queria que fosse feito ao pc (troca de motherboard). Ficou bom. Ao menos ganhei 2 dissipadores e uma fonte nova sem precisar.
4ª Situação: Deixo o pc na loja de setúbal para ser enviado para Lisboa para reparar. Volto lá uma semana depois para saber se já estava pronto, ainda não tinha sido enviado sequer. E quando foi, foi para o Porto, acho que, de propósito, para me impedirem de ir lá disparatar. Foi um longo mês.
Depois disto tudo, passei a comprar no jumbo. Mal por mal, ao menos fica ao pé de casa.
Este domingo transacto, depois de jantar, dei por mim a ver uma pequena reportagem na sic, sobre lojas de informática. O assunto interessou-me, não fosse essa a minha área.
A reportagem era um pouco em estilo de "apanhados", ou seja, proporcionava-se uma situação a determinado interveniente, e observava-se a resposta, sendo que, neste caso, os intervenientes foram 4 lojas de informática. A situação era a seguinte: um técnico, contratado pela sic, abriu 4 torres de computador, completamente obsoletos, já com uns bons 6 anos em cima, mas em perfeito funcionamento, e desligou-lhes o cabo IDE (cabo que liga o disco rígido à placa "mãe" ou motherboard). De seguida, fechou as torres, sem mexer em mais nada. O computador, nesta situação, liga, mas não arranca o sistema operativo, que se encontra no disco desligado.
A equipa de reportagem levou então as 4 máquinas a 4 lojas de informática diferente. Hoje é segunda-feira, não me consigo lembrar de todo o paleio, mas vou meter aqui as conclusões:
1ª LOJA - "O pc tem o slot agp (nada a ver) danificado. Foi preciso instalar uma placa pci (aldrabões do caralho) para o pc ficar em condições. 38 euros."
2ª LOJA - "Era só um cabo desligado. 0 euros." (santos destes, também é raro.)
3ª LOJA - "O disco rígido está avariado. Disco novo mais mão de obra. 125 euros mais iva." (nem tomates tiveram para dizer o preço total. Impressionante.) Mas gostei do aspecto da coisa. Todos de bata branca, tudo muito formal. E estes luxos também se pagam...
4ª LOJA - "Estava mal ligado. 25 euros." (levaram o preço normal de fazer um orçamento.)
Ora, isto realmente é grave, mas será que surpreende muita gente? A mim não. A SIC pecou em não dizer o nome das lojas onde foi roubada, porque provavelmente seria violação a alguma lei de privacidade. Felizmente, eu não tenho esses problemas de consciência, e posso desde já assinalar pelo menos uma loja, que sei ser capaz de fazer aldrabices do género: A CHIP7.
Como é que eu sei isto? Obviamente não tenho condições para fazer um estudo do género, mas para grande infelicidade minha, sou cliente destes labregos. Em todo o caso, posso afirmar em defesa da loja, que se por acaso enganarem alguém, é provavelmente por incompetência, e não por maldade. Tirem as vossas conclusões, após lerem os meus testemunhos.
1ª Situação: Após ter levado um pc ao departamento técnico da loja de Lisboa, em relação a um problema no gravador de cds, a alimentação de um dos discos veio com um fio (são 4) desligado. Era o cabo de ligação à terra e não impedia o bom funcionamento do pc, portanto caguei. Também só reparei nisso algum tempo depois. Quando lá voltei com o pc (com a mesma avaria, que não conseguiram detectar da vez anterior) exigi que apenas lá ficasse o gravador, e que queria levar o resto do pc comigo. Levei uma descasca do caralho, porque estava a armar-me e que eles é que eram os técnicos, e que a avaria podia não ser aquela, blá blá. Caguei. O PC era meu, caralho! O gajo lá abriu aquilo, e quando ia desligar o gravador, reparou no fio desligado. Mais uma peixarada do caraças, e que não sabem mexer e mais não sei quê. Só me lembro que, depois da conversada toda, o man pega nos fios (não na ficha) para arrancar a alimentação do gravador. Adiante.
2ª Situação: Vou à loja trocar um disco e fico lá 30 minutos com os outros clientes à espera que alguém nos venha atender. Do outro lado do balcão estavam 3 funcionários a olhar para o monitor de um pc, mas aparentemente nenhum deles percebia muito daquilo, e muito menos serviam para atender as pessoas que lá estavam. Adiante.
3ª Situação: Vou 3 vezes à loja queixar-me da motherboard (Computador não arrancava, de todo). Resultados de cada uma das vezes:
- Era fonte. Pode vir buscar.
- Era dissipador. Pode vir buscar.
- Era o dissipador da placa gráfica (!). Pode vir buscar.
À quarta vez, preenchi uma espécie de guia de reparação (SIM, EU!) a dizer o que queria que fosse feito ao pc (troca de motherboard). Ficou bom. Ao menos ganhei 2 dissipadores e uma fonte nova sem precisar.
4ª Situação: Deixo o pc na loja de setúbal para ser enviado para Lisboa para reparar. Volto lá uma semana depois para saber se já estava pronto, ainda não tinha sido enviado sequer. E quando foi, foi para o Porto, acho que, de propósito, para me impedirem de ir lá disparatar. Foi um longo mês.
Depois disto tudo, passei a comprar no jumbo. Mal por mal, ao menos fica ao pé de casa.
Wednesday, June 15, 2005
Discriminação sexual
Queria aqui partilhar convosco algo que me deixou indignado. Aqui no bules, a malta abastece-se no armazém local (material de escritório, tinteiros, etc...). É o armazém dum senhor chamado Jacinto. Perdi a conta às vezes que se ouve por aqui "vamos ao jacinto", dito de forma perfeitamente inocente, mas sempre gozada à força toda, como boa amigalhaça que a malta é.
Então, fomos ao Jacinto hoje de manhã. Por acaso não estava lá, estava uma senhora que não sei o nome. Obviamente, daqui para a frente, passará a chamar-se Jacinta.
A nossa lista de material era simples. Mas lá pelo meio, apeteceu-me tentar meter algo que sabia que não devia haver, mas como fazia falta, arrisquei. Era um alicate de corte. Ferramenta, nada a ver com material de escritório, mas que talvez se pudesse arranjar, visto tratar-se de um armazém.
Não havia. Recebi um olhar daqueles, que parecia dizer "foda-se, isto é alguma oficina?"
Calei-me. Não tinha razão para estar descontente. Não fui lá com grandes esperanças.
Continuamos com a lista. A dado momento, solicitamos algo que levou a Jacinta a abrir um armário. Uma rápida espreitadela lá para dentro e o que vejo eu?
(pausa para reflexão)
Não adianta. Nem que tivessem ai o resto do dia, lá chegavam. Pensos higiénicos. Nem preciso de dar ênfase. Penso que as palavras em si resultam no efeito desejado.
Pensos higiénicos... ali, junto com as canetas, os agrafadores, os cadernos...
Agora, isto era suficiente para me indignar? Não. Mas depois de ter levado aquele olhar da Jacinta... Então se não há ferramentas, utensílios vitais para um homem, porque não é material de escritório, vão lá ter pensos?!
Igualdade de direitos, o tanas. A discriminação sexual é uma realidade. Pende é para o lado menos óbvio.
Então, fomos ao Jacinto hoje de manhã. Por acaso não estava lá, estava uma senhora que não sei o nome. Obviamente, daqui para a frente, passará a chamar-se Jacinta.
A nossa lista de material era simples. Mas lá pelo meio, apeteceu-me tentar meter algo que sabia que não devia haver, mas como fazia falta, arrisquei. Era um alicate de corte. Ferramenta, nada a ver com material de escritório, mas que talvez se pudesse arranjar, visto tratar-se de um armazém.
Não havia. Recebi um olhar daqueles, que parecia dizer "foda-se, isto é alguma oficina?"
Calei-me. Não tinha razão para estar descontente. Não fui lá com grandes esperanças.
Continuamos com a lista. A dado momento, solicitamos algo que levou a Jacinta a abrir um armário. Uma rápida espreitadela lá para dentro e o que vejo eu?
(pausa para reflexão)
Não adianta. Nem que tivessem ai o resto do dia, lá chegavam. Pensos higiénicos. Nem preciso de dar ênfase. Penso que as palavras em si resultam no efeito desejado.
Pensos higiénicos... ali, junto com as canetas, os agrafadores, os cadernos...
Agora, isto era suficiente para me indignar? Não. Mas depois de ter levado aquele olhar da Jacinta... Então se não há ferramentas, utensílios vitais para um homem, porque não é material de escritório, vão lá ter pensos?!
Igualdade de direitos, o tanas. A discriminação sexual é uma realidade. Pende é para o lado menos óbvio.
A história de um F.P.
09h40. Estou no trabalho. Não se faz um cu. Sento-me a olhar para o telefone e penso:
"Será que vai tocar? Alguém com um caso para eu resolver? Algo que faça subir a adrenalina neste dia de tédio?"
Não. Não toca. Nunca toca. É dificil manter-me desperto. Os meus sócios inventam o que podem, para se manterem ocupados. Departamento com 5 FP's, mas parece o gabinete de 15 donas de casa. Está tudo limpo. Nem uma mancha para limpar. E lembrar que se chegou a pensar que nunca iria haver tempo para jogar o lixo todo fora. Que ingenuidade.
De repente, alguém entra. "Alguém com um caso para resolver", penso. Mas não. Veio deixar um documento, de importância tal, que é jogado para cima de uma secretária, com o desprezo de alguém que nunca mais iria olhar para ele.
Telefone toca. Ninguém quer acreditar. Agora é decidir, à sorte, quem se irá ocupar de resolver, qualquer que seja o problema do outro lado. 5 minutos de conversa, plena de suspense, passam. E... cá estamos. Na mesma. Falso alarme.
A malta conversa. Há que manter o astral. De bola, de cinema, de música e, ironicamente, de trabalho, como se alguém aqui soubesse o que era isso.
Ligo o rádio. Passa uma música light, bastante audível, de autor desconhecido. Música que, ao certo, alguém alguma vez classificou como "música que emana boa disposição". Burro do caralho.
Muito perto de ceder ao desespero, vou-me entretendo a observar o nível duma garrafinha que guardo na gaveta da secretária, a descer.
"É a época baixa", penso. Daqui a não muito tempo, tudo isto será apenas uma mísera recordação. Ao mesmo tempo penso se não me estarei a iludir. Se os meus tempos de longas noites em claro, a resolver casos sem descanso, terão terminado. E penso no que passei para chegar aqui. Tanto para... nada. É o que eu faço.
Sou F.P.
"Será que vai tocar? Alguém com um caso para eu resolver? Algo que faça subir a adrenalina neste dia de tédio?"
Não. Não toca. Nunca toca. É dificil manter-me desperto. Os meus sócios inventam o que podem, para se manterem ocupados. Departamento com 5 FP's, mas parece o gabinete de 15 donas de casa. Está tudo limpo. Nem uma mancha para limpar. E lembrar que se chegou a pensar que nunca iria haver tempo para jogar o lixo todo fora. Que ingenuidade.
De repente, alguém entra. "Alguém com um caso para resolver", penso. Mas não. Veio deixar um documento, de importância tal, que é jogado para cima de uma secretária, com o desprezo de alguém que nunca mais iria olhar para ele.
Telefone toca. Ninguém quer acreditar. Agora é decidir, à sorte, quem se irá ocupar de resolver, qualquer que seja o problema do outro lado. 5 minutos de conversa, plena de suspense, passam. E... cá estamos. Na mesma. Falso alarme.
A malta conversa. Há que manter o astral. De bola, de cinema, de música e, ironicamente, de trabalho, como se alguém aqui soubesse o que era isso.
Ligo o rádio. Passa uma música light, bastante audível, de autor desconhecido. Música que, ao certo, alguém alguma vez classificou como "música que emana boa disposição". Burro do caralho.
Muito perto de ceder ao desespero, vou-me entretendo a observar o nível duma garrafinha que guardo na gaveta da secretária, a descer.
"É a época baixa", penso. Daqui a não muito tempo, tudo isto será apenas uma mísera recordação. Ao mesmo tempo penso se não me estarei a iludir. Se os meus tempos de longas noites em claro, a resolver casos sem descanso, terão terminado. E penso no que passei para chegar aqui. Tanto para... nada. É o que eu faço.
Sou F.P.
Friday, May 27, 2005
O regresso do poeta (chi caralho, neste começo a parvejar logo no título)
Não desespereis mais!!! O vosso blogger favorito não morreu. E eu também ainda por cá ando. O que aconteceu foi falta de tempo para isto. E também um pouco de falta de vontade. Se calhar até mais por aí. De qualquer forma, agora que entrei numa nova fase da minha vida, como contribuinte trabalhador, envolto numa pseudo-carreira, já tenho disponibilidade para vir aqui partilhar todo o meu saber, com o povo mais inculto. E perguntam vocês "Que raio de emprego é que te deixa tempo para escreveres coisas tão bonitas e o caralho?" (tinha que meter um palavrão, porque é este o tipo de gente que ainda lê esta merda). A resposta, confesso, coloca-me um sorriso nos lábios. De orelha a orelha. (Um pouco de suspense aqui.........) Pois é, sou funcionário público! EU! Que tanto mal disse outrora dessa gente, agora minha colega, passei para o lado negro. E, devo dizer, é tudo o que eu ansiava. Salário do estado, sem fazer grande coisa. A trabalhar em 2 velocidades, devagar e parado, como a malta gosta. Posso dizer, que estou na melhor fase da minha vida, até agora. É claro que um gajo não vive com um salário destes para sempre, mas para já, dou-me por satisfeito. Enfim, chega de gozar com a função pública. Até porque andam a ser enrabados pelo governo à grande. Adiante.
O que mais há a dizer passado todo este tempo? O meu benfica foi campeão, apesar de ter feito pior época que o ano passado, o que mostra bem a merda de campeonato que tivemos. Arrisco a dizer que, se o Mourinho cá estivesse, tinha sido campeão antes da páscoa.
E ainda falando de bola, o Liverpool ganhou a LC. E agora? Acabaram em 5º o campeonato inglês, e ouvi o boato que não podiam participar para o ano, mesmo com a vitória este ano. Se assim for é a puta da desgraça. Esta situação, para meditar fica (falando à YODA).
E falando em YODA, VÂO VER O CARALHO DO FILME, FODA-SE!!!! Abusivo mesmo, tão superior à merda que tenho visto no cinema, que me apeteceu ir à bilheteira no final do filme largar mais 10 euros para não me sentir culpado. Epá, já todos sabem que sou cromo, mas acho que ainda era capaz de chocar muita gente se pudesse ter cumprido o meu desejo de ir à estreia com o capacete do Darth Vader! Adiante.
Começam a faltar palavras. Passou-se demasiado tempo para me lembrar de tudo sobre o que queria escrever. Resta-me despedir-me com a promessa de aumentar o meu ritmo verbal, aproveitando todo o tempo que passo agora, sem fazer a ponta dum corno, financiado by the MAN.
Deixa lá ver se o próximo post não é a dizer que me puseram na rua...
Antes de ir, queria pedir desculpa aos leitores mais inteligentes, já que fui chamado à atenção de que andava a assassinar a gramática, ao escrever "à cerca", ao invés de "acerca", como deveria ser. Assim se fala, o bom português.
Para finalizar, fiquem com um blog dum amigo meu http://umcarril.blogspot.com/ , cujo conteúdo passa pelo relato das suas aventuras por esse país fora, etc. E para quem não quiser saber disso para nada, chamo a atenção para a gaja que 'tá com ele na foto, um pouco mais abaixo na página. Qualquer leitor que não seja paneleiro, saberá apreciar. Eu vi de olhos fechados, porque sou homem de uma boa só.
O que mais há a dizer passado todo este tempo? O meu benfica foi campeão, apesar de ter feito pior época que o ano passado, o que mostra bem a merda de campeonato que tivemos. Arrisco a dizer que, se o Mourinho cá estivesse, tinha sido campeão antes da páscoa.
E ainda falando de bola, o Liverpool ganhou a LC. E agora? Acabaram em 5º o campeonato inglês, e ouvi o boato que não podiam participar para o ano, mesmo com a vitória este ano. Se assim for é a puta da desgraça. Esta situação, para meditar fica (falando à YODA).
E falando em YODA, VÂO VER O CARALHO DO FILME, FODA-SE!!!! Abusivo mesmo, tão superior à merda que tenho visto no cinema, que me apeteceu ir à bilheteira no final do filme largar mais 10 euros para não me sentir culpado. Epá, já todos sabem que sou cromo, mas acho que ainda era capaz de chocar muita gente se pudesse ter cumprido o meu desejo de ir à estreia com o capacete do Darth Vader! Adiante.
Começam a faltar palavras. Passou-se demasiado tempo para me lembrar de tudo sobre o que queria escrever. Resta-me despedir-me com a promessa de aumentar o meu ritmo verbal, aproveitando todo o tempo que passo agora, sem fazer a ponta dum corno, financiado by the MAN.
Deixa lá ver se o próximo post não é a dizer que me puseram na rua...
Antes de ir, queria pedir desculpa aos leitores mais inteligentes, já que fui chamado à atenção de que andava a assassinar a gramática, ao escrever "à cerca", ao invés de "acerca", como deveria ser. Assim se fala, o bom português.
Para finalizar, fiquem com um blog dum amigo meu http://umcarril.blogspot.com/ , cujo conteúdo passa pelo relato das suas aventuras por esse país fora, etc. E para quem não quiser saber disso para nada, chamo a atenção para a gaja que 'tá com ele na foto, um pouco mais abaixo na página. Qualquer leitor que não seja paneleiro, saberá apreciar. Eu vi de olhos fechados, porque sou homem de uma boa só.
Monday, March 14, 2005
Mulheres e jogos
É verdade que tenho estado ausente da escrita. Possivelmente por ainda estar a recuperar do comentário ao meu último post. Fiquei tão assustado que tenho andado escondido na minha cave, de caçadeira em punho, sem acesso ao computador. Parece-me agora, que o pior já terá passado. Compreendam a minha situação, de gente parva o suficiente para passar 2 noites ao relanto para comprar um caralho dum bilhete para um concerto, eu espero tudo. De qualquer forma é sempre gratificante saber que gajos que não conheço de lado nenhum lêm esta merda, e até comentam. São leitores destes que me dão força para continuar. É por eles que perco minutos a fio a escrever, basicamente, aquilo que me vem à cabeça, seja bom ou mau, agradável ou nojento, verdade ou ficção.
Assim sendo, vejo-me quase forçado a comentar um facto dos dias que correm, que tem vindo a atingir proporções preocupantes, e que ameaça desiquilibrar ainda mais a, outrora evidente, divisória entre homens e mulheres.
Hoje em dia, deparamo-nos com situações aberrantes, de raparigas, jovens, na flor da idade, que, ao invés de, ou investir o seu tempo na sua formação, estudo e futuro profissional, ou pura e simplesmente aprender a varrer, cozinhar, limpar, etc, andam batidas, em frente ao computador, a jogar. E quando digo a jogar, não é ao SIMS. Andam batidas no quake, CS, NFS (jogos de carros, aprecie-se aqui a ironia), e todos aqueles simuladores da arte de destruir, matar, violar, roubar, tudo e mais alguma coisa, directamente vocacionada para o público masculino.
Algo se passa nas companhias responsáveis pelos videojogos. Algo que revela uma negligência vergonhosa e perfeitamente absurda. Algo que me leva a pensar na demência das mentes responsáveis por estas políticas. Um perfeito ultraje. Então não é, que chegamos ao cúmulo de incluir nas caixas avisos a menores (!) de X anos (algo perfeitamente disparatado, porque qualquer puto a partir dos 8 anos joga GTA) e, no entanto, não metem avisos para mulheres?! Em jogos de corridas onde os carros NÃO sofrem danos, apesar de chocarem contra tudo o que é parede?! Em jogos em que os personagens utilizam armas de fogo? Querem violência? Inventem um jogo onde uma dona de casa em fúria sai para a rua a eliminar tudo quanto seja sujidade, armada com o seu esfregão e vassoura!
Isto chegou ao ponto onde até já metem mulheres de armas em punho nos videojogos. E, para piorar, ainda fazem filmes sobre os mesmos. Irreal.
Bom, acho que ficou aqui imortalizado, com sucesso, o meu post mais machista de sempre. Um grande beijo à minha namorada que, se ler isto, me vai por com o dono, mais depressa que o tempo demorado pelos leitores deste blog a soletrar BMW.
Assim sendo, vejo-me quase forçado a comentar um facto dos dias que correm, que tem vindo a atingir proporções preocupantes, e que ameaça desiquilibrar ainda mais a, outrora evidente, divisória entre homens e mulheres.
Hoje em dia, deparamo-nos com situações aberrantes, de raparigas, jovens, na flor da idade, que, ao invés de, ou investir o seu tempo na sua formação, estudo e futuro profissional, ou pura e simplesmente aprender a varrer, cozinhar, limpar, etc, andam batidas, em frente ao computador, a jogar. E quando digo a jogar, não é ao SIMS. Andam batidas no quake, CS, NFS (jogos de carros, aprecie-se aqui a ironia), e todos aqueles simuladores da arte de destruir, matar, violar, roubar, tudo e mais alguma coisa, directamente vocacionada para o público masculino.
Algo se passa nas companhias responsáveis pelos videojogos. Algo que revela uma negligência vergonhosa e perfeitamente absurda. Algo que me leva a pensar na demência das mentes responsáveis por estas políticas. Um perfeito ultraje. Então não é, que chegamos ao cúmulo de incluir nas caixas avisos a menores (!) de X anos (algo perfeitamente disparatado, porque qualquer puto a partir dos 8 anos joga GTA) e, no entanto, não metem avisos para mulheres?! Em jogos de corridas onde os carros NÃO sofrem danos, apesar de chocarem contra tudo o que é parede?! Em jogos em que os personagens utilizam armas de fogo? Querem violência? Inventem um jogo onde uma dona de casa em fúria sai para a rua a eliminar tudo quanto seja sujidade, armada com o seu esfregão e vassoura!
Isto chegou ao ponto onde até já metem mulheres de armas em punho nos videojogos. E, para piorar, ainda fazem filmes sobre os mesmos. Irreal.
Bom, acho que ficou aqui imortalizado, com sucesso, o meu post mais machista de sempre. Um grande beijo à minha namorada que, se ler isto, me vai por com o dono, mais depressa que o tempo demorado pelos leitores deste blog a soletrar BMW.
Monday, February 28, 2005
U2
Finalmente, após tanta paleio sobre a função pública, encontrei algo mais sobre o que escrever: O concerto dos U2 em Portugal, agendado para não sei quando, não sei onde, provavelmente no atlântico (o pavilhão, apesar do lugar indicado para eles ser o fundo do oceano), sinceramente, não me podia estar mais a cagar. 50% da merda que larguei nos últimos 20 anos pode ser dedicada aos U2. Se me perguntarem porquê, poderei apresentar alguns argumentos, nenhum deles considerado válido, se o autor da pergunta for admirador da banda, ou seja, um patego incapaz de reconhecer que, por muito boas que sejam algumas das músicas, o último single (aparentemente filmado no Lavradio, Barreiro, segundo me disseram) não vale a fita onde foi gravado (e antes desse, foram outros). Em todo o caso, para os restantes leitores, aqui vai:
- São irlandeses;
- A música deles não é nada de especial, no entanto acham que são muita bons;
- A cada 15 minutos dá uma música deles na rádio; Seleccionando 3 postos de rádio em determinado momento de tempo, aleatoriamente, a probabilidade de um deles estar a dar U2 é 95%:
- Cada vez que há uma desgraça, o filha da puta do vocalista resolve fazer mais uma música;
- Não fazem um caralho, no entanto são milionários (e aparentemente acham que os portugueses também o são, para cobrarem 11 contos por bilhete);
- Apesar do dinheiro, vestem-se como mendigos.
E é precisamente devido ao preço dos bilhetes do concerto, que resolvi vir aqui gozar um bocado. 11 contos caralho! O mais barato! E filas intermináveis de gente à espera de ter a "sorte" de conseguir um bilhete. Malta a dormir duas e três noites na rua, onde por sinal, está um FRIO DO CARALHO, para comprar um bilhete. Impressionante. Estupidamente Impressionante. Aqui em Setúbal, estão todos numa bomba de gasolina local, onde alegadamente se vão vender bilhetes amanhã, desde anteontem. Tinha piada era os bilhetes serem exclusivamente destinados a quem abastecer...
Em relação ao concerto em si, ouvi uma entrevista com um promotor, que o classificou como "o maior concerto de SEMPRE em Portugal". Pergunta do entrevistador: "Maior em quê?" Resposta: "Bom ... Para começar, o maior em termos de preço de bilhetes, não é? e ... também o maior em termos de receitas ... e basicamente, o maior, pronto".
Dá para acreditar nesta merda? Foda-se. 11 contos e nem conseguem INVENTAR motivos para justificar o preço. Só faltou acrescentar "O maior roubo...".
Bom, acabei. A inspiração desapareceu. Provavelmente 'tá com aquele cabrão. Ainda não dedicou uma música aos iraquianos, deve estar neste momento a tratar disso. É fodido, um gajo ver o seu país em ruínas e ainda ver aquela puta a encher os bolsos à custa disso. Vou até ali ao WC e homenagear mais uma vez esta "grande" banda.
- São irlandeses;
- A música deles não é nada de especial, no entanto acham que são muita bons;
- A cada 15 minutos dá uma música deles na rádio; Seleccionando 3 postos de rádio em determinado momento de tempo, aleatoriamente, a probabilidade de um deles estar a dar U2 é 95%:
- Cada vez que há uma desgraça, o filha da puta do vocalista resolve fazer mais uma música;
- Não fazem um caralho, no entanto são milionários (e aparentemente acham que os portugueses também o são, para cobrarem 11 contos por bilhete);
- Apesar do dinheiro, vestem-se como mendigos.
E é precisamente devido ao preço dos bilhetes do concerto, que resolvi vir aqui gozar um bocado. 11 contos caralho! O mais barato! E filas intermináveis de gente à espera de ter a "sorte" de conseguir um bilhete. Malta a dormir duas e três noites na rua, onde por sinal, está um FRIO DO CARALHO, para comprar um bilhete. Impressionante. Estupidamente Impressionante. Aqui em Setúbal, estão todos numa bomba de gasolina local, onde alegadamente se vão vender bilhetes amanhã, desde anteontem. Tinha piada era os bilhetes serem exclusivamente destinados a quem abastecer...
Em relação ao concerto em si, ouvi uma entrevista com um promotor, que o classificou como "o maior concerto de SEMPRE em Portugal". Pergunta do entrevistador: "Maior em quê?" Resposta: "Bom ... Para começar, o maior em termos de preço de bilhetes, não é? e ... também o maior em termos de receitas ... e basicamente, o maior, pronto".
Dá para acreditar nesta merda? Foda-se. 11 contos e nem conseguem INVENTAR motivos para justificar o preço. Só faltou acrescentar "O maior roubo...".
Bom, acabei. A inspiração desapareceu. Provavelmente 'tá com aquele cabrão. Ainda não dedicou uma música aos iraquianos, deve estar neste momento a tratar disso. É fodido, um gajo ver o seu país em ruínas e ainda ver aquela puta a encher os bolsos à custa disso. Vou até ali ao WC e homenagear mais uma vez esta "grande" banda.
Saturday, February 19, 2005
E dura... E dura...
Sendo que, neste momento, toda a minha legião de leitores se resume aos 2 gatos pingados que foram inteligentemente alvos de crítica no último post, o assunto da função pública parece ter chegado para ficar. E em véspera de eleições autárquicas, precisamente no dia a que o inimigo público (queria meter aqui um daqueles (R)'s de marca registrada, ou qualquer outra porra que, eventualmente, me pudesse safar de um processo judicial por violar a patente do nome, mas não tive cabeça para procurar a combinação de teclas correcta) carinhosamente se refere como "dia de reflexão", não imagino um tema mais adequado, sobre o qual escrever.
Basicamente, este post serve para dar conta da resposta dos ditos funcionários públicos, que me foi enviada por messenger, num documento de word, ao último post. Obviamente a resposta carece de comentário do criador do blog, guardado para o final. Posso desde já salientar o facto óbvio de qualquer pessoa poder comentar qalquer post, desde que se registe (política da blogspot), mas neste caso e para os indivíduos em questão, tal proeza revelou-se demasiado penosa. Fiquem então com as sábias palavras deste duo dinâmico.
"Repto para o dono do blog!
Antes de mais fode-te!!!
Posto isto, vamos ao que é realmente interessante. Nós, ávidos (Sem h porque não somos broncos para escrever esta palavra com h) trabalhadores da administração pública vimos por este meio reivindicar os nossos direitos como trabalhadores
em prole dos parasitas da sociedade! Sim porque existem diferenças entre Administração Publica (trabalho em prole do cidadão) e Função Publica (a.k.a máquina do estado). Passada a lição de Português e conhecimento de senso (para aqueles que pensam que nos enganámos, esta merda tá bem escrita!!!) comum passamos à parte da censura!
Só para relembrar, fode-te!!!
Quanto ao jovem professor universitário/estudante, ele que se defenda que já é grandinho e já tem idade para ter juízo! Ainda para mais para vermos o estado em que chegou a nossa sociedade, como é que existem professores daqueles?
Quanto ao dono do blog temos de tecer as seguintes considerações:
Nós como "únicos" leitores deste blog, exigimos posts frequentes e com elevado conteúdo cultural, não é falar dos Homens na cozinha que se cria um blog respeitado. Queremos deixar bem acente que as funções que detemos no nosso local de trabalho têm uma dispersão alargada pelo que por vezes, esporadicamente, temos alguns tempos
mortos de reflexão e retiro espiritual (Se tens intervalos das aulas pk raio nós não podemos ter também? Somos Humanos como tu). Se nós decidimos jogar on-line ou ver blogs em vez de ver porno e usar o messenger é porque.... já vimos todas as paginas de porno que havia para ver. Portanto, faz-te Homem e escreve coisas culturalmente interessantes:
A ciência de aturar 1 dia de aulas sem espancar o prof.
Comer no refeitório da escola...
Onde andam as gajas boas?
Pk razão gajas boas andam sempre com gajos feios?
Ainda não te eskeceste ? Fode-te!!!
Quanto à queixa informal tal como foi referida, a situação deveu-se porque não havia livro de reclamações nem sequer algo tecnicamente avançado tipo fórum para fazer 1 queixa, e essa merda de mandar pró departamento de apoio ao cidadão não resulta!!! Portanto estamos contentes pela receptividade da queixa, e ainda bem que não foi preciso mandar 1 carta como fizeste pró banco. Resumindo, fomos ouvidos! Estamos satisfeitos apesar de termos sido maltratados moralmente e psicologicamente. Prepara-te para acção em tribunal por danos morais ou o equivalente pagamento em bjecas e tremoços.
Finalmente, quanto aos “access points” temos a dizer que a sua excelência vai ser
premiada com a implementação de 18 pontos de acesso grátis, na cidade de Setúbal,
dos quais alguns serão em Wireless (para uma classe social a bater no topo do ridículo,
sim pk nós nem portáteis temos com tecnologia Wireless, ao contrario de ti e certos professores universitários que vão para as aulas jogar FIFA), portanto mexe o cu da cama e vai usar a net no parque do Bonfim a veres as borboletas a voar.
PS - FODE-TE!!!!"
Fim deste momento brilhante de literatura.
Bom, sem dúvida que há que respeitar alguns dos termos e construções frásicas, utilizadas neste texto. Algumas delas completamente fora da minha liga. Mas termina aqui a boa educação, vou começar a escrever a sério.
Para começar, e só em tom de gozo, o texto foi escrito, para não variar, durante o horário laboral. Momentos antes, houve um diálogo interessante entre mim e um dos sujeitos, via messenger, que pode ser resumido pelo parágrafo seguinte, parágrafo esse que justifica também a elaboração do já referido texto:
BlueJohnny - work says:
va, tenho 1 resposta pra dar a 1 blog ke fez 1 post de merda
Não é o blog que faz os posts. Sou eu. Adiante.
Em relação à crítica do português, mais concretamente em relação à palavra "ávido", julgo não ter escrito com "H", ao contrário do que está a ser insinuado. Simplesmente, pensei que pudesse ser escrito com "H", numa tentativa de antecipar a minha própria bacorada, evitando assim represálias de leitores mais... "delicados". Para mais, se foram tão paneleiros com a puta da palavra, podiam ter escrito o resto do texto com a mesma competência. Adiante.
Se querem um blog com elevado conteúdo cultural, vão ter mesmo que procurar noutro lado. É impossível um blog ter cultura quando o criador não a tem.
Em relação aos temas propostos, ficam aqui as seguintes respostas/observações:
1. Não sei. Não passo um dia inteiro na escola. Só lá vou 3 a 4 horas por dia.
2. Não sei. Nunca comi no refeitório na escola. Mas uma refeição que custa 1,80 euros deve ser uma bela merda.
3. Uma está comigo. As outras não interessam. Sou comprometido. E vocês também. Juízo nesses cornos.
4. Perguntem às vossas namoradas. A minha diz que não sou feio. Obviamente, tem falta de vista.
Já em relação à acção judicial contra a minha pessoa, fiquem sabendo que seria mais provável meterem-me dentro, que obrigarem-me a pagar cerveja e tremoços, visto que nem para isso tenho dinheiro. O portátil está a ser pago em suaves prestações sem juros, ao jumbo.
De momento é tudo, acho que já ficou um post de respeito. Agradecida a participação de dois ilustres engenheiros do estado, que conseguiram com êxito, impedir que esta merda de blog se tornasse alguma coisa de jeito.
Basicamente, este post serve para dar conta da resposta dos ditos funcionários públicos, que me foi enviada por messenger, num documento de word, ao último post. Obviamente a resposta carece de comentário do criador do blog, guardado para o final. Posso desde já salientar o facto óbvio de qualquer pessoa poder comentar qalquer post, desde que se registe (política da blogspot), mas neste caso e para os indivíduos em questão, tal proeza revelou-se demasiado penosa. Fiquem então com as sábias palavras deste duo dinâmico.
"Repto para o dono do blog!
Antes de mais fode-te!!!
Posto isto, vamos ao que é realmente interessante. Nós, ávidos (Sem h porque não somos broncos para escrever esta palavra com h) trabalhadores da administração pública vimos por este meio reivindicar os nossos direitos como trabalhadores
em prole dos parasitas da sociedade! Sim porque existem diferenças entre Administração Publica (trabalho em prole do cidadão) e Função Publica (a.k.a máquina do estado). Passada a lição de Português e conhecimento de senso (para aqueles que pensam que nos enganámos, esta merda tá bem escrita!!!) comum passamos à parte da censura!
Só para relembrar, fode-te!!!
Quanto ao jovem professor universitário/estudante, ele que se defenda que já é grandinho e já tem idade para ter juízo! Ainda para mais para vermos o estado em que chegou a nossa sociedade, como é que existem professores daqueles?
Quanto ao dono do blog temos de tecer as seguintes considerações:
Nós como "únicos" leitores deste blog, exigimos posts frequentes e com elevado conteúdo cultural, não é falar dos Homens na cozinha que se cria um blog respeitado. Queremos deixar bem acente que as funções que detemos no nosso local de trabalho têm uma dispersão alargada pelo que por vezes, esporadicamente, temos alguns tempos
mortos de reflexão e retiro espiritual (Se tens intervalos das aulas pk raio nós não podemos ter também? Somos Humanos como tu). Se nós decidimos jogar on-line ou ver blogs em vez de ver porno e usar o messenger é porque.... já vimos todas as paginas de porno que havia para ver. Portanto, faz-te Homem e escreve coisas culturalmente interessantes:
A ciência de aturar 1 dia de aulas sem espancar o prof.
Comer no refeitório da escola...
Onde andam as gajas boas?
Pk razão gajas boas andam sempre com gajos feios?
Ainda não te eskeceste ? Fode-te!!!
Quanto à queixa informal tal como foi referida, a situação deveu-se porque não havia livro de reclamações nem sequer algo tecnicamente avançado tipo fórum para fazer 1 queixa, e essa merda de mandar pró departamento de apoio ao cidadão não resulta!!! Portanto estamos contentes pela receptividade da queixa, e ainda bem que não foi preciso mandar 1 carta como fizeste pró banco. Resumindo, fomos ouvidos! Estamos satisfeitos apesar de termos sido maltratados moralmente e psicologicamente. Prepara-te para acção em tribunal por danos morais ou o equivalente pagamento em bjecas e tremoços.
Finalmente, quanto aos “access points” temos a dizer que a sua excelência vai ser
premiada com a implementação de 18 pontos de acesso grátis, na cidade de Setúbal,
dos quais alguns serão em Wireless (para uma classe social a bater no topo do ridículo,
sim pk nós nem portáteis temos com tecnologia Wireless, ao contrario de ti e certos professores universitários que vão para as aulas jogar FIFA), portanto mexe o cu da cama e vai usar a net no parque do Bonfim a veres as borboletas a voar.
PS - FODE-TE!!!!"
Fim deste momento brilhante de literatura.
Bom, sem dúvida que há que respeitar alguns dos termos e construções frásicas, utilizadas neste texto. Algumas delas completamente fora da minha liga. Mas termina aqui a boa educação, vou começar a escrever a sério.
Para começar, e só em tom de gozo, o texto foi escrito, para não variar, durante o horário laboral. Momentos antes, houve um diálogo interessante entre mim e um dos sujeitos, via messenger, que pode ser resumido pelo parágrafo seguinte, parágrafo esse que justifica também a elaboração do já referido texto:
BlueJohnny - work says:
va, tenho 1 resposta pra dar a 1 blog ke fez 1 post de merda
Não é o blog que faz os posts. Sou eu. Adiante.
Em relação à crítica do português, mais concretamente em relação à palavra "ávido", julgo não ter escrito com "H", ao contrário do que está a ser insinuado. Simplesmente, pensei que pudesse ser escrito com "H", numa tentativa de antecipar a minha própria bacorada, evitando assim represálias de leitores mais... "delicados". Para mais, se foram tão paneleiros com a puta da palavra, podiam ter escrito o resto do texto com a mesma competência. Adiante.
Se querem um blog com elevado conteúdo cultural, vão ter mesmo que procurar noutro lado. É impossível um blog ter cultura quando o criador não a tem.
Em relação aos temas propostos, ficam aqui as seguintes respostas/observações:
1. Não sei. Não passo um dia inteiro na escola. Só lá vou 3 a 4 horas por dia.
2. Não sei. Nunca comi no refeitório na escola. Mas uma refeição que custa 1,80 euros deve ser uma bela merda.
3. Uma está comigo. As outras não interessam. Sou comprometido. E vocês também. Juízo nesses cornos.
4. Perguntem às vossas namoradas. A minha diz que não sou feio. Obviamente, tem falta de vista.
Já em relação à acção judicial contra a minha pessoa, fiquem sabendo que seria mais provável meterem-me dentro, que obrigarem-me a pagar cerveja e tremoços, visto que nem para isso tenho dinheiro. O portátil está a ser pago em suaves prestações sem juros, ao jumbo.
De momento é tudo, acho que já ficou um post de respeito. Agradecida a participação de dois ilustres engenheiros do estado, que conseguiram com êxito, impedir que esta merda de blog se tornasse alguma coisa de jeito.
Friday, February 11, 2005
Mais função pública
Ora, como é de conhecimento geral, a minha opinião é de que a malta que trabalha para o estado não faz um caralho. É sabido que este não é um facto consumado, apenas porque existem alguns gatos pingados que até fazem pela vida, e fartam-se de bulir, em nome da nação. Um desses senhores, leitor assíduo do meu blog e dos demais meios de informação credíveis e precisos publicados diária ou semanalmente, contestou activamente os meus anteriores comentários de que, realmente, a função pública reflectia aquilo que se passa, um pouco por todo o lado, ou seja, a política "só faço se for obrigado... e mesmo assim acho que ganho pouco", em vigor nas muitas organizações tugas. Ainda de referir que, conheço pessoalmente, eu mesmo, um jovem professor/estudante universitário, ávido (parêntesis aqui, porque acho que me vou foder, porque com a sorte que tenho, ávido leva H) fodilhão e também dos gajos mais "possantes" em termos de sacar a boa da pirataria da net, que também se inclui na categoria daqueles "não tenho tempo, nem para coçar o esquerdo", devido ao trabalho.
Explicada a minha posição "alguns até trabalham, mas são poucos", denoto que estou a recorrer muito a este género de comentário, estas "citações" entre aspas, não sei bem porquê... Que se foda, adiante.
A razão de me verem novamente a dizer mal da função pública, é simples. Tão simples que nem tou a ver como a irei descrever através de um texto abrangente, cheio de palavras inspiradoras, como é meu hábito, ao invés de, simplesmente dizer o que é. Mas caralhos m'a fodam se não vou tentar.
Basicamente, é o seguinte: O meu arsenal de leitores a trabalhar para o estado, triplicou desde os últimos posts. E estes dois indivíduos em questão, lêm o blog durante o horário laboral. Acontece que eu não tenho tido nem tempo, nem cabeça para escrever, e como tal, recebi uma queixa informal, de que não tenho cumprido como escritor, e que os dias são morosos por não haver posts para ler. Por outras palavras, estão aborrecidos e é meu dever entretê-los. Aparentemente, os jogos em rede já não têm a piada que tinham. Foda-se.
E pronto, cá está o vosso dedicado blogger, a socorrer 2 caramelos entediados. Espero que os cabrões gostem.
Mensagem pessoal: Larguem a micose e metam as queixas no buraco do cú. E a ver se fazem o vosso trabalho e metem uns access points de jeito, que eu há três meses que pago multas por exceder os limites à merda da netcabo.
P.S: Entendo perfeitamente que alguns de vós especulem em relação à da veracidade desta queixa. Como tal, fiquem sabendo, desconfiados do caralho, que é 100% verdade, tudo o que escrevi até aqui. Pensem nisso da próxima vez que pagarem impostos.
Explicada a minha posição "alguns até trabalham, mas são poucos", denoto que estou a recorrer muito a este género de comentário, estas "citações" entre aspas, não sei bem porquê... Que se foda, adiante.
A razão de me verem novamente a dizer mal da função pública, é simples. Tão simples que nem tou a ver como a irei descrever através de um texto abrangente, cheio de palavras inspiradoras, como é meu hábito, ao invés de, simplesmente dizer o que é. Mas caralhos m'a fodam se não vou tentar.
Basicamente, é o seguinte: O meu arsenal de leitores a trabalhar para o estado, triplicou desde os últimos posts. E estes dois indivíduos em questão, lêm o blog durante o horário laboral. Acontece que eu não tenho tido nem tempo, nem cabeça para escrever, e como tal, recebi uma queixa informal, de que não tenho cumprido como escritor, e que os dias são morosos por não haver posts para ler. Por outras palavras, estão aborrecidos e é meu dever entretê-los. Aparentemente, os jogos em rede já não têm a piada que tinham. Foda-se.
E pronto, cá está o vosso dedicado blogger, a socorrer 2 caramelos entediados. Espero que os cabrões gostem.
Mensagem pessoal: Larguem a micose e metam as queixas no buraco do cú. E a ver se fazem o vosso trabalho e metem uns access points de jeito, que eu há três meses que pago multas por exceder os limites à merda da netcabo.
P.S: Entendo perfeitamente que alguns de vós especulem em relação à da veracidade desta queixa. Como tal, fiquem sabendo, desconfiados do caralho, que é 100% verdade, tudo o que escrevi até aqui. Pensem nisso da próxima vez que pagarem impostos.
Sunday, January 09, 2005
Reflexologia
Já sei. Grande palavrão. O que é? Uma ciência que defende que é possível fazer uma série de tratamentos a uma série de problemas a partir dos pés. Podem saber mais sobre o assunto em: http://pwp.netcabo.pt/0152562701/reflexologia.html . Estejam à vontade. Aviso já que se vão deparar com um português elaborado, com termos de alguma complexidade. Não é merda como o que lêm aqui. Enfim, adiante.
A razão deste post está relacionada com o "mapa" dos pés (http://pwp.netcabo.pt/0152562701/mapareflex.jpg). Ora, se repararem na zona 36, referente aos orgãos genitais, verificam que se situa, imagine-se, no calcanhar. Foda-se, fez-se luz. Agora sim, após milénios de mistério, percebo o significado da expressão "calcanhar de Aquiles".
Como raios é que um guerreiro inigualável, do qual descende uma grande parte do povo português, mais concretamente, os alentejanos, homem de extraordinária pujança física e Deus na cama, se deixa vencer com o caralho duma seta no calcanhar? Eu vi o filme, o gajo levou com a puta da seta e já não fez nada de jeito. Tanto que se deixou matar pela merda do Orlando Bloom, o gajo mais mariquinhas de hollywood. Um caralho dum elfo. Foda-se.
Mas agora sim, tudo faz sentido. Uma seta no calcanhar é, basicamente, uma bolada nos tomates! E foda-se, quem já levou uma, sabe o que é a força das pernas a desaparecer, os joelhos a tremer, as cólicas intestinais, etc... Como é que um gajo há-de ganhar uma batalha nestas condições?
Mais uma vez, a ciência alternativa vem explicar um mistério que a convencional não conseguiu. Grande bem haja aos chineses por terem feito uma porra de jeito na sua miserável história de merda. Outra conclusão brilhante: os chineses têm calcanhares pequenos.
A razão deste post está relacionada com o "mapa" dos pés (http://pwp.netcabo.pt/0152562701/mapareflex.jpg). Ora, se repararem na zona 36, referente aos orgãos genitais, verificam que se situa, imagine-se, no calcanhar. Foda-se, fez-se luz. Agora sim, após milénios de mistério, percebo o significado da expressão "calcanhar de Aquiles".
Como raios é que um guerreiro inigualável, do qual descende uma grande parte do povo português, mais concretamente, os alentejanos, homem de extraordinária pujança física e Deus na cama, se deixa vencer com o caralho duma seta no calcanhar? Eu vi o filme, o gajo levou com a puta da seta e já não fez nada de jeito. Tanto que se deixou matar pela merda do Orlando Bloom, o gajo mais mariquinhas de hollywood. Um caralho dum elfo. Foda-se.
Mas agora sim, tudo faz sentido. Uma seta no calcanhar é, basicamente, uma bolada nos tomates! E foda-se, quem já levou uma, sabe o que é a força das pernas a desaparecer, os joelhos a tremer, as cólicas intestinais, etc... Como é que um gajo há-de ganhar uma batalha nestas condições?
Mais uma vez, a ciência alternativa vem explicar um mistério que a convencional não conseguiu. Grande bem haja aos chineses por terem feito uma porra de jeito na sua miserável história de merda. Outra conclusão brilhante: os chineses têm calcanhares pequenos.
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