Começar desde já a demonstrar a minha profunda indignação pelo facto dos senhores responsáveis por me alojarem o blog me estarem a pressionar fortemente para mudar a minha blogger account para uma daquelas novas contas do google ou que raios, sem eu ter pedido nada, simplesmente porque dizem que é "melhor". Se fosse melhor não implicava dar-me trabalho, que é o que aquilo parece. Atiram-me palavras caras como "migração" e não querem que fique preocupado. Metam a conta do google no cu, que eu já tive disso e o serviço de e-mail é uma merda. Netcabo é que é qualidade! (desde que meti o pacote de 8 mb que os gajos me telefonam quase todos os dias em tom açucarado a perguntar se estou satisfeito) - a resposta é "não" - estou a metade daquilo que pago, mas como também não tenho pressa, vou dar-lhes um tempinho para corrigirem a coisa. Entretanto podem continuar a limpar-me o rabinho peludo com lenços de seda que eu não me chateio. Adiante.
Esta vida cosmopolita que ando a levar, tira-me a inspiração para o blog. Quase não vejo notícias, filmes, séries. Passo o dia no escritório com a minha ligaçãozinha limitadíssima, que espremo ao máximo que consigo (browser e messiene), e quando vou para casa, passo o tempo no irc. Não se aprende nada. Tudo o que é motivo para gozar é aproveitado logo ali, não ando a guardar stock de parvoíces como antigamente, é como se o meu íman para a estupidez tivesse sido desligado.
Depois, se antes não tinha tempo para o blog, o que me deixava aborrecido, agora tenho tempo demais, tanto que não existe assunto suficiente para encher as longas horas que passo a coçar os tomates. Ainda por cima encavaram-me bem geograficamente, uma vez que o meu monitor está virado de frente para o resto do mundo, e qualquer videozinho é partilhado com a administração. Uma ou outra vez dá para rir, não fosse isto Portugal, o país onde desde o escravo até ao rei, toda a gente os coça, mas eu estar o dia todo a ver vídeos causa alguma inveja, apesar dos gajos ganharem rios de papel. Adiante.
Qual é a cena dos intervalos para o café? Eu não faço intervalo para café, posso sair uma hora mais cedo? Uma vez que é esse o tempo que demoram todos os intervalos que se fazem nas empresas em Portugal? Aqui há uns anos tive 2 semanas a trabalhar na linha de caganeira, nem um cabrão dum intervalo fiz para ir ao wc. Aguentava até à hora de saída todos os dias e aproveitava o intervalo para almoço. Entretanto depois, vim a saber que havia quem pedisse intervalo para ir fumar. Burro do caralho.
E já que estou numa de me queixar (apesar de até estar a atravessar um grande momento na minha vida - um gajo nunca está satisfeito), vou ter que falar aqui duma coisinha que é "certificação microsoft", e que anda a stressar as empresas hoje em dia, porque os clientes (borregos burros e ignorantes) ouvem boatos que dizem que só é bom o que é certificado, e como até usam o windows, vamos lá chamar os MCSE (Microsoft Certified Systems Engineer acho) porque esses é que são bons. E os gajos como eu, que olham para o windows e vêm 3 coisas (drag-&-drop, copy-paste, e next-next-next) pensam "mas como é que conseguiram fazer um CURSO desta merda?!" ou "800 contos para aprender a arrastar janelas?". Acho piada em como há milhares de interessados no curso, mas 99% deles nunca usaram o help. Agora a sério, já vos aconteceu não conseguirem fazer algo, irem ao help e no tópico que refere como o fazer só diz "vá tirar o mcse."? Para quando as certificações google? É que um gajo que saiba usar o google, isso sim, desenrasca qualquer berbicacho. Mete-se lá "my boss wants me to perform this particular task witch I am not qualified to do, and have no idea how to do it. can you help me? I feel like a dumbass" e como por magia surgem 10 mil links com informação sobre o assunto, e se deus quiser, patrocinados por anuncios porn. O Google devia ter um anuncio a dizer "Windows info? - 4000 bucks and no porn? try google!"
Que puta de contradição, começo o post a dizer mal do google, e acabo a dizer bem. Assim se vêm as mudanças na vida de um gajo, principalmente de um informático.
Wednesday, February 28, 2007
Thursday, January 25, 2007
No mundo corporativo...
...não existem conversas, existem reuniões. Não existe trabalho, existem projectos. Mesmo que o teu chefe venha ter contigo e te mande limpar os urinóis do WC, mesmo que algum esteja a ser usado (sacodes e afastas com jeitinho), quando falares com alguém fora da empresa vais dizer: "Hoje estive em reunião e fui designado para um novo projecto". Ninguém pergunta qual é porque quem não for da área pensa que não vai perceber e quem for já sabe a tanga que tás a dar.
O mundo corporativo - o 1º mês
É verdade caro leitor. Este pequeno jovem capitalista deixou a vida de luxo da função pública para tentar arranjar um emprego "a sério" (ou seja, fartou-se de ser escravo e foi ganhar guita que se visse).
O choque cultural foi grande. Existe com certeza muito a relatar, daria um grande post, mas vou optar por ir escrevendo aos poucos, publicando o que me vai passando pela cabeça, à medida que vou progredindo na carreira (uma palavra nova que conheci agora e da qual não sabia nada no meu emprego antigo).
Há ano e meio de função pública, o meu status era fodido. Coordenava algumas actividades, era responsável por alguns sistemas, até tinha uns estagiários a bulir para mim. Os altos conhecimentos e as amizades com os "boys" davam-me uma liberdade de movimentos e certos privilégios que foram difíceis de abandonar. O ordenado é que era o mesmo. E desde petiz que eu queria ganhar bem.
Assim, e motivado pelo ordenado estupidamente inflacionado que me estavam agora a oferecer (e que mesmo assim é bastante merdoso comparado com alguns tachos que há por aí), levantei-me com sorriso rasgado no meu 1º dia, bem antes da hora de entrada. O pequeno-almoço foi tomado em casa, com calma, duchezinho mensal tomado, barba feita à "gillete" com direito a cheirinho no fim e tudo. Meti-me no carro e enfrentei com boa-disposição uma das principais características do mundo empresarial: as filas de trânsito. 1 horita para chegar ao trabalho, bem diferente dos 5 minutos a que estava habituado.
A malta era impecável. Uns mais velhos, outros mais novos, todos ele(a)s muito fofo(a)s. Mas nem só de convívio vive um homem, e eu não me ligava à net à umas boas horas, os tremores começavam a aparecer.
"Vamos pedir acesso para ti." - Pedir?? Como pedir? Pedir a quem, carai?
"Aos espanhois acesso ao domínio, aos alemães acesso à net." - À NET?? TENHO QUE PEDIR??? NO SEC. XXI?? Foda-se, sabendo disto tinha trazido o portátil com uma puta duma placa 3g. Adiante.
Enquanto os acessos não chegavam, ia conhecendo os estagiários (todos sabiam mais daquilo que eu). Agora e ali, eu era o maçarico e notava-se bem.
O acesso à net, quando me foi facilitado, era retrógrado. Meus ricos tempos de linha analógica, a sacar a brutos 3 e 4 KBs do napster. Agora, não chegava à marca de 1 KBs, devido à merda de linha que tinhamos e que nos ligava aos espanhóis. E eu que sempre adorei espanhóis... Nunca esquecerei o que me disse um colega nesse dia: "Nós já moramos em Espanha, tu é que ainda não o sabes..." - Foda-se. Choque de realidade brutal.
E se a coisa tava mal, quando eu descobri que o messenger estava bloqueado, aí é que o desespero assentou. Pensei para mim mesmo: "Tem calma rapaz. É uma questão de tempo. Pensa na guita. Daqui a um ano já és boss outra vez..." - Pois, sim...
Ao final do dia, vá mais uma filazita de trânsito. Isto depois de arrotar 11 euros em estacionamento (ser maçarico é fodido). Chegar a casa 2 horas mais tarde que o habitual. Vai custar a habituar... mas mesmo assim, não foi mau demais.
E a partir do 1º dia, foi uma puta duma navegação ao nível do Vasco da Gama. Filas nunca mais, o caminho todo sabidinho, o estacionamento à borla ou pago pela empresa, a net já tá rápida, o msn já funca. O céu é de novo azul e os pássaros cantam a anunciar os ventos favoráveis que se adivinham.
O choque cultural foi grande. Existe com certeza muito a relatar, daria um grande post, mas vou optar por ir escrevendo aos poucos, publicando o que me vai passando pela cabeça, à medida que vou progredindo na carreira (uma palavra nova que conheci agora e da qual não sabia nada no meu emprego antigo).
Há ano e meio de função pública, o meu status era fodido. Coordenava algumas actividades, era responsável por alguns sistemas, até tinha uns estagiários a bulir para mim. Os altos conhecimentos e as amizades com os "boys" davam-me uma liberdade de movimentos e certos privilégios que foram difíceis de abandonar. O ordenado é que era o mesmo. E desde petiz que eu queria ganhar bem.
Assim, e motivado pelo ordenado estupidamente inflacionado que me estavam agora a oferecer (e que mesmo assim é bastante merdoso comparado com alguns tachos que há por aí), levantei-me com sorriso rasgado no meu 1º dia, bem antes da hora de entrada. O pequeno-almoço foi tomado em casa, com calma, duchezinho mensal tomado, barba feita à "gillete" com direito a cheirinho no fim e tudo. Meti-me no carro e enfrentei com boa-disposição uma das principais características do mundo empresarial: as filas de trânsito. 1 horita para chegar ao trabalho, bem diferente dos 5 minutos a que estava habituado.
A malta era impecável. Uns mais velhos, outros mais novos, todos ele(a)s muito fofo(a)s. Mas nem só de convívio vive um homem, e eu não me ligava à net à umas boas horas, os tremores começavam a aparecer.
"Vamos pedir acesso para ti." - Pedir?? Como pedir? Pedir a quem, carai?
"Aos espanhois acesso ao domínio, aos alemães acesso à net." - À NET?? TENHO QUE PEDIR??? NO SEC. XXI?? Foda-se, sabendo disto tinha trazido o portátil com uma puta duma placa 3g. Adiante.
Enquanto os acessos não chegavam, ia conhecendo os estagiários (todos sabiam mais daquilo que eu). Agora e ali, eu era o maçarico e notava-se bem.
O acesso à net, quando me foi facilitado, era retrógrado. Meus ricos tempos de linha analógica, a sacar a brutos 3 e 4 KBs do napster. Agora, não chegava à marca de 1 KBs, devido à merda de linha que tinhamos e que nos ligava aos espanhóis. E eu que sempre adorei espanhóis... Nunca esquecerei o que me disse um colega nesse dia: "Nós já moramos em Espanha, tu é que ainda não o sabes..." - Foda-se. Choque de realidade brutal.
E se a coisa tava mal, quando eu descobri que o messenger estava bloqueado, aí é que o desespero assentou. Pensei para mim mesmo: "Tem calma rapaz. É uma questão de tempo. Pensa na guita. Daqui a um ano já és boss outra vez..." - Pois, sim...
Ao final do dia, vá mais uma filazita de trânsito. Isto depois de arrotar 11 euros em estacionamento (ser maçarico é fodido). Chegar a casa 2 horas mais tarde que o habitual. Vai custar a habituar... mas mesmo assim, não foi mau demais.
E a partir do 1º dia, foi uma puta duma navegação ao nível do Vasco da Gama. Filas nunca mais, o caminho todo sabidinho, o estacionamento à borla ou pago pela empresa, a net já tá rápida, o msn já funca. O céu é de novo azul e os pássaros cantam a anunciar os ventos favoráveis que se adivinham.
Saturday, January 06, 2007
Mesmo título do anterior
Esta puta de saída de casa para ir um bocado ao jumbo foi pródiga em podres da nossa sociedade. Então não é que oiço no rádio, o novo anúncio da floribela, onde se ouve um miúdo a dizer "sabes quem é mega-ri-fixe e o caralho? Tu, mãe, se me comprasses os jogos da floribela". Consegui escrever. Vou só fazer aqui uma pausa para vomitar.
Então eu ou tu, como pais agora ou no futuro, vamos ser automaticamente uns desgraçados da merda, porque não compramos a porcaria dos jogos da puta da floribela? Basicamente, é o que a SIC está a insinuar. Ou não? Estarei a exagerar? A minha interpretação do anúncio é assim tão tendenciosa? E se sim, estarei maluco? Estamos a caminhar para um futuro onde quem não gostar da floribela deve ser internado? Deverei dirigir-me já ao hospital mais próximo, para tentar resolver este meu problema antes que seja tarde demais?
Não se trafica já aí qualquer droga que me ajude? Extracto de caspa da floribela, via nasal, ou assim.
Então eu ou tu, como pais agora ou no futuro, vamos ser automaticamente uns desgraçados da merda, porque não compramos a porcaria dos jogos da puta da floribela? Basicamente, é o que a SIC está a insinuar. Ou não? Estarei a exagerar? A minha interpretação do anúncio é assim tão tendenciosa? E se sim, estarei maluco? Estamos a caminhar para um futuro onde quem não gostar da floribela deve ser internado? Deverei dirigir-me já ao hospital mais próximo, para tentar resolver este meu problema antes que seja tarde demais?
Não se trafica já aí qualquer droga que me ajude? Extracto de caspa da floribela, via nasal, ou assim.
Foda-se...
Exactamente, quão desprezível é você como ser humando, quando consegue passar por um miúdo da casa do gaiato a vender o conhecido jornal, e não é capaz de dar o caralho da quantia de 30 cêntimos, sabendo que está ajudar putos sem casa ou família, e ainda tem a lata de nem olhar para baixo, como se o chavalo fosse alguma espécie de criatura hedionda, que transforma filhos da puta em pedra com o olhar?
Foda-se, é que nem merece o ar que respira.
Foda-se, é que nem merece o ar que respira.
Tuesday, January 02, 2007
Finalmente
...temos um presidente da república capaz de discursar a uma velocidade tal, que a senhora da linguagem gestual no cantinho tem tempo de traduzir todas as palavras, assim como introduzir a correcta pontuação e até os variados ênfases gramaticais. Um grande bem haja ao nosso presidente, por pensar nos surdos de forma tão atenciosa.
Monday, January 01, 2007
E se...
O Toy conseguisse dar uma entrevista normal sem fazer figura de estúpido ao cantar uma das putas das letras de merda dele sem acompanhamento musical? Já me saiu furado um dos desejos para 2007.
O futuro
Passou-se realmente muito tempo desde a última vez que realmente me apeteceu dar umas neste blog. Mas sabem como é, ano novo, vida nova, e este ano vai começar com um post realmente estúpido, ao nível daquilo a que já vos tenho habituado.
Apesar de não estar relacionado, não consigo afastar da minha mente a ideia de que devo imortalizar esta minha passagem de ano aqui, no blog, pois foi uma noite que ficará guardada na minha memória, como parte da minha história pessoal e como a prova irrefutável do cromo que sou.
Assim, e sem mais demoras, eram 23h de dia 31 de Dezembro de 2006 e eu, engenheiro informático, 25 anos, estava sentado ao meu computador, sozinho, em casa, a discutir num canal do irc, sozinho, a piada que tinha a diferença horária de Portugal para Espanha, e em como facilmente se poderiam fazer 2 festas, uma à meia-noite de Espanha, outra uma hora depois, em Portugal, isto enquanto assistia na tv a um especial da Guerra das Estrelas intercalado com o Dança Comigo e a Floribela especial de fim-de-ano.
Isto poderia ser apenas triste, mas não. É patético. A verdade é que eu tinha opções: poderia ter saído, poderia estar a divertir-me com amigos, com família, beber uns copos, curtir uns fogos de artíficio, fazer alguma merda, fosse o que fosse. Mas, ao ver aquele especial da Guerra das Estrelas, sentado ao meu computador, de pijama, não havia realmente sítio onde preferisse estar. E isto é que é grave. Que eu tenha atingido tal nível de apatia em relação ao divertimento e à tradição festiva da altura, que tenha deliberadamente resolvido ficar em casa, entediado até aos cabelos, mas satisfeito pelo sossego e poupança financeira que daí resultou. Esta era a altura pela qual eu almejava todo o ano, o único oásis no deserto que é o ano gregoriano (à excepção do Verão e das jogas de futebol de praia depois do trabalho), e passou-me ao lado. Sem interesse, sem vigor, sem eu dar por isso. Enfim, que se foda, com sorte não foi a última e dificilmente a próxima será tão deprimente. Adiante.
Dada esta realidade, que partilhei não sei muito bem porquê e que em nada tem a ver para o objectivo do post, passei as primeiras horas de 2007 a ver um filme. O filme em si não merece sequer ser referenciado nesse aclamado blog de cinema, o eu-vi-um-blockbuster, mas a história do mesmo assenta num pressuposto que achei deveras pertinente.
Acontece que, ao longo da história, a humanidade tem vindo a evoluir, e umas das teorias que procura justificar essa evolução é o chamado processo de selecção natural, onde os mais fortes e inteligentes sobrevivem, pois são capazes de se reproduzir mais depressa que os restantes. No entanto, olhando para a realidade que temos, facilmente vemos um casal inteligente e fisicamente apto, a escolher não ter filhos devido aos factores da sociedade onde vivem, enquanto um casal de iletrados não pondera ter ou não ter filhos, simplesmente fodem como coelhos, sem o conhecimento da palavra "contraceptivo", e servem de seguida como exemplo à sua descendência, que provavelmente seguirá pelo mesmo caminho. O resultado directo é que um casal de ignorantes pode gerar até 200 descendentes em 4 gerações, enquanto um casal de prodígios gera 20. A humanidade está a viciar as regras do jogo, e prepara-se para ser desqualificada por... ignorância.
Esta puta desta ideia fez-me pensar. Se calhar devia pensar menos e fazer mais bebés...
Apesar de não estar relacionado, não consigo afastar da minha mente a ideia de que devo imortalizar esta minha passagem de ano aqui, no blog, pois foi uma noite que ficará guardada na minha memória, como parte da minha história pessoal e como a prova irrefutável do cromo que sou.
Assim, e sem mais demoras, eram 23h de dia 31 de Dezembro de 2006 e eu, engenheiro informático, 25 anos, estava sentado ao meu computador, sozinho, em casa, a discutir num canal do irc, sozinho, a piada que tinha a diferença horária de Portugal para Espanha, e em como facilmente se poderiam fazer 2 festas, uma à meia-noite de Espanha, outra uma hora depois, em Portugal, isto enquanto assistia na tv a um especial da Guerra das Estrelas intercalado com o Dança Comigo e a Floribela especial de fim-de-ano.
Isto poderia ser apenas triste, mas não. É patético. A verdade é que eu tinha opções: poderia ter saído, poderia estar a divertir-me com amigos, com família, beber uns copos, curtir uns fogos de artíficio, fazer alguma merda, fosse o que fosse. Mas, ao ver aquele especial da Guerra das Estrelas, sentado ao meu computador, de pijama, não havia realmente sítio onde preferisse estar. E isto é que é grave. Que eu tenha atingido tal nível de apatia em relação ao divertimento e à tradição festiva da altura, que tenha deliberadamente resolvido ficar em casa, entediado até aos cabelos, mas satisfeito pelo sossego e poupança financeira que daí resultou. Esta era a altura pela qual eu almejava todo o ano, o único oásis no deserto que é o ano gregoriano (à excepção do Verão e das jogas de futebol de praia depois do trabalho), e passou-me ao lado. Sem interesse, sem vigor, sem eu dar por isso. Enfim, que se foda, com sorte não foi a última e dificilmente a próxima será tão deprimente. Adiante.
Dada esta realidade, que partilhei não sei muito bem porquê e que em nada tem a ver para o objectivo do post, passei as primeiras horas de 2007 a ver um filme. O filme em si não merece sequer ser referenciado nesse aclamado blog de cinema, o eu-vi-um-blockbuster, mas a história do mesmo assenta num pressuposto que achei deveras pertinente.
Acontece que, ao longo da história, a humanidade tem vindo a evoluir, e umas das teorias que procura justificar essa evolução é o chamado processo de selecção natural, onde os mais fortes e inteligentes sobrevivem, pois são capazes de se reproduzir mais depressa que os restantes. No entanto, olhando para a realidade que temos, facilmente vemos um casal inteligente e fisicamente apto, a escolher não ter filhos devido aos factores da sociedade onde vivem, enquanto um casal de iletrados não pondera ter ou não ter filhos, simplesmente fodem como coelhos, sem o conhecimento da palavra "contraceptivo", e servem de seguida como exemplo à sua descendência, que provavelmente seguirá pelo mesmo caminho. O resultado directo é que um casal de ignorantes pode gerar até 200 descendentes em 4 gerações, enquanto um casal de prodígios gera 20. A humanidade está a viciar as regras do jogo, e prepara-se para ser desqualificada por... ignorância.
Esta puta desta ideia fez-me pensar. Se calhar devia pensar menos e fazer mais bebés...
Wednesday, October 25, 2006
A Vida Académica
Vamos lá a ver se eu me lembro como se escreve nisto... Enfim, o tempo não tem dado para grande coisa, e toda a gente conhece os meus padrões elevados, não me vou por a escrever por escrever. É preciso o feeling.
Encontro-me neste momento numa formação, mas como tenho a mania que sou bom e já sei tudo, vim aqui dar umas blogadas.
Então, um dia destes, à já para aí uma semana, eis-me que sou convidado para uma festa académica (coisa que já não via desde os meus tempos de caloiro). É certo que sempre houve jantares de curso, mas a verdade é que desde o 2º ano que a malta cagava no resto do curso e ia jantar a outro lado, mais fino e educado. Cá misturas é que não!
Em todo o caso, resolvi aceder ao convite, veio de uma amiga de longa data, que de vez em quando lá lhe dá para me querer aturar. A noite começou bem. Ela tinha combinado com as suas amigas universitárias alcoolizadas um ponto de encontro de fácil acesso, onde deveriamos ter ido ter. Infelizmente, sendo, a minha amiga de Grândola, a sua amiga da Moita, e o ponto de encontro em Setúbal, nenhuma delas fazia assim grande ideia de como lá ir ter, mas o pior é que pensavam que sabiam. Então, lá seguimos cegamente as indicações da gaja da moita durante um bom bocado, correndo basicamente tudo o que era rua. Ela só tinha uma certeza: Era entre a Av. Todi e a praia de Albarquel (2-3 km). Um fininho.
Desistimos passado um pouco, afinal somos 2 pessoas com cursos superiores, e só fazemos certas figuras até determinado ponto. Fomos então ter com um amigo meu (este sim, de confiança) a um sítio conhecido.
À chegada, uma agradável surpresa: Outro amigo meu, no meio de um encontro caliente. Ele é assim como eu, um gajo sério, pouco dado a grandes palcos, apreciador da sua privacidade. Notou-se que ficou encaralhado. Mas isso tudo passou quando reparou na minha amiga (sendo eu um gajo comprometido, era limpinho que eu é que me deveria encaralhar), e automaticamente aquele sorriso típico do "já foste apanhado, cabrão" surgiu-lhe no rosto. No entanto, um olhar mais atento revelou exactamente o mesmo sorriso da minha parte, e logo concluiu que a minha saída tinha sido aprovada pela minha mais-que-tudo, e que só havia um encaralhado entre nós (sim, gosto deste termo, e adequa-se na perfeição). Mais ainda, quando surgiu o meu outro amigo, que havia combinado sair connosco, todas as esperanças de me ter apanhado dissiparam-se por completo.
O mesmo sorriso acompanhou-me até sair do bar.
Após mais um conjunto de indicações por parte da perdida-da-moita, aventuramo-nos novamente em busca do dito local da festa. Desta vez a coisa correu melhor. Mesmo ao longe já se via uma pequena multidão a juntar-se em frente a um pequeno spot, como que a marcar o sítio com um "X". Let The Party Begin!
Foda-se. 5 minutos lá e já me sentia um velho. Miudinhas e pirralhos acabadinhos de sair da primária, a emborcar imperial que nem gente crescida (Imperial a 50 cent. para eles, 1,50 € para mim, que não sou puto e portanto mereço ser assaltado), cada um capaz de fazer de irmão(ã) mais novo(a) de qualquer puto dos morangos. Maçaricos, dos pés à ponta das cristas. Não sabia que as creches também tinham festas académicas. Adiante.
Para todo o Mal existe o Bem, para todo o Yang existe o Yin, para cada 6 benfiquistas existe um lagarto, o universo encontra forma de se equilibrar. Então, surge o corpo veterano. Uma entrada magnífica. De porte imponente. Ninguém diria que já eram veteranos quando eu entrei para a universidade, e que 7 anos depois ainda estão no 3º ano. Mas ao menos, eram homens e mulheres! E toda a gente desistiu do olhar "morte-ao-adulto" em direcção à minha pessoa. Agora, eu era um deles.
Ao menos a música ainda era do meu tempo, igual à que se ouvia quando eu saia em puto. É sempre bom ver (ouvir, neste caso) valores que não se perdem.
Estava a coisa a correr bem, quando aquelas duas palavras demoníacas surgem da boca do alegado DJ: "KARA OKEEEE!". O choque seria maior, não fosse eu já ter sido avisado que tal catástrofe poderia acontecer.
Ora, foi por esta altura que se deu a desilusão da noite. A minha amiga (sóbria, é certo, o que não ajuda), recusou-se a acompanhar as suas colegas de turma numa interpretação histórica de "Ao limite eu vou" das Não-Me-Lembro. Uma verdadeira facada nas costas. Não se nega um gozo destes a ninguém.
E foi após este momento vergonhoso que tudo acabou.
A não esquecer.
Encontro-me neste momento numa formação, mas como tenho a mania que sou bom e já sei tudo, vim aqui dar umas blogadas.
Então, um dia destes, à já para aí uma semana, eis-me que sou convidado para uma festa académica (coisa que já não via desde os meus tempos de caloiro). É certo que sempre houve jantares de curso, mas a verdade é que desde o 2º ano que a malta cagava no resto do curso e ia jantar a outro lado, mais fino e educado. Cá misturas é que não!
Em todo o caso, resolvi aceder ao convite, veio de uma amiga de longa data, que de vez em quando lá lhe dá para me querer aturar. A noite começou bem. Ela tinha combinado com as suas amigas universitárias alcoolizadas um ponto de encontro de fácil acesso, onde deveriamos ter ido ter. Infelizmente, sendo, a minha amiga de Grândola, a sua amiga da Moita, e o ponto de encontro em Setúbal, nenhuma delas fazia assim grande ideia de como lá ir ter, mas o pior é que pensavam que sabiam. Então, lá seguimos cegamente as indicações da gaja da moita durante um bom bocado, correndo basicamente tudo o que era rua. Ela só tinha uma certeza: Era entre a Av. Todi e a praia de Albarquel (2-3 km). Um fininho.
Desistimos passado um pouco, afinal somos 2 pessoas com cursos superiores, e só fazemos certas figuras até determinado ponto. Fomos então ter com um amigo meu (este sim, de confiança) a um sítio conhecido.
À chegada, uma agradável surpresa: Outro amigo meu, no meio de um encontro caliente. Ele é assim como eu, um gajo sério, pouco dado a grandes palcos, apreciador da sua privacidade. Notou-se que ficou encaralhado. Mas isso tudo passou quando reparou na minha amiga (sendo eu um gajo comprometido, era limpinho que eu é que me deveria encaralhar), e automaticamente aquele sorriso típico do "já foste apanhado, cabrão" surgiu-lhe no rosto. No entanto, um olhar mais atento revelou exactamente o mesmo sorriso da minha parte, e logo concluiu que a minha saída tinha sido aprovada pela minha mais-que-tudo, e que só havia um encaralhado entre nós (sim, gosto deste termo, e adequa-se na perfeição). Mais ainda, quando surgiu o meu outro amigo, que havia combinado sair connosco, todas as esperanças de me ter apanhado dissiparam-se por completo.
O mesmo sorriso acompanhou-me até sair do bar.
Após mais um conjunto de indicações por parte da perdida-da-moita, aventuramo-nos novamente em busca do dito local da festa. Desta vez a coisa correu melhor. Mesmo ao longe já se via uma pequena multidão a juntar-se em frente a um pequeno spot, como que a marcar o sítio com um "X". Let The Party Begin!
Foda-se. 5 minutos lá e já me sentia um velho. Miudinhas e pirralhos acabadinhos de sair da primária, a emborcar imperial que nem gente crescida (Imperial a 50 cent. para eles, 1,50 € para mim, que não sou puto e portanto mereço ser assaltado), cada um capaz de fazer de irmão(ã) mais novo(a) de qualquer puto dos morangos. Maçaricos, dos pés à ponta das cristas. Não sabia que as creches também tinham festas académicas. Adiante.
Para todo o Mal existe o Bem, para todo o Yang existe o Yin, para cada 6 benfiquistas existe um lagarto, o universo encontra forma de se equilibrar. Então, surge o corpo veterano. Uma entrada magnífica. De porte imponente. Ninguém diria que já eram veteranos quando eu entrei para a universidade, e que 7 anos depois ainda estão no 3º ano. Mas ao menos, eram homens e mulheres! E toda a gente desistiu do olhar "morte-ao-adulto" em direcção à minha pessoa. Agora, eu era um deles.
Ao menos a música ainda era do meu tempo, igual à que se ouvia quando eu saia em puto. É sempre bom ver (ouvir, neste caso) valores que não se perdem.
Estava a coisa a correr bem, quando aquelas duas palavras demoníacas surgem da boca do alegado DJ: "KARA OKEEEE!". O choque seria maior, não fosse eu já ter sido avisado que tal catástrofe poderia acontecer.
Ora, foi por esta altura que se deu a desilusão da noite. A minha amiga (sóbria, é certo, o que não ajuda), recusou-se a acompanhar as suas colegas de turma numa interpretação histórica de "Ao limite eu vou" das Não-Me-Lembro. Uma verdadeira facada nas costas. Não se nega um gozo destes a ninguém.
E foi após este momento vergonhoso que tudo acabou.
A não esquecer.
Tuesday, September 12, 2006
11/9
"CAPE TOWN, South Africa - More than a third of a million South Africans have died of
AIDS over the past year, the head of the country's Medical Research Council said Tuesday."
E eu vou chorar por 3000 americanos?
AIDS over the past year, the head of the country's Medical Research Council said Tuesday."
E eu vou chorar por 3000 americanos?
Monday, September 11, 2006
Ser tuga é...
...assistir a um concerto, ver a banda a sair e a aguardar atrás do palco que o público grite o SEU nome para o encore, mas só ouvir "POR-TU-GAL!!! POR-TU-GAL!!!" ahah
Wednesday, August 23, 2006
Eu vi um BLOCKBUSTER
A partir de agora, e por motivos de organização de ideias, as críticas aos filmes que vejo deixarão de ser publicadas neste blog de mau gosto. Assim criei um novo blog, sem caralhada, sem insultos infundados e completamente fícticios, e basicamente, sem muita piada (embora um gajo tente sempre meter qualquer coisa lá no meio, para não aborrecer).
Pressinto que o originalmente chamado "Cinema, por quem não sabe de." será um blog com futuro. Até porque, este que é aquilo que se sabe, já dura há quase 3 anos, e ainda ninguém teve o bom censo de enviar um cyborg do futuro para tentar acabar com ele (brutal piada cinematográfica).
Resta-me desejar-vos bons filmes, e dizer, para os menos perspicazes, que o url para este novo blog, está no link acima. De qualquer forma... aqui.
Pressinto que o originalmente chamado "Cinema, por quem não sabe de." será um blog com futuro. Até porque, este que é aquilo que se sabe, já dura há quase 3 anos, e ainda ninguém teve o bom censo de enviar um cyborg do futuro para tentar acabar com ele (brutal piada cinematográfica).
Resta-me desejar-vos bons filmes, e dizer, para os menos perspicazes, que o url para este novo blog, está no link acima. De qualquer forma... aqui.
Friday, July 28, 2006
in Diário da República
"Lei nº 32/2006-Iª
AR
DR nº 143, de 26 de Julho
Procriação medicamente assistida."
Acho fofa a atenção, mas sinceramente há coisas em que não gosto de ser assistido.
Obrigado.
AR
DR nº 143, de 26 de Julho
Procriação medicamente assistida."
Acho fofa a atenção, mas sinceramente há coisas em que não gosto de ser assistido.
Obrigado.
Monday, July 10, 2006
Menos AIIIIIIIIS
Hoje, os portugueses apercebem-se que, apesar de terem entrado no cordão humano, pagam mais 2 cêntimos por cada litro de gasolina que consomem, desde o ínicio do campeonato do mundo. Daí o "cooooooooorre mais!" (anda menos de carro e mais a pé, à corrida para não te atrasares) e o "quero muuuuuuito mais!" (do teu guito, pobre imbecil).
Wednesday, June 28, 2006
Curriculum Vitae - HowTo
Após ler uma frase interessante de um sujeito que não conheço de lado nenhum e não merece ser referido (quando se dá uma para a caixa ao mesmo tempo que as restantes centenas vão parar ao lixo, não se é merecedor de reconhecimento por ninguém), pensei que deveria partilhar mais uma vez consigo, caro leitor, um pouco da minha experiência como licenciado, uma vez que os restantes continuam a tentar atirar-lhe areia para os olhos, isto se, for gestor numa empresa.
Assim, vou explicar como é feito o famoso CV, aquele documento que pode ou não decidir todo o nosso futuro, a não ser que sejam um gaja e jeitosa, aí pode bastar um trabalhinho oral à pessoa certa, e da vossa disponibilidade para trabalhar com um porco tarado, que aceita um broche duma candidata na entrevista.
Existem muitas abordagens, técnicas, tácticas, toques pessoais, etc. para fazer um CV. E cada um tem as suas. No entanto, há algumas regras básicas que convém seguir, e é especialmente dessas que gostaria de falar.
1ª - Manter sempre 3 ou 4 CV's parcialmente distintos, completamente diferentes ou mesmo contraditórios, prontos a entregar. Cada emprego é um caso, e o CV deve ser sempre bem adequado ao tipo de emprego ao qual nos estamos a candidatar. Exemplo: Eu (ou não) lembro-me de uma vez ter realizado um trabalho de 3 folhas sobre os melhores lutadores do street fighter. Como pescador, isto não me dá grande vantagem em relação aos restantes candidatos à vaga no barco. No entanto, se fosse crítico de jogos, aí já incluiria, de forma detalhada o suficiente para ocupar meia folha A4, os motivos que me levaram a escrever o trabalho, o jogo, os lutadores e o número de horas que precisei para realizar tal análise, de forma tão concisa. E ocultava aquela vez que fui com uns amigos à pesca uma tarde e apanhei peixe (convenientemente não me lembro da quantidade exacta), o que me torna praticamente um profissional no ramo.
2ª - Antes de uma entrega, melhorar SEMPRE o CV. Como é óbvio, nunca se entrega o mesmo CV duas vezes. É SEMPRE possível melhorar o CV, e o como, depende do dia da semana e disposição no momento. Mesmo que, entre duas entregas de dois CV, não se faça mais nada que não seja coçar os tomates. Mesmo que se inclua no segundo: "Últimos 3 meses: Pausa para profunda introspecção".
3ª - Não incluir fotografia. No meu caso, é mais uma regra pela qual viver.
4ª - Não entregar um CV curto. Mesmo que não tenham feito nada, um CV curto é um CV chumbado. Mesmo que não tenham experiência profissional absolutamente nenhuma, relembrem aqueles biscates que fizeram quando eram novos (eu em pequeno, por exemplo, ajudava a minha avó na horta, se alguma vez tivesse ido para agricultura, já estava lançado). E mesmo não querendo ser agricultor, não é vergonha nenhuma saberem que sei o que é trabalhar, desde pequenino, ainda para mais, a carregar baldes de água (mais uma vez, não me lembro da quantidade exacta). Apesar disto, cuidado ao incluirem "simulações de medicina com a vizinha do lado" no CV, porque pode não ser bem entendido.
5ª - Finalmente, não menos importante, incluir aspectos positivos da vossa personalidade, passatempos, gostos, interesses, desde que, sejam aqueles que os psicólogos mais gostam, e que contribuem para vos traçarem um bonito perfil psicológico. Alguns exemplos: Desporto intelectual e físico, ler livros muito grandes e sem imagens, ir ao cinema ver filmes alternativos, reciclar, conduzir um híbrido, ser voluntário no hospital, gostar de desafios, lidar bem com situações extremas, ouvir chopin ou bach, escrever um blog (não como este) ou ir à igreja (hoje em dia, esta pode sair furada, ninguém gosta de um fanático religioso). Basicamente, tudo o que não vos identifique como alguém capaz de chegar um dia armado ao trabalho e disparar contra os colegas.
Mais um post educativo.
Assim, vou explicar como é feito o famoso CV, aquele documento que pode ou não decidir todo o nosso futuro, a não ser que sejam um gaja e jeitosa, aí pode bastar um trabalhinho oral à pessoa certa, e da vossa disponibilidade para trabalhar com um porco tarado, que aceita um broche duma candidata na entrevista.
Existem muitas abordagens, técnicas, tácticas, toques pessoais, etc. para fazer um CV. E cada um tem as suas. No entanto, há algumas regras básicas que convém seguir, e é especialmente dessas que gostaria de falar.
1ª - Manter sempre 3 ou 4 CV's parcialmente distintos, completamente diferentes ou mesmo contraditórios, prontos a entregar. Cada emprego é um caso, e o CV deve ser sempre bem adequado ao tipo de emprego ao qual nos estamos a candidatar. Exemplo: Eu (ou não) lembro-me de uma vez ter realizado um trabalho de 3 folhas sobre os melhores lutadores do street fighter. Como pescador, isto não me dá grande vantagem em relação aos restantes candidatos à vaga no barco. No entanto, se fosse crítico de jogos, aí já incluiria, de forma detalhada o suficiente para ocupar meia folha A4, os motivos que me levaram a escrever o trabalho, o jogo, os lutadores e o número de horas que precisei para realizar tal análise, de forma tão concisa. E ocultava aquela vez que fui com uns amigos à pesca uma tarde e apanhei peixe (convenientemente não me lembro da quantidade exacta), o que me torna praticamente um profissional no ramo.
2ª - Antes de uma entrega, melhorar SEMPRE o CV. Como é óbvio, nunca se entrega o mesmo CV duas vezes. É SEMPRE possível melhorar o CV, e o como, depende do dia da semana e disposição no momento. Mesmo que, entre duas entregas de dois CV, não se faça mais nada que não seja coçar os tomates. Mesmo que se inclua no segundo: "Últimos 3 meses: Pausa para profunda introspecção".
3ª - Não incluir fotografia. No meu caso, é mais uma regra pela qual viver.
4ª - Não entregar um CV curto. Mesmo que não tenham feito nada, um CV curto é um CV chumbado. Mesmo que não tenham experiência profissional absolutamente nenhuma, relembrem aqueles biscates que fizeram quando eram novos (eu em pequeno, por exemplo, ajudava a minha avó na horta, se alguma vez tivesse ido para agricultura, já estava lançado). E mesmo não querendo ser agricultor, não é vergonha nenhuma saberem que sei o que é trabalhar, desde pequenino, ainda para mais, a carregar baldes de água (mais uma vez, não me lembro da quantidade exacta). Apesar disto, cuidado ao incluirem "simulações de medicina com a vizinha do lado" no CV, porque pode não ser bem entendido.
5ª - Finalmente, não menos importante, incluir aspectos positivos da vossa personalidade, passatempos, gostos, interesses, desde que, sejam aqueles que os psicólogos mais gostam, e que contribuem para vos traçarem um bonito perfil psicológico. Alguns exemplos: Desporto intelectual e físico, ler livros muito grandes e sem imagens, ir ao cinema ver filmes alternativos, reciclar, conduzir um híbrido, ser voluntário no hospital, gostar de desafios, lidar bem com situações extremas, ouvir chopin ou bach, escrever um blog (não como este) ou ir à igreja (hoje em dia, esta pode sair furada, ninguém gosta de um fanático religioso). Basicamente, tudo o que não vos identifique como alguém capaz de chegar um dia armado ao trabalho e disparar contra os colegas.
Mais um post educativo.
Friday, June 23, 2006
Portugal quando a selecção joga
Hoje, entre os relatórios detalhados das actividades desenvolvidas pelos jogadores da selecção em estágio na Alemanha, apanhei a notícia de que a General Motors iria fechar uma fábrica da Opel em Portugal, enviando para o desemprego mais algumas centenas de portugueses. Inquirido por um jornal fícticio inventado por mim, um transeunte que passava terá respondido à pergunta "O que pensa deste despedimento em massa, e da crise que assola o nosso país?" da seguinte forma:
"Crise? ESTAMOS NOS OITAVOS, CARALHO!!!!"
Mais burros que os portugueses em altura de mundial, só os americanos o resto do tempo.
"Crise? ESTAMOS NOS OITAVOS, CARALHO!!!!"
Mais burros que os portugueses em altura de mundial, só os americanos o resto do tempo.
Saturday, June 17, 2006
Tabaco
Ora, como posso eu exprimir o que me vai na alma, sem provavelmente ofender os meus ricos leitores fumadores? Após meditar nesta questão 15 segundos inteirinhos, cheguei à conclusão que não vale a pena, eles que se fodam, porque afinal, é apenas uma (muito) pequena retribuição pelo mal que me causam.
Sou contra o tabaco? Fumar é sinal de fraqueza, as pessoas fumam como sendo a forma de melhor enfrentar as dificuldades da vida, uma vez que a nicotina ajuda a acalmar. Mais, as pessoas fumam para serem mais inteligentes, uma vez que este narcótico ajuda a estimular a actividade cerebral. E fumam porque são agarradinhas e já não conseguem viver sem aquilo. Só por isto, sou contra. O facto de foderem os pulmões nem precisa de ser referido.
A razão deste post foi que, numa ida ao cinema, me vi forçado a seguir atrás de um conjunto de fumadores, à saída, na escada rolante. Filhos da puta. É que nem se apercebem da merda que fazem. Agem como se aquele aborto de hábito fosse algo natural. Como se o fumo que expelem se dissipasse no ar instantaneamente. Como se os estúpidos atrás não tivessem a comer com ele durante todo o tempo que demora a viagem na puta da escada.
Uma vez que não tenho razão para protestar, já que é permitido fumar na maioria dos sítios ou situações, resta-me a doce certeza de que 80% deles vão morrer precoce e horrivelmente. Cá fico à espera.
Sou contra o tabaco? Fumar é sinal de fraqueza, as pessoas fumam como sendo a forma de melhor enfrentar as dificuldades da vida, uma vez que a nicotina ajuda a acalmar. Mais, as pessoas fumam para serem mais inteligentes, uma vez que este narcótico ajuda a estimular a actividade cerebral. E fumam porque são agarradinhas e já não conseguem viver sem aquilo. Só por isto, sou contra. O facto de foderem os pulmões nem precisa de ser referido.
A razão deste post foi que, numa ida ao cinema, me vi forçado a seguir atrás de um conjunto de fumadores, à saída, na escada rolante. Filhos da puta. É que nem se apercebem da merda que fazem. Agem como se aquele aborto de hábito fosse algo natural. Como se o fumo que expelem se dissipasse no ar instantaneamente. Como se os estúpidos atrás não tivessem a comer com ele durante todo o tempo que demora a viagem na puta da escada.
Uma vez que não tenho razão para protestar, já que é permitido fumar na maioria dos sítios ou situações, resta-me a doce certeza de que 80% deles vão morrer precoce e horrivelmente. Cá fico à espera.
Friday, June 09, 2006
Putas no Mundial
Não vou fazer prognósticos em relação à prestação da nossa selecção neste campeonato. Até porque não são famosos, e não quero desanimar ninguém. Vou antes dar conhecimento duma notícia perfeitamente descabida, e que cria precedentes histórios únicos.
Segundo a sic reporta aqui, o vaticano está contra a prostituição no Mundial, ao contrário dos outros Mundiais e restantes competições desportivas, onde é comum o papa tecer algumas palavras de incentivo a todas as putas do mundo, em prol de um serviço bem feito.
Percebo que a igreja católica esteja um pouco aborrecida por o mundo ainda não ter acabado, mesmo agora ultrapassámos outra data de risco (06-06-06), mas daí a manifestar-se publicamente desta forma negativa é abusar um bocado.
É porreiro as agências noticiosas encontrarem espaço para encaixarem estas notícias realmente chocantes.
E agora que já disse algumas parvoíces, só quero dizer que sou contra a prostituição, simplesmente não culpo o futebol pela sua existência. Até porque, segundo dizem, já havia antes da bola cá chegar...
Segundo a sic reporta aqui, o vaticano está contra a prostituição no Mundial, ao contrário dos outros Mundiais e restantes competições desportivas, onde é comum o papa tecer algumas palavras de incentivo a todas as putas do mundo, em prol de um serviço bem feito.
Percebo que a igreja católica esteja um pouco aborrecida por o mundo ainda não ter acabado, mesmo agora ultrapassámos outra data de risco (06-06-06), mas daí a manifestar-se publicamente desta forma negativa é abusar um bocado.
É porreiro as agências noticiosas encontrarem espaço para encaixarem estas notícias realmente chocantes.
E agora que já disse algumas parvoíces, só quero dizer que sou contra a prostituição, simplesmente não culpo o futebol pela sua existência. Até porque, segundo dizem, já havia antes da bola cá chegar...
Tuesday, June 06, 2006
Indignado
Bom, e depois de algum tempo sem escrever nada, dou duas de seguida em dois dias. Nada mau.
Acontece, caros leitores, que mais uma vez acabo por ser eu a pensar em coisas que deviam ser naturais, mas que nos continuam a ser negadas, e com esta já são 3 invenções que infelizmente não tenho capacidade para desenvolver.
1ª Televisões com 2 comandos remotos de origem, já neste blog explicado porquê.
2ª Leitor de mp3 incluído na chave dos carros novos. Se repararem, as chaves dos carros têm um tamanho considerável, e já possuem um sistema electrónico, normalmente de controlo do alarme, e funcionamento do motor. Interrogo-me se seria muito difícil acrescentar um dispositivo de armazenamento, com um buraquinho para os fones e interface usb para ligar ao PC e meter lá uns mp3, e que, ao inserir-se a chave na ignição, automaticamente o rádio tocasse a playlist lá inserida. Acho que, no séc. XXI, é o mínimo que se pode exigir.
3ª Secadores para as mãos nos WC's públicos com um sistema combinado. Já repararam que existem 2 tipos de secadores para as mãos, e nenhum deles é eficiente? O primeiro, activa o secador durante um período de tempo fixo, o qual raramente é suficiente para secar alguma coisa. O segundo, funciona por sensor, e pára constantemente apesar de um gajo não tirar de lá as mãos. Seria pedir muito, um secador com sensor, mas com um tempo de funcionamento mínimo, ao fim do qual continuasse a funcionar se detectasse actividade?
É realmente impressionante como chego aqui e reparo que não disse um único palavrão. Bastaram 3 anos para aquela mulher me transformar num tipo fino e educado. Foda-se...
:)
Acontece, caros leitores, que mais uma vez acabo por ser eu a pensar em coisas que deviam ser naturais, mas que nos continuam a ser negadas, e com esta já são 3 invenções que infelizmente não tenho capacidade para desenvolver.
1ª Televisões com 2 comandos remotos de origem, já neste blog explicado porquê.
2ª Leitor de mp3 incluído na chave dos carros novos. Se repararem, as chaves dos carros têm um tamanho considerável, e já possuem um sistema electrónico, normalmente de controlo do alarme, e funcionamento do motor. Interrogo-me se seria muito difícil acrescentar um dispositivo de armazenamento, com um buraquinho para os fones e interface usb para ligar ao PC e meter lá uns mp3, e que, ao inserir-se a chave na ignição, automaticamente o rádio tocasse a playlist lá inserida. Acho que, no séc. XXI, é o mínimo que se pode exigir.
3ª Secadores para as mãos nos WC's públicos com um sistema combinado. Já repararam que existem 2 tipos de secadores para as mãos, e nenhum deles é eficiente? O primeiro, activa o secador durante um período de tempo fixo, o qual raramente é suficiente para secar alguma coisa. O segundo, funciona por sensor, e pára constantemente apesar de um gajo não tirar de lá as mãos. Seria pedir muito, um secador com sensor, mas com um tempo de funcionamento mínimo, ao fim do qual continuasse a funcionar se detectasse actividade?
É realmente impressionante como chego aqui e reparo que não disse um único palavrão. Bastaram 3 anos para aquela mulher me transformar num tipo fino e educado. Foda-se...
:)
Monday, June 05, 2006
O que se perde...
Todos os dias (ou quase) recordamos datas importantes. São datas que mudaram o mundo, dias de um ou mais, extraordinários acontecimentos que marcaram a diferença daí em diante. E, contudo, pelo caminho, há perdas. Como um sinal enviado por um cabo de cobre (analogia de informático). E é com uma dessas datas perdidas que eu gostaria de exemplificar.
Surgiu-me a (re)ver essa grande série da nossa infância, A-TEAM (ainda hoje tenho o toque para o telemóvel disso, com o discurso do narrador e tudo), onde as balas não matavam ninguém, aquela carrinha preta do B.A. era indestrutível, e o mesmo actor fazia de 7 ou 8 vilões diferentes ao longo da série.
Sabiam que, a determinado ponto do tempo (impossível de apontar com certeza, mas algures durante os anos 90), os personagens de televisão e cinema deixaram de virar, ao de leve, o volante dos veículos automóveis, para a esquerda e para a direita, nas rectas? E que uma data tão marcante na história, onde finalmente alguém parou e pensou na estupidez que era, meterem um actor a mexer o volante só para dar aquela sensação de movimento, foi completamente esquecida? Como, parvejo eu, é suposto evoluirmos como civilização, se continuamos a ignorar desta forma a nossa herança?
Nem no google me consegui safar.
Surgiu-me a (re)ver essa grande série da nossa infância, A-TEAM (ainda hoje tenho o toque para o telemóvel disso, com o discurso do narrador e tudo), onde as balas não matavam ninguém, aquela carrinha preta do B.A. era indestrutível, e o mesmo actor fazia de 7 ou 8 vilões diferentes ao longo da série.
Sabiam que, a determinado ponto do tempo (impossível de apontar com certeza, mas algures durante os anos 90), os personagens de televisão e cinema deixaram de virar, ao de leve, o volante dos veículos automóveis, para a esquerda e para a direita, nas rectas? E que uma data tão marcante na história, onde finalmente alguém parou e pensou na estupidez que era, meterem um actor a mexer o volante só para dar aquela sensação de movimento, foi completamente esquecida? Como, parvejo eu, é suposto evoluirmos como civilização, se continuamos a ignorar desta forma a nossa herança?
Nem no google me consegui safar.
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