Thursday, March 16, 2006

OPA

É impressão minha, ou agora é moda rejeitar OPA's (leia-se, Ofertas Públicas de Aquisição)?

- "XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX MIL MILHÕES DE EUROS!!!"
- "hmmm... nop."

Vemos ofertas de empresas que primam pela competência, a empresas cuja liderança não vale um cú. Deveria ser lógico. É o processo de selecção natural. Os nabos saem, os bons ficam. Mas não. Neste país, ser nabo é aceitável. E então, uma administração estagnada, com políticas, recursos e decisões ultrapassadas recusa-se a levantar o rabo das confortáveis cadeiras administrativas, apesar da (ENORME) compensação financeira.

- "Para que serve o dinheiro, afinal, se não tivermos poder?"

Mesmo que se fodam os clientes, forçados a aceitar as condições que lhes são impigidas, por falta de alternativa (nalguns casos), e que vêm assim desperdiçada, a oportunidade de melhoria de serviço.

E depois da primeira OPA falhada, outra OPA. E outra. Também rejeitadas. É a moda de 2006. Fazer OPA's e/ou recusá-las. Dá para aparecer na tv e tudo.

E a propósito, gosto de que, agora, durante uma crise económica como a nossa, cada vez que surge uma notícia, sobre qualquer tipo de aquisição ou oferta, é sempre "MIL MILHÕES DE EUROS". Já nada custa "milhões". É sempre milhares de milhão (biliões, como dizem os americanos). Seria de pensar que, como isto está, já um espanhol pudesse comprar o país todo por menos que isso...

Wednesday, March 08, 2006

Paris Hilton e sexo

Recebi num mail, um vídeo da Paris Hilton em todo o seu explendor oral (leia-se, a fazer um broche), com um tipo qualquer.

...

Tou-me profundamente a cagar, mas queria que cada vez que alguém escrevesse "Paris Hilton", "sexo" e "broche" no google, viessem parar ao meu blog, enganados.

Publicidade oferecida. Há que adorá-la.

PS: Para internacionalizar a coisa, fica um pequeno excerto do dicionário pt-inglês.

Paris Hilton - Paris Hilton

Broche - Blowjob

Oral - Oral

Sexo - Sex

Friday, March 03, 2006

HI5

Ora, eu sou aquele tipo de gajo ingénuo, que gosta de acreditar no melhor de cada ser humano. Já me têm dito que sou parvo, que o mundo é uma selva, mas não! Não posso acreditar que cada um apenas se preocupa consigo mesmo, e que está disposto a espezinhar qualquer um para conseguir seguir a sua vidinha com menos uma preocupação.

Sou patego. MAS NÃO TENHO A MINHA VIDA ESTAMPADA NO HI5!!

Mais uma vez, a minha ignorância não tem limites. Já oiço falar no hi5 há anos, sem nunca ter tido a puta da curiosidade de ver o que era. Até criei lá um perfil, há cerca de um ano, adicionei 2 ou 3 amigos, e fartei-me. Tava visto. Nunca mais lá voltei.

De repente, surge-me um convite no mail, para aceitar como amigo, certo e determinado indivíduo. Tudo bem, vou ao meu perfil, fico um bocado perdido nas opções mas lá encontro a coisa. Ao pé disso, um link para o perfil do meu amigo...

... hein?

Fui lá... E entrei. Pensei "hmmm o boi já me devia ter adicionado, e autorizado. Ok porreiro." Ao lado, uma galeria de fotos de gajas. E eu, que já reparei que quando entro no meu perfil os senhores do hi5 fazem o favor de me presentear com tudo o que é gajedo da minha "network", pensei que se tratasse do mesmo. Errado. Por cima dizia "boi's friends". Amigos? Este gajedo todo? Aquele cromo? Bom, seja. Adiante.

Preparava-me então para seguir com a minha vida. Inadvertidamente passo com o rato por cima de um dos amigos, e surge-me aquela mãozinha no rato, que aparece quando navegamos por cima de um link. E aí ainda pensei: "é p'ra aumentar a foto das gajas". Errado outra vez. Clicando em cima duma das febras de qualidade, "amiga" do boi do meu amigo, vou parar... ao perfil da gaja. Eu. Mas eu não conheço a gaja. Não sou amigo dela. Mas tenho acesso à informação toda. Já sei o nome, idade, cidade, gostos e orientação sexual. E ao lado, tenho a galeria dos amigos, desta vez só gajos.

Que raio?

Então ainda pensei: "Algo se passa. Se calhar o boi adicionou uma daquelas gajas fictícias, enganado. A gaja não existe. Porque se existisse, não metia na net, para todos verem, fotografias suas em lingerie, e dos seus amigos em lingerie, e da família em lingerie."

Durante 2 segundos, fiquei descansado. Até que, um pouco mais à frente, na lista de amigos do boi do meu amigo, outro borrego que eu conheço. "É impossível que este link que leve à página de informação deste gajo", pensei. "Este sei que existe mesmo, e sei que não me adicionou como amigo". Errado (sim, não dei uma para a caixa). Cliquei na foto, e voilá. Perfil do borrego. A partir daí foi o descalabro.

Perfis de amigos de amigos de amigos de amigos meus. Tudo ali. E quem é amigo de quem. E este dizia que era meu amigo, mas se calhar não é, pelo que diz o hi5. E este meu amigo conhece esta minha amiga. E este outro, que é um anti-social do caralho, tem 50 amigos. E esta gaja boa aqui, tem 300, e é amiga do meu amigo, embora o cabrão nunca me tenha apresentado. Com certeza também gostava de ser minha amiga, com a breca! Até porque nesta altura, comecei a pensar que os convites para amizade, provavelmente não podem ser recusados! Claro, faz todo o sentido. É muito mais que um site de engate. É um site que força a amizade. Um site para aumentar o convívio da humanidade. Um site que tenta atingir à bruta, a paz no mundo. Mesmo que para isso seja preciso violar a privacidade ou direitos deste ou aquele. Obviamente, americano.

Mas não. Os convites podem ser rejeitados. Mais. Nem é preciso rejeitá-los, basta não os aceitar. Eu testei. Com 10 ou 15 gajas. Funciona. Mas eu não tenho foto em tronco nú. Não tenho fotos do meu cachorrinho. Não tenho fotos minhas em bebé. Quem haveria de aceitar amizade de um bronco destes? Mas é bom saber que tenho um stock de amigos na net, à distância de um click.

Não ficava tão parvo com a realidade cibernauta em que vivo, desde a cena dos aniversários.

Friday, February 10, 2006

Ser engenheiro

Resolvi partilhar com vocês aquilo que é realmente ser engenheiro, baseado na minha experiência.

Engenheiro é:

- Alguém que fez o curso com aproveitamento a 20% das cadeiras porque os professores sobre-valorizaram o lixo que corrigiram no exame, e/ou ofereceram valores porque senão os chumbos eram muitos e podia dar a imagem de que o(a) senhor(a) em questão não fosse bom professor(a);

- Alguém que fez o curso com aproveitamento a 10% das cadeiras porque arredondaram os 9 para 10 na discussão de prova, que não é bem uma discussão, mas mais uma conversa amigável, por vezes sobre bola;

- Alguém que fez metade dos projectos propostos, deixando a outra metade para o colega, sem tão pouco ter lido os enunciados;

- Alguém que fez o curso com aproveitamento a 10% das cadeiras devido erros do professor, seja a corrigir, a avaliar, a fazer os exames, sacando por vezes um 16 que devia ter sido 11;

- Alguém que passou a 80% dos exames porque os do ano anterior eram parecidos. 30% dos quais com boas notas, porque eram praticamente iguais;

- Alguém que até hoje nunca deixou de estudar de vésperas. Até porque com exames dia sim, dia não, tem mesmo que ser;

- Alguém que memorizou 10% do que deu durante o curso;

- Alguém que não foi a metade das aulas, por motivos de entertenimento;

- Alguém que absorveu mais alcool que informação durante o curso (bom, talvez não no meu caso, mas no geral);

- Alguém que teve professores como ninguém acreditaria. Uns, pedem-nos para rezar durante uma aula. O mesmo fez-me apresentar 3 vezes durante 3 aulas seguidas até se aperceber que já me conhecia. Outros, vão buscar-nos ao bar quando percebem que não vamos de lá sair sozinhos. Alguns ainda fumam na sala de aula. Para outros, a primeira meia-hora de aula deve ser passada a discutir aquele que deverá ser a imagem para o background ideal para os respectivos ambientes de trabalho no windows. Um pensava que desligar e ligar o monitor resolveria problemas num programa. Enfim, adiante;

- Alguém que foi educado a ausentar-se da sala sem pedir licença para atender o telemóvel;

- Alguém que, desde que teve wireless na escola, passou as aulas todas a "surfar". Bom para acompanhar os relatos da bola, de vez em quando;

- Alguém que com isto tudo, ainda acabou com média 3 pontos acima do mínimo;

- Alguém que não é necessariamente inteligente ou talentoso;

- Alguém que, sem nunca ter trabalhado, consegue fazer um curriculum de 4 páginas A4;

- Alguém que no final, acaba por ter um emprego onde tem tempo para escrever em blogs.

Monday, January 23, 2006

...

Faz sentido. No ano em que eu resolvo gozar com o Beto, à frente de toda a gente, o gajo baza mesmo. Lagartos do caralho.

Thursday, December 22, 2005

A todos um bom...

É verdade! É finalmente chegada aquela altura do ano. Aquela altura, para a qual muitos se estão a cagar (eu incluído), mas que para outros significa um momento muito particular no ano, emocionante, "stressante" até, que lhes aperta o coração, e sempre com o potencial de ser financeiramente duvidoso. Nesta altura, gosto sempre de tentar lembrar a essa malta, que não vale a pena tamanho alarido, e para se preocuparem com assuntos mais sérios. Em vão. É como se algo se apoderasse dessa gente, que apesar de viverem numa profunda crise económica, continuam a gastar dinheiro em futilidades, como uma "Bola" ou um "Jogo", que partilham com os que lhes são mais próximos, e às vezes até com meros conhecidos.

Todos os anos isto.

É aquela altura do Beto dizer que vai sair do Sporting. Lagartos do caralho.

Tuesday, December 13, 2005

Dumbs on Weels

Após longa ausência, sem tempo para partilhar com o estimado leitor mais um pouco do meu génio literário, eis que, sou confrontado com uma situação do mais aparvalhado possível, segundo a minha humilde opinião.

Então, um destes dias, enquanto via as notícias à hora de almoço, como cosmopolita bem informado que gosto de dizer que sou, reparo numa iniciativa formidável, de uma associação qualquer, penso eu, de apoio a deficientes. Até aqui tudo bem, tudo muito nobre.

O problema surgiu quando ouvi a descrição da dita iniciativa. Uma campanha de sensibilização, onde qualquer pessoa se podia dirigir à sede, e experimentar a sensação de andar numa cadeira de rodas, e tentar executar determinadas tarefas, como por exemplo, jogar à bola (!)...

...

...

...ou seja, aparentemente há gente por aí que pensa que andar de cadeira de rodas é bom?

- "Epá, foda-se, agora é que é! HEHE deixa lá ver se aquela merda é mesmo assim tão má, que eu cá para mim os deficientes andam é armados em finos!"

FODA-SE...

1º. Andar numa cadeira de rodas por OPÇÃO não dá a puta da noção que é, ter que lá ficar o resto da vida.

2º. Mesmo que desse, será que alguém tem dúvidas que é realmente uma tristeza do caralho não se poder andar?!

O mais estúpido disto tudo. Já tenho assistido, no Hospital da minha terra, a episódios em que um doente chega à urgência sem condições de andar e não tem cadeira de rodas para se sentar, sendo obrigado a esperar que abra uma vaga. Ora, chamem-me mamado dos cornos, mas e que tal ir buscar as cadeiras que tão a ser usadas para pessoas saudáveis brincarem de vez em quando?


Eu sou assim, um idealista inconformado com as injustiças da sociedade. Ou então curto é gozar com borregos assim. Fica ao critério do leitor.

Friday, September 09, 2005

Aniversários

Acabei de tomar conhecimento de um facto que me deixou perfeitamente aparvalhado, seja pela minha ignorância, seja pelo facto de ter sido confrontado com aquilo a que considero como um dos maiores cúmulos a que alguma vez assisti.

Ora, do ínicio: Já todos devem ter recebido, nas respectivas caixas de correio, convites para colocarem o vosso aniversário no seguimento de um link, vindos de alguns contactos da vossa lista.

Sem pensar meia vez no assunto, descartei automaticamente tamanha porcaria como Spam, perfeitamente consciente e seguro de que não haveria qualquer tipo de hipótese de que, alguém, no mundo, fosse ter a puta da mais estúpida de ideia da qual eu me lembro neste momento, de inventar um serviço de agenda, onde uma merda dum preguiçoso qualquer pudesse apenas meter o caralhinho do nome, enquanto a agenda era preenchida pelas pessoas que nela figurariam.

A esta hora já perceberam. Eu, e talvez isso faça de mim o maior ignorante da internet, descobri AGORA que aqueles convites me foram propositadamente enviados por conhecidos meus, que estavam à espera que EU lhes preenchesse a puta da agenda com o meu aniversário.

Visto alguns tratarem-se, de facto, de amigos, pessoas pelas quais tenho o maior respeito e que, se me tivessem avisado, até me podiam ter persuadido a preencher aquilo, suavizei a crítica a este serviço, como aliás, se nota. Porque a minha indignação é grande.

Mas receber esta merda de gajos que nem curto. Foda-se. Revolta uma pessoa.

Ainda relacionado: A agenda em questão, avisa o proprietário, atempadamente, por e-mail, do aniversário de um(a) amigo(a), por forma ao mesmo poder reencaminhar um pedido de parabéns. Porque é isso que se faz quando se adere a algo do género (válido para os reminders dos telemóveis, também). O dispositivo, seja ele qual for, fornece-nos a informação da chegada do aniversário, que afinal, é, a meu ver, a parte onde realmente se vê a importância que damos à pessoa em questão. Conclusão: No século XXI (o mesmo século em que a minha irmã, já me deu os parabéns da casa-de-banho ao lado do meu quarto, por sms) quando recebemos os parabéns de alguém, existe a forte possibilidade de estarmos na mente dessa pessoa, não pela importância que temos, ou mesmo pelo facto de fazermos anos, mas sim porque algures, num microprocessador, um trigger foi despoltado por causa de informação em memória.

Existe uma diferença entre "Desculpa, esqueci-me" e "Parabéns. Esqueci-me, mas o telemóvel avisou-me". E não é para melhor.

Considerem-me retrógrado, mas a perda de certos valores e costumes na sociedade, fode-me um bocado a beleza da vida.

Saturday, September 03, 2005

Sair "à noite"

Sair "à noite". Ir "prá night". Curtir a noite. Foda-se. O mundo à noite é igual, caralho, a diferença é que não se vê ponta dum corno.

Aprendam a dizer "vou a um bar". "Vou a uma discoteca". "Vou dar uma volta".

Termo estúpido. Putos do caraças.

Thursday, September 01, 2005

Spam

Devido ao facto de andar a receber publicidade não autorizada a dildos, aumentos do pénis, das mamas e sabe-se lá mais o quê, sob a forma de comentário no meu blog, resolvi activar uma opçãozita, que obriga a que, quem desejar comentar algum dos meus brilhantes momentos literários, tenha que passar por uma verificação anti-bots, merdosa, mas necessária, daquelas em que um gajo é obrigado a inserir, em texto, um conjunto de letras que aparecem sob a forma de imagem. Já me aconteceu andar entretido com algumas destas pérolas durante largos minutos, devido ao facto de alguns senhores mais labregos acharem que o método é mais seguro, se as letras forem cruzadas com uns riscos aleatórios coloridos e escritas em tipos de letra imperceptíveis. Concedo, no entanto, que desta forma, se torna possível eliminar bots, e também, utilizadores daltónicos.

De qualquer forma, a opção está ligada. Quem quiser comentar, a partir de agora leva com mais essa. Imagino que até os fãs de U2 vão ficar caladinhos a partir de agora.

A gerência lamenta. Pouco.

La Tortura

Nunca vi um título tão adequado a uma música.

Tuesday, August 30, 2005

Colocação de professores

Sairam hoje as colocações de professores não pertencentes aos quadros da função pública para mais um ano lectivo. 1 em cada 5 candidatos conseguiu colocação. Dos que conseguiram, alguns vão ter que se deslocar 200 km para dar aulas. Chamem-me ignorante, mas isto para mim não faz ponta de sentido.

O critério será a qualificação? Não. Têm professores de português a dar informática, foda-se! Gestores turísticos a dar técnicas de apoio à decisão no ensino superior!

E depois... bom, os professores que pertencem aos quadros... enfim, há com cada um que realmente não se percebe sequer como tirou um curso, quanto mais como terá chegado a professor.

Aqui na escola temos um, carinhosamente apelidado de "Fifi", visto ser o cãozinho de estimação da responsável pelo departamento de informática, sendo essa, sem dúvida, a razão pela qual, um aborto de competência daqueles alguma vez ter conseguido emprego, fosse no que fosse, que nem o caralho duma apresentação em powerpoint consegue fazer. Mas... é burro? Não. Limpa 600 contos por mês quando não merece um salário mínimo.

Aqui há uns anos, quando ainda não sabia quem ele era, comecei a ir ás aulas dele. O comportamento do senhor era, no mínimo, caricato, quando se lhe era colocada alguma dúvida. Dava lá a sua solução idiota, errada, e após verificar que não percebia mesmo nada do que estava ali a fazer, saia da sala por uns minutos. Voltava, depois, cheio de vontade de ensinar, e com um recém adquirido conhecimento esporádico sobre como resolver o problema em questão, vindo "sabe-se lá de onde". Esta merda dá para acreditar? Um professor (que hoje em dia é coordenador) sai da sala para ir perguntar à dona o que fazer. Enfim, avancemos na conversa, que já estou um bocado mal disposto.

Sempre ouvi dizer "Quem não sabe fazer, ensina". Apesar de haver, concerteza, excepções, essa parece ser a máxima do ensino em Portugal.

Duvido seriamente que exista uma optimização em termos de distância, quando se decide uma colocação. Colocar pessoas a 200 km de casa? Não havia ninguém a 100 km? É que, se colocassem toda a gente, seria natural haver alguns que teriam que se deslocar. Mas já que vão colocar 1 em cada 5, se calhar perdiam um pouco mais de tempo na selecção, digo eu.

Portugal no seu melhor.

Monday, August 29, 2005

Blogspot

Tinha eu terminado um belo dum post sobre o custo do petróleo, elaborado mas conciso, e quando vou para publicar, esta merda dá erro de login, e um "opçãozita de voltar atrás o caralho!", fodendo-me mais um momento de escrita brilhante. Se esta merda não fosse de borla...

De forma muito resumida, concluí que estamos todos fodidos, porque cada vez que um árabe solta um cagalhão menos perfeito, o preço do crude sobe. Nem pensar em repetir toda a porcaria que escrevi. A maioria já nem me lembro.

Friday, August 26, 2005

Pedido de desculpas, formal e açucarado

O óbvio aconteceu. Um post decente no meio da merda a que normalmente estão habituados, e a pretalhada queixou-se. Surgiram vários boatos, em apenas dois dias: "O verdadeiro autor foi raptado por extraterrestres, e colocaram um clone educado à frente do blog", "Apaneleirou" é dos comentários mais comuns, "A subida do preço do petróleo deu-lhe cabo dos cornos" (algo que até pode ser verdade e sem dúvida vai ser comentado aqui), "Arma-se muito, mas não passa dum bonacheirão lamechas" ou "deve estar doente". É este o nível de ignorância dos meus leitores. Assim, sinto-me compelido a explicar, em termos leigos (português da 3ª classe com muita caralhada à mistura), a minha epifania.

Homem que é homem, sabe admitir quando está, ou pode estar, errado. A alternativa é fazer figura de parvo, algo que muitas vezes passa despercebido, mas apenas ao próprio.

Mais. Acredito num equilíbrio literário. No meio de toda a merda, tem que existir qualidade. Numa relação 1/10, evidentemente.

Posto isto, considerei importante dar a entender um pouco mais educadamente, a minha posição em relação a determinados assuntos, para que também, as pessoas mais cultas que por alguma razão lêm isto, não saiam daqui a pensar que sou desiquilibrado mental. Dá para perceber por todos os meus posts, que me preocupo muito com a imagem.

Outro ponto, que me parece ser relevante. Apesar de no último post não ter praguejado nem UMA (!) vez, quero deixar bem claro: qualidade não significa ausência de caralhada. A caralhada é, como todas as outras palavras, uma representante verbal para uma acção, objecto ou pessoa, e que muitas vezes consegue dar uma exactidão descritiva que uma palavra normal nunca conseguiria. Sou defensor do bom palavrão português, e considero hipócrita quem se recusa a utilizá-lo em público. É claro que há situações onde um homem se deve conter. Filha minha não há-de ouvir a primeira caralhada antes dos 30. Obviamente, nunca lerá este blog.

Wednesday, August 24, 2005

Críticas e Palavrões

Já há algum tempo que não dou umas entradas neste blog. Falta de inspiração e/ou assunto. Contudo, hoje resolvi dedicar um pequeno texto aos meus amigos que admiram os U2, seja pela qualidade da banda, seja pela qualidade dos membros, como pessoas. Ainda por cima, o pessoal aqui no trabalho não está a conseguir meter os jogos a "bombar" online por causa dos routers e firewalls que assolam e destroem comunidades cibernáuticas hoje em dia. Mais vale aproveitar.

Escrevo este texto, porque já muitos me disseram que eu tinha uma ideia errada da banda, e porque eu, não sendo admirador, não posso descartar informação como sendo falsa, sobre algo que não conheço.

Então, esclarecer, sem exageros, o que não gosto em U2.

Começando pelo ínicio, eu desconfio da grande maioria das pessoas ligadas ao mundo do espectáculo, que são financeiramente abastadas. Faço-o, porque apenas as vejo quando todos as vêm, seja em concertos, em filmes ou programas de televisão. Aí, são todos uns porreiraços. Estão a vender o seu produto, seja ele qual for, e a encher os bolsos. A parte financeira incomoda-me, porque o dinheiro ganho não é necessariamente proporcional ao talento ou capacidade do sujeito, mas sim do quão as pessoas gostam dele. E gostam pelo que vêem do mesmo em público, porque não fazem ideia de como será em privado, por maior que seja o esforço dos paparazzi.

Concentrando-me em U2, lembro-me de uma vez ter ouvido um dos membros (não sei qual, e não sei se falava em nome de todos) dizer que eles eram a maior banda de sempre. Ora, da minha playlist privada, não consigo apontar qualquer banda que merecesse este título. Para mim, a haver um distinto vencedor, seria Queen, banda que também não oiço com regularidade, mas à qual reconheço qualidade em praticamente todas as músicas que alguma vez produziram. De certeza que os leitores terão a sua própria opinião, alguns considerando mesmo U2 como a melhor. Agora, ninguém me tira da cabeça que alguém que se ache o melhor de SEMPRE, num universo como o da música, sofre de óbvia falta de humildade e respeito para com os colegas. Adiante.

A música dos U2. Boa? Sim, sem dúvida, algumas boas músicas. Mas muito som pelo meio, que sinceramente me parece estar para a restante música, como o big mac está para a comida. Estou a falar apenas dos singles, claro. Não conheço o resto.

Os membros. Sei que o vocalista, aproveitando-se da reputação e fama que a banda lhe confere, tem bastantes iniciativas de teor humanitário. Quer o faça por bondade ou por interesses pessoais (quer se goste ou não, uma celebridade num hospital africano cheio de crianças subnutridas raramente acontece fora das objectivas da imprensa, e o impacto publicitário acaba por ser inevitável), a verdade é que produz resultados, e deve ser respeitado por isso. Idolatrado não. Existem imensas pessoas no mundo que gostariam de poder contribuir para causas nobres. Só que, como ostentam salários mínimos, muitas vezes insuficiente para alimentar uma família, não podem. A avaliação do carácter de uma pessoa, só pode ser julgada por aquilo que dá, quando em relação ao que guarda para si. E no caso de celebridades, o que guardam é bastante.

Concluíndo: Serão os alvos de crítica neste blog, injustiçados? Talvez. Isso importa? No fundo, não. Qualquer pessoa criticada injustamente deve ter condições para ignorar ou debater a fonte da crítica. Nem é o caso aqui, porque este blog não tem peso ou leitores suficientes para ser considerado seja o que for. É um escape, um diário, algo onde coloco praticamente tudo o que me vem à cabeça, e que acho que vou gostar de reler mais tarde. Como a grande maioria de leitura que faço, é técnica, é também uma forma de treinar o português mais clássico.

A minha pseudo-carreira como blogger fez um ano, sem que eu desse por isso. Acho que se justificava uma contagem oficial de palavrões, insultos e outro tipo de absurdidades que debitei para aqui. Mas não tenho paciência. É que foram muitas.

Vou continuando com este passatempo, sempre que tiver cabeça e assunto. Sabem, tenho uma ideia de que todos os bons escritores andam com um bloco de notas atrás, para anotarem as pérolas que melhor se adequam ao seu tipo de escrita, de forma a lembrarem-se delas mais tarde. Eu não sou um bom escritor. Quando estou no blog, não me lembro das pérolas. Quando oiço as pérolas é que me lembro do blog.

Friday, June 24, 2005

O comando

Não tenho cabeça para inventar, por isso vou directo ao assunto.

Sou o único a achar que as televisões deviam ter 2 comandos? Um para ter na mesa de cabeceira, ao lado da cama, ou sofá, e outro para ter noutro sítio estratégicamente pensado, por exemplo, uma secretária? É que quando um gajo se apercebe que deixou aquela merda no outro spot, já está sentado/deitado!

Parece que vivemos no 3º mundo, ou o caralho...

Foda-se.

Monday, June 20, 2005

Lojas de informática

Mais uma vez, venho por este meio prestar um serviço público, como aliás, já vem sendo habitual neste blog. E faço-o porque acho que devo. Porque acho que é o meu dever cívico. Sabem que sou o cúmulo da responsabilidade. "Preocupação alheia" é o meu nome do meio.

Este domingo transacto, depois de jantar, dei por mim a ver uma pequena reportagem na sic, sobre lojas de informática. O assunto interessou-me, não fosse essa a minha área.

A reportagem era um pouco em estilo de "apanhados", ou seja, proporcionava-se uma situação a determinado interveniente, e observava-se a resposta, sendo que, neste caso, os intervenientes foram 4 lojas de informática. A situação era a seguinte: um técnico, contratado pela sic, abriu 4 torres de computador, completamente obsoletos, já com uns bons 6 anos em cima, mas em perfeito funcionamento, e desligou-lhes o cabo IDE (cabo que liga o disco rígido à placa "mãe" ou motherboard). De seguida, fechou as torres, sem mexer em mais nada. O computador, nesta situação, liga, mas não arranca o sistema operativo, que se encontra no disco desligado.

A equipa de reportagem levou então as 4 máquinas a 4 lojas de informática diferente. Hoje é segunda-feira, não me consigo lembrar de todo o paleio, mas vou meter aqui as conclusões:

1ª LOJA - "O pc tem o slot agp (nada a ver) danificado. Foi preciso instalar uma placa pci (aldrabões do caralho) para o pc ficar em condições. 38 euros."

2ª LOJA - "Era só um cabo desligado. 0 euros." (santos destes, também é raro.)

3ª LOJA - "O disco rígido está avariado. Disco novo mais mão de obra. 125 euros mais iva." (nem tomates tiveram para dizer o preço total. Impressionante.) Mas gostei do aspecto da coisa. Todos de bata branca, tudo muito formal. E estes luxos também se pagam...

4ª LOJA - "Estava mal ligado. 25 euros." (levaram o preço normal de fazer um orçamento.)

Ora, isto realmente é grave, mas será que surpreende muita gente? A mim não. A SIC pecou em não dizer o nome das lojas onde foi roubada, porque provavelmente seria violação a alguma lei de privacidade. Felizmente, eu não tenho esses problemas de consciência, e posso desde já assinalar pelo menos uma loja, que sei ser capaz de fazer aldrabices do género: A CHIP7.

Como é que eu sei isto? Obviamente não tenho condições para fazer um estudo do género, mas para grande infelicidade minha, sou cliente destes labregos. Em todo o caso, posso afirmar em defesa da loja, que se por acaso enganarem alguém, é provavelmente por incompetência, e não por maldade. Tirem as vossas conclusões, após lerem os meus testemunhos.

1ª Situação: Após ter levado um pc ao departamento técnico da loja de Lisboa, em relação a um problema no gravador de cds, a alimentação de um dos discos veio com um fio (são 4) desligado. Era o cabo de ligação à terra e não impedia o bom funcionamento do pc, portanto caguei. Também só reparei nisso algum tempo depois. Quando lá voltei com o pc (com a mesma avaria, que não conseguiram detectar da vez anterior) exigi que apenas lá ficasse o gravador, e que queria levar o resto do pc comigo. Levei uma descasca do caralho, porque estava a armar-me e que eles é que eram os técnicos, e que a avaria podia não ser aquela, blá blá. Caguei. O PC era meu, caralho! O gajo lá abriu aquilo, e quando ia desligar o gravador, reparou no fio desligado. Mais uma peixarada do caraças, e que não sabem mexer e mais não sei quê. Só me lembro que, depois da conversada toda, o man pega nos fios (não na ficha) para arrancar a alimentação do gravador. Adiante.

2ª Situação: Vou à loja trocar um disco e fico lá 30 minutos com os outros clientes à espera que alguém nos venha atender. Do outro lado do balcão estavam 3 funcionários a olhar para o monitor de um pc, mas aparentemente nenhum deles percebia muito daquilo, e muito menos serviam para atender as pessoas que lá estavam. Adiante.

3ª Situação: Vou 3 vezes à loja queixar-me da motherboard (Computador não arrancava, de todo). Resultados de cada uma das vezes:
- Era fonte. Pode vir buscar.
- Era dissipador. Pode vir buscar.
- Era o dissipador da placa gráfica (!). Pode vir buscar.

À quarta vez, preenchi uma espécie de guia de reparação (SIM, EU!) a dizer o que queria que fosse feito ao pc (troca de motherboard). Ficou bom. Ao menos ganhei 2 dissipadores e uma fonte nova sem precisar.

4ª Situação: Deixo o pc na loja de setúbal para ser enviado para Lisboa para reparar. Volto lá uma semana depois para saber se já estava pronto, ainda não tinha sido enviado sequer. E quando foi, foi para o Porto, acho que, de propósito, para me impedirem de ir lá disparatar. Foi um longo mês.

Depois disto tudo, passei a comprar no jumbo. Mal por mal, ao menos fica ao pé de casa.

Wednesday, June 15, 2005

Discriminação sexual

Queria aqui partilhar convosco algo que me deixou indignado. Aqui no bules, a malta abastece-se no armazém local (material de escritório, tinteiros, etc...). É o armazém dum senhor chamado Jacinto. Perdi a conta às vezes que se ouve por aqui "vamos ao jacinto", dito de forma perfeitamente inocente, mas sempre gozada à força toda, como boa amigalhaça que a malta é.

Então, fomos ao Jacinto hoje de manhã. Por acaso não estava lá, estava uma senhora que não sei o nome. Obviamente, daqui para a frente, passará a chamar-se Jacinta.

A nossa lista de material era simples. Mas lá pelo meio, apeteceu-me tentar meter algo que sabia que não devia haver, mas como fazia falta, arrisquei. Era um alicate de corte. Ferramenta, nada a ver com material de escritório, mas que talvez se pudesse arranjar, visto tratar-se de um armazém.

Não havia. Recebi um olhar daqueles, que parecia dizer "foda-se, isto é alguma oficina?"

Calei-me. Não tinha razão para estar descontente. Não fui lá com grandes esperanças.

Continuamos com a lista. A dado momento, solicitamos algo que levou a Jacinta a abrir um armário. Uma rápida espreitadela lá para dentro e o que vejo eu?

(pausa para reflexão)

Não adianta. Nem que tivessem ai o resto do dia, lá chegavam. Pensos higiénicos. Nem preciso de dar ênfase. Penso que as palavras em si resultam no efeito desejado.

Pensos higiénicos... ali, junto com as canetas, os agrafadores, os cadernos...

Agora, isto era suficiente para me indignar? Não. Mas depois de ter levado aquele olhar da Jacinta... Então se não há ferramentas, utensílios vitais para um homem, porque não é material de escritório, vão lá ter pensos?!

Igualdade de direitos, o tanas. A discriminação sexual é uma realidade. Pende é para o lado menos óbvio.

A história de um F.P.

09h40. Estou no trabalho. Não se faz um cu. Sento-me a olhar para o telefone e penso:
"Será que vai tocar? Alguém com um caso para eu resolver? Algo que faça subir a adrenalina neste dia de tédio?"

Não. Não toca. Nunca toca. É dificil manter-me desperto. Os meus sócios inventam o que podem, para se manterem ocupados. Departamento com 5 FP's, mas parece o gabinete de 15 donas de casa. Está tudo limpo. Nem uma mancha para limpar. E lembrar que se chegou a pensar que nunca iria haver tempo para jogar o lixo todo fora. Que ingenuidade.

De repente, alguém entra. "Alguém com um caso para resolver", penso. Mas não. Veio deixar um documento, de importância tal, que é jogado para cima de uma secretária, com o desprezo de alguém que nunca mais iria olhar para ele.

Telefone toca. Ninguém quer acreditar. Agora é decidir, à sorte, quem se irá ocupar de resolver, qualquer que seja o problema do outro lado. 5 minutos de conversa, plena de suspense, passam. E... cá estamos. Na mesma. Falso alarme.

A malta conversa. Há que manter o astral. De bola, de cinema, de música e, ironicamente, de trabalho, como se alguém aqui soubesse o que era isso.

Ligo o rádio. Passa uma música light, bastante audível, de autor desconhecido. Música que, ao certo, alguém alguma vez classificou como "música que emana boa disposição". Burro do caralho.

Muito perto de ceder ao desespero, vou-me entretendo a observar o nível duma garrafinha que guardo na gaveta da secretária, a descer.

"É a época baixa", penso. Daqui a não muito tempo, tudo isto será apenas uma mísera recordação. Ao mesmo tempo penso se não me estarei a iludir. Se os meus tempos de longas noites em claro, a resolver casos sem descanso, terão terminado. E penso no que passei para chegar aqui. Tanto para... nada. É o que eu faço.

Sou F.P.

Friday, May 27, 2005

O regresso do poeta (chi caralho, neste começo a parvejar logo no título)

Não desespereis mais!!! O vosso blogger favorito não morreu. E eu também ainda por cá ando. O que aconteceu foi falta de tempo para isto. E também um pouco de falta de vontade. Se calhar até mais por aí. De qualquer forma, agora que entrei numa nova fase da minha vida, como contribuinte trabalhador, envolto numa pseudo-carreira, já tenho disponibilidade para vir aqui partilhar todo o meu saber, com o povo mais inculto. E perguntam vocês "Que raio de emprego é que te deixa tempo para escreveres coisas tão bonitas e o caralho?" (tinha que meter um palavrão, porque é este o tipo de gente que ainda lê esta merda). A resposta, confesso, coloca-me um sorriso nos lábios. De orelha a orelha. (Um pouco de suspense aqui.........) Pois é, sou funcionário público! EU! Que tanto mal disse outrora dessa gente, agora minha colega, passei para o lado negro. E, devo dizer, é tudo o que eu ansiava. Salário do estado, sem fazer grande coisa. A trabalhar em 2 velocidades, devagar e parado, como a malta gosta. Posso dizer, que estou na melhor fase da minha vida, até agora. É claro que um gajo não vive com um salário destes para sempre, mas para já, dou-me por satisfeito. Enfim, chega de gozar com a função pública. Até porque andam a ser enrabados pelo governo à grande. Adiante.

O que mais há a dizer passado todo este tempo? O meu benfica foi campeão, apesar de ter feito pior época que o ano passado, o que mostra bem a merda de campeonato que tivemos. Arrisco a dizer que, se o Mourinho cá estivesse, tinha sido campeão antes da páscoa.

E ainda falando de bola, o Liverpool ganhou a LC. E agora? Acabaram em 5º o campeonato inglês, e ouvi o boato que não podiam participar para o ano, mesmo com a vitória este ano. Se assim for é a puta da desgraça. Esta situação, para meditar fica (falando à YODA).

E falando em YODA, VÂO VER O CARALHO DO FILME, FODA-SE!!!! Abusivo mesmo, tão superior à merda que tenho visto no cinema, que me apeteceu ir à bilheteira no final do filme largar mais 10 euros para não me sentir culpado. Epá, já todos sabem que sou cromo, mas acho que ainda era capaz de chocar muita gente se pudesse ter cumprido o meu desejo de ir à estreia com o capacete do Darth Vader! Adiante.

Começam a faltar palavras. Passou-se demasiado tempo para me lembrar de tudo sobre o que queria escrever. Resta-me despedir-me com a promessa de aumentar o meu ritmo verbal, aproveitando todo o tempo que passo agora, sem fazer a ponta dum corno, financiado by the MAN.

Deixa lá ver se o próximo post não é a dizer que me puseram na rua...

Antes de ir, queria pedir desculpa aos leitores mais inteligentes, já que fui chamado à atenção de que andava a assassinar a gramática, ao escrever "à cerca", ao invés de "acerca", como deveria ser. Assim se fala, o bom português.

Para finalizar, fiquem com um blog dum amigo meu http://umcarril.blogspot.com/ , cujo conteúdo passa pelo relato das suas aventuras por esse país fora, etc. E para quem não quiser saber disso para nada, chamo a atenção para a gaja que 'tá com ele na foto, um pouco mais abaixo na página. Qualquer leitor que não seja paneleiro, saberá apreciar. Eu vi de olhos fechados, porque sou homem de uma boa só.

Monday, March 14, 2005

Mulheres e jogos

É verdade que tenho estado ausente da escrita. Possivelmente por ainda estar a recuperar do comentário ao meu último post. Fiquei tão assustado que tenho andado escondido na minha cave, de caçadeira em punho, sem acesso ao computador. Parece-me agora, que o pior já terá passado. Compreendam a minha situação, de gente parva o suficiente para passar 2 noites ao relanto para comprar um caralho dum bilhete para um concerto, eu espero tudo. De qualquer forma é sempre gratificante saber que gajos que não conheço de lado nenhum lêm esta merda, e até comentam. São leitores destes que me dão força para continuar. É por eles que perco minutos a fio a escrever, basicamente, aquilo que me vem à cabeça, seja bom ou mau, agradável ou nojento, verdade ou ficção.

Assim sendo, vejo-me quase forçado a comentar um facto dos dias que correm, que tem vindo a atingir proporções preocupantes, e que ameaça desiquilibrar ainda mais a, outrora evidente, divisória entre homens e mulheres.

Hoje em dia, deparamo-nos com situações aberrantes, de raparigas, jovens, na flor da idade, que, ao invés de, ou investir o seu tempo na sua formação, estudo e futuro profissional, ou pura e simplesmente aprender a varrer, cozinhar, limpar, etc, andam batidas, em frente ao computador, a jogar. E quando digo a jogar, não é ao SIMS. Andam batidas no quake, CS, NFS (jogos de carros, aprecie-se aqui a ironia), e todos aqueles simuladores da arte de destruir, matar, violar, roubar, tudo e mais alguma coisa, directamente vocacionada para o público masculino.

Algo se passa nas companhias responsáveis pelos videojogos. Algo que revela uma negligência vergonhosa e perfeitamente absurda. Algo que me leva a pensar na demência das mentes responsáveis por estas políticas. Um perfeito ultraje. Então não é, que chegamos ao cúmulo de incluir nas caixas avisos a menores (!) de X anos (algo perfeitamente disparatado, porque qualquer puto a partir dos 8 anos joga GTA) e, no entanto, não metem avisos para mulheres?! Em jogos de corridas onde os carros NÃO sofrem danos, apesar de chocarem contra tudo o que é parede?! Em jogos em que os personagens utilizam armas de fogo? Querem violência? Inventem um jogo onde uma dona de casa em fúria sai para a rua a eliminar tudo quanto seja sujidade, armada com o seu esfregão e vassoura!

Isto chegou ao ponto onde até já metem mulheres de armas em punho nos videojogos. E, para piorar, ainda fazem filmes sobre os mesmos. Irreal.

Bom, acho que ficou aqui imortalizado, com sucesso, o meu post mais machista de sempre. Um grande beijo à minha namorada que, se ler isto, me vai por com o dono, mais depressa que o tempo demorado pelos leitores deste blog a soletrar BMW.

Monday, February 28, 2005

U2

Finalmente, após tanta paleio sobre a função pública, encontrei algo mais sobre o que escrever: O concerto dos U2 em Portugal, agendado para não sei quando, não sei onde, provavelmente no atlântico (o pavilhão, apesar do lugar indicado para eles ser o fundo do oceano), sinceramente, não me podia estar mais a cagar. 50% da merda que larguei nos últimos 20 anos pode ser dedicada aos U2. Se me perguntarem porquê, poderei apresentar alguns argumentos, nenhum deles considerado válido, se o autor da pergunta for admirador da banda, ou seja, um patego incapaz de reconhecer que, por muito boas que sejam algumas das músicas, o último single (aparentemente filmado no Lavradio, Barreiro, segundo me disseram) não vale a fita onde foi gravado (e antes desse, foram outros). Em todo o caso, para os restantes leitores, aqui vai:

- São irlandeses;
- A música deles não é nada de especial, no entanto acham que são muita bons;
- A cada 15 minutos dá uma música deles na rádio; Seleccionando 3 postos de rádio em determinado momento de tempo, aleatoriamente, a probabilidade de um deles estar a dar U2 é 95%:
- Cada vez que há uma desgraça, o filha da puta do vocalista resolve fazer mais uma música;
- Não fazem um caralho, no entanto são milionários (e aparentemente acham que os portugueses também o são, para cobrarem 11 contos por bilhete);
- Apesar do dinheiro, vestem-se como mendigos.

E é precisamente devido ao preço dos bilhetes do concerto, que resolvi vir aqui gozar um bocado. 11 contos caralho! O mais barato! E filas intermináveis de gente à espera de ter a "sorte" de conseguir um bilhete. Malta a dormir duas e três noites na rua, onde por sinal, está um FRIO DO CARALHO, para comprar um bilhete. Impressionante. Estupidamente Impressionante. Aqui em Setúbal, estão todos numa bomba de gasolina local, onde alegadamente se vão vender bilhetes amanhã, desde anteontem. Tinha piada era os bilhetes serem exclusivamente destinados a quem abastecer...

Em relação ao concerto em si, ouvi uma entrevista com um promotor, que o classificou como "o maior concerto de SEMPRE em Portugal". Pergunta do entrevistador: "Maior em quê?" Resposta: "Bom ... Para começar, o maior em termos de preço de bilhetes, não é? e ... também o maior em termos de receitas ... e basicamente, o maior, pronto".

Dá para acreditar nesta merda? Foda-se. 11 contos e nem conseguem INVENTAR motivos para justificar o preço. Só faltou acrescentar "O maior roubo...".

Bom, acabei. A inspiração desapareceu. Provavelmente 'tá com aquele cabrão. Ainda não dedicou uma música aos iraquianos, deve estar neste momento a tratar disso. É fodido, um gajo ver o seu país em ruínas e ainda ver aquela puta a encher os bolsos à custa disso. Vou até ali ao WC e homenagear mais uma vez esta "grande" banda.

Saturday, February 19, 2005

E dura... E dura...

Sendo que, neste momento, toda a minha legião de leitores se resume aos 2 gatos pingados que foram inteligentemente alvos de crítica no último post, o assunto da função pública parece ter chegado para ficar. E em véspera de eleições autárquicas, precisamente no dia a que o inimigo público (queria meter aqui um daqueles (R)'s de marca registrada, ou qualquer outra porra que, eventualmente, me pudesse safar de um processo judicial por violar a patente do nome, mas não tive cabeça para procurar a combinação de teclas correcta) carinhosamente se refere como "dia de reflexão", não imagino um tema mais adequado, sobre o qual escrever.

Basicamente, este post serve para dar conta da resposta dos ditos funcionários públicos, que me foi enviada por messenger, num documento de word, ao último post. Obviamente a resposta carece de comentário do criador do blog, guardado para o final. Posso desde já salientar o facto óbvio de qualquer pessoa poder comentar qalquer post, desde que se registe (política da blogspot), mas neste caso e para os indivíduos em questão, tal proeza revelou-se demasiado penosa. Fiquem então com as sábias palavras deste duo dinâmico.

"Repto para o dono do blog!

Antes de mais fode-te!!!

Posto isto, vamos ao que é realmente interessante. Nós, ávidos (Sem h porque não somos broncos para escrever esta palavra com h) trabalhadores da administração pública vimos por este meio reivindicar os nossos direitos como trabalhadores
em prole dos parasitas da sociedade! Sim porque existem diferenças entre Administração Publica (trabalho em prole do cidadão) e Função Publica (a.k.a máquina do estado). Passada a lição de Português e conhecimento de senso (para aqueles que pensam que nos enganámos, esta merda tá bem escrita!!!) comum passamos à parte da censura!

Só para relembrar, fode-te!!!

Quanto ao jovem professor universitário/estudante, ele que se defenda que já é grandinho e já tem idade para ter juízo! Ainda para mais para vermos o estado em que chegou a nossa sociedade, como é que existem professores daqueles?

Quanto ao dono do blog temos de tecer as seguintes considerações:

Nós como "únicos" leitores deste blog, exigimos posts frequentes e com elevado conteúdo cultural, não é falar dos Homens na cozinha que se cria um blog respeitado. Queremos deixar bem acente que as funções que detemos no nosso local de trabalho têm uma dispersão alargada pelo que por vezes, esporadicamente, temos alguns tempos
mortos de reflexão e retiro espiritual (Se tens intervalos das aulas pk raio nós não podemos ter também? Somos Humanos como tu). Se nós decidimos jogar on-line ou ver blogs em vez de ver porno e usar o messenger é porque.... já vimos todas as paginas de porno que havia para ver. Portanto, faz-te Homem e escreve coisas culturalmente interessantes:

A ciência de aturar 1 dia de aulas sem espancar o prof.
Comer no refeitório da escola...
Onde andam as gajas boas?
Pk razão gajas boas andam sempre com gajos feios?

Ainda não te eskeceste ? Fode-te!!!

Quanto à queixa informal tal como foi referida, a situação deveu-se porque não havia livro de reclamações nem sequer algo tecnicamente avançado tipo fórum para fazer 1 queixa, e essa merda de mandar pró departamento de apoio ao cidadão não resulta!!! Portanto estamos contentes pela receptividade da queixa, e ainda bem que não foi preciso mandar 1 carta como fizeste pró banco. Resumindo, fomos ouvidos! Estamos satisfeitos apesar de termos sido maltratados moralmente e psicologicamente. Prepara-te para acção em tribunal por danos morais ou o equivalente pagamento em bjecas e tremoços.

Finalmente, quanto aos “access points” temos a dizer que a sua excelência vai ser
premiada com a implementação de 18 pontos de acesso grátis, na cidade de Setúbal,
dos quais alguns serão em Wireless (para uma classe social a bater no topo do ridículo,
sim pk nós nem portáteis temos com tecnologia Wireless, ao contrario de ti e certos professores universitários que vão para as aulas jogar FIFA), portanto mexe o cu da cama e vai usar a net no parque do Bonfim a veres as borboletas a voar.

PS - FODE-TE!!!!"

Fim deste momento brilhante de literatura.

Bom, sem dúvida que há que respeitar alguns dos termos e construções frásicas, utilizadas neste texto. Algumas delas completamente fora da minha liga. Mas termina aqui a boa educação, vou começar a escrever a sério.

Para começar, e só em tom de gozo, o texto foi escrito, para não variar, durante o horário laboral. Momentos antes, houve um diálogo interessante entre mim e um dos sujeitos, via messenger, que pode ser resumido pelo parágrafo seguinte, parágrafo esse que justifica também a elaboração do já referido texto:

BlueJohnny - work says:
va, tenho 1 resposta pra dar a 1 blog ke fez 1 post de merda

Não é o blog que faz os posts. Sou eu. Adiante.

Em relação à crítica do português, mais concretamente em relação à palavra "ávido", julgo não ter escrito com "H", ao contrário do que está a ser insinuado. Simplesmente, pensei que pudesse ser escrito com "H", numa tentativa de antecipar a minha própria bacorada, evitando assim represálias de leitores mais... "delicados". Para mais, se foram tão paneleiros com a puta da palavra, podiam ter escrito o resto do texto com a mesma competência. Adiante.

Se querem um blog com elevado conteúdo cultural, vão ter mesmo que procurar noutro lado. É impossível um blog ter cultura quando o criador não a tem.

Em relação aos temas propostos, ficam aqui as seguintes respostas/observações:
1. Não sei. Não passo um dia inteiro na escola. Só lá vou 3 a 4 horas por dia.
2. Não sei. Nunca comi no refeitório na escola. Mas uma refeição que custa 1,80 euros deve ser uma bela merda.
3. Uma está comigo. As outras não interessam. Sou comprometido. E vocês também. Juízo nesses cornos.
4. Perguntem às vossas namoradas. A minha diz que não sou feio. Obviamente, tem falta de vista.

Já em relação à acção judicial contra a minha pessoa, fiquem sabendo que seria mais provável meterem-me dentro, que obrigarem-me a pagar cerveja e tremoços, visto que nem para isso tenho dinheiro. O portátil está a ser pago em suaves prestações sem juros, ao jumbo.

De momento é tudo, acho que já ficou um post de respeito. Agradecida a participação de dois ilustres engenheiros do estado, que conseguiram com êxito, impedir que esta merda de blog se tornasse alguma coisa de jeito.

Friday, February 11, 2005

Mais função pública

Ora, como é de conhecimento geral, a minha opinião é de que a malta que trabalha para o estado não faz um caralho. É sabido que este não é um facto consumado, apenas porque existem alguns gatos pingados que até fazem pela vida, e fartam-se de bulir, em nome da nação. Um desses senhores, leitor assíduo do meu blog e dos demais meios de informação credíveis e precisos publicados diária ou semanalmente, contestou activamente os meus anteriores comentários de que, realmente, a função pública reflectia aquilo que se passa, um pouco por todo o lado, ou seja, a política "só faço se for obrigado... e mesmo assim acho que ganho pouco", em vigor nas muitas organizações tugas. Ainda de referir que, conheço pessoalmente, eu mesmo, um jovem professor/estudante universitário, ávido (parêntesis aqui, porque acho que me vou foder, porque com a sorte que tenho, ávido leva H) fodilhão e também dos gajos mais "possantes" em termos de sacar a boa da pirataria da net, que também se inclui na categoria daqueles "não tenho tempo, nem para coçar o esquerdo", devido ao trabalho.

Explicada a minha posição "alguns até trabalham, mas são poucos", denoto que estou a recorrer muito a este género de comentário, estas "citações" entre aspas, não sei bem porquê... Que se foda, adiante.

A razão de me verem novamente a dizer mal da função pública, é simples. Tão simples que nem tou a ver como a irei descrever através de um texto abrangente, cheio de palavras inspiradoras, como é meu hábito, ao invés de, simplesmente dizer o que é. Mas caralhos m'a fodam se não vou tentar.

Basicamente, é o seguinte: O meu arsenal de leitores a trabalhar para o estado, triplicou desde os últimos posts. E estes dois indivíduos em questão, lêm o blog durante o horário laboral. Acontece que eu não tenho tido nem tempo, nem cabeça para escrever, e como tal, recebi uma queixa informal, de que não tenho cumprido como escritor, e que os dias são morosos por não haver posts para ler. Por outras palavras, estão aborrecidos e é meu dever entretê-los. Aparentemente, os jogos em rede já não têm a piada que tinham. Foda-se.

E pronto, cá está o vosso dedicado blogger, a socorrer 2 caramelos entediados. Espero que os cabrões gostem.

Mensagem pessoal: Larguem a micose e metam as queixas no buraco do cú. E a ver se fazem o vosso trabalho e metem uns access points de jeito, que eu há três meses que pago multas por exceder os limites à merda da netcabo.


P.S: Entendo perfeitamente que alguns de vós especulem em relação à da veracidade desta queixa. Como tal, fiquem sabendo, desconfiados do caralho, que é 100% verdade, tudo o que escrevi até aqui. Pensem nisso da próxima vez que pagarem impostos.

Sunday, January 09, 2005

Reflexologia

Já sei. Grande palavrão. O que é? Uma ciência que defende que é possível fazer uma série de tratamentos a uma série de problemas a partir dos pés. Podem saber mais sobre o assunto em: http://pwp.netcabo.pt/0152562701/reflexologia.html . Estejam à vontade. Aviso já que se vão deparar com um português elaborado, com termos de alguma complexidade. Não é merda como o que lêm aqui. Enfim, adiante.

A razão deste post está relacionada com o "mapa" dos pés (http://pwp.netcabo.pt/0152562701/mapareflex.jpg). Ora, se repararem na zona 36, referente aos orgãos genitais, verificam que se situa, imagine-se, no calcanhar. Foda-se, fez-se luz. Agora sim, após milénios de mistério, percebo o significado da expressão "calcanhar de Aquiles".

Como raios é que um guerreiro inigualável, do qual descende uma grande parte do povo português, mais concretamente, os alentejanos, homem de extraordinária pujança física e Deus na cama, se deixa vencer com o caralho duma seta no calcanhar? Eu vi o filme, o gajo levou com a puta da seta e já não fez nada de jeito. Tanto que se deixou matar pela merda do Orlando Bloom, o gajo mais mariquinhas de hollywood. Um caralho dum elfo. Foda-se.

Mas agora sim, tudo faz sentido. Uma seta no calcanhar é, basicamente, uma bolada nos tomates! E foda-se, quem já levou uma, sabe o que é a força das pernas a desaparecer, os joelhos a tremer, as cólicas intestinais, etc... Como é que um gajo há-de ganhar uma batalha nestas condições?

Mais uma vez, a ciência alternativa vem explicar um mistério que a convencional não conseguiu. Grande bem haja aos chineses por terem feito uma porra de jeito na sua miserável história de merda. Outra conclusão brilhante: os chineses têm calcanhares pequenos.

Tuesday, December 28, 2004

Homens na cozinha

Vou partilhar convosco o meu almoço. E faço isto porque continuo aborrecido como caralho. A única coisa que tenho para fazer, não consigo. Bom, como ia dizendo, começou hoje o meu período de "sozinho em casa". Duvido seriamente que venha a ser assaltado por 2 ladrões, cuja imbecilidade só é comparável à incompetência, e que tenha que me defender através de armadilhas e engodos elaborados, como berlindes espalhados pelo chão e latas de tinta amarradas a cordas. No entanto, e só no caso, resolvi tirar a caçadeira do meu pai do roupeiro (somos alentejanos, é óbvio que temos chumbo em casa). Adiante.

Para iniciar em beleza estes dias, comecei por me preparar a mim mesmo um pitéu de elevado requinte: grelhada mista. Uma costeleta, uma espetada... Do domínio. Como até tenho a mania que sou chefe, fiz um ovo mexido. As batatas, foram do pacote (lays ou que caralho era). Ora, antes que todas as senhoras que lêm atempadamente este blog me comecem a enviar mails com pedidos de casamento, já todos os senhores (granda lol aqui) que também lêm este insulto à literatura de bom gosto, pensaram para eles mesmos: "Isto VAI DAR merda". Totalmente incorrecto. Já DEU merda. Na fase do ovo, já eu chorava.

Em pormenor: Eram 13h30. Comecei por tirar a carne do congelador. Como não a queria para o jantar, mas sim para o almoço, tive que ser criativo e perguntar à minha irmã como descongelar aquilo rapidamente. Conselho: mergulhar em água. Pareceu-me bem. Meti a carne de molho uns minutos, em água bem quente, enquanto o grelhador aquecia. Quando me pareceu adequado, tirei a carne da água e coloquei-a imediatamente na grelha. Sal? É para fracos. Homem que é homem come a sua carne à là idade da pedra (depois de ter descoberto o fogo, claro. Não somos animais). Adiante.

Na grelha constava uma espetada de grossura respeitável e uma costeleta fina. Sejam criativos e imaginem o circo que foi para voltar a merda da carne. Adiante.

Por alguma paragem cerebral que me passou despercebida, achei que, independentemente da côr ou cheiro a queimado, a costeleta TINHA que assar o mesmo tempo que a espetada. Adiante.

Já a costeleta ardia, esqueci-me que tinha que aquecer a sopa (sou muito consciente, como muita sopinha). E caralhos m'a fodam se ia deixar arrefecer a costeleta enquanto a sopa aquecia. Ficou mais uns minutinhos na grelha.

Foi neste ponto que fiz o ovo. Adoro sandes, e curto bastante sandes de ovo, por isso, de toda a catástrofe, este foi o ponto alto. Domino a frigideira, completamente.

Bom, finalmente, tinha a sopa quente e a carne queim... grelhada. Passei à acção. A sopa estava boa, claro. Não fui eu que a fiz. Passei à carne e digo-vos... a malta das cavernas n vivia. Carne sem tempêro, se juntarmos a isso gajas que não faziam a depilação... Foda-se... Enfim, antes eles que eu, e por isso salvei-me com sal miúdo, que o Carlos Cruz tanto gosta, e maionese. Não ficou nada de especial, mas engolia-se.

De seguida, achei que devia lavar a loiça (é para verem o quão entediado estou). Meti umas luvas de borracha, mesmo à fada-do-lar e siga para bingo. Usei Fairy. FILHAS DA PUTA. Onde é que 3 gotas daquela merda chegam para lavar uma ponte Vasco da Gama de pratos?! Nem 30 gotas, caralho! Foi correr de fio até ver alguma espuma. E já agora, fica a reclamação. Num mundo onde os homens são obrigados a fazer algumas tarefas domésticas, porque se não, ninguém as faz, os cabrões dos empreiteiros continuam a fazer lava-loiças a 1 metro do chão! Tenho as costas feitas num oito. Já se justifica a criação de vários tamanhos de cozinha: S e M para elas, L e XL para eles. E pensa um borrego qualquer ao ler isto: "Foda-se! Lavar a loiça?! Eu NUNCA! Granda paneleiro!". Obviamente, vive com a mãe, provavelmente até que a morte os separe. Muito macho, caralho.

E pronto, 2 horas e meia depois de começar a comer, tinha a cozinha arrumada. Mesmo a horas do lanche. Que se foda quem diz que trabalho doméstico não é trabalho. Vai lá vai...

Monday, December 27, 2004

Mais um pensamento...

Se estão à espera de mais um comentário de elevado nível intelectual, como já vem sendo hábito da minha parte, parem de ler AQUI. Não tenho nada de jeito para dizer. Simplesmente estou tão aborrecido, que não tenho mais nada para fazer, e então vim para aqui escrever merda. É caso para dizer que já tenho os tomates em sangue, de tanto os coçar. A culpa é da televisão. TVCabo para ser preciso. 50 canais a dar a mesma coisa ao mesmo tempo: Merda. Enjôo do caralho. Nem a sport tv me safa neste momento. Estão a transmitir SKI. Filhas da puta. 3 contos por mês para ver SKI???! Foda-se aquela merda não tem BOLA! E "sport" que se preze, tem que ter uma bola. E já agora 22 gajos a correr atrás dela. Outro oásis no meio do deserto costuma ser a sic comédia. Grande abraço ao papalvo que teve a ideia de um canal sobre comédia. Só que o mesmo caramelo considera comédia a puta da série de uma alentejana que vai viver para a cidade ou que raios é. Qualquer dia chamam comédia aos malucos do riso.

Bom, já que estou a disparatar sobre a TVCabo aproveito para dizer que tenho o panda em dois canais diferentes e o televendas também, sendo que existe um desfasamento que me permite melhor auferir conhecimentos sobre determinado produto, mais profundamente. Basta ver o 46, que ao mudar para o 47, tenho o replay do que acabei de ver. Adiante.

Esta é uma altura em que a malta universitária anda cheia de trabalho, e eu não sou excepção. Mas como estou desmotivado, caguei. Cheguei àquela altura da vida em que cada dia que passa não é mais um, é um a menos para fazer alguma coisa de jeito. Faltam-me ideias e meios para as concretizar. Um gajo cresce num mundo onde só é fácil conseguir alguma coisa, quando já se tem tudo. E querem saber o mais estúpido disto tudo? Travaram-se guerras e morreu gente para chegarmos aqui.

Impressionante como num momento tão mau de inspiração, me saiu uma pérola destas. Sou bom. É pena que seja o único a sabê-lo. Aproveito para acabar o texto. É sempre melhor desistir enquanto estamos por cima.

PS: Aproveito para desejar um bom ano de 2005. Paz no mundo e mais não sei quê que as gajas dizem nos concursos de beleza. Também não percebo porque raios deixam as gajas falar, se é um concurso de beleza. E já agora para quê desfilarem sequer, se ganha sempre a gaja do 3º mundo, seguida duma preta que passa sempre às últimas 10 para não considerarem o júri racista? E porque caralho... bom, esqueçam. Nunca mais daqui saía...

Friday, November 12, 2004

Carta para o meu rico banco

Gostaria de partilhar convosco, uma carta que enviei ao meu banco, a respeito daqueles aldrabões não me quererem emprestar dinheiro. Acho que dadas as circunstâncias, fui educado c'mó caralho. Aqui vai:

"Assunto: Sugestão e Comentários
sub-Assunto: Crédito ao Consumo


Boa tarde,

Dado que classifiquei o assunto da presente carta como "sugestão", venho assim sugerir a v. exmas. que deixem de me enviar a Newsletter Universitário para casa, sob pena de fechar a conta que mantenho há 5 anos no vosso banco. A razão que justifica a minha atitude é simples: A vossa newsletter encontra-se repleta de informações e alegadas prestações de serviços que, na prática, não passam da própria carta, e não correspondem à realidade que reside no vosso banco.

Passo a explicar: Todos os meses me pedem para pedir dinheiro emprestado, ou seja recorrer ao crédito. Dizem-me que, como sou universitário, tenho uma infinidade de vantagens, muito particularmente na compra de computadores portáteis, um dos serviços que os srs. mais divulgam. Ora, chamem-me ingénuo, para não dizer parvo, mas não é que resolvi, após 5 anos sem solicitar um único serviço a v. exmas. recorrer ao crédito? Mais precisamente solicitei 1000 euros para pagar num ano, com o objectivo de comprar precisamente um portátil. Resposta imediata da senhora que me atendeu: "Não. Precisa do seu pai para recorrer ao crédito." Acho isto realmente fantástico. Nesse caso porque não enviar-lhe a newsletter a ele?

Gostaria de salientar o facto de estarmos a falar de 1000 € (+- 200 contos), embora a senhora que me atendeu tenha agido como se tivesse pedido 100 000 para comprar uma casa. Para mais, o meu saldo actual é quase suficiente para pagar a quantia em questão e ficou provado que teria rendimentos ao longo do próximo ano (para além do meu ordenado, estão estabelecidas transferências mensais da conta, imagine-se, do meu pai, só de si suficientes para pagar a totalidade do empréstimo, mais juros) e que não podia recorrer ao meu pai, por este se encontrar no estrangeiro, a trabalho.

Conclusão: Não estava em causa se eu podia ou não pagar o empréstimo. Aparentemente a dúvida residia no facto de eu pretender ou não respeitar o compromisso que assumiria convosco. Dito de outra forma, acharam que tinha cara de ladrão.

Cumprimentos, P.M."


A carta pecou por curta, havia mais a dizer, mas os gajos têm limite de carácteres naquela merda. Ainda por cima, os assuntos tiveram que ser pré-definidos. Talvez tenha sido pelo melhor. Assim não pude escrever "Assunto: reclamação de um gajo fodido da vida"

Sunday, October 17, 2004

Os malefícios da morte

Eu que até sou um tipo, a quem a vida não lhe corre mal, dei por mim deitado, sem sono, a pensar na morte. As conclusões a que cheguei, são dignas de ficarem imortalizadas aqui, pelo menos até os servidores da blogspot.com irem com o caralho.

Reparei, através de alguns funerais a que assisti e dos meus sentimentos pessoais, que a pessoa que menos nos faz falta, ou por outras palavras, a pessoa que menos nos importamos que faleça, somos nós mesmos. A angústia que se sente quando se pensa que se pode perder alguem querido, é muito superior àquela que sentimos quando nos apercebemos que, mais tarde ou mais cedo, bumba, já éramos.

Exemplo prático: Eu, não sendo exemplo algum de coragem ou bravura, tenho medo de andar de avião. Porquê? Sou engenheiro, percebo perfeitamente as leis que mantém o aparelho no ar. No entanto, também sei que, cada vez que entrar num avião, vou estar a aceitar bula dum caramelo que nunca vi na vida, nem tão pouco posso atestar quanto à sua sanidade mental. E se o filho da puta lhe está a correr mal o dia? E se lhe telefonaram durante o vôo a dizer que a mulher lhe põe os cornos? Ou se for do Sporting? Tudo razões que podem levar alguém menos lúcido a espetar o avião com o focinho no chão. E quero lá eu morrer porque o Peseiro não é posto na rua.

Continuando. A minha namorada adora viajar. Já o fez sem mim, por motivos profissionais, e se eu não a quiser acompanhar, com certeza que o fará por motivos de lazer. Agora, por maior que seja o meu medo que aquela merda caia connosco lá dentro, maior é ainda que a desgraça aconteça só com ela, e eu fique cá para contar como é. O meu pai farta-se de andar de avião, e diz que cada vez tem mais medo daquilo. Foda-se, quem sou eu para contradizer a voz da experiência.

Mais conclusões: Quando choramos a morte de alguém, parece-me que apenas uma pequena parte da dor é causada pela saudade da pessoa, e que a outra parte é causada pela nossa percepção de como vai ser a NOSSA vida sem ela. Não comento esta ideia, porque nunca passei por isso. Por enquanto apenas posso presumir. O futuro o dirá se tenho ou não razão.

Sunday, October 10, 2004

Sinalética nas estradas

Chegou-me ontem à atenção, na volta de mais uma noite de autêntica loucura, a ver um filme, no cinema, um pormenor que é estupido o bastante, para merecer referência neste blog. Surgiu-me a ideia, quando, ao parar numa bomba de gasolina, e ao ver-me compelido a abrir a porta, meter uma perna de fora e a dar balanço ao carro, para ir avançando na fila, sem gastar mais combustível, me esqueci de fechar convenientemente a mesma. O senhor que se seguia na fila, alertou-me para esse facto.

Então, o que me veio à ideia?

Imaginem que ninguém me dizia que a porta estava mal fechada. Ia o caminho todo assim, provavelmente sem notar. Sendo de noite, provavelmente mais ninguém notaria também. Mas, e quanto à malta que fecha mal a porta de dia e não nota? Ou se esquece de fechar um pisca, e vai o caminho todo a alertar que vai virar à esquerda numa auto-estrada? Como alertar estes sujeitos?

Existem várias tácticas, cada uma mais inútil e ridícula que a outra. Há aqueles que repetem o erro: "Vou abrir também o meu pisca, pode ser que ele associe". Uma táctica subtil, mas que transforma um caramelo distraído, em dois. Depois, existem aqueles mais "mentalmente inaptos", que bracejam que nem loucos, na esperança de que o condutor da frente olhe para o retrovisor. Ou melhor ainda, ultrapassam e aí sim, fazem a sinalética, sempre a olhar para o seu próprio retrovisor, para verem se funciona, e esquecendo-se que estão de costas para o condutor, e que aí ele teria que olhar para o retrovisor deles a 15 m, para conseguir ver, no máximo, o olhar já desesperado do personagem.

As reacções a estas abordagens são variadas: "Este estúpido atrás de mim 'tá a querer ultrapassar à colhões e nunca mais se desencona" ou " O 'qué que aquele labrego vai a fazer dentro daquele carro, a contorcer-se todo daquela maneira?"

Sinais de luzes, pensam vocês? É para esquecer. É logo: "a bófia anda aí".

A táctica mais aventureira, é encostar ao lado do veículo em questão e berrar de dentro do carro: "Tem a porta aberta!". Como a velocidade é significativa, e os automóveis em si abafam o som (excepto os do tunning em que toda a gente ouve música, menos as pessoas que vão lá dentro... ou quase), para garantir o sucesso do grito, é necessário, num acto divino de inteligência prática, desviar a atenção da estrada, e olhar directamente para o condutor, para garantir um bom canal de comunicação. Esta táctica tem a vantagem de, caso não ocorra um acidente grave, poder já de si, ser considerada uma tentativa com algum sucesso.

Para mim, que pensei muito nisto, parece-me que a melhor táctica, sem contar com, não fazer nada, atitude essa moralmente e, talvez até, religiosamente condenável, seria ultrapassar e dar um toque na luz de nevoeiro. Um toque breve não irrita ninguém, e pode alertar o condutor para algo que não esteja bem. Comparo isto ao toque para o telemóvel, hábito muito utilizado pela putalhada de hoje em dia, que nem sabe que o telemóvel é tão bom, que até permite mesmo falar de vez em quando. Para além de confirmar que a outra pessoa está viva, e que pretende algo, continua a não se fazer ideia do quê. Os senhores que utilizam a táctica de repetir o erro dirão: "'Qué que ele quer? A minha luz de nevoeiro 'tá desligada." Os outros dão um cheirinho nos máximos e dizem "Também te amo".

Friday, October 08, 2004

Censura

Caros leitores, acabei de tomar conhecimento de algo que não apanhei completamente, e à cerca do qual ainda não sei que sentir. Ao que parece, o governo e a TVI censuraram o Miguel Sousa Tavares, querendo isto dizer exactamente... Não sei. A senhora pivot da sic notícias não explicou. Mas ficou patente a profunda contestação, tanto do presidente da república como do Freitas do Amaral, que sei que é rico e era ou é director não sei do quê, o que me leva a pensar que, realmente se trata de assunto grave.

Agora, sou ou não contra a censura a este espécime raro? Sabem que não posso ouvir o cabrão. Mas depois existe todo um conflito dentro de mim, que me diz: "Foda-se, então estes filhas da puta agora metem-se a censurar quem diz mal deles? Estou fodido, então. E o blog condenado. E a TVI? Censura aquele caramelo, mas transmite imagens diárias do Castelo Branco? E aliás, quem raios é a TVI para censurar seja o que for? Puta que os pariu!" (pensamento em versão rated, a pensar nos mais jovens, porque senão isto era um festival de caralhada)

No entanto, é preciso considerar o feito em si. Alguém o calou. E não sei se isto não terá sido o feito mais notório do povo português, desde os descobrimentos.

É realmente, uma questão de difícil análise. O que pensar, o que fazer, o que sentir. Quero dizer, o que fazer é bem sabido, votar na esquerda nas próximas eleições, e queimar a sede da TVI. Mas ainda não sei se o povo é suficientemente inteligente para a primeira, e se tem tomates para a segunda...

Monday, October 04, 2004

A Quinta

Bom... Há cenas fodidas na vida dum gajo. Após tão elaborada crítica aos jogadores de futebol, actores e afins, e aos seus absurdos salários, a TVI, como todos sabem, televisão da minha preferência desde pequenino, já referida neste blog como merda em forma de sinal televisivo, obriga-me, praticamente, a pedir desculpa a todos os alvos de crítica no meu último post. Porquê? Porque aqueles borregos lembraram-se de pagar cinco mil contos (não euros) por semana "àquilo", também conhecido por J. Castelo Branco, para entrar no novo big brother (podem ir mudando o nome, mas no fundo, é tudo a mesma merda). Até parece mal criticar um jogador de futebol por ganhar cem mil contos por mês, se aquilo ganha vinte mil, para fazer a ponta dum corno, numa quinta. Inda por cima o paneleiro é só meter defeitos naquela merda. "Não faço isto, não faço aquilo, quero cabeleireiro e manicure de manhã".. Epá FODA-SE!! MATEM AQUELA MERDA! APROVEITEM O OXIGÉNIO QUE AQUILO GASTA PARA ALIMENTAR UM INCÊNDIO QUE NOS PRIVE PARA SEMPRE DE TAMANHA ATROCIDADE!

(pausa para respirar)

Pronto, estou calmo. Não vou pedir desculpa pelo desabafo, porque ninguém o deve fazer por dizer mal daquilo. E já agora LEGALIZEM A MERDA DO ABORTO ATÉ AOS 20 ANOS PARA VER SE NÂO NASCEM MAIS COISAS DAQUELAS PÁ!!! CHIÇA! Adiante.

Esta quinta é pródiga em personagens. Desde aquela merda até ao grande (muito grande, pelo que ouvi dizer) actor brasileiro, o não-sei-quantos que já comeu a Cláudia Raia. Se me permitem uma opinião pessoal, o brasuca foi a razão daquele gajedo todo ter aceite entrar. O futuro o dirá. Às tantas, até o Castelo Branco lá está na esperança de facturar com ele...

Só mais uma chamada de atenção a todos os jovens, indecisos à cerca do seu futuro, e que por algum motivo estúpido, tenham resolvido ler este blog: Reparem na Cinha Jardim. Reparem como alguém que não sabe fazer nada na vida, é rica (ou ostenta ser) e aparece muito na televisão. E nem é bonita. Pensem nisso, e desistam mas é da universidade. A mim só me deu dores de cabeça. Algum gajo que hoje em dia me diga que vai para engenharia, come um selo, pela sua saúde.

Sunday, September 26, 2004

Celebridades

Pois é... Acabou a boa vida. As aulas começaram, e como se isso não me chegasse, arranjei trabalho. Tudo ao mesmo tempo. Dentro deste quotidiano, mal arranjo tempo para exercitar o corpinho ou dar uns toques numa bola, quanto mais escrever num blog.

Mas eu gosto disto. E, neste tempo que estive ausente, vieram-me à ideia temas para duas ou três entradas, mas não tive tempo para as desenvolver. E agora, já me passaram.

No entanto, salvou-se alguma coisa. Mas não é bonito. Quem quiser, que pare de ler imediatamente. O texto seguinte é de elevado teor político. Ainda por cima de direita. Extremista.

Aconteceu quando estava numa das minhas sessões de zapping, ao passar pela mtv. Estava a dar um programa, que à frente vim a saber chamar-se "pimp my ride". Basicamente, pegam no carro merdoso de alguém e transformam-no, literalmente, num carro de chulo. Lembro-me de ter pensado, na altura em que mostraram a alavanca das mudanças, com diamantes incrustados: "Esta gente tem dinheiro a mais". E por "Esta gente" refiro-me às celebridades, no geral. Sim, porque não arranjam o carro de um pobretanas qualquer.

Cantores, actores, jogadores de futebol, etc. Todos exageradamente bem pagos. O trabalho em si, merecia mais ou menos o salário mínimo nacional. Mas, não sejamos uns porcos. Têm que aturar muita merda, sejam os fãs (leia-se fã, diminutivo de fanático) e as porras dos autógrafos, ou a imprensa sensacionalista. Por isso estou a pensar em três salários mínimos. Mas não. Ganham milhões. Isto para alguém que estuda à 18 anos, e não tem um tusto, é, no mínimo, insultuoso. O que fazer? Por mim, era fodê-los todos, e estipular um salário Máximo para determinadas profissões. Mas isto é mesmo à ditador. E é por isso que eu não vou para a política. Era lá capaz de ver médicos a trabalhar com salários em atraso, enquanto jogadores de futebol ganham o que ganham.

Mas há algo engraçado. Os membros do executivo do governo. Até essas putas ganham menos que um jogador de futebol. E o termo "putas" não é analogia ou insulto. São pagos para servir o povo, e, ultimamente, só o têm fodido. No entanto, o facto de um ignorante ganhar num mês que eles não ganham num ano (oficialmente), não parece incomodá-los minimamente. Agora, se falarmos de um servente, ou uma costureira, esses sim, já merecem passar fome e viver em pobreza, porque ninguém os conhece.

Sei que só estou a passar para "papel" aquilo que todos já sabem, mas apeteceu-me. A principal utilidade que dou a este blog, é partilhar ideias com quem quer que o leia.

Wednesday, September 01, 2004

Ídolos

Este post não é tanto um comentário ao programa em si, mas mais um turbilhão de ideias de um espectador, pouco assíduo, mas atento, intrigado com o objectivo do programa.

Está ai a chegar uma nova temporada daquilo que já todos sabemos: Um júri duvidoso, a insultar a grande maioria dos candidatos, que diga-se, são mesmo uma merda, e personagens caricatos, que por alguma razão ou outra pensam que sabem cantar, provavelmente, porque nunca se ouviram, ou porque pensam que quando gravam a voz num gravador, aquilo distorce e transforma algo belo em algo hediondo (já agora fica o esclarecimento. A voz que ouvem quando falam não é, de todo, igual à que as outras pessoas ouvem. Aquela merda que fica num gravador, ou num voice mail, isso sim, é a vossa voz).


Mas a minha questão é outra: O que foi feito do vencedor da 1ª temporada? O que quero dizer com isto é: Não era suposto o(a) sujeito(a) ser um ídolo? Tipo... não sei, talvez se tivesse ouvido falar dele(a), pelo menos? É que, p. e., as Non Stop ao menos gravaram uns albuns, cantaram umas merdas. Este(a) nem o(a) vi nas maratonas de música portuguesa da tvi, este verão! E tava lá toda a gente. A que pode afinal almejar, o vencedor desta nova temporada? Umas semanas de casting e sonhos para depois ir tudo 'pró caralho? Não me parece justo. Eu, como inactivo defensor das massas exploradas, fico revoltado com estas merdas.

O resultado final deste tipo de programas, que levam pessoas normais a sentir um cheirinho da fama, e depois as fodem quando já não precisam delas, é aquele que se viu: Um rapaz decentezito, de barrancos, trabalhador como qualquer bom alentejano, a tentar matar-se na ponte 25 de abril. E quando as estações televisivas se metem com a minha raça, 'tá tudo fodido. Sorte a deles que o chavalo não se jogou...

o-zone

É para mim, heterossexual assumido, muito difícil saber o que escrever sobre tamanha violação a... nem sei. E é precisamente isto que quero dizer. A raça humana ainda não desenvolveu a sua capacidade verbal, ao nível necessário para classificar esta... coisa. São paneleiros? Ok, até aqui nada de novo. Senão, para quê meter três camones a cantar uma... seja lá o que aquilo for, quando um apenas seria mais que suficiente? Assim podem dar umas arrufadas valentes quando não estão em palco, e daí, quem sabe, não os chegaremos a ver a ir ao cú uns aos outros durante um clip? Acho que só falta isso.

E mesmo atrás das câmeras, é plausível assumir que as orgias da... ia dizer banda, mas lá está, não posso, prometi a mim mesmo que não ia aldrabar neste blog, servem como inspiração para o próximo vídeo.

O que mais me fode, é o dinheiro que estes três espécimens conseguem ganhar com a puta da música. Quase toda a gente gosta daquilo. A minha beibe, ávida fã de placebo (banda de paneleiros também, mas com músicas decentes), bush, linkin park, sting, etc. delira com aquela merda! Os meus amigos, já de si com gostos musicais questionáveis, é certo (pop e martelinhos), só não foram para a praia a ouvir o-zone em repeat mode o caminho todo, porque eu estava lá, e tiveram piedade de mim. A população portuguesa tem um ditado que explica o fenómeno: "mais vale cair em graça, que ser engraçado". É a puta da verdade.

Depois dos eifel 65 e do seu "blue", o panorama musical internacional bateu no fundo. Os o-zone conseguiram abrir um buraco.

Wednesday, August 18, 2004

Quem são os segundos?

Quem são os 2ºs?

Esta é daquelas dúvidas que eu deveria ter vergonha de colocar. Mas não tenho. Não tenho porque, se há coisa pior que ser-se ignorante, é ser-se parvo. E ter vergonha de perguntar algo que não se sabe, é ser-se parvo. E dito isto, passemos então à questão em si.

A questão surgiu numa conversa entre amigos, relacionada com o furto de automóveis (não perguntem). Veio então à baila o chamado seguro contra roubo. Coisa que ninguém tinha. Todos tinham apenas seguro contra terceiros. Para mim, a conversa parou ai. Parece que nunca tinha ouvido aquilo, dito daquela forma. Atingiu-me como uma esguinchadela na cara duma actriz porno, figurativamente falando. Pensei para mim mesmo: "terceiros? então, mas... Eu, o gajo que me bater no carro... Só conto dois". Tava tudo fodido. Eu sabia que tinha que haver uma razão lógica para tal facto, mas eu não a conseguia deduzir. Quero dizer, presumindo que o seguro me protege contra quem causar danos na minha viatura, esse alguém será o "terceiro", e que, sendo eu o "beneficiário" do seguro, serei o "primeiro". Mas então quem raios é o segundo? ou os segundos? E porquê seguro contra "terceiros", no plural? só será válido se tiver dois acidentes ao mesmo tempo? Ou o carro conta um e o condutor conta outro? Mas então comigo e com o meu carro, já vai em quatro! Adiante.

Normalmente, quando se diz que há influência de terceiros, é porque alguém interferiu num assunto em que já se encontravam duas partes envolvidas. Assim, está encontrado o "segundo". Mas neste caso, os terceiros seriam o quê? A bófia? Será que o seguro que tenho apenas é válido se, após um acidente, chamar a polícia, e eles por alguma razão, baterem no meu carro, parado na via e já amassado? Ou outro condutor? Que ao ver o acidente pense: "agora já lá posso ir mandar uma bordoada, é o seguro que paga"?

Agradecia comentários a este post, sintam-se à vontade para me chamar burro, mas agradecia que depois me respondessem à questão. Algum cabrão que se meta só a insultar, está automaticamente incluído no grupo mencionado no 1º parágrafo.

Saturday, August 14, 2004

Sexta-Feira, 13

Dia de azar para alguns, dia de sorte para outros (esta nunca percebi muito bem) e um dia perfeitamente igual aos outros para pessoas inteligentes que sabem que ter sorte ou azar, não passa de uma coincidência probabilística (ou, pensava eu...)

Antes demais, explicar ao que se deve a ideia de uma sexta-feira, dia 13, ser um dia de particular tendência para o infortúnio. Tudo começou à muito tempo atrás, quando só havia 2 pessoas no mundo, Adão e Eva, que ao invés de, como 2 pessoas normais sem cinema e nem tv, passarem o tempo todo a comerem-se, encontravam tempo para fazer sei lá o quê (só sei que não era sexo, porque vem descrito na bíblia o que eles faziam, e na bíblia ninguém fode, excepção feita a Judas, que fodeu Jesus, mas isso foi figurativamente), e entre essa vasta lista de actividades, Eva travou conhecimento com uma cobra que a levou a dar uma maçã proibida a Adão, precisamente numa sexta-feira.

O número 13, era nada mais nada menos, que o número de pessas sentadas à mesa da última ceia, e juntando os 2, se tudo isto fosse uma operação aritmética como a soma, iriamos obviamente ter 2 vezes mais merda numa sexta-feira, 13.

Apesar destas "calamidades" todas, há quem continue a achar a sexta-feira, 13, como um dia de sorte. Quem? Os chico-espertos, que têm a mania que são especiais. Como é dia de azar para muita gente, acharam por bem considerá-lo o seu dia de sorte, como forma de "mostrar" a sua "superioridade" em algo que não me ocorre de momento. Talvez em estupidez. Bem, adiante.

A razão deste post é a minha vontade de partilhar convosco a minha sexta-feira, 13, que, me deixou a pensar se esta treta do azar, afinal, não seria mesmo verdade.

Então, de dia fui até à praia, gozar as férias, tudo muito bem. Nada a assinalar. Ao chegar a casa, já com alguma vontade acumulada durante a viagem de regresso, abanquei no wc e soltei o demónio. Foi notável, em termos quantitativos. Sem querer ser demasiado visual. De qualquer forma, nada de anormal, até aqui. À noite, combinei sair com uma amiga (muito boa amiga, mas nada mais que isso, até porque sou um tipo comprometido e traição, para mim, devia dar direito a deportação. Já me passou a fase do linchamento público). Tinha combinado às 22h em determinado spot. Enquanto espero pela senhora, aconteceu algo que nunca tinha acontecido, nos meus 22 anitos de existência: Estava eu ali de pé, na minha, quando começo a ouvir um barulho, proveniente da minha tripa. Pensei logo para mim mesmo: "afinal, inda ficou qualquer coisinha. Mais logo, vai haver festa outra vez". Não podia eu, estar mais enganado. Depois do barulho, a dor. E foi brutal. Uma cólica diabólica, resultado da deslocação da merda em direcção à saída. Comecei logo a suar. Mas continuava optimista: "bom, depois dela aparecer, tenho que dar um pulo a casa, antes da saida, senão morro". Bom plano. Só houve um problema. Ela não aparecia! E ali tava eu, com o cu nas mãos, no meio da rua, a tentar partir uns pausitos secos, e a contar os carros que passavam, para me distrair. Foda-se, timing de merda. Literalmente. Não podia ter acontecido em pior altura. Então cedi. Passavam 10 LONGOS minutos da hora combinada. Não se faz um homem esperar. Muito menos assim. Fui para casa. Nunca aquele caminho me tinha custado tanto. Houve alturas em que desesperei. Pensei que não iria conseguir. Pensava na minha família, em como os amava e nunca lhes tinha dito. E agora podia nunca voltar a ter a oportunidade. A agonia era tal, que não há treino que nos possa preparar. Os minutos passam, e a nossa hora está cada vez mais próxima. Foi duro. Mas não desisti. Continuei. Sempre. Ao fundo, uma luz. Esperança. Estava salvo. E quando finalmente senti o mármore frio da sanita no rabo, foi como se uma luz incidisse directamente do céu sobre mim. Vi Deus. Ou não, e era a luz do tecto. Que se foda. Tava a cagar, e isso, meus amigos, é o que realmente importa.

Face a estes acontecimentos, a sexta-feira, 13, passou a ter um novo significado para mim. Sim, a sexta-feira, 13 de Agosto de 2004. Foi o dia em que me apercebi, que apesar das coisas parecerem estar a correr bem, pode sempre acontecer merda.

Monday, August 09, 2004

Carinhas no msn aplicadas ao irc

Mau... muito mau... Com a chegada ao público do famoso messenger, o irc anda todo fodido. A malta esquece-se que as emoticons só são aplicáveis ao msn e podem claramente induzir em erro, no irc. Induzir em erro, ou lá está, deixar os restantes utilizadores com cara de parvos a olhar para os ecrãs e a pensar "o que é que este quer?"

Assim achei por bem falar de algumas carinhas, que NÃO devem ser utilizadas em ambos os programas:

Angry Smiley ou :@

É o caso claro de algo que pode muito bem ser mal interpretado. No irc, muita gente considera a arroba @ como um beijo francês.

(Vindo deles) Ora, há uma puta duma granda diferença entre um gajo zangado conosco e um gajo a querer enfiar a lingua onde não é chamado. Se o gajo 'tá zangado, pois bem que se foda, que coce ele mesmo seja qual for a comichão. Se quiser resolver as coisas à homem dê a morada e pague a gasolina. Agora se um gajo vos quer mandar um linguado... Há todo um conjunto de implicações. 1º Vocês andam em canais de paneleiros. 2º Algo que fizeram vos fez parecer paneleiros, para "um" desses merdas vos querer beijar. 3º Provavelmente têm um nick apaneleirado. No fundo, caros leitores, vocês são mariconços virtuais. E todos os gays começam por algum lado... Desde a namorada a enfiar-vos o dedo no cu, até à vez que se embebedam e curtem com o vosso melhor amigo...

(Vindo delas) Uma gaja zangada convosco, pronto, é mais uma. Agora uma gaja a mandar um linguado em pleno ambiente cibernético é o momento alto das vidas de muita caramelo por este mundo fora. O auge do seu apogeu sexual. O início das suas novas vidas como garanhões. A desilusão que pode ou não seguir-se, resulta normalmente em mais um estúpido a atirar-se de um prédio, por perceber que afinal é verdade, e ninguém o curte. Isto é grave... para o sujeito em questão.

Embaressed Smiley ou :$

Basicamente, isto parece um gajo com uma deficiência na cara. No entanto, aqui, a confusão gerada não é grave. Sente-se simpatia ou pena, quer pelo embaraço, quer pela deficiência.

Thumbs Up ou (Y)

Esta é aquela em que um amigo meu que 'tá sempre a cair. E obviamente, sempre a ser forçado a explicar o que raios quer dizer. Para mim, é um misto de cú e cona misturados. Talvez seja como um daqueles testes de borrões de tinta. Cada um vê o que quer...

Surprised Smiley ou :-O

Guardei o melhor para o final. Cada vez que vislumbro esta "carinha", alegadamente de surpresa ou espanto, algo dentro de mim grita "BROCHE!". E atenção! Esta é "a" carinha! É que esta, para mim, significa boca de broxista, tanto no irc como no msn! O mais irónico é que esta é das carinhas mais utilizadas por gajas. O que só vem contribuir para a minha confusão!

É preciso dar o mérito aos senhores da MSN. Conseguiram misturar o "estou espantada" com o "baixa as calças", algo perfeitamente inovador, pois, habitualmente, a primeira vem imediatamente a seguir à segunda.




Thursday, August 05, 2004

Fahrenheit 9/11

Já algum tempo que pensei em dar umas sobre cinema. Vejo muito, mas não me dá para escrever sobre tudo o que vejo. No entanto, de tempos a tempos, aparece um que realmente me impressiona. Foi o que aconteceu com Fahrenheit 9/11, um documentário sobre o 11 de Setembro de 2001, e toda a merda que a direcção Bush tem feito à frente daquele país. O "filme" é brutal. Posso garantir que um gajo sai de lá com vontade de queimar aquela família viva, depois de empalar cada um numa estaca. Acho que até o Durão esquecia tudo aquilo que sente pelo Bush, seja lá o que for e de qualquer forma, cada um é como é, e não temos nada a ver com isso.

Isto tudo leva-me a uma questão: Se até um realizador de cinema conseguiu apurar informação que relaciona a família Bush com uma quantidade incrível de negócios corruptos, incluíndo, imagine-se, negócios com os sauditas (família Bin Laden, incluída), DEPOIS do 11 de setembro, como é que os líderes de 3 países (Portugal, Inglaterra e Espanha), 2 deles que até têm fama de ser países "de jeito", apoiaram o governo americano numa guerra contra as... como lhe chamaram? "armas de destruição massissa" que o governo iraquiano "possuía", e que ninguém consegue encontrar?

Deve ser por serem tão competentes....

De qualquer forma, vejam o filme. Vale a pena.

Monday, August 02, 2004

Função Pública

Presado leitor responsável pelo comentário à última entrada neste aclamado blog:

Antes de mais, queria salientar a forma muito respeitosa como o comentário foi feito. Recorrendo algumas vezes à ironia, é certo, mas até me tratou por você (não foi o primeiro, mas fico sempre aparvalhado quando acontece).

Em todo o caso, existem algumas expressões que carecem de análise.

Se, realmente os funcionários públicos trabalham a sério, peço desculpa. Deve ser depois de as centenas de contribuintes sairem pela porta do estabelecimento. Quando não está ninguém a ver. Talvez esteja a ser injusto ao criticar a sua afirmação, pois tou em querer que a minha definição de trabalho parece bastante diferente da sua. Trabalhar durante o mês de Agosto, num escritório sem ar condicionado parece-lhe mau? E trabalhar num parque automóvel, a andar 10 km a pé por dia ao sol, e outros tantos dentro de carros cuja temperatura interior ultrapassava os 50º, com plásticos a cobrir os bancos, a queimar a peida a um gajo?! E a ganhar tanto ou menos quanto um funcionário público? Só para dar um exemplo. Adiante.

Você defende que a função pública é que faz o país andar. Eu concordo. Em 2 velocidades até. Devagar e parado. Mais um exemplo prático: Inda á cerca de 2 semanas recebi a notificação do processo de 1999 estar a ser "deferido". E mais não dizia. Tive que ir ver ao dicionário o que queria dizer. Era "concedido". E agora? Agora cona (antes fosse). Se quiser saber o que se passa tenho que me ir meter na fila das finanças que começa na bomba de gasolina ao virar da esquina. Isto é fazer o país andar?
O mais triste é que acredito que realmente dê trabalho escrever cartas tão ambíguas.

De qualquer forma, quando diz que existem funcionários públicos e funcionários públicos, é óbvio que tem razão. O mal não está na malta jovem, recém contratada, que se esfola para manter o emprego. Está na velharia, que mama diariamente na teta governamental, sem dizer sequer obrigado, à espera de atingir a idade de reforma e poder oficialmente passar a receber para não fazer nada.

Bom, chega de falar de tristezas. Nunca pensei falar da função pública aqui. Nem tão pouco pensei que houvesse alguém que não conheço a ler o blog. Estou abismado. Adiante.

O presado leitor refere-se em determinada altura à "minha linguagem". Foda-se. Então quer dizer que saltou o ciclo preparatório e não aprendeu a mandar caralhada?? Então deixe-me dar-lhe a notícia de forma suave (um pouco mais suave que quando lhe disseram que o pai natal não existia): A linguagem é NOSSA caralho! Minha, sua e de todos os tugas com eles no sítio. Nas senhoras não fica bem. Mas às vezes até elas necessitam de exprimir num palavrão, aquilo que 10 palavras não conseguiriam...

A parte do hit et Nunc, sinceramente, deixou-me a apanhar do ar. Reconheço a ignorância. Nem tão pouco me deu para ir ver o que era isso. Usando a "minha" linguagem, tou-me a cagar.

Wednesday, July 28, 2004

FÉRIAS! (vs emprego)

Já tá! Depois de 2 anos sem férias decentes, e de 1 mês de exames fodidos comó caralho, eis que chega a melhor altura do ano: férias de verão.  E para mim, que sou pobre, isto significa, pura e simplesmente, descanso. Não há cá viagens, passeios, hotéis. Apenas não fazer a ponta dum corno dias inteiros. Bela merda dizem vocês? Pró caralho, digo eu. Metam-se num curso de engenharia primeiro, e façam comentários estúpidos depois.

Em todo o caso, e apesar saber bastante bem, não fazer um cú o dia inteiro, não é vida. O ideal de férias neste momento, era um empregozito sem grande responsabilidade, talvez função pública ou um cargo governamental, algo que não exiga... qual é mesmo o termo... à sim, TRABALHO. E agora que penso nisso, não fazer um cu é mesmo vida para alguns. Mais que vida, é uma carreira!  Mas alguns "servidores da nação" não são assim. Não querendo ser acusados de não fazer nada, fazem merda...

 

Monday, July 12, 2004

sex tv

Apanhei à dias, na sic radical, esse grande programa educativo "sex tv" às quinhentas da matina. Não vi todo, com grande pena minha (e isto meninos e meninas é o que se chama sarcasmo), mas o que vi pareceu-me suficiente para partilhar convosco, sempre em tom de gozo, obviamente. O assunto era: "O corpo do homem e mulher ideiais". Assim, entrevistaram mulheres e homens à cerca daquilo que para ele(a)s seria o homem/mulher ideal, respectivamente (mulheres e homens, entenda-se, actores e actrizes porno, que, ao que parece, e apesar de não conseguirem ter um orgasmo, ou, no caso deles, não conseguirem ter tesão sem um broche, são as pessoas mais indicadas para este inquérito).

O primeiro factor a ter em conta num homem, é a ausência (!) de tomates (testículos). Alegadamente, muitas senhoras na indústria não apreciam as fontes da vida masculinas. A pergunta que imediatamente me veio à mente foi: "e durante o broche, apalpam o quê?". Foda-se. Adiante. O que realmente achei piada, é que o homem ideal deve pila de negro, mas deve ser branco. Tirem daqui as conclusões que quiserem.

Quanto à mulher ideal, começamos por "corpo brasileiro". É o quê??? Foda-se! (2º da noite). Haviam de fazer um inquérito destes a um tuga. Haviam de vir a setúbal ver as brasileiras que temos aqui. Lindas como o sol de agosto... Não se pode olhar para elas. Adiante.

"Grandes mamas verdadeias e grandes cus". Até aqui o ideal de mulher é a Simara.

Atributo final: Olhos verdes. Não sei de que cor são os olhos da Simara, mas mesmo que não sejam verdes, ela depois de ver o programa, sem dúvida que ficou mais contente consigo mesma...

Conclusão do programa: "se a evoluçao humana corresponder às expectativas, as pessoas no futuro vão ser esquisitas como o caraças". Subscrevo. E substituo o "caraças" por "caralho", para dar ênfase. Caralho sem tomates, obviamente.

Saturday, July 10, 2004

no title

Bom, não mexia nesta merda à umas 2 semanas e picos. Muito aconteceu desde então. O nosso "ilustre" primeiro ministro deu de frosques, perdemos a final do euro para uma equipa que até agora andava perdida no cu do ranking da uefa, a optimus lançou o anúncio da baleia, o trapattoni veio pro benfica... Enfim, tudo acontecimentos dignos de serem comentados por este blogger. Vamos então com calma, analisar cada um dos tópicos em questão.

Durão de Cona

É verdade. Aquilo que pensávamos ter como certo até às próximas eleições, desapareceu. Surpreendidos? Eu não. Há que dar algum mérito ao senhor. Vendo o seu período de governante em sério risco de acabar definitivamente dentro de 2 anos, o "homem" fez o que qualquer tuga inteligente fez: Aproveitou a oportunidade de continuar à frente de qualquer coisa, antes que realmente se apercebam do seu valor. Assim tem garantido o seu motorista particular e carro de luxo por mais algum tempo.

...

hmmm ok. Talvez esteja a ser um pouco duro. Talvez no fundo, ele esteja apenas a tentar cumprir o que prometeu. Meter Portugal ao nível dos restantes países da U.E. O plano A (melhorar a qualidade de vida cá) falhou. Siga o plano B. Já que não se consegue melhorar as coisas cá, se calhar foder os restantes países vai dar ao mesmo.

Aproveito para partilhar convosco algo que me chegou ao mail:

"Percebe-se melhor o nível de vida de um país quando até o Primeiro-Ministro
emigra."

Fodidos pelos deuses

Puta que os pariu. A táctica dos 8-1-1 funcionou perfeitamente... outra vez. Vi aquela merda mal parada sabem quando? Quando o Nedved saiu lesionado nas meias. Fiquei a pensar: "Merda. Agora se ganhamos aos checos na final, vão dizer que foi só por este não jogar". No final do jogo tava ainda pior: "Merda. Agora se ganhamos o euro, vão dizer que foi contra uma equipa de merda". Mas ai algo mais me veio à mente: "E se perdemos caralho? Vai ser a puta da vergonha". Bumba. Zeus do caralho e mais os larilas do Olimpo.

Salvem as baleias

Um amigo meu chamou-me à atenção de um bom anúncio a rodar na tv. 3G da optimus. Quando uma vizinha vê uma baleia a dar à costa, manda um... "3G" a muita malta, que larga tudo para ajudar. Bonito. Lindo. Poético. Maravilhoso. E uma bela duma aldrabice. Justifico a minha opinião com 2 exemplos incluídos no anúncio:
1º Um casal de namorados recebe um... "3G" a alertar para o facto de uma baleia ter dado à costa. Ele para ela: "Hmmm damos uma ou vamos ajudar?"
2º Um executivo, engravatado, de pasta, cheio de vontade de ajudar, chega à praia: "Hmmm água salgada na seda... Se calhar isto não é grande ideia."

E se ainda não estão convencidos, vamos pensar na rapariga que encontra a baleia: "Deixa-me lá enviar... "3G" a 50 cent. cada, para toda a gente que eu conheço, para virem ajudar."

PS: Não sei o que é o "3G". E aborrece-me de ir ver o que é. O meu telemóvel é do tempo onde um telemóvel era tipo telefone. Até fazia chamadas.

À lá italia

Benfica e Porto, as duas melhores equipas atacantes em Portugal, vao ser treinadas por "misters" italianos. Basicamente futebol italiano quer dizer "Não deixar jogar primeiro. Depois, se der para isso, jogar também um bocado". Ganha-se jogos assim? Normalmente sim.

Ao menos não ouvimos mais o Mourinho e os seus "sou bom nesta merda" ou o sósia do padre frederico "ê vivá Espanha". Cada vez desconfio mais. Foi de espanha que o cabrão fugiu para o Brasil...

Bom, mais merdas aconteceram, de certeza, mas eu realmente tive ocupado e não tomei nota de todas. Para mais, alguém que use este blog para se manter actualizado, está bem fodido dos cornos...