Uma chamada de atenção: Este post não é sobre o glorioso como instituição, mas sim sobre a administração que de momento o dirige. Numa altura em que tanto se fala sobre a corrupção para os lados do "Dragounm", que já deu filme e tudo, é bom que vos conte mais uma história completamente inventada, mesmo agora no wc, sobre o tráfico de influências que existe para os lados da Luz.
Ora era uma vez um amigo meu. Colaborador de um conhecido banco (mas não administrador, como é óbvio), mais um caso de um recém licenciado português a tentar construir uma carreira, apesar das dificuldades que o nosso país oferece. Ora este jovem, tal como eu e muitos outros, passou uma boa parte da sua adolescência agarrado ao Championship Manager, a treinar o Benfica, conseguindo no jogo aquilo que se sabia quase impossível na realidade (ganhar...). Assim, quando surgiu a oportunidade de adquirir alguns domínios de internet (os leigos podem pensar em, por exemplo, slbenfica.pt como um domínio) remotamente relacionados com futebol, este cromito da bola não rejeitou, nem que fosse só para meter inveja à malta, colocando online o número de ligas dos campeões que tinha ganho na sua carreira virtual como treinador. Algo perfeitamente inocente, parecia-lhe.
Ora, certo dia, alguém no Benfica acordou com a pancada de querer os domínios em questão, não querendo no entanto ter que pagar para isso (já era bem conhecida a capacidade do Benfica NÃO pagar as suas dívidas). Assim, o nosso jovem foi contactado por um representante da direcção do Benfica, que lhe pediu amavelmente a cedência de todos os direitos sobre os domínios, apenas pelo seu amor ao clube. Ora, acreditem ou não, este benfiquista desde pequenino, basicamente, mandou-os à merda. Achou que era preciso uma lata do caralho, para pensarem que o facto dele ser adepto do clube significava que se ia curvar e encaixá-lo na nalguinha que nem gente grande. Ofendido e perplexo, saiu da sala, pondo por fim à reunião.
Os contactos seguintes começaram por incluir uma camisola do Benfica (tanta generosidade), mas depressa a paciência da direcção acabou, e começaram a ameaçar o chavalo com processos judiciais (claro, tudo o que é juíz aí está a obrigar as pessoas a darem ao Benfica bens que lhes pertencem). Nesta altura restava uma coisa a fazer: cagar. Nem valia a pena estar com chatices, o que era seu era seu e não havendo interesse da parte do Benfica em negociar, o assunto para ele estava enterrado. Lamentavelmente, a direcção do Benfica não achava assim.
Era conhecida a relação entre os bancos (para aí todos ou quase, mas incluindo aquele onde o rapaz trabalhava) e o SLB. Também é fácil imaginar a quantidade absurda de dinheiro que os bancos injectam no clube, tornando o Benfica um cliente "especial". Assim, quando alguém do benfica faz certos e determinados "pedidos" à direcção de um banco, a tendência será provavelmente para que os mesmos sejam acedidos, afinal circula tanto dinheiro entre as duas entidades que dá para toda a gente encher o bolso.
Assim, um dia, sem razão aparente, o responsável do banco, ele próprio um mero funcionário, sem qualquer relação directa com o SLB, deu instruções para que o chavalo abdicasse dos direitos sobre o domínio, ou seria despedido. Um responsável que não deveria sequer ter conhecimento sobre o assunto. Mais, ainda foi usada a frase "nem imaginas onde este assunto já chegou"...
Assustado e surpreendido, aceitou. Afirmou que cederia todos os direitos e pediu que não o despedissem.
Tirem as vossas conclusões, que eu já tirei as minhas.
FIM?
Agora o leitor tem uma escolha. Pode acreditar ou não nesta história, consciente que eu só escrevo tangas. Até posso dizer que, conhecendo o indíviduo em questão, não tenho problemas em acreditar em tudo, mas tal como a história, este blog, e a minha própria opinião, tudo o que escrevo é falso e absurdo.
Friday, November 02, 2007
A merda em Portugal: GradualBusiness
Bem-vindo caro leitor, a mais um espaço inovador do blog, a rubrica "A merda em Portugal". Muito mal se disse aqui, dos mais variados filhos da puta que por aí andam, mas agora é altura de dar um passo em frente, e elevar o estatuto moral desta minha obra de vida, partilhando com o leitor experiências corporativas (minhas ou de outrém) das quais vou tomando conhecimento, e que acontecem por esse Portugal fora. Esta será então a altura para o leitor recordar que tudo o que é dito neste blog é fruto da minha imaginação fértil, mesmo quando é a descrição de factos reais. Friso ainda que, mesmo quando eu digo que estou a dizer a verdade, como o vou fazer neste post e nos próximos do género, o leitor deve ver além das minhas palavras, e considerar mentira tudo o que lê, para não dizerem que eu ando por ai a difamar ninguém, principalmente certos e determinados chulos de merda. Adiante.
A GradualBusiness (www.gradualbusiness.com) tem bom aspecto. No entanto, e se calhar o que vou aqui partilhar convosco até nem é da responsabilidade da gradualbusiness em si, apenas da sua representante portuguesa, a verdade é que, numa altura onde, apesar de mal pagos, ainda acreditamos não ser escravos, estes senhores (e particularmente um certo Paulo Inácio, gestor de negócios da empresa gradualbusiness consultings) procuram convencer a nossa juventude do contrário, de que, se querem emprego, têm que ser sem vencimento, ou perto disso.
Assim, e de seguida, seguem alguns textos de pessoas anónimas (e que até vão usufruir de nicks fofos, da minha autoria), que procuram avisar conhecidos, amigos e restantes membros da sociedade podre que temos, para o facto desta empresa tentar explorar mão-de-obra qualificada portuguesa, como meio de, como eles dizem, garantir a satisfação do cliente enquanto lutam pela satisfação dos colaboradores.
De Primeiro-gajo-a-tomar-conhecimento-desta-merda:
"> Olá a todos!
> Envio-vos um link de um anúncio de emprego que de vez em quando surge no
> expressoemprego.
> O anúncio é anónimo mas posso dizer-vos que a empresa em questão é a
> Gradualbusiness, que fica situada na Estrada de Benfica. (
> www.gradualbusiness.com)
>
>
> http://aeiou.expressoemprego.pt/scripts/vaczoeker/display-
vacancy-v2.asp?VacancyID=135679
>
>
> A empresa em questão, com alguma frequência, recruta estagiários com a
> promessa de um estágio profissional. É claro que, enquanto o processo no
> IEFP não anda, os estagiários trabalham a custo zero ou próximo disso. A
> desculpa é sempre que o processo no centro de emprego é demorado...blá blá
> blá...
>
> Resumindo e concluindo, quando os estagiários vão ao centro de emprego> para perceberam como está a andar o processo, descobrem que não só o
> processo não está a andar, como ainda nunca ouviram falar na empresa.> Entretanto quando os estagiários confrontam o chefe, o dito cujo passa-se e
> ameça que vai processar os estagiários e que exige uma indemnização de X
> valor por cada mês que o estagiário lá esteve, pelo facto de ter havido> contacto com o cliente.
>
> O meu objectivo com este mail não é desmotivar-vos ou dizer-vos para não
> responderem ao anuncio. O objectivo é apenas alertar e chamar a atenção para
> qualquer papel que tenham que ASSINAR na dita empresa.
>
> Passem aos vossos contactos sff.
> Cumprimentos a todos."
Resposta de: gajo-que-estes-filhos-da-puta-tentaram-sodomizar-mas-teve-se-e-muito-bem-a-cagar:
"Pois é meus amigos, alguém teve a mesma ideia que eu... sim, fui quase um
"vítima" deste caso. Ora bem, posso-vos dizer que recebi uma proposta desta
empresa muito aliciante, mas que eu tive de não aceita... motivos de força
maior... já vão entender...
Aconselho a lerem isto, imprimam e leiam nos transportes público (em voz
alta) ou sei lá onde quiserem.
Ora bem para resumir a história em primeiro lugar esta empresa pede uma
carta de apresentação manuscrita, para ver o empenhamentos (sim, segundo o
patrão desta empresa é empenhamentos aquilo que as pessoas têm de mostrar e
não empenho, ora bolas e eu que estava disposto a mostrar empenha, agoraempenhamento não posso, até porque é uma coisa que não sei o que é... não
conheço). Depois telefonam, marcamos uma entrevista (a minha foi para as
11:30) e depois ficam de enviar um e-mail com a confirmação e o endereço da
net da empresa para que a fiquemos a conhecer. Até aqui tudo bem. Ao
consultarem o site penso que é possível tirar logo as medidas à "filosofia"da empresa, muita basofia, muito "empenhamento", muita responsabilidade,muito certificado, ou então nada disso. Mas pronto, nesse dia (véspera da
entrevista) fiquei atento ao e-mail a tarde toda, quando chegaram as
18.30pensei "ora bolas, esqueceram-se de mim, a esta hora já não devem
enviar".
Qual não é o meu espanto quanto depois das 22 horas vou ao mail e tenho um
e-mail com o assunto ""*Entrevista Sr. Gajo-que-estes-filhos-da-puta-tentaram-sodomizar-mas-teve-se-e-muito-bem-a-cagar, próximo dia X
às 11h29*". Ora lembrem-se bem, eu tinha marcado às 11.30, mas sim, eu sei
que é para dizer que é pontual. O mais engraçado foi o conteúdo do e-mail,
que aqui vai:
*"Exmo. Senhor,
Serve a presente para acusar a recepção do seu CV o qual agradecemos.
No seguimento do mesmo, gostaríamos de reunir com V. Exa. nas nossas
instalações abaixo indicadas.
Deve levar para a entrevista cópia do B.I. e Nº de Contribuinte e,
após o estudo do nosso site, o trabalho manuscrito seguinte:
No seu ponto de vista,
a) Qual a actividade da Gradualbusiness?
b) Em que áreas e serviços intervém?
c) Que tipos de clientes procura?
d) Que tipo de clientes tem?
e) Qual a política interna da Gradualbusiness e que certificações
possui?
f) Qual a missão da Gradualbusiness?
g) Na área de Representação como actua?
h) Em que países está representada?
i) Que formação presta?
Sem outro assunto de momento, apresentamos os nossos melhores
cumprimentos e aguardamo-la no dia e hora marcados."*
E eu cá pensei, sacanas, isto para uma pessoa mostrar trabalho mandam um
e-mail programado para estas horas, para uma pessoa não ter tempo para fazer
o tal texto, mas tudo bem, lá fiz o texto e pronto que basicamente serviupara nada, ou segundo eles, "para confirmar se estudou a nossa empresa antes
de vir". Na entrevista depois de explicadas as funções (implementação de
sistemas de qualidade, ambiente e SHST, angariação de clientes e se for
preciso trabalho administrativo), perguntaram-me se tinha possibilidade de
enviar e-mails a partir de casa, e eu.. claro que sim, também não há
problema de vez em quando mandar um mailzito né!? Foi então que justificaramo porque de me terem enviado o e-mail apenas às 21h, "é que nós não temos
Internet aqui, houve alguém que se portou mal e o patrão cortou o acesso"juro que ai concluí de imediato que "ok, patrão burro e estúpido". Mas ainda
conseguiram surpreender mais do que já estava quando lançam a proposta de
remuneração que consistia no seguinte plano:
Primeiros 3 meses – Estágio Curricular (não remunerado)
Segundo trimestre – Meio ordenado mínimo (por mês claro)
3º trimestre – 1 Ordenado mínimo (sim por mês ainda, eles são uns
verdadeiros mãos largas como podem ver)
últimos 3 meses – 1,5 ordenados mínimos
"Se depois gostarmos de si podemos fazer um estágio profissional onde
ganhará já 2 ordenados mínimo" – disseram na reunião. Meus caros e minhascara, fiquei tão parvo que ainda disse que ia pensar. Foi então que me
pediram que enviasse um e-mail posteriormente para confirmar (sim é política
da empresa terem tudo por escrito para depois utilizarem contra as pessoas).Eu enviei um e-mail basicamente a dizer que era uma falta de respeito a
proposta que me tinham feito e que o mais grave disto, é que se forem ver ao
site eles "estão" certificados com a SA 8000 – Responsabilidade Social, e em
3º lugar como objectivos imperativos está a satisfação dos colaboradores. E
foi por ai que eu peguei. Já agora, alguém sabe onde se pode apresentarqueixa para estes tipos perderem o certificado da responsabilidade social??
Bom, 15 dias depois, como toda a gente deve ter mandado-o à merda e secalhar
fui dos que mandei à merda com mais jeitinho o Sr. Paulo Inácio
(Sócio-Gerente da GradualBusiness, aquele que faz chantagem etc, etc ,etc)
telefona-me a mandar uma descasca pelo e-mail e diz que a proposta nem era
assim tão má e as condições também não. O telefonema durou 17 minutos em que
eu só tive possibilidade de falar depois de 10 minutos corridos. Ora bem, eu
perguntei se não era má ao qual ele responde que a proposta era 3 meses de
estágio curricular e depois 1 ano com estágio profissional, mas não me
chamou mentiroso ao menos, disse que tinha havido um engano na proposta, e
que o meu trabalho era ficar só com um cliente, foi ai que eu propus uma
reunião cara à cara com ele (porque normalmente não é ele que faz a
entrevista… não deve ter lata para dizer que é tão mão largas) que ele
elogiou a atitude, mas que não valia a pena. Pediu-me no final para ponderar
e se tivesse interessado para lhe enviar um e-mail a dizer que aceitava as
condições, mas que se aceitasse tinha de deixar de enviar CV's porque era
uma falta de respeito, e não tolerava essas atitudes e que me arrependeriase alguma vez deixasse o estágio a meio (sim teve a lata para dizer eu não
te pago mas tu também vais andar aqui com os olhos tapadinhos). Eu não
enviei nenhum e-mail, e não é que passado uns 3 ou 4 dias o Paulinho Inácio
(já sinto alguma proximidade… afinal não é com toda a gente que tenho a
intimidade de realizar um telefonema de 17 minutos, assim recentemente foi
com ele e com a menina das reclamações da Toshiba que não quer
responsabilizar-se pelas avarias que tenho tido no portátil que ainda esta
em garantia, mas isso é outra historia), estávamos que o Paulinho liga-me a
questionar se lhe tinha enviado o e-mail, e eu para não levar mais nas
orelhas disse que sim. Ele obviamente diz que não recebeu e começa aos
berros a dizer que já não havia tempo que tinha de aceitar as coisas etc,
para lhe enviar um e-mail a dizer (e ele ditou-me mesmo um texto) que eu
aceitava as condições todas e propunha uma reunião para o inicio da semana
seguinte, eu lá disse que sim, e ele pediu-me para enviar para ele e para
mais 4 pessoas (para a empresa quase toda afinal). E eu lá mandei o e-mail,
mas o conteúdo não foi bem o esperado, porque solicitei uma reunião para o
início da semana para discutirmos as condições de um possível estágio
profissional… E desde ai nunca mais tive notícias dele.
Resumindo e concluindo, é uma merda que não interessa a ninguém, e quem se
quiser sujeitar… tenham cuidado com o que assinam, verifiquem tudo, datas,
quem assinou, se há alguma coisa rasurada, tudo!
Neste momento ainda estou à procura de emprego (reparem no pormenor…
emprego! Não trabalho! Eheheh) Mas para já estou a fazer umas formações em
Ambiente e também um pouco em Qualidade e SHST. Se alguma vez necessitarem(ou a vossa empresa) de uma formação, sensibilização ou quer que seja
contactem-me que eu agradeço muito!
Espero que esteja a correr tudo bem convosco, vão dando notícias… nem que
sejam destas para irmo-nos rindo com as misérias.:)
Beijos e abraços para todas e todos,
Gajo-que-estes-filhos-da-puta-tentaram-sodomizar-mas-teve-se-e-muito-bem-a-cagar"
Resposta de: Primeiro-gajo-a-tomar-conhecimento-desta-merda:
"Boa Gajo-que-estes-filhos-da-puta-tentaram-sodomizar-mas-teve-se-e-muito-bem-a-cagar!
Parabéns pelo mail! A todos peço que reenviem este mail ao maior número de pessoas possível para que este gajo (Paulo Inácio) pare com estas chulices e ameaças.
Quanto à parte da perda da certificação, duvido que a tenha. Deve ser tudo tanga. De qualquer modo, o que se poderia fazer era, fazer queixa à empresa certificadora e à IGT (agora ACT). De resto só quem se pode queixar são as verdadeiras vítimas.
Cumprimentos a todos "
É isto. Espero que tenham lido tudo, particularmente as partes referentes às tomadas de decisão deste exemplo medíocre de gestor/consultor/o caralho que o fez. Da minha parte é tudo, até porque ainda falta denunciar mais gente hoje. E lembrem-se, não acreditem numa palavra minha, porque tudo o que eu escrevo é completamente mentira e não aconteceu, muito menos em Portugal, exemplo perfeito de uma maravilha utópica.
A GradualBusiness (www.gradualbusiness.com) tem bom aspecto. No entanto, e se calhar o que vou aqui partilhar convosco até nem é da responsabilidade da gradualbusiness em si, apenas da sua representante portuguesa, a verdade é que, numa altura onde, apesar de mal pagos, ainda acreditamos não ser escravos, estes senhores (e particularmente um certo Paulo Inácio, gestor de negócios da empresa gradualbusiness consultings) procuram convencer a nossa juventude do contrário, de que, se querem emprego, têm que ser sem vencimento, ou perto disso.
Assim, e de seguida, seguem alguns textos de pessoas anónimas (e que até vão usufruir de nicks fofos, da minha autoria), que procuram avisar conhecidos, amigos e restantes membros da sociedade podre que temos, para o facto desta empresa tentar explorar mão-de-obra qualificada portuguesa, como meio de, como eles dizem, garantir a satisfação do cliente enquanto lutam pela satisfação dos colaboradores.
De Primeiro-gajo-a-tomar-conhecimento-desta-merda:
"> Olá a todos!
> Envio-vos um link de um anúncio de emprego que de vez em quando surge no
> expressoemprego.
> O anúncio é anónimo mas posso dizer-vos que a empresa em questão é a
> Gradualbusiness, que fica situada na Estrada de Benfica. (
> www.gradualbusiness.com)
>
>
> http://aeiou.expressoemprego.pt/scripts/vaczoeker/display-
vacancy-v2.asp?VacancyID=135679
>
>
> A empresa em questão, com alguma frequência, recruta estagiários com a
> promessa de um estágio profissional. É claro que, enquanto o processo no
> IEFP não anda, os estagiários trabalham a custo zero ou próximo disso. A
> desculpa é sempre que o processo no centro de emprego é demorado...blá blá
> blá...
>
> Resumindo e concluindo, quando os estagiários vão ao centro de emprego> para perceberam como está a andar o processo, descobrem que não só o
> processo não está a andar, como ainda nunca ouviram falar na empresa.> Entretanto quando os estagiários confrontam o chefe, o dito cujo passa-se e
> ameça que vai processar os estagiários e que exige uma indemnização de X
> valor por cada mês que o estagiário lá esteve, pelo facto de ter havido> contacto com o cliente.
>
> O meu objectivo com este mail não é desmotivar-vos ou dizer-vos para não
> responderem ao anuncio. O objectivo é apenas alertar e chamar a atenção para
> qualquer papel que tenham que ASSINAR na dita empresa.
>
> Passem aos vossos contactos sff.
> Cumprimentos a todos."
Resposta de: gajo-que-estes-filhos-da-puta-tentaram-sodomizar-mas-teve-se-e-muito-bem-a-cagar:
"Pois é meus amigos, alguém teve a mesma ideia que eu... sim, fui quase um
"vítima" deste caso. Ora bem, posso-vos dizer que recebi uma proposta desta
empresa muito aliciante, mas que eu tive de não aceita... motivos de força
maior... já vão entender...
Aconselho a lerem isto, imprimam e leiam nos transportes público (em voz
alta) ou sei lá onde quiserem.
Ora bem para resumir a história em primeiro lugar esta empresa pede uma
carta de apresentação manuscrita, para ver o empenhamentos (sim, segundo o
patrão desta empresa é empenhamentos aquilo que as pessoas têm de mostrar e
não empenho, ora bolas e eu que estava disposto a mostrar empenha, agoraempenhamento não posso, até porque é uma coisa que não sei o que é... não
conheço). Depois telefonam, marcamos uma entrevista (a minha foi para as
11:30) e depois ficam de enviar um e-mail com a confirmação e o endereço da
net da empresa para que a fiquemos a conhecer. Até aqui tudo bem. Ao
consultarem o site penso que é possível tirar logo as medidas à "filosofia"da empresa, muita basofia, muito "empenhamento", muita responsabilidade,muito certificado, ou então nada disso. Mas pronto, nesse dia (véspera da
entrevista) fiquei atento ao e-mail a tarde toda, quando chegaram as
18.30pensei "ora bolas, esqueceram-se de mim, a esta hora já não devem
enviar".
Qual não é o meu espanto quanto depois das 22 horas vou ao mail e tenho um
e-mail com o assunto ""*Entrevista Sr. Gajo-que-estes-filhos-da-puta-tentaram-sodomizar-mas-teve-se-e-muito-bem-a-cagar, próximo dia X
às 11h29*". Ora lembrem-se bem, eu tinha marcado às 11.30, mas sim, eu sei
que é para dizer que é pontual. O mais engraçado foi o conteúdo do e-mail,
que aqui vai:
*"Exmo. Senhor,
Serve a presente para acusar a recepção do seu CV o qual agradecemos.
No seguimento do mesmo, gostaríamos de reunir com V. Exa. nas nossas
instalações abaixo indicadas.
Deve levar para a entrevista cópia do B.I. e Nº de Contribuinte e,
após o estudo do nosso site, o trabalho manuscrito seguinte:
No seu ponto de vista,
a) Qual a actividade da Gradualbusiness?
b) Em que áreas e serviços intervém?
c) Que tipos de clientes procura?
d) Que tipo de clientes tem?
e) Qual a política interna da Gradualbusiness e que certificações
possui?
f) Qual a missão da Gradualbusiness?
g) Na área de Representação como actua?
h) Em que países está representada?
i) Que formação presta?
Sem outro assunto de momento, apresentamos os nossos melhores
cumprimentos e aguardamo-la no dia e hora marcados."*
E eu cá pensei, sacanas, isto para uma pessoa mostrar trabalho mandam um
e-mail programado para estas horas, para uma pessoa não ter tempo para fazer
o tal texto, mas tudo bem, lá fiz o texto e pronto que basicamente serviupara nada, ou segundo eles, "para confirmar se estudou a nossa empresa antes
de vir". Na entrevista depois de explicadas as funções (implementação de
sistemas de qualidade, ambiente e SHST, angariação de clientes e se for
preciso trabalho administrativo), perguntaram-me se tinha possibilidade de
enviar e-mails a partir de casa, e eu.. claro que sim, também não há
problema de vez em quando mandar um mailzito né!? Foi então que justificaramo porque de me terem enviado o e-mail apenas às 21h, "é que nós não temos
Internet aqui, houve alguém que se portou mal e o patrão cortou o acesso"juro que ai concluí de imediato que "ok, patrão burro e estúpido". Mas ainda
conseguiram surpreender mais do que já estava quando lançam a proposta de
remuneração que consistia no seguinte plano:
Primeiros 3 meses – Estágio Curricular (não remunerado)
Segundo trimestre – Meio ordenado mínimo (por mês claro)
3º trimestre – 1 Ordenado mínimo (sim por mês ainda, eles são uns
verdadeiros mãos largas como podem ver)
últimos 3 meses – 1,5 ordenados mínimos
"Se depois gostarmos de si podemos fazer um estágio profissional onde
ganhará já 2 ordenados mínimo" – disseram na reunião. Meus caros e minhascara, fiquei tão parvo que ainda disse que ia pensar. Foi então que me
pediram que enviasse um e-mail posteriormente para confirmar (sim é política
da empresa terem tudo por escrito para depois utilizarem contra as pessoas).Eu enviei um e-mail basicamente a dizer que era uma falta de respeito a
proposta que me tinham feito e que o mais grave disto, é que se forem ver ao
site eles "estão" certificados com a SA 8000 – Responsabilidade Social, e em
3º lugar como objectivos imperativos está a satisfação dos colaboradores. E
foi por ai que eu peguei. Já agora, alguém sabe onde se pode apresentarqueixa para estes tipos perderem o certificado da responsabilidade social??
Bom, 15 dias depois, como toda a gente deve ter mandado-o à merda e secalhar
fui dos que mandei à merda com mais jeitinho o Sr. Paulo Inácio
(Sócio-Gerente da GradualBusiness, aquele que faz chantagem etc, etc ,etc)
telefona-me a mandar uma descasca pelo e-mail e diz que a proposta nem era
assim tão má e as condições também não. O telefonema durou 17 minutos em que
eu só tive possibilidade de falar depois de 10 minutos corridos. Ora bem, eu
perguntei se não era má ao qual ele responde que a proposta era 3 meses de
estágio curricular e depois 1 ano com estágio profissional, mas não me
chamou mentiroso ao menos, disse que tinha havido um engano na proposta, e
que o meu trabalho era ficar só com um cliente, foi ai que eu propus uma
reunião cara à cara com ele (porque normalmente não é ele que faz a
entrevista… não deve ter lata para dizer que é tão mão largas) que ele
elogiou a atitude, mas que não valia a pena. Pediu-me no final para ponderar
e se tivesse interessado para lhe enviar um e-mail a dizer que aceitava as
condições, mas que se aceitasse tinha de deixar de enviar CV's porque era
uma falta de respeito, e não tolerava essas atitudes e que me arrependeriase alguma vez deixasse o estágio a meio (sim teve a lata para dizer eu não
te pago mas tu também vais andar aqui com os olhos tapadinhos). Eu não
enviei nenhum e-mail, e não é que passado uns 3 ou 4 dias o Paulinho Inácio
(já sinto alguma proximidade… afinal não é com toda a gente que tenho a
intimidade de realizar um telefonema de 17 minutos, assim recentemente foi
com ele e com a menina das reclamações da Toshiba que não quer
responsabilizar-se pelas avarias que tenho tido no portátil que ainda esta
em garantia, mas isso é outra historia), estávamos que o Paulinho liga-me a
questionar se lhe tinha enviado o e-mail, e eu para não levar mais nas
orelhas disse que sim. Ele obviamente diz que não recebeu e começa aos
berros a dizer que já não havia tempo que tinha de aceitar as coisas etc,
para lhe enviar um e-mail a dizer (e ele ditou-me mesmo um texto) que eu
aceitava as condições todas e propunha uma reunião para o inicio da semana
seguinte, eu lá disse que sim, e ele pediu-me para enviar para ele e para
mais 4 pessoas (para a empresa quase toda afinal). E eu lá mandei o e-mail,
mas o conteúdo não foi bem o esperado, porque solicitei uma reunião para o
início da semana para discutirmos as condições de um possível estágio
profissional… E desde ai nunca mais tive notícias dele.
Resumindo e concluindo, é uma merda que não interessa a ninguém, e quem se
quiser sujeitar… tenham cuidado com o que assinam, verifiquem tudo, datas,
quem assinou, se há alguma coisa rasurada, tudo!
Neste momento ainda estou à procura de emprego (reparem no pormenor…
emprego! Não trabalho! Eheheh) Mas para já estou a fazer umas formações em
Ambiente e também um pouco em Qualidade e SHST. Se alguma vez necessitarem(ou a vossa empresa) de uma formação, sensibilização ou quer que seja
contactem-me que eu agradeço muito!
Espero que esteja a correr tudo bem convosco, vão dando notícias… nem que
sejam destas para irmo-nos rindo com as misérias.:)
Beijos e abraços para todas e todos,
Gajo-que-estes-filhos-da-puta-tentaram-sodomizar-mas-teve-se-e-muito-bem-a-cagar"
Resposta de: Primeiro-gajo-a-tomar-conhecimento-desta-merda:
"Boa Gajo-que-estes-filhos-da-puta-tentaram-sodomizar-mas-teve-se-e-muito-bem-a-cagar!
Parabéns pelo mail! A todos peço que reenviem este mail ao maior número de pessoas possível para que este gajo (Paulo Inácio) pare com estas chulices e ameaças.
Quanto à parte da perda da certificação, duvido que a tenha. Deve ser tudo tanga. De qualquer modo, o que se poderia fazer era, fazer queixa à empresa certificadora e à IGT (agora ACT). De resto só quem se pode queixar são as verdadeiras vítimas.
Cumprimentos a todos "
É isto. Espero que tenham lido tudo, particularmente as partes referentes às tomadas de decisão deste exemplo medíocre de gestor/consultor/o caralho que o fez. Da minha parte é tudo, até porque ainda falta denunciar mais gente hoje. E lembrem-se, não acreditem numa palavra minha, porque tudo o que eu escrevo é completamente mentira e não aconteceu, muito menos em Portugal, exemplo perfeito de uma maravilha utópica.
Saturday, October 13, 2007
A canonização dos pastorinhos
Ora cá estou eu, mais uma vez, em defesa dos oprimidos e injustiçados. E faço-o porque sou uma pessoa assim mesmo, dada, altruísta e nobre. Ponto final e fodam-se.
Ora então, vou-vos falar daquelas 3 crianças (doravante denominadas 'putos') muito conhecidas do povo português e estrangeiro, mas pelos motivos errados: Os pastorinhos de fátima.
Não me lembro bem o nome dos putos (para não dizer que não os sei e provavelmente nunca soube) mas sei bem aquilo que, infelizmente, se diz por aí. Então não é que, alguém (um descendente directo do chavalo que escreveu a bíblia, sem dúvida - sim, um homem) se meteu para aí a chamar 'milagre' ou o caralho, a certos e determinados acontecimentos que tiveram lugar no ínicio do século passado, quando o que realmente aconteceu, foi um acto espantoso de precocidade infantil?
Como é possível termos deixado passar em claro o facto de que, nós, portugueses, termos sido o primeiro país do MUNDO a consumir LSD? Como pudemos negligenciar este marco da história nacional? Qualquer puto japonês de 9 anos que chegue à universidade aparece nas notícias! E nós, com 3 chavalecos (2 mulheres, viva a emancipação!) de menos de 10 anos, a consumir LSD 20 ANOS ANTES dos americanos, cobrimos a nossa herança de terra, inventando merdas absurdas como milagres e mais não sei quê para retirar o mérito a uma descoberta que alterou para sempre a vida de milhares de drogados. E porquê, pergunta o leitor? É o lobby das santinhas de plástico, caro amigo. Um negócio de milhões (falando em escudos), que teria sofrido um abalo drástico, caso a verdade viesse ao de cima. E quem fala nas santinhas, fala também nos copos, cinzeiros, corta-unhas, borrachas, lápis, etc, com a imagem da senhora que os putos viram em cima de uma árvore (é normal 3 pessoas diferentes terem a mesma alucinação, basta o LSD ser da mesma marca - quem consumir que me contradiga), tudo material altamente lucrativo, baseado numa história que, numa realidade a sério, teria tanta credibilidade como o monstro de Lock Ness. Foi por isto que assassinaram os 2 putos mais novos e prenderam a mais velha longe de tudo e de todos, onde não podia falar com ninguém sobre a sua invenção/descoberta/vício.
Mas isto não é tudo. Com a mudança de papa, finalmente o vaticano começa a abrir os olhos para o que aqui se passou. O processo de canonização dos 3 agarrados está em perigo, uma vez que há já muita merda que, como em qualquer história religiosa que se preze, começa a não fazer sentido. Os segredos de fátima. 3 segredos. Segredos que só a miúda mais velha alegadamente alucinou (o que levanta a questão se teriam tido acesso a marcas diferentes de LSD, ou se simplesmente ela consumia mais que os irmãos), e que vieram a público numa altura em que já toda a gente os sabia. Suspeito? Não, estúpido mesmo, alias, bem me lembro do borrego que me senti quando vi aquela merda na televisão. Foi o mesmo que me dizerem hoje que o fernando santos não chegava ao fim de 2007 como treinador do glorioso. Ora foda-se!
O milagre que constituiu a base para a canonização está também a levantar dúvidas entre as pessoas capazes de raciocinar minimamente. Um jovem diabético, ao ver qualquer merda relacionada com esta conspiração na televisão, ficou automaticamente curado. Cientistas e padres concluiram secretamente (isto não chegou ao público, tenho o exclusivo de uma fonte interna) que não se tratava de um milagre, uma vez que foi possível fazer uma cópia em VHS daquilo que estava a dar na tv, e aquando da projecção dessa mesma cópia na ala dos diabéticos de um hospital anónimo, não houve efeitos práticos.
Infelizmente para a verdade, parece que a raça humana engole basicamente qualquer merda que a igreja católica diga, por mais estupidamente triste, patética e absurda que seja. Assim, como forma de avançar lentamente na lista de milagres, ganhando assim mais algumas décadas de fanatismo religioso gratuito, foi considerado que a cura da diabetes do sujeito em questão poderia ter sido causada por outra fonte, que não o facto do gajo estar a ver qualquer coisa relacionada com fátima na tv, e como tal, não podia ser considerado um milagre. Ou seja, se eu entendi bem, a igreja teme a reacção dos seus seguidores, se por acaso se descuidar, e relacionar a palavra 'milagre' com algo que seja minimamente credível. A igreja assume portanto que, o ser humano precisa de acreditar em algo impossível de existir para justificar a sua presença na terra. Já não me sinto tão mal por acreditar no pai natal e, a partir de agora, cada vez que tentar usar a Força para mexer objectos, vou sentir-me abençoado. Adiante.
Vi uma entrevista com um dos membros do clero opressor, onde era mencionada a imensa lista de milagres (acontecimentos que tiveram, ou não, lugar na história e cuja natureza pouco normal foi distorcida com um ou outro facto inventado, que possa eventualmente contribuir para que certas e determinadas pessoas aparentemente capazes mentalmente, mas de uma ingenuidade tremenda - ou simplesmente uma necessidade cínica de acreditar que não podem morrer, encarem esses mesmos acontecimentos como um acto divino) associada a fátima. Ora, como alguém que vive no mesmo país, seria de esperar que já tivesse ouvido falar de algum destes milagres, ou que até já conhecesse alguém cujo afilhado do primo da tia tivesse presenciado uma destas ocorrências. Mas não. E não conta a eliminação do porto na taça carslberg. Não pode ser considerado milagre jogar-se tão mal à bola. Agora que penso nisso, talvez os 2 golos do Nuno Gomes ao Leiria...
Sinto que muito ficou para dizer, mas como fui operado ao rabo (pá, imaginem o que quiserem) e esta merda não curou miraculosamente, apesar de levado com missa na tv esta puta de semana toda, fica este assunto enterrado por agora. Até ao próximo milagre.
Ora então, vou-vos falar daquelas 3 crianças (doravante denominadas 'putos') muito conhecidas do povo português e estrangeiro, mas pelos motivos errados: Os pastorinhos de fátima.
Não me lembro bem o nome dos putos (para não dizer que não os sei e provavelmente nunca soube) mas sei bem aquilo que, infelizmente, se diz por aí. Então não é que, alguém (um descendente directo do chavalo que escreveu a bíblia, sem dúvida - sim, um homem) se meteu para aí a chamar 'milagre' ou o caralho, a certos e determinados acontecimentos que tiveram lugar no ínicio do século passado, quando o que realmente aconteceu, foi um acto espantoso de precocidade infantil?
Como é possível termos deixado passar em claro o facto de que, nós, portugueses, termos sido o primeiro país do MUNDO a consumir LSD? Como pudemos negligenciar este marco da história nacional? Qualquer puto japonês de 9 anos que chegue à universidade aparece nas notícias! E nós, com 3 chavalecos (2 mulheres, viva a emancipação!) de menos de 10 anos, a consumir LSD 20 ANOS ANTES dos americanos, cobrimos a nossa herança de terra, inventando merdas absurdas como milagres e mais não sei quê para retirar o mérito a uma descoberta que alterou para sempre a vida de milhares de drogados. E porquê, pergunta o leitor? É o lobby das santinhas de plástico, caro amigo. Um negócio de milhões (falando em escudos), que teria sofrido um abalo drástico, caso a verdade viesse ao de cima. E quem fala nas santinhas, fala também nos copos, cinzeiros, corta-unhas, borrachas, lápis, etc, com a imagem da senhora que os putos viram em cima de uma árvore (é normal 3 pessoas diferentes terem a mesma alucinação, basta o LSD ser da mesma marca - quem consumir que me contradiga), tudo material altamente lucrativo, baseado numa história que, numa realidade a sério, teria tanta credibilidade como o monstro de Lock Ness. Foi por isto que assassinaram os 2 putos mais novos e prenderam a mais velha longe de tudo e de todos, onde não podia falar com ninguém sobre a sua invenção/descoberta/vício.
Mas isto não é tudo. Com a mudança de papa, finalmente o vaticano começa a abrir os olhos para o que aqui se passou. O processo de canonização dos 3 agarrados está em perigo, uma vez que há já muita merda que, como em qualquer história religiosa que se preze, começa a não fazer sentido. Os segredos de fátima. 3 segredos. Segredos que só a miúda mais velha alegadamente alucinou (o que levanta a questão se teriam tido acesso a marcas diferentes de LSD, ou se simplesmente ela consumia mais que os irmãos), e que vieram a público numa altura em que já toda a gente os sabia. Suspeito? Não, estúpido mesmo, alias, bem me lembro do borrego que me senti quando vi aquela merda na televisão. Foi o mesmo que me dizerem hoje que o fernando santos não chegava ao fim de 2007 como treinador do glorioso. Ora foda-se!
O milagre que constituiu a base para a canonização está também a levantar dúvidas entre as pessoas capazes de raciocinar minimamente. Um jovem diabético, ao ver qualquer merda relacionada com esta conspiração na televisão, ficou automaticamente curado. Cientistas e padres concluiram secretamente (isto não chegou ao público, tenho o exclusivo de uma fonte interna) que não se tratava de um milagre, uma vez que foi possível fazer uma cópia em VHS daquilo que estava a dar na tv, e aquando da projecção dessa mesma cópia na ala dos diabéticos de um hospital anónimo, não houve efeitos práticos.
Infelizmente para a verdade, parece que a raça humana engole basicamente qualquer merda que a igreja católica diga, por mais estupidamente triste, patética e absurda que seja. Assim, como forma de avançar lentamente na lista de milagres, ganhando assim mais algumas décadas de fanatismo religioso gratuito, foi considerado que a cura da diabetes do sujeito em questão poderia ter sido causada por outra fonte, que não o facto do gajo estar a ver qualquer coisa relacionada com fátima na tv, e como tal, não podia ser considerado um milagre. Ou seja, se eu entendi bem, a igreja teme a reacção dos seus seguidores, se por acaso se descuidar, e relacionar a palavra 'milagre' com algo que seja minimamente credível. A igreja assume portanto que, o ser humano precisa de acreditar em algo impossível de existir para justificar a sua presença na terra. Já não me sinto tão mal por acreditar no pai natal e, a partir de agora, cada vez que tentar usar a Força para mexer objectos, vou sentir-me abençoado. Adiante.
Vi uma entrevista com um dos membros do clero opressor, onde era mencionada a imensa lista de milagres (acontecimentos que tiveram, ou não, lugar na história e cuja natureza pouco normal foi distorcida com um ou outro facto inventado, que possa eventualmente contribuir para que certas e determinadas pessoas aparentemente capazes mentalmente, mas de uma ingenuidade tremenda - ou simplesmente uma necessidade cínica de acreditar que não podem morrer, encarem esses mesmos acontecimentos como um acto divino) associada a fátima. Ora, como alguém que vive no mesmo país, seria de esperar que já tivesse ouvido falar de algum destes milagres, ou que até já conhecesse alguém cujo afilhado do primo da tia tivesse presenciado uma destas ocorrências. Mas não. E não conta a eliminação do porto na taça carslberg. Não pode ser considerado milagre jogar-se tão mal à bola. Agora que penso nisso, talvez os 2 golos do Nuno Gomes ao Leiria...
Sinto que muito ficou para dizer, mas como fui operado ao rabo (pá, imaginem o que quiserem) e esta merda não curou miraculosamente, apesar de levado com missa na tv esta puta de semana toda, fica este assunto enterrado por agora. Até ao próximo milagre.
MyTMN
Bom ultimamente venho aqui só mesmo para deixar sair toda a merda que me fode os cornos.
Exmo. Sr. Director de Marketing da TMN,
Mete a Xip Mamma e o Xip Daddy no buraco da peida quando tiveres oportunidade, que mete-me um bocado de nojo ver os teus anúncios de merda na televisão.
Caro jovem utilizador da TMN: Ser-se basofe não é uma coisa bonita, por alguma razão pessoas normais como eu passam horas a rir à pala de cromos como tu, que por alguma razão estúpida que agora me escapa, levantam o cu da cama às 13h, vão até ao WC com o boné à deficiente e os fios ao pescoço e acham que estão decentes para sair à rua. E não, não és só tu que sofres com a tua triste figura, eu também sofro porque posso ter o azar do caralho de me cruzar contigo na rua e ter que olhar para ti.
Acho que à terceira já tenho que pedir desculpa a quem ler este blog. Perdão. Mas a culpa é e será sempre da merda que me rodeia.
Exmo. Sr. Director de Marketing da TMN,
Mete a Xip Mamma e o Xip Daddy no buraco da peida quando tiveres oportunidade, que mete-me um bocado de nojo ver os teus anúncios de merda na televisão.
Caro jovem utilizador da TMN: Ser-se basofe não é uma coisa bonita, por alguma razão pessoas normais como eu passam horas a rir à pala de cromos como tu, que por alguma razão estúpida que agora me escapa, levantam o cu da cama às 13h, vão até ao WC com o boné à deficiente e os fios ao pescoço e acham que estão decentes para sair à rua. E não, não és só tu que sofres com a tua triste figura, eu também sofro porque posso ter o azar do caralho de me cruzar contigo na rua e ter que olhar para ti.
Acho que à terceira já tenho que pedir desculpa a quem ler este blog. Perdão. Mas a culpa é e será sempre da merda que me rodeia.
Thursday, October 11, 2007
Toxicodependentes
Tenho que preparar um texto sobre a canonização dos pastorinhos, mas entretanto venho só aqui protestar contra este termo 'toxicodependentes', que confunde muita gente por esse país fora.
Diz-se 'drogados', ou também comummente 'drogados da merda'.
De nada.
Diz-se 'drogados', ou também comummente 'drogados da merda'.
De nada.
Wednesday, August 29, 2007
Bluetooth
Caralho! O auricular não é um acessório, foda-se! Tirem essa merda do ouvido quando não o estiverem a usar, porque NÃO FICAM MAIS BONITOS!
Mais um dever cívico cumprido. Hei-de mandar a conta à sociedade.
Mais um dever cívico cumprido. Hei-de mandar a conta à sociedade.
Thursday, August 23, 2007
DISCLAIMER (em português: 'fugir com o rabo à seringa')
Este blog assenta em factos verídicos observados a olho pelo autor, cuja visão é 10-10 (medido na inspecção da tropa), e comentados de acordo com a sua percepção da vida tal como lhe foi ensinado (ensino básico, secundário e superior, quase sempre com professores portugueses) durante estas últimas décadas, e ainda com conhecimentos de história recente e antiga, nacional e internacional, tudo complementado por uma vivência em sociedade, essa sociedade bonita que é a nossa.
Resumindo, o autor deste blog sabe reconhecer um filho da puta quando olha para ele.
No entanto, o já referido e muy nobre autor do blog vê-se por vezes forçado a mediar os seus comentários, por ter algum receio que possam ser considerados difamação.
Assim, e para todo o conteúdo deste blog, desde o 1º post até ao último, e para todo o sempre, o efeminado leitor deve assumir sem qualquer margem para dúvida, que tudo o que está a ler é MENTIRA, mesmo que não seja.
Desta forma, o autor do blog reserva-se no direito de continuar a dizer toda a espécie de merda que lhe venha à cabeça, sem prejuízo de acção judicial por parte da ASAE ou outro qualquer desperdício dos meus impostos, uma vez que assume inteiramente a falsidade em todas as suas afirmações, mesmo as verdadeiras.
Obrigado.
Resumindo, o autor deste blog sabe reconhecer um filho da puta quando olha para ele.
No entanto, o já referido e muy nobre autor do blog vê-se por vezes forçado a mediar os seus comentários, por ter algum receio que possam ser considerados difamação.
Assim, e para todo o conteúdo deste blog, desde o 1º post até ao último, e para todo o sempre, o efeminado leitor deve assumir sem qualquer margem para dúvida, que tudo o que está a ler é MENTIRA, mesmo que não seja.
Desta forma, o autor do blog reserva-se no direito de continuar a dizer toda a espécie de merda que lhe venha à cabeça, sem prejuízo de acção judicial por parte da ASAE ou outro qualquer desperdício dos meus impostos, uma vez que assume inteiramente a falsidade em todas as suas afirmações, mesmo as verdadeiras.
Obrigado.
Wednesday, August 22, 2007
Pedras, Água das
Essa grande marca de, agora, refrigerantes. Pois, então estava aqui o 'le chef' a curtir o seu almocinho aquecido por ele, o próprio, sozinho, e a ver as notícias da bola, quando, em pleno intervalo, me deparo com o novo reclame (que relíquia de palavra) da Pedras. Basicamente, temos um urso polar no gelo, com os seus amiguinhos pinguins, todos contentes, a cantar qualquer coisa como 'O calor está aí e o caralho, mas aqui não sentimos porque temos sempre PEDRAS fresquinha e tal' (rude adaptação da letra original da música, peço desculpa). Brilhante. Os pólos a derreter com o aquecimento global e estes tristes da merda a pensar que os animais estão descansadinhos a beber água com sabor.
Ora e esta ideia? Que tal a Pedras começar a contratar pessoas que tenham algo na cabeça além de merda, para o seu departamento de marketing?
Para pensar.
Ora e esta ideia? Que tal a Pedras começar a contratar pessoas que tenham algo na cabeça além de merda, para o seu departamento de marketing?
Para pensar.
Tuesday, August 21, 2007
Pirataria informática (ou musical? ou cinematográfica?)
Já nem sei. Só sei que eu, inocente internauta, um autenticozinho cromito dos computadores, um doce de pessoa, um autêntico me-ni-no, do não fumar nem beber álcool, fora uma e outra vez, vejo-me a ser completamente fustigado por alegados crimes que cometo todos os dias por utilizar a minha ligaçãozinha à internetzinha. Isto, por parte duns filhinhos da puta chamados FEVIP (Federação de Editores de Videogramas - não sei o que será o I e o P, talvez 'VIP' seja uma palavra-chave, no sentido de serem uma associação que protege essas vítimas injustiçadas da sociedade, os VIPS).
Ora estes senhores constituem uma associação qualquer à qual, presumo eu, pertença todo o cast dos morangos com açucar, mais o Toy, a Ágata e o resto dessa pretalhada toda. Tudo o que é artista português. Os requisitos mínimos para entrar nesta associação de indefesos são, p.e. ter um porsche e já ter inalado pelo menos 15 gramas de cocaína.
Ora, para quem não vê as notícias, esta associação esteve em grande à pouco tempo, ao conseguir fechar esse antro de prostituição, droga e pedofilia, o BTUGA. E acho muito bem, afinal sítios desses... Um momento... Estão aqui a dizer-me que o btuga não tinha putas. Nem droga. Nem pedofilia. Afinal é um site na internet (!). Terá com certeza conteúdos que põem em causa toda a estabilidade emocional e sanidade geral da nossa sociedade perfeita!... Não, dizem-me que não. Afinal que tinha aquela merda? Links para sacar filmes? Música? Pornografia com mulheres feitas?? Não acredito. Isso quer dizer que... Andamos a foder a cabeça às autoridades por causa de uns quantos milionários que pensam que ganhavam mais um pouco se não houvesse internet? Que o dinheiro dos meus impostos está a ser usado para apreender computadores, enquanto qualquer pseudo-gangster guarda em casa um arsenal de armas semi-automáticas, e que apesar de viver no meio de Lisboa, diz que é para caçar? Que estão a prender jovens informáticos capazes de colocar online um servidor durante anos, com uma estabilidade exemplar, mostrando claramente que são da pouca mão-de-obra qualificada que existe no país, enquanto os ladrões, corruptos, violadores, corruptos (são a dobrar), pedófilos andam por aí a encher o cú com tudo o que podem? E quando são apanhados cumprem pena em casa? Foda-se. um cromito da informática já fica em casa 99% do tempo, caralho, não chega de castigo?
E depois, o btuga é um dos 10 000 000 000 000 de sites iguais nessa internet fora??! UAU. O filha da puta vai deixar saudades hein?
Mas escuso de estar para aqui a gozar com o sucedido, porque os senhores da FEVIP não lêm o meu blog (ou se calhar até lêm, a verdade é todos deviam ler, como se fosse a bíblia, mas em interessante), e neste momento SABEM, com toda a certeza e como borregos que são, que estão muito perto de conseguir acabar com a pirataria informática no universo. Estão tão moralizados que neste momento, acabaram de enviar uma carta para as autoridades suecas (já estou mesmo a ver os gajos a comentar "o que caralho é um 'Portugal'?", em sueco, claro) a solicitar o encerramento de mais um desses sites do demo, o piratebay (que só assim por acaso já foi encerrado uma vez, e precisou de 3 dias inteirinhos para provar que este tipo de 'pressão' é completamente inútil, voltando novamente à carga imediatamente depois, mas lá está, borregos), alegando que este site causou um decréscimo de vendas discográficas nos últimos 5 anos, na ordem dos 50%. Epá, se o top 5 nacional é composto por 3 bandas dos morangos, mais o 32º best-of de Marco Paulo e um álbum a solo do anjo mais novo, eu, português, se calhar não vou comprar música. Nem sequer a vou sacar. Alias, srs. da FEVIP, se realmente quiserem mostrar o vosso ponto de vista, convinha provar que o download ilegal de música portuguesa aumentou nos últimos anos. Mas isso se calhar é díficil, porque nem de borla a malta toca naquela merda.
"The Portuguese music market, lost about 50% of its value during the last 5 years, as well as half of the sales and jobs, affecting the live hood of our Authors, Com posers , Artists, Musicians, Actors, Video and Record producers."
Passaram a andar de mercedes em vez de porsches, terá sido?
"One of the main reasons for this crisis is digital piracy, due lo poor enforcement of the law and the fact that more and more households have now broadband access (according lo Anacom, the Portuguese National Authority for Telecoms, 14.3% of the Portuguese households have now broadband access - 1st quarter 2007). "
14,3%, ca puta de tristeza. Mais analfabetos que utilizadores de banda larga, e mesmo assim ainda nos fodem os cornos com paneleirices destas.
"The reason we write to you is the fact that this case In Sweden is pending for more than one year and during this time the Pirate Bay activities is affecting right holders around the world. We therefore kindly urge you to take the necessary steps to come lo a swift enforcement of the law in this case. "
Caralho, até já damos ordens aos Suecos. Não me sentia assim tão mauzão desde o tempo dos jogos sem fronteiras.
Ora estes senhores constituem uma associação qualquer à qual, presumo eu, pertença todo o cast dos morangos com açucar, mais o Toy, a Ágata e o resto dessa pretalhada toda. Tudo o que é artista português. Os requisitos mínimos para entrar nesta associação de indefesos são, p.e. ter um porsche e já ter inalado pelo menos 15 gramas de cocaína.
Ora, para quem não vê as notícias, esta associação esteve em grande à pouco tempo, ao conseguir fechar esse antro de prostituição, droga e pedofilia, o BTUGA. E acho muito bem, afinal sítios desses... Um momento... Estão aqui a dizer-me que o btuga não tinha putas. Nem droga. Nem pedofilia. Afinal é um site na internet (!). Terá com certeza conteúdos que põem em causa toda a estabilidade emocional e sanidade geral da nossa sociedade perfeita!... Não, dizem-me que não. Afinal que tinha aquela merda? Links para sacar filmes? Música? Pornografia com mulheres feitas?? Não acredito. Isso quer dizer que... Andamos a foder a cabeça às autoridades por causa de uns quantos milionários que pensam que ganhavam mais um pouco se não houvesse internet? Que o dinheiro dos meus impostos está a ser usado para apreender computadores, enquanto qualquer pseudo-gangster guarda em casa um arsenal de armas semi-automáticas, e que apesar de viver no meio de Lisboa, diz que é para caçar? Que estão a prender jovens informáticos capazes de colocar online um servidor durante anos, com uma estabilidade exemplar, mostrando claramente que são da pouca mão-de-obra qualificada que existe no país, enquanto os ladrões, corruptos, violadores, corruptos (são a dobrar), pedófilos andam por aí a encher o cú com tudo o que podem? E quando são apanhados cumprem pena em casa? Foda-se. um cromito da informática já fica em casa 99% do tempo, caralho, não chega de castigo?
E depois, o btuga é um dos 10 000 000 000 000 de sites iguais nessa internet fora??! UAU. O filha da puta vai deixar saudades hein?
Mas escuso de estar para aqui a gozar com o sucedido, porque os senhores da FEVIP não lêm o meu blog (ou se calhar até lêm, a verdade é todos deviam ler, como se fosse a bíblia, mas em interessante), e neste momento SABEM, com toda a certeza e como borregos que são, que estão muito perto de conseguir acabar com a pirataria informática no universo. Estão tão moralizados que neste momento, acabaram de enviar uma carta para as autoridades suecas (já estou mesmo a ver os gajos a comentar "o que caralho é um 'Portugal'?", em sueco, claro) a solicitar o encerramento de mais um desses sites do demo, o piratebay (que só assim por acaso já foi encerrado uma vez, e precisou de 3 dias inteirinhos para provar que este tipo de 'pressão' é completamente inútil, voltando novamente à carga imediatamente depois, mas lá está, borregos), alegando que este site causou um decréscimo de vendas discográficas nos últimos 5 anos, na ordem dos 50%. Epá, se o top 5 nacional é composto por 3 bandas dos morangos, mais o 32º best-of de Marco Paulo e um álbum a solo do anjo mais novo, eu, português, se calhar não vou comprar música. Nem sequer a vou sacar. Alias, srs. da FEVIP, se realmente quiserem mostrar o vosso ponto de vista, convinha provar que o download ilegal de música portuguesa aumentou nos últimos anos. Mas isso se calhar é díficil, porque nem de borla a malta toca naquela merda.
"The Portuguese music market, lost about 50% of its value during the last 5 years, as well as half of the sales and jobs, affecting the live hood of our Authors, Com posers , Artists, Musicians, Actors, Video and Record producers."
Passaram a andar de mercedes em vez de porsches, terá sido?
"One of the main reasons for this crisis is digital piracy, due lo poor enforcement of the law and the fact that more and more households have now broadband access (according lo Anacom, the Portuguese National Authority for Telecoms, 14.3% of the Portuguese households have now broadband access - 1st quarter 2007). "
14,3%, ca puta de tristeza. Mais analfabetos que utilizadores de banda larga, e mesmo assim ainda nos fodem os cornos com paneleirices destas.
"The reason we write to you is the fact that this case In Sweden is pending for more than one year and during this time the Pirate Bay activities is affecting right holders around the world. We therefore kindly urge you to take the necessary steps to come lo a swift enforcement of the law in this case. "
Caralho, até já damos ordens aos Suecos. Não me sentia assim tão mauzão desde o tempo dos jogos sem fronteiras.
Friday, June 15, 2007
Rapidinha
Esta inventei eu:
Sabem como um informático consegue um carro de borla?
Arranja uma Hilux Trial e mete-lhe um crack.
Foda-se, acho-me um génio.
Sabem como um informático consegue um carro de borla?
Arranja uma Hilux Trial e mete-lhe um crack.
Foda-se, acho-me um génio.
Thursday, June 14, 2007
Revolta Completa
Ora anda um gajo aqui fodido da vida porque a castello lopes anda armada em conas com os vouchers para o cinema (inválidos para os grandes blockbusters), quando se depara com uma obscenidade de todo o tamanho!!
Passo a explicar: Andava eu à pesca de convites para ver o Quarteto Fantástico, quando me deparo com um passatempo da própria castello lopes, onde bastava responder a duas questões muito simples para se ganhar bilhetes. As ditas: 1. Como é que os nossos heróis ficaram com super-poderes; 2. De todos os super-hérois, criados pela Marvel para o cinema, qual é o teu preferido? Porquê?
Ora, a puta da segunda pergunta nem sequer é para auferir conhecimento, apenas gosto. Mesmo assim há quem tenha conseguido ERRAR e mesmo assim ganhar a merda do bilhete!
Então, não é que uma borrega qualquer de Lisboa e um cabrão de um vizinho me respondem que o herói favorito deles, da Marvel, era o BATMAN??? CARALHO! O Batman!!! E as PUTAS DAS JUSTIFICAÇÕES que esta gente dá. Só faltava meterem 'porque é fofinho'. Puta que os pariu. E no Porto há mais!! Ali um cromo qualquer a dizer que era o Super-Homem!!! Porque vem de LONGE!
Mas, meus amigos, o pior nisto tudo é mesmo o gajo que avaliou a qualidade das respostas. Esse tá a ser pago. E nem ao site da Marvel o senhor alguma vez terá ido. Ou ao da DC. Para ele, ficam os links e o desejo de que seja despedido o mais depressa possível, porque há gente aí mais maluca que eu, e já se matou gente por menos.
Passo a explicar: Andava eu à pesca de convites para ver o Quarteto Fantástico, quando me deparo com um passatempo da própria castello lopes, onde bastava responder a duas questões muito simples para se ganhar bilhetes. As ditas: 1. Como é que os nossos heróis ficaram com super-poderes; 2. De todos os super-hérois, criados pela Marvel para o cinema, qual é o teu preferido? Porquê?
Ora, a puta da segunda pergunta nem sequer é para auferir conhecimento, apenas gosto. Mesmo assim há quem tenha conseguido ERRAR e mesmo assim ganhar a merda do bilhete!
Então, não é que uma borrega qualquer de Lisboa e um cabrão de um vizinho me respondem que o herói favorito deles, da Marvel, era o BATMAN??? CARALHO! O Batman!!! E as PUTAS DAS JUSTIFICAÇÕES que esta gente dá. Só faltava meterem 'porque é fofinho'. Puta que os pariu. E no Porto há mais!! Ali um cromo qualquer a dizer que era o Super-Homem!!! Porque vem de LONGE!
Mas, meus amigos, o pior nisto tudo é mesmo o gajo que avaliou a qualidade das respostas. Esse tá a ser pago. E nem ao site da Marvel o senhor alguma vez terá ido. Ou ao da DC. Para ele, ficam os links e o desejo de que seja despedido o mais depressa possível, porque há gente aí mais maluca que eu, e já se matou gente por menos.
Friday, June 01, 2007
Strip
Existe um problema na sic radical. Um problema grave. Ora acontece que, e muito bem, os senhores da direcção de programas viram no horário das 00h30 à 1h, a oportunidade de passar na tv um programa de striptease (profissional? - é a questão), onde raparigas de tenra idade procuram... como é que elas dizem sempre... pagar a universidade. E sim, isto é quase científico, e aconselho-vos a todos, caso sejam universitários, inquirirem junto das vossas colegas, a forma como estão a pagar o curso. Só vos fica bem a preocupação. E é um excelente desbloqueador de conversa. Adiante.
Ora, o dito programa, sofre de um mal terrível. Algo cuja seriedade é apenas comparável à estupidez do próprio facto. Então não é que, durante todo o espectáculo, se vê as moçoilas a dançar ao som de uma música, diferente (!) da que o espectador está a ouvir? É como se a gaja fosse surda! E eu, quando vejo um strip, não quero ter que pensar nas deficiências que a protagonista possa ter. É demasiado pessoal. O que o striptease tem de belo é precisamente o facto de fazer esquecer as preocupações, enquanto se aprecia o ritmo, os movimentos da jovem desnudada à nossa frente. E isso é complicado quando os ditos parecem evidenciar a presença de parkinson. Ficamos a saber que não estamos na presença de um bom corpo, mas sim de uma mulher, que ainda por cima enfrenta as dificuldades inerentes à sua condição lastimável todos os dias. Só ela sabe como raios conseguiu chegar aquele palco, em primeiro lugar. Podia facilmente ter sido atropelada na rua por um autocarro que não ouviu, ou ter-lhe dado um daqueles jeitos à cabeça aparentemente aleatórios no meio da cozinha, ou num wc, e aterrado de trombas no lavatório. Tudo suposições que eu não quero ter quando a tou a ver despir-se.
Srs, corrijam esta situação o mais depressa possível. O canal não é uma democracia, não é preciso esperar 4 anos para corrigir um erro.
Ora, o dito programa, sofre de um mal terrível. Algo cuja seriedade é apenas comparável à estupidez do próprio facto. Então não é que, durante todo o espectáculo, se vê as moçoilas a dançar ao som de uma música, diferente (!) da que o espectador está a ouvir? É como se a gaja fosse surda! E eu, quando vejo um strip, não quero ter que pensar nas deficiências que a protagonista possa ter. É demasiado pessoal. O que o striptease tem de belo é precisamente o facto de fazer esquecer as preocupações, enquanto se aprecia o ritmo, os movimentos da jovem desnudada à nossa frente. E isso é complicado quando os ditos parecem evidenciar a presença de parkinson. Ficamos a saber que não estamos na presença de um bom corpo, mas sim de uma mulher, que ainda por cima enfrenta as dificuldades inerentes à sua condição lastimável todos os dias. Só ela sabe como raios conseguiu chegar aquele palco, em primeiro lugar. Podia facilmente ter sido atropelada na rua por um autocarro que não ouviu, ou ter-lhe dado um daqueles jeitos à cabeça aparentemente aleatórios no meio da cozinha, ou num wc, e aterrado de trombas no lavatório. Tudo suposições que eu não quero ter quando a tou a ver despir-se.
Srs, corrijam esta situação o mais depressa possível. O canal não é uma democracia, não é preciso esperar 4 anos para corrigir um erro.
Sunday, May 13, 2007
Esse grande...
Aparentemente, esse grande animal que, por acaso, possui a capacidade de caminhar sobre duas pernas, conseguindo praticamente fazer-se passar por um ser humano, esse membro do conjunto que é aquele vomitado execrável chamado 'alta sociedade portuguesa', esse guru do dizer-merda, em quantidades tais que, alguém como eu, p.e., só poder imaginar alguma vez ser capaz de se colocar no mesmo patamar de filha-da-putisse... Enfim, como eu ia dizendo, aparentemente o Miguel Sousa Tavares, veio dizer, em público (e se ele acha que pode dizer toda a merda que lhe venha à cabecinha, eu também posso), em relação à iminente proibição de fumar em recintos fechados, que o fumo do tabaco era menos incomodativo que as criancinhas a chorar, isto em restaurantes. Além de ser falso, mais uma vez este borrego sente-se como se fosse exemplo capaz de comentar em nome do resto da população portuguesa. Tenho novidades para ti, Miguelito: és tão javardo que se eu fosse minimamente parecido a ti, sentir-me-ia culpado pelo oxigénio que consumo todos os dias. Para mais, e em relação a esse bonito comentário que teceste, a verdade é que eu preferia almoçar um hamburguer num infantário, que lagosta na torre vasco da gama, se por acaso tivesse que me sentar ao teu lado. Prefiro sentar-me e almoçar ao lado de um cão, que ao lado de um bocado de cuspo como tu. Para ser mesmo mesmo sincero, prefiro que levem um cão de grande porte para um restaurante, a um cigarro. E se por acaso um jovem casal quiser tomar uma refeição, a ideia de que possam ser criticados porque têm um filho é perfeitamente revoltante. Assim Miguelito, espero que engulas o charutinho quando finalmente a lei estiver em vigor, e que dezenas de criancinhas se venham agarrar a ti enquanto saboreares uma deliciosa refeição, felizes por poderem estar com os pais num ambiente livre de fumo. E espero que alguém filme e meta no youtube.
Thursday, April 05, 2007
Campo Pequeno
Caro leitor, se não está com paciência para ler mais um dos meus desabafos cínicos, sorte a sua que tudo aquilo que escrevo vem sempre acompanhado de uma mensagem intrínsica de elevada nobreza e valor moral. Embora não pareça.
Então, estava eu na conversa com a minha Maria, quando ela me chama a atenção para o preço dos bilhetes de cinema no Campo Pequeno, mais precisamente, para o bilhete "vip". Vou dar uma olhadela e...
Bilhete Normal - 5,60€ - Já com IVA 5% incluído
Bilhete VIP(BAR ABERTO) - 16,20€ - Já com IVA 5% incluído
16,20 €! Nada mais que o preço de 2 bilhetes, um balde de pipocas e uma bebida no meu cinema habitual, mas o que realmente me chamou a atenção foi ali a parte que explica para onde vai o dinheiro extra: A boa da bebedeira! E bebedeira... TAXADA A 5%.
Faz-me todo o sentido que EU ande a pagar IVA de 21% nas MINHAS bolachinhas e no MEU leitinho com chocolate para que os VIPS se possam desgraçar numa sala de cinema. Porque será que não taxam as pipocas e a coca-cola da mesma forma? E já agora, porque não um bilhete de cinema que inclua o avio do mês lá para casa? Não me chateia pagar 12000 euros por um bilhete de cinema se incluir um carro com desconto de 16% no imposto!
Genialidade a jorros, esta gerência do campo pequeno.
Espectáculo de sociedade...
Então, estava eu na conversa com a minha Maria, quando ela me chama a atenção para o preço dos bilhetes de cinema no Campo Pequeno, mais precisamente, para o bilhete "vip". Vou dar uma olhadela e...
Bilhete Normal - 5,60€ - Já com IVA 5% incluído
Bilhete VIP(BAR ABERTO) - 16,20€ - Já com IVA 5% incluído
16,20 €! Nada mais que o preço de 2 bilhetes, um balde de pipocas e uma bebida no meu cinema habitual, mas o que realmente me chamou a atenção foi ali a parte que explica para onde vai o dinheiro extra: A boa da bebedeira! E bebedeira... TAXADA A 5%.
Faz-me todo o sentido que EU ande a pagar IVA de 21% nas MINHAS bolachinhas e no MEU leitinho com chocolate para que os VIPS se possam desgraçar numa sala de cinema. Porque será que não taxam as pipocas e a coca-cola da mesma forma? E já agora, porque não um bilhete de cinema que inclua o avio do mês lá para casa? Não me chateia pagar 12000 euros por um bilhete de cinema se incluir um carro com desconto de 16% no imposto!
Genialidade a jorros, esta gerência do campo pequeno.
Espectáculo de sociedade...
Thursday, March 29, 2007
Antivírus
Só um pensamento:
O meu antivírus todos os dias actualiza, quando ligo o PC. Será saudável confiar num software para me proteger o pc, cujos responsáveis, todos os dias ao chegar ao emprego exclamam: "ÉEEE caralho, isto não 'tá bom"?
O meu antivírus todos os dias actualiza, quando ligo o PC. Será saudável confiar num software para me proteger o pc, cujos responsáveis, todos os dias ao chegar ao emprego exclamam: "ÉEEE caralho, isto não 'tá bom"?
Thursday, March 01, 2007
Uma tarde na cidade
Pois é carissímos leitores, em Lisboa, este fim-de-semana diverti-me à grande com um grupinho de amiguinhos novos, gente sensível, e a quem dedico esta forma bem querida de escrever... ou não.
Não, na prática são cabrões como todos os outros, bem ao meu nível, e se assim não fosse, nem sequer tinha piada. Então, e começando pelo início, este foi mais um encontro com pessoal da net (levei um pequeno arsenal na mala do carro, como sempre o faço nestes casos, desde a caçadeira do meu pai até às tesouras de costura da minha mãe), ao qual compareci com estúpida pontualidade (o único borrego a estar a horas no sítio, para não variar), desta vez de um canal da ptnet, o #divxftp (nada a ver com filmes sacados ou qualquer outro tipo de ilegalidade, que me caia já aqui em cima
a actriz que faz de Grey se eu estiver a mentir).
O primeiro caramelo a aparecer, pasteleiro de profissão (e se gostaram desta, esperem até chegar ao outro, de baixa à um ano, à espera de ser operado, mas entretanto continuou a jogar à bola, etc.), transbordava cenário com o seu visual dark metal (embora só oiça martelinhos), cheio da correntes e merdas, segundo ele, feitas à medida. Delirei à brava. Mas impecável o chavalo, pecou ao não levar o prometido pastel de nata, mas a imagem mental dele de barrete de pasteleiro e batinha branca foi suficiente para a malta esquecer a fome.
Esperámos os 2 uns 15 minutos, sempre na conversa - o gajo era igualzinho ao que era na net, granda porco ahah - até que chegou o 2º personagem. Este era um imigrante português, de bigode rapado para disfarçar (embora não tenha dúvidas que lá fora, ostenta o dito com orgulho e imponência), oriundo da parte norte do continente americano, e como tal, odeia o bush, os EUA e tem um medo do FBI que até o messenger dele é encriptado. A profissão deste senhor é freelancer, ou seja, é profissional do não-fazer-cú, por conta própria. Sei por experiência que o gajo é fodido na informática (daqueles reles sem curso superior de engenharia que sabem mais disto que eu hmpf), amante do open source (perdi aqui 200 000 leitores confundidos já) e crítico atento das políticas de condicionalismo aplicadas à bruta. Um autêntico hippie cibernauta. De referir ainda a perfeita dicção do seu português, ganhou visivelmente com a vida lá fora, uma vez que não foi corrompido pelo português "dos morangos" que se fala agora por cá.
O último bacano, o mais novo, já era meu conhecido da bola (mostrei-lhe duas ou três coisas nas vezes que jogou contra mim), é o tal que meteu baixa à um ano para ser operado à cerca de 2 semanas. Sujeito alto (quase 2 metros), de porte clássico, brilhantemente disfarçado com o trabalhado look mitra, típico dos jovens de hoje que gostavam de ser do gueto, chegou ao meet no seu bólide rebaixado, de vidros fumados, com os 150 cavalos alimentados a gasolina 98, excelente para a cidade. O rapaz vinha acompanhado da sua dama, como quem diz, uma rapariga que também parava no canal na sua juventude mais imprudente, mas que depois ganhou juízo e percebeu que não estava ali a aprender nada de jeito. Todos concordaram imediatamente que ela era boa demais para ele.
Depois de todas as apresentações feitas, e a luta para arranjar estacionamento legal terminada, o pasteleiro queria agora pegar nos carros e ir até algum lado (qualquer distância acima dos 100 metros era demais para ir a pé) perder novamente 1 hora a arranjar lugar para estacionar, mas sem saber sequer exactamente para onde, estava apenas a evitar de toda a maneira atravessar a estrada que nos separava dos cafés (30 metros de alcatrão, mais 10 metros de passeio de cada lado, ida e volta = 100 metros a pé). A malta insurgiu-se e lá fomos a andar os 5, rumo aos armazéns do chiado, para comer qualquer coisa... barata. O cansaço foi tal que tivemos que nos sentar todos, já nos armazéns, a menos de 20 metros (depois de andar 1 km) do sítio onde iamos comer, durante 2 minutos. Passado esse tempo, com novo fôlego, lá arrastámos o cu para a mesa onde seriamos servidos, uma deslocação semelhante à de sair do quarto para ir para a cozinha jantar. Brilhante.
O jantar foi animado, com o pasteleiro a pedir uma coca-cola light, das coisas mais metro-sexuais que já vi, um homem feito, 1,80 m e 90 kg de músculo puxado a ferro, a pedir uma coca-cola light, mas pronto, cada um sabe de si. Eu também tenho a mania de pedir sumos sem gás, sa foda. Adiante.
Os tópicos de conversa foram variados, normalmente tudo um pouco voltado para as nossas vidas online, com o americano bastante caladinho, simplesmente não é a mesma coisa sem um computador. Deviamos ter ido todos para um ciber teclar uns com os outros. A rapariga a mesma coisa, mas acho que essa era mais vergonha pelo visual do namorado.
O ambiente estava porreiro, o grupo era simpático. Tanto que demoraram quase 2 horas até me chamarem taliban, devido ao meu muito invejado bronze natural. Durante toda a noite nem se ouviu o habitual comentário "quéfró" dirigido à minha galante e educada pessoa e termos discriminatórios como "monhê" não chegaram sequer a ser usados. Um muito obrigado, desde já!
Foram quase 3 horas de jantar, parece-me, algo que não é nada habitual em mim, que gosto de sentar, comer calado e levantar. Estava um socialóide nessa noite.
Depois de jantar, fomos até ao bairro alto em busca de um café ou bar para praticar o chamado "estar o máximo de tempo sentado consumindo o mínimo possível", mas ao que parece a coisa agora está mais para os restaurantes. O tráfico de droga, esse, continua em pleno, com alguns 20 ciganos posicionados estrategicamente a oferecer ganza (por enrolar, vergonha de serviço) a todos os transeuntes (desabafo - epá, não estou a ser racista, eram ciganos a vender droga, não eram brancos nem pretos, eram ciganos e estavam a vender droga, são factos, e vão-se foder se acham que isto é racismo, eles é que tavam a vender DROGA e não eu ou os outros - fim de desabafo). Assim, acabámos por ir até uma gelataria, sa foda o alternativo, esteve-se lá muito bem, a comida era toda boa, arrisco até dizer que foi o melhor chá de limão que bebi na vida. E quando o pasteleiro se ofereceu para pagar tudo, ainda soube melhor (o gajo era lá cliente habitual, meio mitra também, daqueles que arranjam telemóveis de 600 euros a 50, provavelmente até teve desconto ou algo, ou se calhar já tem este esquema todo de levar lá malta para provar aquelas maravilhas e depois o pessoal fica agarrado (eu da próxima vez estou lá, sem dúvida), se calhar até RECEBEU dinheiro e o pagamento da conta foi só fogo de vista).
Em suma, uma tarde/noite muito bem passada, com mais alguns conhecimentos adquiridos, rumo ao meu objectivo de ser primeiro-ministro (estou numa de conhecer o maior número de pessoas possível, já tenho 50 e tal amigos no hi5), e com uma ambição assim, tenho mesmo que aproveitar estas oportunidades para fazer amiguinhos!
Não, na prática são cabrões como todos os outros, bem ao meu nível, e se assim não fosse, nem sequer tinha piada. Então, e começando pelo início, este foi mais um encontro com pessoal da net (levei um pequeno arsenal na mala do carro, como sempre o faço nestes casos, desde a caçadeira do meu pai até às tesouras de costura da minha mãe), ao qual compareci com estúpida pontualidade (o único borrego a estar a horas no sítio, para não variar), desta vez de um canal da ptnet, o #divxftp (nada a ver com filmes sacados ou qualquer outro tipo de ilegalidade, que me caia já aqui em cima
a actriz que faz de Grey se eu estiver a mentir).
O primeiro caramelo a aparecer, pasteleiro de profissão (e se gostaram desta, esperem até chegar ao outro, de baixa à um ano, à espera de ser operado, mas entretanto continuou a jogar à bola, etc.), transbordava cenário com o seu visual dark metal (embora só oiça martelinhos), cheio da correntes e merdas, segundo ele, feitas à medida. Delirei à brava. Mas impecável o chavalo, pecou ao não levar o prometido pastel de nata, mas a imagem mental dele de barrete de pasteleiro e batinha branca foi suficiente para a malta esquecer a fome.
Esperámos os 2 uns 15 minutos, sempre na conversa - o gajo era igualzinho ao que era na net, granda porco ahah - até que chegou o 2º personagem. Este era um imigrante português, de bigode rapado para disfarçar (embora não tenha dúvidas que lá fora, ostenta o dito com orgulho e imponência), oriundo da parte norte do continente americano, e como tal, odeia o bush, os EUA e tem um medo do FBI que até o messenger dele é encriptado. A profissão deste senhor é freelancer, ou seja, é profissional do não-fazer-cú, por conta própria. Sei por experiência que o gajo é fodido na informática (daqueles reles sem curso superior de engenharia que sabem mais disto que eu hmpf), amante do open source (perdi aqui 200 000 leitores confundidos já) e crítico atento das políticas de condicionalismo aplicadas à bruta. Um autêntico hippie cibernauta. De referir ainda a perfeita dicção do seu português, ganhou visivelmente com a vida lá fora, uma vez que não foi corrompido pelo português "dos morangos" que se fala agora por cá.
O último bacano, o mais novo, já era meu conhecido da bola (mostrei-lhe duas ou três coisas nas vezes que jogou contra mim), é o tal que meteu baixa à um ano para ser operado à cerca de 2 semanas. Sujeito alto (quase 2 metros), de porte clássico, brilhantemente disfarçado com o trabalhado look mitra, típico dos jovens de hoje que gostavam de ser do gueto, chegou ao meet no seu bólide rebaixado, de vidros fumados, com os 150 cavalos alimentados a gasolina 98, excelente para a cidade. O rapaz vinha acompanhado da sua dama, como quem diz, uma rapariga que também parava no canal na sua juventude mais imprudente, mas que depois ganhou juízo e percebeu que não estava ali a aprender nada de jeito. Todos concordaram imediatamente que ela era boa demais para ele.
Depois de todas as apresentações feitas, e a luta para arranjar estacionamento legal terminada, o pasteleiro queria agora pegar nos carros e ir até algum lado (qualquer distância acima dos 100 metros era demais para ir a pé) perder novamente 1 hora a arranjar lugar para estacionar, mas sem saber sequer exactamente para onde, estava apenas a evitar de toda a maneira atravessar a estrada que nos separava dos cafés (30 metros de alcatrão, mais 10 metros de passeio de cada lado, ida e volta = 100 metros a pé). A malta insurgiu-se e lá fomos a andar os 5, rumo aos armazéns do chiado, para comer qualquer coisa... barata. O cansaço foi tal que tivemos que nos sentar todos, já nos armazéns, a menos de 20 metros (depois de andar 1 km) do sítio onde iamos comer, durante 2 minutos. Passado esse tempo, com novo fôlego, lá arrastámos o cu para a mesa onde seriamos servidos, uma deslocação semelhante à de sair do quarto para ir para a cozinha jantar. Brilhante.
O jantar foi animado, com o pasteleiro a pedir uma coca-cola light, das coisas mais metro-sexuais que já vi, um homem feito, 1,80 m e 90 kg de músculo puxado a ferro, a pedir uma coca-cola light, mas pronto, cada um sabe de si. Eu também tenho a mania de pedir sumos sem gás, sa foda. Adiante.
Os tópicos de conversa foram variados, normalmente tudo um pouco voltado para as nossas vidas online, com o americano bastante caladinho, simplesmente não é a mesma coisa sem um computador. Deviamos ter ido todos para um ciber teclar uns com os outros. A rapariga a mesma coisa, mas acho que essa era mais vergonha pelo visual do namorado.
O ambiente estava porreiro, o grupo era simpático. Tanto que demoraram quase 2 horas até me chamarem taliban, devido ao meu muito invejado bronze natural. Durante toda a noite nem se ouviu o habitual comentário "quéfró" dirigido à minha galante e educada pessoa e termos discriminatórios como "monhê" não chegaram sequer a ser usados. Um muito obrigado, desde já!
Foram quase 3 horas de jantar, parece-me, algo que não é nada habitual em mim, que gosto de sentar, comer calado e levantar. Estava um socialóide nessa noite.
Depois de jantar, fomos até ao bairro alto em busca de um café ou bar para praticar o chamado "estar o máximo de tempo sentado consumindo o mínimo possível", mas ao que parece a coisa agora está mais para os restaurantes. O tráfico de droga, esse, continua em pleno, com alguns 20 ciganos posicionados estrategicamente a oferecer ganza (por enrolar, vergonha de serviço) a todos os transeuntes (desabafo - epá, não estou a ser racista, eram ciganos a vender droga, não eram brancos nem pretos, eram ciganos e estavam a vender droga, são factos, e vão-se foder se acham que isto é racismo, eles é que tavam a vender DROGA e não eu ou os outros - fim de desabafo). Assim, acabámos por ir até uma gelataria, sa foda o alternativo, esteve-se lá muito bem, a comida era toda boa, arrisco até dizer que foi o melhor chá de limão que bebi na vida. E quando o pasteleiro se ofereceu para pagar tudo, ainda soube melhor (o gajo era lá cliente habitual, meio mitra também, daqueles que arranjam telemóveis de 600 euros a 50, provavelmente até teve desconto ou algo, ou se calhar já tem este esquema todo de levar lá malta para provar aquelas maravilhas e depois o pessoal fica agarrado (eu da próxima vez estou lá, sem dúvida), se calhar até RECEBEU dinheiro e o pagamento da conta foi só fogo de vista).
Em suma, uma tarde/noite muito bem passada, com mais alguns conhecimentos adquiridos, rumo ao meu objectivo de ser primeiro-ministro (estou numa de conhecer o maior número de pessoas possível, já tenho 50 e tal amigos no hi5), e com uma ambição assim, tenho mesmo que aproveitar estas oportunidades para fazer amiguinhos!
E pronto...
Vinha eu aqui partilhar uma alegre experiência com o presado leitor, quando me vejo FORÇOSAMENTE obrigado a aderir à nova google account, que nem um cabrão dum endereço de mail me deu (tive que usar um da iol que já tinha), mas apenas... beleza superficial (?), pelo menos olhando assim de repente. Mas pronto, por acaso isto até está fofinho... :$
NAZIS!
NAZIS!
Wednesday, February 28, 2007
Para variar, nada de jeito para dizer
Começar desde já a demonstrar a minha profunda indignação pelo facto dos senhores responsáveis por me alojarem o blog me estarem a pressionar fortemente para mudar a minha blogger account para uma daquelas novas contas do google ou que raios, sem eu ter pedido nada, simplesmente porque dizem que é "melhor". Se fosse melhor não implicava dar-me trabalho, que é o que aquilo parece. Atiram-me palavras caras como "migração" e não querem que fique preocupado. Metam a conta do google no cu, que eu já tive disso e o serviço de e-mail é uma merda. Netcabo é que é qualidade! (desde que meti o pacote de 8 mb que os gajos me telefonam quase todos os dias em tom açucarado a perguntar se estou satisfeito) - a resposta é "não" - estou a metade daquilo que pago, mas como também não tenho pressa, vou dar-lhes um tempinho para corrigirem a coisa. Entretanto podem continuar a limpar-me o rabinho peludo com lenços de seda que eu não me chateio. Adiante.
Esta vida cosmopolita que ando a levar, tira-me a inspiração para o blog. Quase não vejo notícias, filmes, séries. Passo o dia no escritório com a minha ligaçãozinha limitadíssima, que espremo ao máximo que consigo (browser e messiene), e quando vou para casa, passo o tempo no irc. Não se aprende nada. Tudo o que é motivo para gozar é aproveitado logo ali, não ando a guardar stock de parvoíces como antigamente, é como se o meu íman para a estupidez tivesse sido desligado.
Depois, se antes não tinha tempo para o blog, o que me deixava aborrecido, agora tenho tempo demais, tanto que não existe assunto suficiente para encher as longas horas que passo a coçar os tomates. Ainda por cima encavaram-me bem geograficamente, uma vez que o meu monitor está virado de frente para o resto do mundo, e qualquer videozinho é partilhado com a administração. Uma ou outra vez dá para rir, não fosse isto Portugal, o país onde desde o escravo até ao rei, toda a gente os coça, mas eu estar o dia todo a ver vídeos causa alguma inveja, apesar dos gajos ganharem rios de papel. Adiante.
Qual é a cena dos intervalos para o café? Eu não faço intervalo para café, posso sair uma hora mais cedo? Uma vez que é esse o tempo que demoram todos os intervalos que se fazem nas empresas em Portugal? Aqui há uns anos tive 2 semanas a trabalhar na linha de caganeira, nem um cabrão dum intervalo fiz para ir ao wc. Aguentava até à hora de saída todos os dias e aproveitava o intervalo para almoço. Entretanto depois, vim a saber que havia quem pedisse intervalo para ir fumar. Burro do caralho.
E já que estou numa de me queixar (apesar de até estar a atravessar um grande momento na minha vida - um gajo nunca está satisfeito), vou ter que falar aqui duma coisinha que é "certificação microsoft", e que anda a stressar as empresas hoje em dia, porque os clientes (borregos burros e ignorantes) ouvem boatos que dizem que só é bom o que é certificado, e como até usam o windows, vamos lá chamar os MCSE (Microsoft Certified Systems Engineer acho) porque esses é que são bons. E os gajos como eu, que olham para o windows e vêm 3 coisas (drag-&-drop, copy-paste, e next-next-next) pensam "mas como é que conseguiram fazer um CURSO desta merda?!" ou "800 contos para aprender a arrastar janelas?". Acho piada em como há milhares de interessados no curso, mas 99% deles nunca usaram o help. Agora a sério, já vos aconteceu não conseguirem fazer algo, irem ao help e no tópico que refere como o fazer só diz "vá tirar o mcse."? Para quando as certificações google? É que um gajo que saiba usar o google, isso sim, desenrasca qualquer berbicacho. Mete-se lá "my boss wants me to perform this particular task witch I am not qualified to do, and have no idea how to do it. can you help me? I feel like a dumbass" e como por magia surgem 10 mil links com informação sobre o assunto, e se deus quiser, patrocinados por anuncios porn. O Google devia ter um anuncio a dizer "Windows info? - 4000 bucks and no porn? try google!"
Que puta de contradição, começo o post a dizer mal do google, e acabo a dizer bem. Assim se vêm as mudanças na vida de um gajo, principalmente de um informático.
Esta vida cosmopolita que ando a levar, tira-me a inspiração para o blog. Quase não vejo notícias, filmes, séries. Passo o dia no escritório com a minha ligaçãozinha limitadíssima, que espremo ao máximo que consigo (browser e messiene), e quando vou para casa, passo o tempo no irc. Não se aprende nada. Tudo o que é motivo para gozar é aproveitado logo ali, não ando a guardar stock de parvoíces como antigamente, é como se o meu íman para a estupidez tivesse sido desligado.
Depois, se antes não tinha tempo para o blog, o que me deixava aborrecido, agora tenho tempo demais, tanto que não existe assunto suficiente para encher as longas horas que passo a coçar os tomates. Ainda por cima encavaram-me bem geograficamente, uma vez que o meu monitor está virado de frente para o resto do mundo, e qualquer videozinho é partilhado com a administração. Uma ou outra vez dá para rir, não fosse isto Portugal, o país onde desde o escravo até ao rei, toda a gente os coça, mas eu estar o dia todo a ver vídeos causa alguma inveja, apesar dos gajos ganharem rios de papel. Adiante.
Qual é a cena dos intervalos para o café? Eu não faço intervalo para café, posso sair uma hora mais cedo? Uma vez que é esse o tempo que demoram todos os intervalos que se fazem nas empresas em Portugal? Aqui há uns anos tive 2 semanas a trabalhar na linha de caganeira, nem um cabrão dum intervalo fiz para ir ao wc. Aguentava até à hora de saída todos os dias e aproveitava o intervalo para almoço. Entretanto depois, vim a saber que havia quem pedisse intervalo para ir fumar. Burro do caralho.
E já que estou numa de me queixar (apesar de até estar a atravessar um grande momento na minha vida - um gajo nunca está satisfeito), vou ter que falar aqui duma coisinha que é "certificação microsoft", e que anda a stressar as empresas hoje em dia, porque os clientes (borregos burros e ignorantes) ouvem boatos que dizem que só é bom o que é certificado, e como até usam o windows, vamos lá chamar os MCSE (Microsoft Certified Systems Engineer acho) porque esses é que são bons. E os gajos como eu, que olham para o windows e vêm 3 coisas (drag-&-drop, copy-paste, e next-next-next) pensam "mas como é que conseguiram fazer um CURSO desta merda?!" ou "800 contos para aprender a arrastar janelas?". Acho piada em como há milhares de interessados no curso, mas 99% deles nunca usaram o help. Agora a sério, já vos aconteceu não conseguirem fazer algo, irem ao help e no tópico que refere como o fazer só diz "vá tirar o mcse."? Para quando as certificações google? É que um gajo que saiba usar o google, isso sim, desenrasca qualquer berbicacho. Mete-se lá "my boss wants me to perform this particular task witch I am not qualified to do, and have no idea how to do it. can you help me? I feel like a dumbass" e como por magia surgem 10 mil links com informação sobre o assunto, e se deus quiser, patrocinados por anuncios porn. O Google devia ter um anuncio a dizer "Windows info? - 4000 bucks and no porn? try google!"
Que puta de contradição, começo o post a dizer mal do google, e acabo a dizer bem. Assim se vêm as mudanças na vida de um gajo, principalmente de um informático.
Thursday, January 25, 2007
No mundo corporativo...
...não existem conversas, existem reuniões. Não existe trabalho, existem projectos. Mesmo que o teu chefe venha ter contigo e te mande limpar os urinóis do WC, mesmo que algum esteja a ser usado (sacodes e afastas com jeitinho), quando falares com alguém fora da empresa vais dizer: "Hoje estive em reunião e fui designado para um novo projecto". Ninguém pergunta qual é porque quem não for da área pensa que não vai perceber e quem for já sabe a tanga que tás a dar.
O mundo corporativo - o 1º mês
É verdade caro leitor. Este pequeno jovem capitalista deixou a vida de luxo da função pública para tentar arranjar um emprego "a sério" (ou seja, fartou-se de ser escravo e foi ganhar guita que se visse).
O choque cultural foi grande. Existe com certeza muito a relatar, daria um grande post, mas vou optar por ir escrevendo aos poucos, publicando o que me vai passando pela cabeça, à medida que vou progredindo na carreira (uma palavra nova que conheci agora e da qual não sabia nada no meu emprego antigo).
Há ano e meio de função pública, o meu status era fodido. Coordenava algumas actividades, era responsável por alguns sistemas, até tinha uns estagiários a bulir para mim. Os altos conhecimentos e as amizades com os "boys" davam-me uma liberdade de movimentos e certos privilégios que foram difíceis de abandonar. O ordenado é que era o mesmo. E desde petiz que eu queria ganhar bem.
Assim, e motivado pelo ordenado estupidamente inflacionado que me estavam agora a oferecer (e que mesmo assim é bastante merdoso comparado com alguns tachos que há por aí), levantei-me com sorriso rasgado no meu 1º dia, bem antes da hora de entrada. O pequeno-almoço foi tomado em casa, com calma, duchezinho mensal tomado, barba feita à "gillete" com direito a cheirinho no fim e tudo. Meti-me no carro e enfrentei com boa-disposição uma das principais características do mundo empresarial: as filas de trânsito. 1 horita para chegar ao trabalho, bem diferente dos 5 minutos a que estava habituado.
A malta era impecável. Uns mais velhos, outros mais novos, todos ele(a)s muito fofo(a)s. Mas nem só de convívio vive um homem, e eu não me ligava à net à umas boas horas, os tremores começavam a aparecer.
"Vamos pedir acesso para ti." - Pedir?? Como pedir? Pedir a quem, carai?
"Aos espanhois acesso ao domínio, aos alemães acesso à net." - À NET?? TENHO QUE PEDIR??? NO SEC. XXI?? Foda-se, sabendo disto tinha trazido o portátil com uma puta duma placa 3g. Adiante.
Enquanto os acessos não chegavam, ia conhecendo os estagiários (todos sabiam mais daquilo que eu). Agora e ali, eu era o maçarico e notava-se bem.
O acesso à net, quando me foi facilitado, era retrógrado. Meus ricos tempos de linha analógica, a sacar a brutos 3 e 4 KBs do napster. Agora, não chegava à marca de 1 KBs, devido à merda de linha que tinhamos e que nos ligava aos espanhóis. E eu que sempre adorei espanhóis... Nunca esquecerei o que me disse um colega nesse dia: "Nós já moramos em Espanha, tu é que ainda não o sabes..." - Foda-se. Choque de realidade brutal.
E se a coisa tava mal, quando eu descobri que o messenger estava bloqueado, aí é que o desespero assentou. Pensei para mim mesmo: "Tem calma rapaz. É uma questão de tempo. Pensa na guita. Daqui a um ano já és boss outra vez..." - Pois, sim...
Ao final do dia, vá mais uma filazita de trânsito. Isto depois de arrotar 11 euros em estacionamento (ser maçarico é fodido). Chegar a casa 2 horas mais tarde que o habitual. Vai custar a habituar... mas mesmo assim, não foi mau demais.
E a partir do 1º dia, foi uma puta duma navegação ao nível do Vasco da Gama. Filas nunca mais, o caminho todo sabidinho, o estacionamento à borla ou pago pela empresa, a net já tá rápida, o msn já funca. O céu é de novo azul e os pássaros cantam a anunciar os ventos favoráveis que se adivinham.
O choque cultural foi grande. Existe com certeza muito a relatar, daria um grande post, mas vou optar por ir escrevendo aos poucos, publicando o que me vai passando pela cabeça, à medida que vou progredindo na carreira (uma palavra nova que conheci agora e da qual não sabia nada no meu emprego antigo).
Há ano e meio de função pública, o meu status era fodido. Coordenava algumas actividades, era responsável por alguns sistemas, até tinha uns estagiários a bulir para mim. Os altos conhecimentos e as amizades com os "boys" davam-me uma liberdade de movimentos e certos privilégios que foram difíceis de abandonar. O ordenado é que era o mesmo. E desde petiz que eu queria ganhar bem.
Assim, e motivado pelo ordenado estupidamente inflacionado que me estavam agora a oferecer (e que mesmo assim é bastante merdoso comparado com alguns tachos que há por aí), levantei-me com sorriso rasgado no meu 1º dia, bem antes da hora de entrada. O pequeno-almoço foi tomado em casa, com calma, duchezinho mensal tomado, barba feita à "gillete" com direito a cheirinho no fim e tudo. Meti-me no carro e enfrentei com boa-disposição uma das principais características do mundo empresarial: as filas de trânsito. 1 horita para chegar ao trabalho, bem diferente dos 5 minutos a que estava habituado.
A malta era impecável. Uns mais velhos, outros mais novos, todos ele(a)s muito fofo(a)s. Mas nem só de convívio vive um homem, e eu não me ligava à net à umas boas horas, os tremores começavam a aparecer.
"Vamos pedir acesso para ti." - Pedir?? Como pedir? Pedir a quem, carai?
"Aos espanhois acesso ao domínio, aos alemães acesso à net." - À NET?? TENHO QUE PEDIR??? NO SEC. XXI?? Foda-se, sabendo disto tinha trazido o portátil com uma puta duma placa 3g. Adiante.
Enquanto os acessos não chegavam, ia conhecendo os estagiários (todos sabiam mais daquilo que eu). Agora e ali, eu era o maçarico e notava-se bem.
O acesso à net, quando me foi facilitado, era retrógrado. Meus ricos tempos de linha analógica, a sacar a brutos 3 e 4 KBs do napster. Agora, não chegava à marca de 1 KBs, devido à merda de linha que tinhamos e que nos ligava aos espanhóis. E eu que sempre adorei espanhóis... Nunca esquecerei o que me disse um colega nesse dia: "Nós já moramos em Espanha, tu é que ainda não o sabes..." - Foda-se. Choque de realidade brutal.
E se a coisa tava mal, quando eu descobri que o messenger estava bloqueado, aí é que o desespero assentou. Pensei para mim mesmo: "Tem calma rapaz. É uma questão de tempo. Pensa na guita. Daqui a um ano já és boss outra vez..." - Pois, sim...
Ao final do dia, vá mais uma filazita de trânsito. Isto depois de arrotar 11 euros em estacionamento (ser maçarico é fodido). Chegar a casa 2 horas mais tarde que o habitual. Vai custar a habituar... mas mesmo assim, não foi mau demais.
E a partir do 1º dia, foi uma puta duma navegação ao nível do Vasco da Gama. Filas nunca mais, o caminho todo sabidinho, o estacionamento à borla ou pago pela empresa, a net já tá rápida, o msn já funca. O céu é de novo azul e os pássaros cantam a anunciar os ventos favoráveis que se adivinham.
Saturday, January 06, 2007
Mesmo título do anterior
Esta puta de saída de casa para ir um bocado ao jumbo foi pródiga em podres da nossa sociedade. Então não é que oiço no rádio, o novo anúncio da floribela, onde se ouve um miúdo a dizer "sabes quem é mega-ri-fixe e o caralho? Tu, mãe, se me comprasses os jogos da floribela". Consegui escrever. Vou só fazer aqui uma pausa para vomitar.
Então eu ou tu, como pais agora ou no futuro, vamos ser automaticamente uns desgraçados da merda, porque não compramos a porcaria dos jogos da puta da floribela? Basicamente, é o que a SIC está a insinuar. Ou não? Estarei a exagerar? A minha interpretação do anúncio é assim tão tendenciosa? E se sim, estarei maluco? Estamos a caminhar para um futuro onde quem não gostar da floribela deve ser internado? Deverei dirigir-me já ao hospital mais próximo, para tentar resolver este meu problema antes que seja tarde demais?
Não se trafica já aí qualquer droga que me ajude? Extracto de caspa da floribela, via nasal, ou assim.
Então eu ou tu, como pais agora ou no futuro, vamos ser automaticamente uns desgraçados da merda, porque não compramos a porcaria dos jogos da puta da floribela? Basicamente, é o que a SIC está a insinuar. Ou não? Estarei a exagerar? A minha interpretação do anúncio é assim tão tendenciosa? E se sim, estarei maluco? Estamos a caminhar para um futuro onde quem não gostar da floribela deve ser internado? Deverei dirigir-me já ao hospital mais próximo, para tentar resolver este meu problema antes que seja tarde demais?
Não se trafica já aí qualquer droga que me ajude? Extracto de caspa da floribela, via nasal, ou assim.
Foda-se...
Exactamente, quão desprezível é você como ser humando, quando consegue passar por um miúdo da casa do gaiato a vender o conhecido jornal, e não é capaz de dar o caralho da quantia de 30 cêntimos, sabendo que está ajudar putos sem casa ou família, e ainda tem a lata de nem olhar para baixo, como se o chavalo fosse alguma espécie de criatura hedionda, que transforma filhos da puta em pedra com o olhar?
Foda-se, é que nem merece o ar que respira.
Foda-se, é que nem merece o ar que respira.
Tuesday, January 02, 2007
Finalmente
...temos um presidente da república capaz de discursar a uma velocidade tal, que a senhora da linguagem gestual no cantinho tem tempo de traduzir todas as palavras, assim como introduzir a correcta pontuação e até os variados ênfases gramaticais. Um grande bem haja ao nosso presidente, por pensar nos surdos de forma tão atenciosa.
Monday, January 01, 2007
E se...
O Toy conseguisse dar uma entrevista normal sem fazer figura de estúpido ao cantar uma das putas das letras de merda dele sem acompanhamento musical? Já me saiu furado um dos desejos para 2007.
O futuro
Passou-se realmente muito tempo desde a última vez que realmente me apeteceu dar umas neste blog. Mas sabem como é, ano novo, vida nova, e este ano vai começar com um post realmente estúpido, ao nível daquilo a que já vos tenho habituado.
Apesar de não estar relacionado, não consigo afastar da minha mente a ideia de que devo imortalizar esta minha passagem de ano aqui, no blog, pois foi uma noite que ficará guardada na minha memória, como parte da minha história pessoal e como a prova irrefutável do cromo que sou.
Assim, e sem mais demoras, eram 23h de dia 31 de Dezembro de 2006 e eu, engenheiro informático, 25 anos, estava sentado ao meu computador, sozinho, em casa, a discutir num canal do irc, sozinho, a piada que tinha a diferença horária de Portugal para Espanha, e em como facilmente se poderiam fazer 2 festas, uma à meia-noite de Espanha, outra uma hora depois, em Portugal, isto enquanto assistia na tv a um especial da Guerra das Estrelas intercalado com o Dança Comigo e a Floribela especial de fim-de-ano.
Isto poderia ser apenas triste, mas não. É patético. A verdade é que eu tinha opções: poderia ter saído, poderia estar a divertir-me com amigos, com família, beber uns copos, curtir uns fogos de artíficio, fazer alguma merda, fosse o que fosse. Mas, ao ver aquele especial da Guerra das Estrelas, sentado ao meu computador, de pijama, não havia realmente sítio onde preferisse estar. E isto é que é grave. Que eu tenha atingido tal nível de apatia em relação ao divertimento e à tradição festiva da altura, que tenha deliberadamente resolvido ficar em casa, entediado até aos cabelos, mas satisfeito pelo sossego e poupança financeira que daí resultou. Esta era a altura pela qual eu almejava todo o ano, o único oásis no deserto que é o ano gregoriano (à excepção do Verão e das jogas de futebol de praia depois do trabalho), e passou-me ao lado. Sem interesse, sem vigor, sem eu dar por isso. Enfim, que se foda, com sorte não foi a última e dificilmente a próxima será tão deprimente. Adiante.
Dada esta realidade, que partilhei não sei muito bem porquê e que em nada tem a ver para o objectivo do post, passei as primeiras horas de 2007 a ver um filme. O filme em si não merece sequer ser referenciado nesse aclamado blog de cinema, o eu-vi-um-blockbuster, mas a história do mesmo assenta num pressuposto que achei deveras pertinente.
Acontece que, ao longo da história, a humanidade tem vindo a evoluir, e umas das teorias que procura justificar essa evolução é o chamado processo de selecção natural, onde os mais fortes e inteligentes sobrevivem, pois são capazes de se reproduzir mais depressa que os restantes. No entanto, olhando para a realidade que temos, facilmente vemos um casal inteligente e fisicamente apto, a escolher não ter filhos devido aos factores da sociedade onde vivem, enquanto um casal de iletrados não pondera ter ou não ter filhos, simplesmente fodem como coelhos, sem o conhecimento da palavra "contraceptivo", e servem de seguida como exemplo à sua descendência, que provavelmente seguirá pelo mesmo caminho. O resultado directo é que um casal de ignorantes pode gerar até 200 descendentes em 4 gerações, enquanto um casal de prodígios gera 20. A humanidade está a viciar as regras do jogo, e prepara-se para ser desqualificada por... ignorância.
Esta puta desta ideia fez-me pensar. Se calhar devia pensar menos e fazer mais bebés...
Apesar de não estar relacionado, não consigo afastar da minha mente a ideia de que devo imortalizar esta minha passagem de ano aqui, no blog, pois foi uma noite que ficará guardada na minha memória, como parte da minha história pessoal e como a prova irrefutável do cromo que sou.
Assim, e sem mais demoras, eram 23h de dia 31 de Dezembro de 2006 e eu, engenheiro informático, 25 anos, estava sentado ao meu computador, sozinho, em casa, a discutir num canal do irc, sozinho, a piada que tinha a diferença horária de Portugal para Espanha, e em como facilmente se poderiam fazer 2 festas, uma à meia-noite de Espanha, outra uma hora depois, em Portugal, isto enquanto assistia na tv a um especial da Guerra das Estrelas intercalado com o Dança Comigo e a Floribela especial de fim-de-ano.
Isto poderia ser apenas triste, mas não. É patético. A verdade é que eu tinha opções: poderia ter saído, poderia estar a divertir-me com amigos, com família, beber uns copos, curtir uns fogos de artíficio, fazer alguma merda, fosse o que fosse. Mas, ao ver aquele especial da Guerra das Estrelas, sentado ao meu computador, de pijama, não havia realmente sítio onde preferisse estar. E isto é que é grave. Que eu tenha atingido tal nível de apatia em relação ao divertimento e à tradição festiva da altura, que tenha deliberadamente resolvido ficar em casa, entediado até aos cabelos, mas satisfeito pelo sossego e poupança financeira que daí resultou. Esta era a altura pela qual eu almejava todo o ano, o único oásis no deserto que é o ano gregoriano (à excepção do Verão e das jogas de futebol de praia depois do trabalho), e passou-me ao lado. Sem interesse, sem vigor, sem eu dar por isso. Enfim, que se foda, com sorte não foi a última e dificilmente a próxima será tão deprimente. Adiante.
Dada esta realidade, que partilhei não sei muito bem porquê e que em nada tem a ver para o objectivo do post, passei as primeiras horas de 2007 a ver um filme. O filme em si não merece sequer ser referenciado nesse aclamado blog de cinema, o eu-vi-um-blockbuster, mas a história do mesmo assenta num pressuposto que achei deveras pertinente.
Acontece que, ao longo da história, a humanidade tem vindo a evoluir, e umas das teorias que procura justificar essa evolução é o chamado processo de selecção natural, onde os mais fortes e inteligentes sobrevivem, pois são capazes de se reproduzir mais depressa que os restantes. No entanto, olhando para a realidade que temos, facilmente vemos um casal inteligente e fisicamente apto, a escolher não ter filhos devido aos factores da sociedade onde vivem, enquanto um casal de iletrados não pondera ter ou não ter filhos, simplesmente fodem como coelhos, sem o conhecimento da palavra "contraceptivo", e servem de seguida como exemplo à sua descendência, que provavelmente seguirá pelo mesmo caminho. O resultado directo é que um casal de ignorantes pode gerar até 200 descendentes em 4 gerações, enquanto um casal de prodígios gera 20. A humanidade está a viciar as regras do jogo, e prepara-se para ser desqualificada por... ignorância.
Esta puta desta ideia fez-me pensar. Se calhar devia pensar menos e fazer mais bebés...
Wednesday, October 25, 2006
A Vida Académica
Vamos lá a ver se eu me lembro como se escreve nisto... Enfim, o tempo não tem dado para grande coisa, e toda a gente conhece os meus padrões elevados, não me vou por a escrever por escrever. É preciso o feeling.
Encontro-me neste momento numa formação, mas como tenho a mania que sou bom e já sei tudo, vim aqui dar umas blogadas.
Então, um dia destes, à já para aí uma semana, eis-me que sou convidado para uma festa académica (coisa que já não via desde os meus tempos de caloiro). É certo que sempre houve jantares de curso, mas a verdade é que desde o 2º ano que a malta cagava no resto do curso e ia jantar a outro lado, mais fino e educado. Cá misturas é que não!
Em todo o caso, resolvi aceder ao convite, veio de uma amiga de longa data, que de vez em quando lá lhe dá para me querer aturar. A noite começou bem. Ela tinha combinado com as suas amigas universitárias alcoolizadas um ponto de encontro de fácil acesso, onde deveriamos ter ido ter. Infelizmente, sendo, a minha amiga de Grândola, a sua amiga da Moita, e o ponto de encontro em Setúbal, nenhuma delas fazia assim grande ideia de como lá ir ter, mas o pior é que pensavam que sabiam. Então, lá seguimos cegamente as indicações da gaja da moita durante um bom bocado, correndo basicamente tudo o que era rua. Ela só tinha uma certeza: Era entre a Av. Todi e a praia de Albarquel (2-3 km). Um fininho.
Desistimos passado um pouco, afinal somos 2 pessoas com cursos superiores, e só fazemos certas figuras até determinado ponto. Fomos então ter com um amigo meu (este sim, de confiança) a um sítio conhecido.
À chegada, uma agradável surpresa: Outro amigo meu, no meio de um encontro caliente. Ele é assim como eu, um gajo sério, pouco dado a grandes palcos, apreciador da sua privacidade. Notou-se que ficou encaralhado. Mas isso tudo passou quando reparou na minha amiga (sendo eu um gajo comprometido, era limpinho que eu é que me deveria encaralhar), e automaticamente aquele sorriso típico do "já foste apanhado, cabrão" surgiu-lhe no rosto. No entanto, um olhar mais atento revelou exactamente o mesmo sorriso da minha parte, e logo concluiu que a minha saída tinha sido aprovada pela minha mais-que-tudo, e que só havia um encaralhado entre nós (sim, gosto deste termo, e adequa-se na perfeição). Mais ainda, quando surgiu o meu outro amigo, que havia combinado sair connosco, todas as esperanças de me ter apanhado dissiparam-se por completo.
O mesmo sorriso acompanhou-me até sair do bar.
Após mais um conjunto de indicações por parte da perdida-da-moita, aventuramo-nos novamente em busca do dito local da festa. Desta vez a coisa correu melhor. Mesmo ao longe já se via uma pequena multidão a juntar-se em frente a um pequeno spot, como que a marcar o sítio com um "X". Let The Party Begin!
Foda-se. 5 minutos lá e já me sentia um velho. Miudinhas e pirralhos acabadinhos de sair da primária, a emborcar imperial que nem gente crescida (Imperial a 50 cent. para eles, 1,50 € para mim, que não sou puto e portanto mereço ser assaltado), cada um capaz de fazer de irmão(ã) mais novo(a) de qualquer puto dos morangos. Maçaricos, dos pés à ponta das cristas. Não sabia que as creches também tinham festas académicas. Adiante.
Para todo o Mal existe o Bem, para todo o Yang existe o Yin, para cada 6 benfiquistas existe um lagarto, o universo encontra forma de se equilibrar. Então, surge o corpo veterano. Uma entrada magnífica. De porte imponente. Ninguém diria que já eram veteranos quando eu entrei para a universidade, e que 7 anos depois ainda estão no 3º ano. Mas ao menos, eram homens e mulheres! E toda a gente desistiu do olhar "morte-ao-adulto" em direcção à minha pessoa. Agora, eu era um deles.
Ao menos a música ainda era do meu tempo, igual à que se ouvia quando eu saia em puto. É sempre bom ver (ouvir, neste caso) valores que não se perdem.
Estava a coisa a correr bem, quando aquelas duas palavras demoníacas surgem da boca do alegado DJ: "KARA OKEEEE!". O choque seria maior, não fosse eu já ter sido avisado que tal catástrofe poderia acontecer.
Ora, foi por esta altura que se deu a desilusão da noite. A minha amiga (sóbria, é certo, o que não ajuda), recusou-se a acompanhar as suas colegas de turma numa interpretação histórica de "Ao limite eu vou" das Não-Me-Lembro. Uma verdadeira facada nas costas. Não se nega um gozo destes a ninguém.
E foi após este momento vergonhoso que tudo acabou.
A não esquecer.
Encontro-me neste momento numa formação, mas como tenho a mania que sou bom e já sei tudo, vim aqui dar umas blogadas.
Então, um dia destes, à já para aí uma semana, eis-me que sou convidado para uma festa académica (coisa que já não via desde os meus tempos de caloiro). É certo que sempre houve jantares de curso, mas a verdade é que desde o 2º ano que a malta cagava no resto do curso e ia jantar a outro lado, mais fino e educado. Cá misturas é que não!
Em todo o caso, resolvi aceder ao convite, veio de uma amiga de longa data, que de vez em quando lá lhe dá para me querer aturar. A noite começou bem. Ela tinha combinado com as suas amigas universitárias alcoolizadas um ponto de encontro de fácil acesso, onde deveriamos ter ido ter. Infelizmente, sendo, a minha amiga de Grândola, a sua amiga da Moita, e o ponto de encontro em Setúbal, nenhuma delas fazia assim grande ideia de como lá ir ter, mas o pior é que pensavam que sabiam. Então, lá seguimos cegamente as indicações da gaja da moita durante um bom bocado, correndo basicamente tudo o que era rua. Ela só tinha uma certeza: Era entre a Av. Todi e a praia de Albarquel (2-3 km). Um fininho.
Desistimos passado um pouco, afinal somos 2 pessoas com cursos superiores, e só fazemos certas figuras até determinado ponto. Fomos então ter com um amigo meu (este sim, de confiança) a um sítio conhecido.
À chegada, uma agradável surpresa: Outro amigo meu, no meio de um encontro caliente. Ele é assim como eu, um gajo sério, pouco dado a grandes palcos, apreciador da sua privacidade. Notou-se que ficou encaralhado. Mas isso tudo passou quando reparou na minha amiga (sendo eu um gajo comprometido, era limpinho que eu é que me deveria encaralhar), e automaticamente aquele sorriso típico do "já foste apanhado, cabrão" surgiu-lhe no rosto. No entanto, um olhar mais atento revelou exactamente o mesmo sorriso da minha parte, e logo concluiu que a minha saída tinha sido aprovada pela minha mais-que-tudo, e que só havia um encaralhado entre nós (sim, gosto deste termo, e adequa-se na perfeição). Mais ainda, quando surgiu o meu outro amigo, que havia combinado sair connosco, todas as esperanças de me ter apanhado dissiparam-se por completo.
O mesmo sorriso acompanhou-me até sair do bar.
Após mais um conjunto de indicações por parte da perdida-da-moita, aventuramo-nos novamente em busca do dito local da festa. Desta vez a coisa correu melhor. Mesmo ao longe já se via uma pequena multidão a juntar-se em frente a um pequeno spot, como que a marcar o sítio com um "X". Let The Party Begin!
Foda-se. 5 minutos lá e já me sentia um velho. Miudinhas e pirralhos acabadinhos de sair da primária, a emborcar imperial que nem gente crescida (Imperial a 50 cent. para eles, 1,50 € para mim, que não sou puto e portanto mereço ser assaltado), cada um capaz de fazer de irmão(ã) mais novo(a) de qualquer puto dos morangos. Maçaricos, dos pés à ponta das cristas. Não sabia que as creches também tinham festas académicas. Adiante.
Para todo o Mal existe o Bem, para todo o Yang existe o Yin, para cada 6 benfiquistas existe um lagarto, o universo encontra forma de se equilibrar. Então, surge o corpo veterano. Uma entrada magnífica. De porte imponente. Ninguém diria que já eram veteranos quando eu entrei para a universidade, e que 7 anos depois ainda estão no 3º ano. Mas ao menos, eram homens e mulheres! E toda a gente desistiu do olhar "morte-ao-adulto" em direcção à minha pessoa. Agora, eu era um deles.
Ao menos a música ainda era do meu tempo, igual à que se ouvia quando eu saia em puto. É sempre bom ver (ouvir, neste caso) valores que não se perdem.
Estava a coisa a correr bem, quando aquelas duas palavras demoníacas surgem da boca do alegado DJ: "KARA OKEEEE!". O choque seria maior, não fosse eu já ter sido avisado que tal catástrofe poderia acontecer.
Ora, foi por esta altura que se deu a desilusão da noite. A minha amiga (sóbria, é certo, o que não ajuda), recusou-se a acompanhar as suas colegas de turma numa interpretação histórica de "Ao limite eu vou" das Não-Me-Lembro. Uma verdadeira facada nas costas. Não se nega um gozo destes a ninguém.
E foi após este momento vergonhoso que tudo acabou.
A não esquecer.
Tuesday, September 12, 2006
11/9
"CAPE TOWN, South Africa - More than a third of a million South Africans have died of
AIDS over the past year, the head of the country's Medical Research Council said Tuesday."
E eu vou chorar por 3000 americanos?
AIDS over the past year, the head of the country's Medical Research Council said Tuesday."
E eu vou chorar por 3000 americanos?
Monday, September 11, 2006
Ser tuga é...
...assistir a um concerto, ver a banda a sair e a aguardar atrás do palco que o público grite o SEU nome para o encore, mas só ouvir "POR-TU-GAL!!! POR-TU-GAL!!!" ahah
Wednesday, August 23, 2006
Eu vi um BLOCKBUSTER
A partir de agora, e por motivos de organização de ideias, as críticas aos filmes que vejo deixarão de ser publicadas neste blog de mau gosto. Assim criei um novo blog, sem caralhada, sem insultos infundados e completamente fícticios, e basicamente, sem muita piada (embora um gajo tente sempre meter qualquer coisa lá no meio, para não aborrecer).
Pressinto que o originalmente chamado "Cinema, por quem não sabe de." será um blog com futuro. Até porque, este que é aquilo que se sabe, já dura há quase 3 anos, e ainda ninguém teve o bom censo de enviar um cyborg do futuro para tentar acabar com ele (brutal piada cinematográfica).
Resta-me desejar-vos bons filmes, e dizer, para os menos perspicazes, que o url para este novo blog, está no link acima. De qualquer forma... aqui.
Pressinto que o originalmente chamado "Cinema, por quem não sabe de." será um blog com futuro. Até porque, este que é aquilo que se sabe, já dura há quase 3 anos, e ainda ninguém teve o bom censo de enviar um cyborg do futuro para tentar acabar com ele (brutal piada cinematográfica).
Resta-me desejar-vos bons filmes, e dizer, para os menos perspicazes, que o url para este novo blog, está no link acima. De qualquer forma... aqui.
Friday, July 28, 2006
in Diário da República
"Lei nº 32/2006-Iª
AR
DR nº 143, de 26 de Julho
Procriação medicamente assistida."
Acho fofa a atenção, mas sinceramente há coisas em que não gosto de ser assistido.
Obrigado.
AR
DR nº 143, de 26 de Julho
Procriação medicamente assistida."
Acho fofa a atenção, mas sinceramente há coisas em que não gosto de ser assistido.
Obrigado.
Monday, July 10, 2006
Menos AIIIIIIIIS
Hoje, os portugueses apercebem-se que, apesar de terem entrado no cordão humano, pagam mais 2 cêntimos por cada litro de gasolina que consomem, desde o ínicio do campeonato do mundo. Daí o "cooooooooorre mais!" (anda menos de carro e mais a pé, à corrida para não te atrasares) e o "quero muuuuuuito mais!" (do teu guito, pobre imbecil).
Wednesday, June 28, 2006
Curriculum Vitae - HowTo
Após ler uma frase interessante de um sujeito que não conheço de lado nenhum e não merece ser referido (quando se dá uma para a caixa ao mesmo tempo que as restantes centenas vão parar ao lixo, não se é merecedor de reconhecimento por ninguém), pensei que deveria partilhar mais uma vez consigo, caro leitor, um pouco da minha experiência como licenciado, uma vez que os restantes continuam a tentar atirar-lhe areia para os olhos, isto se, for gestor numa empresa.
Assim, vou explicar como é feito o famoso CV, aquele documento que pode ou não decidir todo o nosso futuro, a não ser que sejam um gaja e jeitosa, aí pode bastar um trabalhinho oral à pessoa certa, e da vossa disponibilidade para trabalhar com um porco tarado, que aceita um broche duma candidata na entrevista.
Existem muitas abordagens, técnicas, tácticas, toques pessoais, etc. para fazer um CV. E cada um tem as suas. No entanto, há algumas regras básicas que convém seguir, e é especialmente dessas que gostaria de falar.
1ª - Manter sempre 3 ou 4 CV's parcialmente distintos, completamente diferentes ou mesmo contraditórios, prontos a entregar. Cada emprego é um caso, e o CV deve ser sempre bem adequado ao tipo de emprego ao qual nos estamos a candidatar. Exemplo: Eu (ou não) lembro-me de uma vez ter realizado um trabalho de 3 folhas sobre os melhores lutadores do street fighter. Como pescador, isto não me dá grande vantagem em relação aos restantes candidatos à vaga no barco. No entanto, se fosse crítico de jogos, aí já incluiria, de forma detalhada o suficiente para ocupar meia folha A4, os motivos que me levaram a escrever o trabalho, o jogo, os lutadores e o número de horas que precisei para realizar tal análise, de forma tão concisa. E ocultava aquela vez que fui com uns amigos à pesca uma tarde e apanhei peixe (convenientemente não me lembro da quantidade exacta), o que me torna praticamente um profissional no ramo.
2ª - Antes de uma entrega, melhorar SEMPRE o CV. Como é óbvio, nunca se entrega o mesmo CV duas vezes. É SEMPRE possível melhorar o CV, e o como, depende do dia da semana e disposição no momento. Mesmo que, entre duas entregas de dois CV, não se faça mais nada que não seja coçar os tomates. Mesmo que se inclua no segundo: "Últimos 3 meses: Pausa para profunda introspecção".
3ª - Não incluir fotografia. No meu caso, é mais uma regra pela qual viver.
4ª - Não entregar um CV curto. Mesmo que não tenham feito nada, um CV curto é um CV chumbado. Mesmo que não tenham experiência profissional absolutamente nenhuma, relembrem aqueles biscates que fizeram quando eram novos (eu em pequeno, por exemplo, ajudava a minha avó na horta, se alguma vez tivesse ido para agricultura, já estava lançado). E mesmo não querendo ser agricultor, não é vergonha nenhuma saberem que sei o que é trabalhar, desde pequenino, ainda para mais, a carregar baldes de água (mais uma vez, não me lembro da quantidade exacta). Apesar disto, cuidado ao incluirem "simulações de medicina com a vizinha do lado" no CV, porque pode não ser bem entendido.
5ª - Finalmente, não menos importante, incluir aspectos positivos da vossa personalidade, passatempos, gostos, interesses, desde que, sejam aqueles que os psicólogos mais gostam, e que contribuem para vos traçarem um bonito perfil psicológico. Alguns exemplos: Desporto intelectual e físico, ler livros muito grandes e sem imagens, ir ao cinema ver filmes alternativos, reciclar, conduzir um híbrido, ser voluntário no hospital, gostar de desafios, lidar bem com situações extremas, ouvir chopin ou bach, escrever um blog (não como este) ou ir à igreja (hoje em dia, esta pode sair furada, ninguém gosta de um fanático religioso). Basicamente, tudo o que não vos identifique como alguém capaz de chegar um dia armado ao trabalho e disparar contra os colegas.
Mais um post educativo.
Assim, vou explicar como é feito o famoso CV, aquele documento que pode ou não decidir todo o nosso futuro, a não ser que sejam um gaja e jeitosa, aí pode bastar um trabalhinho oral à pessoa certa, e da vossa disponibilidade para trabalhar com um porco tarado, que aceita um broche duma candidata na entrevista.
Existem muitas abordagens, técnicas, tácticas, toques pessoais, etc. para fazer um CV. E cada um tem as suas. No entanto, há algumas regras básicas que convém seguir, e é especialmente dessas que gostaria de falar.
1ª - Manter sempre 3 ou 4 CV's parcialmente distintos, completamente diferentes ou mesmo contraditórios, prontos a entregar. Cada emprego é um caso, e o CV deve ser sempre bem adequado ao tipo de emprego ao qual nos estamos a candidatar. Exemplo: Eu (ou não) lembro-me de uma vez ter realizado um trabalho de 3 folhas sobre os melhores lutadores do street fighter. Como pescador, isto não me dá grande vantagem em relação aos restantes candidatos à vaga no barco. No entanto, se fosse crítico de jogos, aí já incluiria, de forma detalhada o suficiente para ocupar meia folha A4, os motivos que me levaram a escrever o trabalho, o jogo, os lutadores e o número de horas que precisei para realizar tal análise, de forma tão concisa. E ocultava aquela vez que fui com uns amigos à pesca uma tarde e apanhei peixe (convenientemente não me lembro da quantidade exacta), o que me torna praticamente um profissional no ramo.
2ª - Antes de uma entrega, melhorar SEMPRE o CV. Como é óbvio, nunca se entrega o mesmo CV duas vezes. É SEMPRE possível melhorar o CV, e o como, depende do dia da semana e disposição no momento. Mesmo que, entre duas entregas de dois CV, não se faça mais nada que não seja coçar os tomates. Mesmo que se inclua no segundo: "Últimos 3 meses: Pausa para profunda introspecção".
3ª - Não incluir fotografia. No meu caso, é mais uma regra pela qual viver.
4ª - Não entregar um CV curto. Mesmo que não tenham feito nada, um CV curto é um CV chumbado. Mesmo que não tenham experiência profissional absolutamente nenhuma, relembrem aqueles biscates que fizeram quando eram novos (eu em pequeno, por exemplo, ajudava a minha avó na horta, se alguma vez tivesse ido para agricultura, já estava lançado). E mesmo não querendo ser agricultor, não é vergonha nenhuma saberem que sei o que é trabalhar, desde pequenino, ainda para mais, a carregar baldes de água (mais uma vez, não me lembro da quantidade exacta). Apesar disto, cuidado ao incluirem "simulações de medicina com a vizinha do lado" no CV, porque pode não ser bem entendido.
5ª - Finalmente, não menos importante, incluir aspectos positivos da vossa personalidade, passatempos, gostos, interesses, desde que, sejam aqueles que os psicólogos mais gostam, e que contribuem para vos traçarem um bonito perfil psicológico. Alguns exemplos: Desporto intelectual e físico, ler livros muito grandes e sem imagens, ir ao cinema ver filmes alternativos, reciclar, conduzir um híbrido, ser voluntário no hospital, gostar de desafios, lidar bem com situações extremas, ouvir chopin ou bach, escrever um blog (não como este) ou ir à igreja (hoje em dia, esta pode sair furada, ninguém gosta de um fanático religioso). Basicamente, tudo o que não vos identifique como alguém capaz de chegar um dia armado ao trabalho e disparar contra os colegas.
Mais um post educativo.
Friday, June 23, 2006
Portugal quando a selecção joga
Hoje, entre os relatórios detalhados das actividades desenvolvidas pelos jogadores da selecção em estágio na Alemanha, apanhei a notícia de que a General Motors iria fechar uma fábrica da Opel em Portugal, enviando para o desemprego mais algumas centenas de portugueses. Inquirido por um jornal fícticio inventado por mim, um transeunte que passava terá respondido à pergunta "O que pensa deste despedimento em massa, e da crise que assola o nosso país?" da seguinte forma:
"Crise? ESTAMOS NOS OITAVOS, CARALHO!!!!"
Mais burros que os portugueses em altura de mundial, só os americanos o resto do tempo.
"Crise? ESTAMOS NOS OITAVOS, CARALHO!!!!"
Mais burros que os portugueses em altura de mundial, só os americanos o resto do tempo.
Saturday, June 17, 2006
Tabaco
Ora, como posso eu exprimir o que me vai na alma, sem provavelmente ofender os meus ricos leitores fumadores? Após meditar nesta questão 15 segundos inteirinhos, cheguei à conclusão que não vale a pena, eles que se fodam, porque afinal, é apenas uma (muito) pequena retribuição pelo mal que me causam.
Sou contra o tabaco? Fumar é sinal de fraqueza, as pessoas fumam como sendo a forma de melhor enfrentar as dificuldades da vida, uma vez que a nicotina ajuda a acalmar. Mais, as pessoas fumam para serem mais inteligentes, uma vez que este narcótico ajuda a estimular a actividade cerebral. E fumam porque são agarradinhas e já não conseguem viver sem aquilo. Só por isto, sou contra. O facto de foderem os pulmões nem precisa de ser referido.
A razão deste post foi que, numa ida ao cinema, me vi forçado a seguir atrás de um conjunto de fumadores, à saída, na escada rolante. Filhos da puta. É que nem se apercebem da merda que fazem. Agem como se aquele aborto de hábito fosse algo natural. Como se o fumo que expelem se dissipasse no ar instantaneamente. Como se os estúpidos atrás não tivessem a comer com ele durante todo o tempo que demora a viagem na puta da escada.
Uma vez que não tenho razão para protestar, já que é permitido fumar na maioria dos sítios ou situações, resta-me a doce certeza de que 80% deles vão morrer precoce e horrivelmente. Cá fico à espera.
Sou contra o tabaco? Fumar é sinal de fraqueza, as pessoas fumam como sendo a forma de melhor enfrentar as dificuldades da vida, uma vez que a nicotina ajuda a acalmar. Mais, as pessoas fumam para serem mais inteligentes, uma vez que este narcótico ajuda a estimular a actividade cerebral. E fumam porque são agarradinhas e já não conseguem viver sem aquilo. Só por isto, sou contra. O facto de foderem os pulmões nem precisa de ser referido.
A razão deste post foi que, numa ida ao cinema, me vi forçado a seguir atrás de um conjunto de fumadores, à saída, na escada rolante. Filhos da puta. É que nem se apercebem da merda que fazem. Agem como se aquele aborto de hábito fosse algo natural. Como se o fumo que expelem se dissipasse no ar instantaneamente. Como se os estúpidos atrás não tivessem a comer com ele durante todo o tempo que demora a viagem na puta da escada.
Uma vez que não tenho razão para protestar, já que é permitido fumar na maioria dos sítios ou situações, resta-me a doce certeza de que 80% deles vão morrer precoce e horrivelmente. Cá fico à espera.
Friday, June 09, 2006
Putas no Mundial
Não vou fazer prognósticos em relação à prestação da nossa selecção neste campeonato. Até porque não são famosos, e não quero desanimar ninguém. Vou antes dar conhecimento duma notícia perfeitamente descabida, e que cria precedentes histórios únicos.
Segundo a sic reporta aqui, o vaticano está contra a prostituição no Mundial, ao contrário dos outros Mundiais e restantes competições desportivas, onde é comum o papa tecer algumas palavras de incentivo a todas as putas do mundo, em prol de um serviço bem feito.
Percebo que a igreja católica esteja um pouco aborrecida por o mundo ainda não ter acabado, mesmo agora ultrapassámos outra data de risco (06-06-06), mas daí a manifestar-se publicamente desta forma negativa é abusar um bocado.
É porreiro as agências noticiosas encontrarem espaço para encaixarem estas notícias realmente chocantes.
E agora que já disse algumas parvoíces, só quero dizer que sou contra a prostituição, simplesmente não culpo o futebol pela sua existência. Até porque, segundo dizem, já havia antes da bola cá chegar...
Segundo a sic reporta aqui, o vaticano está contra a prostituição no Mundial, ao contrário dos outros Mundiais e restantes competições desportivas, onde é comum o papa tecer algumas palavras de incentivo a todas as putas do mundo, em prol de um serviço bem feito.
Percebo que a igreja católica esteja um pouco aborrecida por o mundo ainda não ter acabado, mesmo agora ultrapassámos outra data de risco (06-06-06), mas daí a manifestar-se publicamente desta forma negativa é abusar um bocado.
É porreiro as agências noticiosas encontrarem espaço para encaixarem estas notícias realmente chocantes.
E agora que já disse algumas parvoíces, só quero dizer que sou contra a prostituição, simplesmente não culpo o futebol pela sua existência. Até porque, segundo dizem, já havia antes da bola cá chegar...
Tuesday, June 06, 2006
Indignado
Bom, e depois de algum tempo sem escrever nada, dou duas de seguida em dois dias. Nada mau.
Acontece, caros leitores, que mais uma vez acabo por ser eu a pensar em coisas que deviam ser naturais, mas que nos continuam a ser negadas, e com esta já são 3 invenções que infelizmente não tenho capacidade para desenvolver.
1ª Televisões com 2 comandos remotos de origem, já neste blog explicado porquê.
2ª Leitor de mp3 incluído na chave dos carros novos. Se repararem, as chaves dos carros têm um tamanho considerável, e já possuem um sistema electrónico, normalmente de controlo do alarme, e funcionamento do motor. Interrogo-me se seria muito difícil acrescentar um dispositivo de armazenamento, com um buraquinho para os fones e interface usb para ligar ao PC e meter lá uns mp3, e que, ao inserir-se a chave na ignição, automaticamente o rádio tocasse a playlist lá inserida. Acho que, no séc. XXI, é o mínimo que se pode exigir.
3ª Secadores para as mãos nos WC's públicos com um sistema combinado. Já repararam que existem 2 tipos de secadores para as mãos, e nenhum deles é eficiente? O primeiro, activa o secador durante um período de tempo fixo, o qual raramente é suficiente para secar alguma coisa. O segundo, funciona por sensor, e pára constantemente apesar de um gajo não tirar de lá as mãos. Seria pedir muito, um secador com sensor, mas com um tempo de funcionamento mínimo, ao fim do qual continuasse a funcionar se detectasse actividade?
É realmente impressionante como chego aqui e reparo que não disse um único palavrão. Bastaram 3 anos para aquela mulher me transformar num tipo fino e educado. Foda-se...
:)
Acontece, caros leitores, que mais uma vez acabo por ser eu a pensar em coisas que deviam ser naturais, mas que nos continuam a ser negadas, e com esta já são 3 invenções que infelizmente não tenho capacidade para desenvolver.
1ª Televisões com 2 comandos remotos de origem, já neste blog explicado porquê.
2ª Leitor de mp3 incluído na chave dos carros novos. Se repararem, as chaves dos carros têm um tamanho considerável, e já possuem um sistema electrónico, normalmente de controlo do alarme, e funcionamento do motor. Interrogo-me se seria muito difícil acrescentar um dispositivo de armazenamento, com um buraquinho para os fones e interface usb para ligar ao PC e meter lá uns mp3, e que, ao inserir-se a chave na ignição, automaticamente o rádio tocasse a playlist lá inserida. Acho que, no séc. XXI, é o mínimo que se pode exigir.
3ª Secadores para as mãos nos WC's públicos com um sistema combinado. Já repararam que existem 2 tipos de secadores para as mãos, e nenhum deles é eficiente? O primeiro, activa o secador durante um período de tempo fixo, o qual raramente é suficiente para secar alguma coisa. O segundo, funciona por sensor, e pára constantemente apesar de um gajo não tirar de lá as mãos. Seria pedir muito, um secador com sensor, mas com um tempo de funcionamento mínimo, ao fim do qual continuasse a funcionar se detectasse actividade?
É realmente impressionante como chego aqui e reparo que não disse um único palavrão. Bastaram 3 anos para aquela mulher me transformar num tipo fino e educado. Foda-se...
:)
Monday, June 05, 2006
O que se perde...
Todos os dias (ou quase) recordamos datas importantes. São datas que mudaram o mundo, dias de um ou mais, extraordinários acontecimentos que marcaram a diferença daí em diante. E, contudo, pelo caminho, há perdas. Como um sinal enviado por um cabo de cobre (analogia de informático). E é com uma dessas datas perdidas que eu gostaria de exemplificar.
Surgiu-me a (re)ver essa grande série da nossa infância, A-TEAM (ainda hoje tenho o toque para o telemóvel disso, com o discurso do narrador e tudo), onde as balas não matavam ninguém, aquela carrinha preta do B.A. era indestrutível, e o mesmo actor fazia de 7 ou 8 vilões diferentes ao longo da série.
Sabiam que, a determinado ponto do tempo (impossível de apontar com certeza, mas algures durante os anos 90), os personagens de televisão e cinema deixaram de virar, ao de leve, o volante dos veículos automóveis, para a esquerda e para a direita, nas rectas? E que uma data tão marcante na história, onde finalmente alguém parou e pensou na estupidez que era, meterem um actor a mexer o volante só para dar aquela sensação de movimento, foi completamente esquecida? Como, parvejo eu, é suposto evoluirmos como civilização, se continuamos a ignorar desta forma a nossa herança?
Nem no google me consegui safar.
Surgiu-me a (re)ver essa grande série da nossa infância, A-TEAM (ainda hoje tenho o toque para o telemóvel disso, com o discurso do narrador e tudo), onde as balas não matavam ninguém, aquela carrinha preta do B.A. era indestrutível, e o mesmo actor fazia de 7 ou 8 vilões diferentes ao longo da série.
Sabiam que, a determinado ponto do tempo (impossível de apontar com certeza, mas algures durante os anos 90), os personagens de televisão e cinema deixaram de virar, ao de leve, o volante dos veículos automóveis, para a esquerda e para a direita, nas rectas? E que uma data tão marcante na história, onde finalmente alguém parou e pensou na estupidez que era, meterem um actor a mexer o volante só para dar aquela sensação de movimento, foi completamente esquecida? Como, parvejo eu, é suposto evoluirmos como civilização, se continuamos a ignorar desta forma a nossa herança?
Nem no google me consegui safar.
Friday, May 05, 2006
Ponte da Barca - O regresso
Tinhamos chegado à noite de véspera do regresso a casa, pedia-se algo especial. Ainda um pouco dorido da garganta de tanto ter gritado (e bebido) na noite anterior, sugeri que se cortasse um pouco no álcool, por forma a podermos ir dar uma volta até Braga depois de jantar. Assim foi. Jantar dentro de casa, uma vez que a noite estava um pouco mais fria que a anterior, sobremesa, 2 dedos de conversa sobre o Scolari e a convocatória do Ricardo, e finalmente, arrumar tudo para poupar tempo na manhã da partida.
Braga era um pouco longe para a hora que era quando terminámos, e então pensou-se que poderiamos dar um saltinho até o único bar de Ponte de Barca, e se a coisa até estivesse porreira, ficar por lá. Curiosamente, a mesma pessoa que deu a ideia, foi a primeira a dizer "vamos para Braga" quando chegámos ao bar.
O plano era simples: Apanhar a auto-estrada que liga directamente Ponte da Barca a Braga. Como era óbvio, elegeram-me o navegador. Mas essa foi uma daquelas noites em que o instinto teria dado melhor resultado que a inteligência. Antes da entrada na auto-estrada, circulavamos numa via rápida em excelentes condições, deserta (porque seria?), com placas a assinalar Braga a 44 km. Ora, com uma estrada daquelas, sem trânsito, a minha inteligência dizia-me para continuar, e poupar o dinheiro das portagens. Excusado será dizer que, mal passámos a saída para a dita, a via rápida se transformou num pesadelo de curvas, por entre localidades cheias de rotundas, com o chamado "piso suíço". Tinha terminado uma estrada e começado outra. Todos me criticavam por não ser vidente. E ainda agora tinhamos saído de casa.
Quase 1 hora depois, chegados a Braga, era uma questão de encontrar a zona que fazia daquela a "cidade mais jovem de Portugal". Após alguns minutos a ir para lado nenhum, encostámos ao lado de um jovem casal, para pedir direcções. A resposta foi pronta: "A esta hora (1h30) está tudo fechado ou a fechar!" - Isto poderia ter sido terrível, não chegássemos depois à conclusão, que o rapaz tinha dito à acompanhante que tudo iria fechar, por forma a poder consumar a sua jovem relação mais depressa. Obviamente, tinha que manter o cenário à frente dela, quando nos mandou dar uma volta.
Por esta altura, o gasóleo estava a acabar. Era preciso uma bomba. Após uma conversa com um tripeiro rechonchudinho, demos uma "granda bolta", mas ao fazer o contrário daquilo que ele nos tinha dito, lá demos com uma bomba (nem sei se era aquela à qual ele se referia). Nessa bomba as coisas começaram a melhorar. Um chavalo novo, de aspecto hip, estacionou na bomba à nossa frente. Dirigi-me a ele e perguntei-lhe: "Bares?". E ele responde: "Universidade". Não foi preciso mais. Depósito atestado, seguimos as placas que diziam "Universidade", que mais valia dizerem "Bebedouro". Num fininho e meio estávamos à porta de um bar na cidade mais jovem de Portugal. Ora ao que parece, os jovens de Portugal deitam-se cedinho, porque a senhora que nos recebeu à porta, ao invés de nos dar alguns dos 300 cartões de consumo que tinha na mão, disse-nos que o bar ia fechar, assim como todos os outros. Olhámos em volta e deparámo-nos com a veracidade da afirmação. Estava TUDO a fechar. Ainda nem eram 2h. "E agora?" - Pensámos. "Viemos de Setúbal para isto?" - Não. Avisam-nos que existe uma discoteca (por esta altura até fiquei admirado de conhecerem o termo) numa terra ali perto, chamada Lagar's. A moral estava em baixo. Alguns queriam era voltar para casa. "Mas... e as 50 rotundas que fizémos até aqui?" - Sei que a minha condição física corria um grande risco ao lembrar-lhes disso, mas o efeito foi o esperado. Voltámos aos carros e seguimos para a disco. Desta vez, deixámos o outro carro ir à frente.
Após mais uma volta inútil, passando por aquilo que provavelmente era o sítio mais díficil de achar em Braga, a zona dos engates, pedimos informação a um casal composto por 2 homens (...), que devem ter achado piada ao nosso amigo que os abordou, e quase lhe desenharam um mapa. Aí, as coisas melhoraram, e depois de falar com outro casal que (acho) lhe tentou cravar boleia, e mais um rapaz, já quase ao pé do destino, o moço lá nos levou à disco :)
Gostei dos porteiros. Enquanto barravam 4 gajos, por não terem mulher, mandam-me a mim e à malta toda entrar (6 gajos e 2 gajas, façam as contas). Ainda por cima eu ia à frente, o que normalmente é meio caminho andado para não passarmos da porta.
A discoteca era decente. Embora a hora e o sono já pesassem, o pormenor de não haver muito fumo e da comida contar para o consumo (fiz uma rima) conquistou-me. As gajas dançaram até às 5h, os gajos, na sua maioria, ficaram sentados. Foi como levar as crianças ao parque. Custou-me ter que ir lá e dizer "já chega meninas", mas era realmente tarde e a alvorada era às 9h.
A deliberação sobre como ir para casa foi unânime: "Auto-estrada!!!". Mais uma vez, a pressão de nos levar a casa recaiu sobre os meus ombros. E cumpri... até à saída para Ponte da Barca. A saída estava razoavelmente bem assinalada, a 1700 m já tinhamos a primeira placa. A distância foi diminuindo, e avisei o condutor: "Encosta à direita. (...) Encosta à direita. (...) Direita!" E ele encostou... Mas não virou. Em cima da saída, a cor da placa para Ponte da Barca muda de azul, para branco. Às 6h da manhã, isto é o suficiente para lixar a cabeça a um gajo. E lá ficámos, parados na auto-estrada, uns metros depois da saída. "Menos mal, faz marcha-atrás" - Disse. Ele assim fez. Mas a condutora do Honda (o outro carro) lembrou-se de ter um ataque de consciência e recusou-se a parar na auto-estrada, seguindo caminho. No meio de nenhures, de madrugada, sem termos visto um único carro o caminho todo, o medo de ser fotografada por satélite e multada foi mais forte.
A situação em si já não era boa, mas foi quando nos lembrámos que ambas as chaves de ambas as casas estavam no carro que seguiu rumo ao desconhecido, que o desespero nos atingiu. Chegar a casa e ter que ficar à espera da menina bem-comportadinha ia custar a engolir. Mas por acaso, e nessa noite, a parte em que mais se riu foi durante o período de espera à porta de casa. Não perguntem porquê. Já não me lembro. Mas conhecendo-me a mim e aos 3 marmanjos que iam comigo, não se deve ter aproveitado nada.
Algum tempo depois, chegam os "perdidos", vindos de Paredes de Coura. Podiamos ir dormir. Estava de tal forma que nem me lembro como é que consegui chegar à cama.
A manhã seguinte foi de ressaca. Não de álcool, mas de um fim-de-semana em cheio e de uma noite longa. Os condutores tiveram direito a dormir mais um pouco, mas a meio da manhã, estavamos no caminho de volta. A palhaçada no caminho foi igual à da ida, até deu para passar a máquina fotográfica de um carro para o outro a 100 km/h para todos ficarem nas fotos.
Parámos em Aveiro, para ganhar forças com um bom almoço (e foi, sem dúvida, muito bom), e ficar assim a conhecer mais uma bonita cidade, mais precisamente a zona do fórum (vá onde for, vejo-me sempre metido em centros comerciais) e do centro, atravessado por um canal onde é possível passear de gôndola.
Como é óbvio, não podia faltar o abastecimento de ovos moles. Eu não sou apreciador de doces regionais, prefiro as tortas da dan cake, mas um comentário do rapaz-da-toalha-de-bidé levou-me a mostarda ao nariz: "Agarrado do caraças, nem sequer levas uns ovos para a tua Maria!" - Como eu fiz questão de mencionar, a sua alma está condenada a arder no inferno. Mas acabei por trazer aquilo. Ironia das ironias, a minha Maria não gosta de ovos moles, a minha mãe diz que está gorda e acabo por ser eu a ter que malhar aquilo.
Foi uma das últimas paragens da nossa viagem. Chegámos a Setúbal por volta das 21h. Foram umas mini-férias memoráveis, pelo menos na minha opinião, e nem o facto de não termos assistido a um beijo entre as duas raparigas pode estragar isso.
Braga era um pouco longe para a hora que era quando terminámos, e então pensou-se que poderiamos dar um saltinho até o único bar de Ponte de Barca, e se a coisa até estivesse porreira, ficar por lá. Curiosamente, a mesma pessoa que deu a ideia, foi a primeira a dizer "vamos para Braga" quando chegámos ao bar.
O plano era simples: Apanhar a auto-estrada que liga directamente Ponte da Barca a Braga. Como era óbvio, elegeram-me o navegador. Mas essa foi uma daquelas noites em que o instinto teria dado melhor resultado que a inteligência. Antes da entrada na auto-estrada, circulavamos numa via rápida em excelentes condições, deserta (porque seria?), com placas a assinalar Braga a 44 km. Ora, com uma estrada daquelas, sem trânsito, a minha inteligência dizia-me para continuar, e poupar o dinheiro das portagens. Excusado será dizer que, mal passámos a saída para a dita, a via rápida se transformou num pesadelo de curvas, por entre localidades cheias de rotundas, com o chamado "piso suíço". Tinha terminado uma estrada e começado outra. Todos me criticavam por não ser vidente. E ainda agora tinhamos saído de casa.
Quase 1 hora depois, chegados a Braga, era uma questão de encontrar a zona que fazia daquela a "cidade mais jovem de Portugal". Após alguns minutos a ir para lado nenhum, encostámos ao lado de um jovem casal, para pedir direcções. A resposta foi pronta: "A esta hora (1h30) está tudo fechado ou a fechar!" - Isto poderia ter sido terrível, não chegássemos depois à conclusão, que o rapaz tinha dito à acompanhante que tudo iria fechar, por forma a poder consumar a sua jovem relação mais depressa. Obviamente, tinha que manter o cenário à frente dela, quando nos mandou dar uma volta.
Por esta altura, o gasóleo estava a acabar. Era preciso uma bomba. Após uma conversa com um tripeiro rechonchudinho, demos uma "granda bolta", mas ao fazer o contrário daquilo que ele nos tinha dito, lá demos com uma bomba (nem sei se era aquela à qual ele se referia). Nessa bomba as coisas começaram a melhorar. Um chavalo novo, de aspecto hip, estacionou na bomba à nossa frente. Dirigi-me a ele e perguntei-lhe: "Bares?". E ele responde: "Universidade". Não foi preciso mais. Depósito atestado, seguimos as placas que diziam "Universidade", que mais valia dizerem "Bebedouro". Num fininho e meio estávamos à porta de um bar na cidade mais jovem de Portugal. Ora ao que parece, os jovens de Portugal deitam-se cedinho, porque a senhora que nos recebeu à porta, ao invés de nos dar alguns dos 300 cartões de consumo que tinha na mão, disse-nos que o bar ia fechar, assim como todos os outros. Olhámos em volta e deparámo-nos com a veracidade da afirmação. Estava TUDO a fechar. Ainda nem eram 2h. "E agora?" - Pensámos. "Viemos de Setúbal para isto?" - Não. Avisam-nos que existe uma discoteca (por esta altura até fiquei admirado de conhecerem o termo) numa terra ali perto, chamada Lagar's. A moral estava em baixo. Alguns queriam era voltar para casa. "Mas... e as 50 rotundas que fizémos até aqui?" - Sei que a minha condição física corria um grande risco ao lembrar-lhes disso, mas o efeito foi o esperado. Voltámos aos carros e seguimos para a disco. Desta vez, deixámos o outro carro ir à frente.
Após mais uma volta inútil, passando por aquilo que provavelmente era o sítio mais díficil de achar em Braga, a zona dos engates, pedimos informação a um casal composto por 2 homens (...), que devem ter achado piada ao nosso amigo que os abordou, e quase lhe desenharam um mapa. Aí, as coisas melhoraram, e depois de falar com outro casal que (acho) lhe tentou cravar boleia, e mais um rapaz, já quase ao pé do destino, o moço lá nos levou à disco :)
Gostei dos porteiros. Enquanto barravam 4 gajos, por não terem mulher, mandam-me a mim e à malta toda entrar (6 gajos e 2 gajas, façam as contas). Ainda por cima eu ia à frente, o que normalmente é meio caminho andado para não passarmos da porta.
A discoteca era decente. Embora a hora e o sono já pesassem, o pormenor de não haver muito fumo e da comida contar para o consumo (fiz uma rima) conquistou-me. As gajas dançaram até às 5h, os gajos, na sua maioria, ficaram sentados. Foi como levar as crianças ao parque. Custou-me ter que ir lá e dizer "já chega meninas", mas era realmente tarde e a alvorada era às 9h.
A deliberação sobre como ir para casa foi unânime: "Auto-estrada!!!". Mais uma vez, a pressão de nos levar a casa recaiu sobre os meus ombros. E cumpri... até à saída para Ponte da Barca. A saída estava razoavelmente bem assinalada, a 1700 m já tinhamos a primeira placa. A distância foi diminuindo, e avisei o condutor: "Encosta à direita. (...) Encosta à direita. (...) Direita!" E ele encostou... Mas não virou. Em cima da saída, a cor da placa para Ponte da Barca muda de azul, para branco. Às 6h da manhã, isto é o suficiente para lixar a cabeça a um gajo. E lá ficámos, parados na auto-estrada, uns metros depois da saída. "Menos mal, faz marcha-atrás" - Disse. Ele assim fez. Mas a condutora do Honda (o outro carro) lembrou-se de ter um ataque de consciência e recusou-se a parar na auto-estrada, seguindo caminho. No meio de nenhures, de madrugada, sem termos visto um único carro o caminho todo, o medo de ser fotografada por satélite e multada foi mais forte.
A situação em si já não era boa, mas foi quando nos lembrámos que ambas as chaves de ambas as casas estavam no carro que seguiu rumo ao desconhecido, que o desespero nos atingiu. Chegar a casa e ter que ficar à espera da menina bem-comportadinha ia custar a engolir. Mas por acaso, e nessa noite, a parte em que mais se riu foi durante o período de espera à porta de casa. Não perguntem porquê. Já não me lembro. Mas conhecendo-me a mim e aos 3 marmanjos que iam comigo, não se deve ter aproveitado nada.
Algum tempo depois, chegam os "perdidos", vindos de Paredes de Coura. Podiamos ir dormir. Estava de tal forma que nem me lembro como é que consegui chegar à cama.
A manhã seguinte foi de ressaca. Não de álcool, mas de um fim-de-semana em cheio e de uma noite longa. Os condutores tiveram direito a dormir mais um pouco, mas a meio da manhã, estavamos no caminho de volta. A palhaçada no caminho foi igual à da ida, até deu para passar a máquina fotográfica de um carro para o outro a 100 km/h para todos ficarem nas fotos.
Parámos em Aveiro, para ganhar forças com um bom almoço (e foi, sem dúvida, muito bom), e ficar assim a conhecer mais uma bonita cidade, mais precisamente a zona do fórum (vá onde for, vejo-me sempre metido em centros comerciais) e do centro, atravessado por um canal onde é possível passear de gôndola.
Como é óbvio, não podia faltar o abastecimento de ovos moles. Eu não sou apreciador de doces regionais, prefiro as tortas da dan cake, mas um comentário do rapaz-da-toalha-de-bidé levou-me a mostarda ao nariz: "Agarrado do caraças, nem sequer levas uns ovos para a tua Maria!" - Como eu fiz questão de mencionar, a sua alma está condenada a arder no inferno. Mas acabei por trazer aquilo. Ironia das ironias, a minha Maria não gosta de ovos moles, a minha mãe diz que está gorda e acabo por ser eu a ter que malhar aquilo.
Foi uma das últimas paragens da nossa viagem. Chegámos a Setúbal por volta das 21h. Foram umas mini-férias memoráveis, pelo menos na minha opinião, e nem o facto de não termos assistido a um beijo entre as duas raparigas pode estragar isso.
Ponte da Barca
Este é um post "privado" destinado e dedicado especialmente a todos os meus amigos, com quem fui passar um fim-de-semana a Ponte da Barca. Como sou o mais eloquente, fui convidado a imortalizar a experiência no meu blog, mesmo sabendo que à partida isto é bem mais para a parvoíce que para relatos fidedignos.
Nota: Vou evitar a linguagem pesada neste post. Pode ser uma história que interesse às pessoas de bom gosto que eventualmente percam tempo a ler este blog. A ambas.
Para quem não sabe, Ponte da Barca é uma aldeia (vila?) situada a 40 km a norte de Braga, no país excelente que é Portugal. E digo excelente, porque tudo o que vi este fim-de-semana foi lindo. Paisagens excelentes que um gajo vê do carro, praticamente durante o caminho todo. Rios límpidos combinados com floresta verdejante (termo muito literário este, não é?), onde era possível inclusivé ir à banhoca, sem nos preocuparmos com a hipótese de sermos atingidos por uma lata de coca-cola atirada por algum transeunte, ou lixarmos um pé num tubo de escape no fundo, que normalmente não conseguimos ver nos rios aqui do centro porque a água é preta. Enfim, perfeitamente deslumbrante o cenário desta nossa aventura.
Tudo começou numa madrugada de Sábado, pelas 5h. Surpreendentemente, ninguém se deixou dormir (a malta quando é para a maluqueira não perdoa), apesar da hora tardia (sim, tardia, porque para mim estar acordado às 5h da manhã é maioritariamente sinal de que me vou deitar tarde e não de que me levantei cedo). Se se tratasse de um jantar às 20h, o primeiro a chegar estaria lá às 20h15 e o último às 21h30, só para dar uma ideia da noção de horário deste grupo, e o quão anormal foi esta pontualidade.
Dividimos o grupo de 8 pessoas em 2 carros, que seguiram por caminhos diferentes até entrarmos na auto-estrada do Norte. A partir daí a viagem foi típica, sempre com as ultrapassagens inúteis uns aos outros, e os períodos a ocupar as 2 faixas quando não vinha ninguém, a berrar de um carro para o outro, como se não se tratassem de jovens adultos com formação superior. Um mimo.
Na 2ª paragem, numa estação de serviço algures lá para cima surge o primeiro precalço: Um dos bólides deixa de pegar. Não me lembro de quantas vezes ouvi a dona dizer "Honda não falha". Bom, falhou. E continuou a falhar. Só pegava de empurrão. Foi o completo delírio para as dezenas de turistas que também lá estavam, verem 3 gajos a empurrar o carro pelo meio do estacionamento, não sei se eram portugueses, mas se eram espanhóis, ainda hoje devem estar a comentar isso. Como se a Honda fosse portuguesa. Adiante.
Já todos ouviram falar da hospitalidade do norte, mas parece que nos wc's públicos, os senhores levam a sua preocupação com o bem-estar alheio um pouco mais além. Dois amigos meus entram no wc, com alguns 30 urinóis, e vai cada um para a sua ponta. Nisto entra um senhor, que prontamente se colocou ao lado do primeiro, para com certeza, se certificar que num momento delicado como é mijar, tudo corria pelo melhor. Atitude fantástica.
Após 3 ou 4 arranques de empurrão, nos mais variados sítios, incluíndo o estacionamento do modelo, eis que chegámos à Ponte da Barca. Desde logo o rio impressionou, muito bonito mesmo, com um parque ao lado, ideal para a malta almoçar, visto que a entrada na casa alugada só podia acontecer a partir das 15h. Acho que o comentário que saiu da boca de um dos mais picuinhas foi: "15h? Então porque é que me fizeram levantar às 5h?" - O que eu tenho que aturar....
Após a paparoca e as fotos iniciais, seguiu-se um joguinho de futebol. 3 para 3, balizas pequenas. Houve um amigo meu que não quis, porque é o anti-social do grupo, e uma rapariga já de idade avançada (alguns 27 anos) que tem coisas melhores para fazer que andar a fazer figura de parva atrás de uma bola. Agora que penso nisso, não sei se foi uma ou duas gajas que se cortaram :)
No final do jogo, ambas as equipas acharam que venceram, a minha porque ganhou mesmo, a outra porque não sabe contar. Adiante.
Chegada a hora do encontro com a senhoria, dirigimo-nos às casas (2 casas germinadas, numa encosta, à beira-rio) para deixar a bagagem, e partir à procura duma praia fluvial, já que estava um calor do caraças. Encontrámos um pântano, com um banco de areia de 15 metros quadrados, e mesmo para isso já foi preciso andar um bocado às voltas (já que ninguém me dá ouvidos). A água do rio era gelada. Quando saí, passei 5 minutos à procura dos genitais. No entanto, outra amiga nossa é metade peixe e consegue ficar de molho em qualquer água, durante pelo menos meia hora. Mas foi um rapaz, o último a desistir, naquela que ficou conhecida como "a história do rapaz que foi atacado pelo peixe-calhau".
Após o entusiasmo inicial, aproveitámos o dia para tomar uns banhos de sol. A maioria deitados nas suas toalhas de praia, um de nós na sua toalha de bidé, a única que tinha disponível. No entanto, o homem que tem mais peso no grupo banhava-se alegremente, apesar de ter arriscado uma vida de masturbação ao microscópio. Após alguns minutos, oiço um comentário de dentro de água: "Epá, os peixes estão aqui a saltar mesmo ao pé." - Eu estava deitado, meio a dormir, mas achei piada ao rapazinho feliz por estar a brincar com os peixes. No entanto algo macabro aconteceu. Um sorrizinho cínico surgia no rosto do gajo da toalha de bidé. Admirado, olhei para ele, com ar curioso. Ele diz-me: "Sou eu que estou a atirar pedras". O acto em si tinha alguma piada, mas quando me lembro das palavras "eles estão a saltar aqui mesmo ao pé de mim!"... bom, ainda bem que estava sem pila, senão tinha-me mijado. E depois, caros leitores, o potencial da situação! Enorme! Não podiamos deixar que o homem-dos-peixes desconfiasse. Então riamos para dentro, correndo o risco de rebentar um pulmão de tão hilariante que era a situação (talvez não assim, lida, mas para quem lá estava era). Lá continuava ele a brincar com os peixes saltitões, e o outro a atirar pedras. Foi até uma lhe acertar, e pensei que, sem sombra de dúvida, a piada tinha terminado. Mas o comentário de dentro de água não foi o esperado: "EPÁ AGORA UM SALTOU-ME MESMO PARA A MÃO!! O FILHA DA PUTA!!!!" - Foi o descalabro. Já chorávamos. As bochechas doridas do ar que eram forçadas a contêr. Eu só tentava esconder a cara, e até acho que não foi por mim que finalmente o gajo se apercebeu, mas sim por causa do rapaz-da-toalha-de-bidé, que não tinha com o que tapar nada. Que grande momento :)
Estava marcada borga para esse Sábado, mas o dia já ia longo e a malta optou por uma churrascada no quintal. E em boa hora o fez. Boa e muita carninha, sangria à descrição, cerveja, moscatel, e karaoke no portátil. Nunca se cantou tanto e tão mal. A desgraça era muita. Não só por causa do alcool, mas porque às 22h já um gajo estava de pé à 17 horas. Mas ninguém desistiu antes da 1h. Até lá, tudo dava para rir um pouco, é impressionante como quando não se diz ou faz nada de jeito, ninguém se aborrece. No entanto foi também nesta noite que surgiu a primeira desilusão.
Com o grau elevado de alcoolémia que apresentavam, especulava-se que as duas mulheres da expedição tivessem abertas a novas experiências. Daí que, durante certas músicas com coreografias mais arrojadas (nenhum de nós a cantar, obviamente), tenham surgido na multidão comentários do género: "Beija" ou "Só um xoxinho". Sem efeito. Impressionante. Tão perto e contudo tão longe. Até tenho medo de pensar se alguns dos homens lá teriam tido o mesmo discernimento. Adiante.
O sono foi pesado. Até à hora de levantar para tomar o pequeno-almoço (marcado para as 9h30). Uma voltinha pela aldeia (vila?) até ao almoço e passou-se a manhã. O "chefe" pensou que podiamos comer massa instantânea ao almoço, e a malta comeu. Não foi fácil, mas aquilo lá escorregou. À tarde, uns ficaram a dormir, outros foram até Arcos de Vale de Vez, e não é que ainda se estava lá melhor? Toca a arrancar para trás para ir buscar o resto da malta, ainda por cima arranjou-se lá um spot com uma corda atada a uma árvore, à beira-rio, mesmo a jeito para dar uns mergulhos valentes. Aquilo é que era vida. A multidão à beira-rio gritava por nós, empolgada: "Vai filho!!!!" - Dizia uma senhora mais extrovertida. E eu fui. Mal de mim desiludir uma senhora da idade da minha mãe. A pândega durou até o rapaz-do-peixe-calhau rachar um bocado do ramo. Mais ninguém arriscou ir depois disso.
O jantar foi novamente churrascada, peixe e carne grelhados no carvão, mas desta vez com aguinha à mistura. Poupou-se o dinheiro de um jantar fora de casa, só para o gastarmos no almoço do dia seguinte.
Vou terminar por aqui, e reservo o resto da viagem para o post seguinte, porque já estou um bocado farto de escrever, e as palavras caras já não surgem na minha mente como o habitual.
-- FIM DA PRIMEIRA PARTE --
Nota: Vou evitar a linguagem pesada neste post. Pode ser uma história que interesse às pessoas de bom gosto que eventualmente percam tempo a ler este blog. A ambas.
Para quem não sabe, Ponte da Barca é uma aldeia (vila?) situada a 40 km a norte de Braga, no país excelente que é Portugal. E digo excelente, porque tudo o que vi este fim-de-semana foi lindo. Paisagens excelentes que um gajo vê do carro, praticamente durante o caminho todo. Rios límpidos combinados com floresta verdejante (termo muito literário este, não é?), onde era possível inclusivé ir à banhoca, sem nos preocuparmos com a hipótese de sermos atingidos por uma lata de coca-cola atirada por algum transeunte, ou lixarmos um pé num tubo de escape no fundo, que normalmente não conseguimos ver nos rios aqui do centro porque a água é preta. Enfim, perfeitamente deslumbrante o cenário desta nossa aventura.
Tudo começou numa madrugada de Sábado, pelas 5h. Surpreendentemente, ninguém se deixou dormir (a malta quando é para a maluqueira não perdoa), apesar da hora tardia (sim, tardia, porque para mim estar acordado às 5h da manhã é maioritariamente sinal de que me vou deitar tarde e não de que me levantei cedo). Se se tratasse de um jantar às 20h, o primeiro a chegar estaria lá às 20h15 e o último às 21h30, só para dar uma ideia da noção de horário deste grupo, e o quão anormal foi esta pontualidade.
Dividimos o grupo de 8 pessoas em 2 carros, que seguiram por caminhos diferentes até entrarmos na auto-estrada do Norte. A partir daí a viagem foi típica, sempre com as ultrapassagens inúteis uns aos outros, e os períodos a ocupar as 2 faixas quando não vinha ninguém, a berrar de um carro para o outro, como se não se tratassem de jovens adultos com formação superior. Um mimo.
Na 2ª paragem, numa estação de serviço algures lá para cima surge o primeiro precalço: Um dos bólides deixa de pegar. Não me lembro de quantas vezes ouvi a dona dizer "Honda não falha". Bom, falhou. E continuou a falhar. Só pegava de empurrão. Foi o completo delírio para as dezenas de turistas que também lá estavam, verem 3 gajos a empurrar o carro pelo meio do estacionamento, não sei se eram portugueses, mas se eram espanhóis, ainda hoje devem estar a comentar isso. Como se a Honda fosse portuguesa. Adiante.
Já todos ouviram falar da hospitalidade do norte, mas parece que nos wc's públicos, os senhores levam a sua preocupação com o bem-estar alheio um pouco mais além. Dois amigos meus entram no wc, com alguns 30 urinóis, e vai cada um para a sua ponta. Nisto entra um senhor, que prontamente se colocou ao lado do primeiro, para com certeza, se certificar que num momento delicado como é mijar, tudo corria pelo melhor. Atitude fantástica.
Após 3 ou 4 arranques de empurrão, nos mais variados sítios, incluíndo o estacionamento do modelo, eis que chegámos à Ponte da Barca. Desde logo o rio impressionou, muito bonito mesmo, com um parque ao lado, ideal para a malta almoçar, visto que a entrada na casa alugada só podia acontecer a partir das 15h. Acho que o comentário que saiu da boca de um dos mais picuinhas foi: "15h? Então porque é que me fizeram levantar às 5h?" - O que eu tenho que aturar....
Após a paparoca e as fotos iniciais, seguiu-se um joguinho de futebol. 3 para 3, balizas pequenas. Houve um amigo meu que não quis, porque é o anti-social do grupo, e uma rapariga já de idade avançada (alguns 27 anos) que tem coisas melhores para fazer que andar a fazer figura de parva atrás de uma bola. Agora que penso nisso, não sei se foi uma ou duas gajas que se cortaram :)
No final do jogo, ambas as equipas acharam que venceram, a minha porque ganhou mesmo, a outra porque não sabe contar. Adiante.
Chegada a hora do encontro com a senhoria, dirigimo-nos às casas (2 casas germinadas, numa encosta, à beira-rio) para deixar a bagagem, e partir à procura duma praia fluvial, já que estava um calor do caraças. Encontrámos um pântano, com um banco de areia de 15 metros quadrados, e mesmo para isso já foi preciso andar um bocado às voltas (já que ninguém me dá ouvidos). A água do rio era gelada. Quando saí, passei 5 minutos à procura dos genitais. No entanto, outra amiga nossa é metade peixe e consegue ficar de molho em qualquer água, durante pelo menos meia hora. Mas foi um rapaz, o último a desistir, naquela que ficou conhecida como "a história do rapaz que foi atacado pelo peixe-calhau".
Após o entusiasmo inicial, aproveitámos o dia para tomar uns banhos de sol. A maioria deitados nas suas toalhas de praia, um de nós na sua toalha de bidé, a única que tinha disponível. No entanto, o homem que tem mais peso no grupo banhava-se alegremente, apesar de ter arriscado uma vida de masturbação ao microscópio. Após alguns minutos, oiço um comentário de dentro de água: "Epá, os peixes estão aqui a saltar mesmo ao pé." - Eu estava deitado, meio a dormir, mas achei piada ao rapazinho feliz por estar a brincar com os peixes. No entanto algo macabro aconteceu. Um sorrizinho cínico surgia no rosto do gajo da toalha de bidé. Admirado, olhei para ele, com ar curioso. Ele diz-me: "Sou eu que estou a atirar pedras". O acto em si tinha alguma piada, mas quando me lembro das palavras "eles estão a saltar aqui mesmo ao pé de mim!"... bom, ainda bem que estava sem pila, senão tinha-me mijado. E depois, caros leitores, o potencial da situação! Enorme! Não podiamos deixar que o homem-dos-peixes desconfiasse. Então riamos para dentro, correndo o risco de rebentar um pulmão de tão hilariante que era a situação (talvez não assim, lida, mas para quem lá estava era). Lá continuava ele a brincar com os peixes saltitões, e o outro a atirar pedras. Foi até uma lhe acertar, e pensei que, sem sombra de dúvida, a piada tinha terminado. Mas o comentário de dentro de água não foi o esperado: "EPÁ AGORA UM SALTOU-ME MESMO PARA A MÃO!! O FILHA DA PUTA!!!!" - Foi o descalabro. Já chorávamos. As bochechas doridas do ar que eram forçadas a contêr. Eu só tentava esconder a cara, e até acho que não foi por mim que finalmente o gajo se apercebeu, mas sim por causa do rapaz-da-toalha-de-bidé, que não tinha com o que tapar nada. Que grande momento :)
Estava marcada borga para esse Sábado, mas o dia já ia longo e a malta optou por uma churrascada no quintal. E em boa hora o fez. Boa e muita carninha, sangria à descrição, cerveja, moscatel, e karaoke no portátil. Nunca se cantou tanto e tão mal. A desgraça era muita. Não só por causa do alcool, mas porque às 22h já um gajo estava de pé à 17 horas. Mas ninguém desistiu antes da 1h. Até lá, tudo dava para rir um pouco, é impressionante como quando não se diz ou faz nada de jeito, ninguém se aborrece. No entanto foi também nesta noite que surgiu a primeira desilusão.
Com o grau elevado de alcoolémia que apresentavam, especulava-se que as duas mulheres da expedição tivessem abertas a novas experiências. Daí que, durante certas músicas com coreografias mais arrojadas (nenhum de nós a cantar, obviamente), tenham surgido na multidão comentários do género: "Beija" ou "Só um xoxinho". Sem efeito. Impressionante. Tão perto e contudo tão longe. Até tenho medo de pensar se alguns dos homens lá teriam tido o mesmo discernimento. Adiante.
O sono foi pesado. Até à hora de levantar para tomar o pequeno-almoço (marcado para as 9h30). Uma voltinha pela aldeia (vila?) até ao almoço e passou-se a manhã. O "chefe" pensou que podiamos comer massa instantânea ao almoço, e a malta comeu. Não foi fácil, mas aquilo lá escorregou. À tarde, uns ficaram a dormir, outros foram até Arcos de Vale de Vez, e não é que ainda se estava lá melhor? Toca a arrancar para trás para ir buscar o resto da malta, ainda por cima arranjou-se lá um spot com uma corda atada a uma árvore, à beira-rio, mesmo a jeito para dar uns mergulhos valentes. Aquilo é que era vida. A multidão à beira-rio gritava por nós, empolgada: "Vai filho!!!!" - Dizia uma senhora mais extrovertida. E eu fui. Mal de mim desiludir uma senhora da idade da minha mãe. A pândega durou até o rapaz-do-peixe-calhau rachar um bocado do ramo. Mais ninguém arriscou ir depois disso.
O jantar foi novamente churrascada, peixe e carne grelhados no carvão, mas desta vez com aguinha à mistura. Poupou-se o dinheiro de um jantar fora de casa, só para o gastarmos no almoço do dia seguinte.
Vou terminar por aqui, e reservo o resto da viagem para o post seguinte, porque já estou um bocado farto de escrever, e as palavras caras já não surgem na minha mente como o habitual.
-- FIM DA PRIMEIRA PARTE --
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