Sairam hoje as colocações de professores não pertencentes aos quadros da função pública para mais um ano lectivo. 1 em cada 5 candidatos conseguiu colocação. Dos que conseguiram, alguns vão ter que se deslocar 200 km para dar aulas. Chamem-me ignorante, mas isto para mim não faz ponta de sentido.
O critério será a qualificação? Não. Têm professores de português a dar informática, foda-se! Gestores turísticos a dar técnicas de apoio à decisão no ensino superior!
E depois... bom, os professores que pertencem aos quadros... enfim, há com cada um que realmente não se percebe sequer como tirou um curso, quanto mais como terá chegado a professor.
Aqui na escola temos um, carinhosamente apelidado de "Fifi", visto ser o cãozinho de estimação da responsável pelo departamento de informática, sendo essa, sem dúvida, a razão pela qual, um aborto de competência daqueles alguma vez ter conseguido emprego, fosse no que fosse, que nem o caralho duma apresentação em powerpoint consegue fazer. Mas... é burro? Não. Limpa 600 contos por mês quando não merece um salário mínimo.
Aqui há uns anos, quando ainda não sabia quem ele era, comecei a ir ás aulas dele. O comportamento do senhor era, no mínimo, caricato, quando se lhe era colocada alguma dúvida. Dava lá a sua solução idiota, errada, e após verificar que não percebia mesmo nada do que estava ali a fazer, saia da sala por uns minutos. Voltava, depois, cheio de vontade de ensinar, e com um recém adquirido conhecimento esporádico sobre como resolver o problema em questão, vindo "sabe-se lá de onde". Esta merda dá para acreditar? Um professor (que hoje em dia é coordenador) sai da sala para ir perguntar à dona o que fazer. Enfim, avancemos na conversa, que já estou um bocado mal disposto.
Sempre ouvi dizer "Quem não sabe fazer, ensina". Apesar de haver, concerteza, excepções, essa parece ser a máxima do ensino em Portugal.
Duvido seriamente que exista uma optimização em termos de distância, quando se decide uma colocação. Colocar pessoas a 200 km de casa? Não havia ninguém a 100 km? É que, se colocassem toda a gente, seria natural haver alguns que teriam que se deslocar. Mas já que vão colocar 1 em cada 5, se calhar perdiam um pouco mais de tempo na selecção, digo eu.
Portugal no seu melhor.
Tuesday, August 30, 2005
Monday, August 29, 2005
Blogspot
Tinha eu terminado um belo dum post sobre o custo do petróleo, elaborado mas conciso, e quando vou para publicar, esta merda dá erro de login, e um "opçãozita de voltar atrás o caralho!", fodendo-me mais um momento de escrita brilhante. Se esta merda não fosse de borla...
De forma muito resumida, concluí que estamos todos fodidos, porque cada vez que um árabe solta um cagalhão menos perfeito, o preço do crude sobe. Nem pensar em repetir toda a porcaria que escrevi. A maioria já nem me lembro.
De forma muito resumida, concluí que estamos todos fodidos, porque cada vez que um árabe solta um cagalhão menos perfeito, o preço do crude sobe. Nem pensar em repetir toda a porcaria que escrevi. A maioria já nem me lembro.
Friday, August 26, 2005
Pedido de desculpas, formal e açucarado
O óbvio aconteceu. Um post decente no meio da merda a que normalmente estão habituados, e a pretalhada queixou-se. Surgiram vários boatos, em apenas dois dias: "O verdadeiro autor foi raptado por extraterrestres, e colocaram um clone educado à frente do blog", "Apaneleirou" é dos comentários mais comuns, "A subida do preço do petróleo deu-lhe cabo dos cornos" (algo que até pode ser verdade e sem dúvida vai ser comentado aqui), "Arma-se muito, mas não passa dum bonacheirão lamechas" ou "deve estar doente". É este o nível de ignorância dos meus leitores. Assim, sinto-me compelido a explicar, em termos leigos (português da 3ª classe com muita caralhada à mistura), a minha epifania.
Homem que é homem, sabe admitir quando está, ou pode estar, errado. A alternativa é fazer figura de parvo, algo que muitas vezes passa despercebido, mas apenas ao próprio.
Mais. Acredito num equilíbrio literário. No meio de toda a merda, tem que existir qualidade. Numa relação 1/10, evidentemente.
Posto isto, considerei importante dar a entender um pouco mais educadamente, a minha posição em relação a determinados assuntos, para que também, as pessoas mais cultas que por alguma razão lêm isto, não saiam daqui a pensar que sou desiquilibrado mental. Dá para perceber por todos os meus posts, que me preocupo muito com a imagem.
Outro ponto, que me parece ser relevante. Apesar de no último post não ter praguejado nem UMA (!) vez, quero deixar bem claro: qualidade não significa ausência de caralhada. A caralhada é, como todas as outras palavras, uma representante verbal para uma acção, objecto ou pessoa, e que muitas vezes consegue dar uma exactidão descritiva que uma palavra normal nunca conseguiria. Sou defensor do bom palavrão português, e considero hipócrita quem se recusa a utilizá-lo em público. É claro que há situações onde um homem se deve conter. Filha minha não há-de ouvir a primeira caralhada antes dos 30. Obviamente, nunca lerá este blog.
Homem que é homem, sabe admitir quando está, ou pode estar, errado. A alternativa é fazer figura de parvo, algo que muitas vezes passa despercebido, mas apenas ao próprio.
Mais. Acredito num equilíbrio literário. No meio de toda a merda, tem que existir qualidade. Numa relação 1/10, evidentemente.
Posto isto, considerei importante dar a entender um pouco mais educadamente, a minha posição em relação a determinados assuntos, para que também, as pessoas mais cultas que por alguma razão lêm isto, não saiam daqui a pensar que sou desiquilibrado mental. Dá para perceber por todos os meus posts, que me preocupo muito com a imagem.
Outro ponto, que me parece ser relevante. Apesar de no último post não ter praguejado nem UMA (!) vez, quero deixar bem claro: qualidade não significa ausência de caralhada. A caralhada é, como todas as outras palavras, uma representante verbal para uma acção, objecto ou pessoa, e que muitas vezes consegue dar uma exactidão descritiva que uma palavra normal nunca conseguiria. Sou defensor do bom palavrão português, e considero hipócrita quem se recusa a utilizá-lo em público. É claro que há situações onde um homem se deve conter. Filha minha não há-de ouvir a primeira caralhada antes dos 30. Obviamente, nunca lerá este blog.
Wednesday, August 24, 2005
Críticas e Palavrões
Já há algum tempo que não dou umas entradas neste blog. Falta de inspiração e/ou assunto. Contudo, hoje resolvi dedicar um pequeno texto aos meus amigos que admiram os U2, seja pela qualidade da banda, seja pela qualidade dos membros, como pessoas. Ainda por cima, o pessoal aqui no trabalho não está a conseguir meter os jogos a "bombar" online por causa dos routers e firewalls que assolam e destroem comunidades cibernáuticas hoje em dia. Mais vale aproveitar.
Escrevo este texto, porque já muitos me disseram que eu tinha uma ideia errada da banda, e porque eu, não sendo admirador, não posso descartar informação como sendo falsa, sobre algo que não conheço.
Então, esclarecer, sem exageros, o que não gosto em U2.
Começando pelo ínicio, eu desconfio da grande maioria das pessoas ligadas ao mundo do espectáculo, que são financeiramente abastadas. Faço-o, porque apenas as vejo quando todos as vêm, seja em concertos, em filmes ou programas de televisão. Aí, são todos uns porreiraços. Estão a vender o seu produto, seja ele qual for, e a encher os bolsos. A parte financeira incomoda-me, porque o dinheiro ganho não é necessariamente proporcional ao talento ou capacidade do sujeito, mas sim do quão as pessoas gostam dele. E gostam pelo que vêem do mesmo em público, porque não fazem ideia de como será em privado, por maior que seja o esforço dos paparazzi.
Concentrando-me em U2, lembro-me de uma vez ter ouvido um dos membros (não sei qual, e não sei se falava em nome de todos) dizer que eles eram a maior banda de sempre. Ora, da minha playlist privada, não consigo apontar qualquer banda que merecesse este título. Para mim, a haver um distinto vencedor, seria Queen, banda que também não oiço com regularidade, mas à qual reconheço qualidade em praticamente todas as músicas que alguma vez produziram. De certeza que os leitores terão a sua própria opinião, alguns considerando mesmo U2 como a melhor. Agora, ninguém me tira da cabeça que alguém que se ache o melhor de SEMPRE, num universo como o da música, sofre de óbvia falta de humildade e respeito para com os colegas. Adiante.
A música dos U2. Boa? Sim, sem dúvida, algumas boas músicas. Mas muito som pelo meio, que sinceramente me parece estar para a restante música, como o big mac está para a comida. Estou a falar apenas dos singles, claro. Não conheço o resto.
Os membros. Sei que o vocalista, aproveitando-se da reputação e fama que a banda lhe confere, tem bastantes iniciativas de teor humanitário. Quer o faça por bondade ou por interesses pessoais (quer se goste ou não, uma celebridade num hospital africano cheio de crianças subnutridas raramente acontece fora das objectivas da imprensa, e o impacto publicitário acaba por ser inevitável), a verdade é que produz resultados, e deve ser respeitado por isso. Idolatrado não. Existem imensas pessoas no mundo que gostariam de poder contribuir para causas nobres. Só que, como ostentam salários mínimos, muitas vezes insuficiente para alimentar uma família, não podem. A avaliação do carácter de uma pessoa, só pode ser julgada por aquilo que dá, quando em relação ao que guarda para si. E no caso de celebridades, o que guardam é bastante.
Concluíndo: Serão os alvos de crítica neste blog, injustiçados? Talvez. Isso importa? No fundo, não. Qualquer pessoa criticada injustamente deve ter condições para ignorar ou debater a fonte da crítica. Nem é o caso aqui, porque este blog não tem peso ou leitores suficientes para ser considerado seja o que for. É um escape, um diário, algo onde coloco praticamente tudo o que me vem à cabeça, e que acho que vou gostar de reler mais tarde. Como a grande maioria de leitura que faço, é técnica, é também uma forma de treinar o português mais clássico.
A minha pseudo-carreira como blogger fez um ano, sem que eu desse por isso. Acho que se justificava uma contagem oficial de palavrões, insultos e outro tipo de absurdidades que debitei para aqui. Mas não tenho paciência. É que foram muitas.
Vou continuando com este passatempo, sempre que tiver cabeça e assunto. Sabem, tenho uma ideia de que todos os bons escritores andam com um bloco de notas atrás, para anotarem as pérolas que melhor se adequam ao seu tipo de escrita, de forma a lembrarem-se delas mais tarde. Eu não sou um bom escritor. Quando estou no blog, não me lembro das pérolas. Quando oiço as pérolas é que me lembro do blog.
Escrevo este texto, porque já muitos me disseram que eu tinha uma ideia errada da banda, e porque eu, não sendo admirador, não posso descartar informação como sendo falsa, sobre algo que não conheço.
Então, esclarecer, sem exageros, o que não gosto em U2.
Começando pelo ínicio, eu desconfio da grande maioria das pessoas ligadas ao mundo do espectáculo, que são financeiramente abastadas. Faço-o, porque apenas as vejo quando todos as vêm, seja em concertos, em filmes ou programas de televisão. Aí, são todos uns porreiraços. Estão a vender o seu produto, seja ele qual for, e a encher os bolsos. A parte financeira incomoda-me, porque o dinheiro ganho não é necessariamente proporcional ao talento ou capacidade do sujeito, mas sim do quão as pessoas gostam dele. E gostam pelo que vêem do mesmo em público, porque não fazem ideia de como será em privado, por maior que seja o esforço dos paparazzi.
Concentrando-me em U2, lembro-me de uma vez ter ouvido um dos membros (não sei qual, e não sei se falava em nome de todos) dizer que eles eram a maior banda de sempre. Ora, da minha playlist privada, não consigo apontar qualquer banda que merecesse este título. Para mim, a haver um distinto vencedor, seria Queen, banda que também não oiço com regularidade, mas à qual reconheço qualidade em praticamente todas as músicas que alguma vez produziram. De certeza que os leitores terão a sua própria opinião, alguns considerando mesmo U2 como a melhor. Agora, ninguém me tira da cabeça que alguém que se ache o melhor de SEMPRE, num universo como o da música, sofre de óbvia falta de humildade e respeito para com os colegas. Adiante.
A música dos U2. Boa? Sim, sem dúvida, algumas boas músicas. Mas muito som pelo meio, que sinceramente me parece estar para a restante música, como o big mac está para a comida. Estou a falar apenas dos singles, claro. Não conheço o resto.
Os membros. Sei que o vocalista, aproveitando-se da reputação e fama que a banda lhe confere, tem bastantes iniciativas de teor humanitário. Quer o faça por bondade ou por interesses pessoais (quer se goste ou não, uma celebridade num hospital africano cheio de crianças subnutridas raramente acontece fora das objectivas da imprensa, e o impacto publicitário acaba por ser inevitável), a verdade é que produz resultados, e deve ser respeitado por isso. Idolatrado não. Existem imensas pessoas no mundo que gostariam de poder contribuir para causas nobres. Só que, como ostentam salários mínimos, muitas vezes insuficiente para alimentar uma família, não podem. A avaliação do carácter de uma pessoa, só pode ser julgada por aquilo que dá, quando em relação ao que guarda para si. E no caso de celebridades, o que guardam é bastante.
Concluíndo: Serão os alvos de crítica neste blog, injustiçados? Talvez. Isso importa? No fundo, não. Qualquer pessoa criticada injustamente deve ter condições para ignorar ou debater a fonte da crítica. Nem é o caso aqui, porque este blog não tem peso ou leitores suficientes para ser considerado seja o que for. É um escape, um diário, algo onde coloco praticamente tudo o que me vem à cabeça, e que acho que vou gostar de reler mais tarde. Como a grande maioria de leitura que faço, é técnica, é também uma forma de treinar o português mais clássico.
A minha pseudo-carreira como blogger fez um ano, sem que eu desse por isso. Acho que se justificava uma contagem oficial de palavrões, insultos e outro tipo de absurdidades que debitei para aqui. Mas não tenho paciência. É que foram muitas.
Vou continuando com este passatempo, sempre que tiver cabeça e assunto. Sabem, tenho uma ideia de que todos os bons escritores andam com um bloco de notas atrás, para anotarem as pérolas que melhor se adequam ao seu tipo de escrita, de forma a lembrarem-se delas mais tarde. Eu não sou um bom escritor. Quando estou no blog, não me lembro das pérolas. Quando oiço as pérolas é que me lembro do blog.
Friday, June 24, 2005
O comando
Não tenho cabeça para inventar, por isso vou directo ao assunto.
Sou o único a achar que as televisões deviam ter 2 comandos? Um para ter na mesa de cabeceira, ao lado da cama, ou sofá, e outro para ter noutro sítio estratégicamente pensado, por exemplo, uma secretária? É que quando um gajo se apercebe que deixou aquela merda no outro spot, já está sentado/deitado!
Parece que vivemos no 3º mundo, ou o caralho...
Foda-se.
Sou o único a achar que as televisões deviam ter 2 comandos? Um para ter na mesa de cabeceira, ao lado da cama, ou sofá, e outro para ter noutro sítio estratégicamente pensado, por exemplo, uma secretária? É que quando um gajo se apercebe que deixou aquela merda no outro spot, já está sentado/deitado!
Parece que vivemos no 3º mundo, ou o caralho...
Foda-se.
Monday, June 20, 2005
Lojas de informática
Mais uma vez, venho por este meio prestar um serviço público, como aliás, já vem sendo habitual neste blog. E faço-o porque acho que devo. Porque acho que é o meu dever cívico. Sabem que sou o cúmulo da responsabilidade. "Preocupação alheia" é o meu nome do meio.
Este domingo transacto, depois de jantar, dei por mim a ver uma pequena reportagem na sic, sobre lojas de informática. O assunto interessou-me, não fosse essa a minha área.
A reportagem era um pouco em estilo de "apanhados", ou seja, proporcionava-se uma situação a determinado interveniente, e observava-se a resposta, sendo que, neste caso, os intervenientes foram 4 lojas de informática. A situação era a seguinte: um técnico, contratado pela sic, abriu 4 torres de computador, completamente obsoletos, já com uns bons 6 anos em cima, mas em perfeito funcionamento, e desligou-lhes o cabo IDE (cabo que liga o disco rígido à placa "mãe" ou motherboard). De seguida, fechou as torres, sem mexer em mais nada. O computador, nesta situação, liga, mas não arranca o sistema operativo, que se encontra no disco desligado.
A equipa de reportagem levou então as 4 máquinas a 4 lojas de informática diferente. Hoje é segunda-feira, não me consigo lembrar de todo o paleio, mas vou meter aqui as conclusões:
1ª LOJA - "O pc tem o slot agp (nada a ver) danificado. Foi preciso instalar uma placa pci (aldrabões do caralho) para o pc ficar em condições. 38 euros."
2ª LOJA - "Era só um cabo desligado. 0 euros." (santos destes, também é raro.)
3ª LOJA - "O disco rígido está avariado. Disco novo mais mão de obra. 125 euros mais iva." (nem tomates tiveram para dizer o preço total. Impressionante.) Mas gostei do aspecto da coisa. Todos de bata branca, tudo muito formal. E estes luxos também se pagam...
4ª LOJA - "Estava mal ligado. 25 euros." (levaram o preço normal de fazer um orçamento.)
Ora, isto realmente é grave, mas será que surpreende muita gente? A mim não. A SIC pecou em não dizer o nome das lojas onde foi roubada, porque provavelmente seria violação a alguma lei de privacidade. Felizmente, eu não tenho esses problemas de consciência, e posso desde já assinalar pelo menos uma loja, que sei ser capaz de fazer aldrabices do género: A CHIP7.
Como é que eu sei isto? Obviamente não tenho condições para fazer um estudo do género, mas para grande infelicidade minha, sou cliente destes labregos. Em todo o caso, posso afirmar em defesa da loja, que se por acaso enganarem alguém, é provavelmente por incompetência, e não por maldade. Tirem as vossas conclusões, após lerem os meus testemunhos.
1ª Situação: Após ter levado um pc ao departamento técnico da loja de Lisboa, em relação a um problema no gravador de cds, a alimentação de um dos discos veio com um fio (são 4) desligado. Era o cabo de ligação à terra e não impedia o bom funcionamento do pc, portanto caguei. Também só reparei nisso algum tempo depois. Quando lá voltei com o pc (com a mesma avaria, que não conseguiram detectar da vez anterior) exigi que apenas lá ficasse o gravador, e que queria levar o resto do pc comigo. Levei uma descasca do caralho, porque estava a armar-me e que eles é que eram os técnicos, e que a avaria podia não ser aquela, blá blá. Caguei. O PC era meu, caralho! O gajo lá abriu aquilo, e quando ia desligar o gravador, reparou no fio desligado. Mais uma peixarada do caraças, e que não sabem mexer e mais não sei quê. Só me lembro que, depois da conversada toda, o man pega nos fios (não na ficha) para arrancar a alimentação do gravador. Adiante.
2ª Situação: Vou à loja trocar um disco e fico lá 30 minutos com os outros clientes à espera que alguém nos venha atender. Do outro lado do balcão estavam 3 funcionários a olhar para o monitor de um pc, mas aparentemente nenhum deles percebia muito daquilo, e muito menos serviam para atender as pessoas que lá estavam. Adiante.
3ª Situação: Vou 3 vezes à loja queixar-me da motherboard (Computador não arrancava, de todo). Resultados de cada uma das vezes:
- Era fonte. Pode vir buscar.
- Era dissipador. Pode vir buscar.
- Era o dissipador da placa gráfica (!). Pode vir buscar.
À quarta vez, preenchi uma espécie de guia de reparação (SIM, EU!) a dizer o que queria que fosse feito ao pc (troca de motherboard). Ficou bom. Ao menos ganhei 2 dissipadores e uma fonte nova sem precisar.
4ª Situação: Deixo o pc na loja de setúbal para ser enviado para Lisboa para reparar. Volto lá uma semana depois para saber se já estava pronto, ainda não tinha sido enviado sequer. E quando foi, foi para o Porto, acho que, de propósito, para me impedirem de ir lá disparatar. Foi um longo mês.
Depois disto tudo, passei a comprar no jumbo. Mal por mal, ao menos fica ao pé de casa.
Este domingo transacto, depois de jantar, dei por mim a ver uma pequena reportagem na sic, sobre lojas de informática. O assunto interessou-me, não fosse essa a minha área.
A reportagem era um pouco em estilo de "apanhados", ou seja, proporcionava-se uma situação a determinado interveniente, e observava-se a resposta, sendo que, neste caso, os intervenientes foram 4 lojas de informática. A situação era a seguinte: um técnico, contratado pela sic, abriu 4 torres de computador, completamente obsoletos, já com uns bons 6 anos em cima, mas em perfeito funcionamento, e desligou-lhes o cabo IDE (cabo que liga o disco rígido à placa "mãe" ou motherboard). De seguida, fechou as torres, sem mexer em mais nada. O computador, nesta situação, liga, mas não arranca o sistema operativo, que se encontra no disco desligado.
A equipa de reportagem levou então as 4 máquinas a 4 lojas de informática diferente. Hoje é segunda-feira, não me consigo lembrar de todo o paleio, mas vou meter aqui as conclusões:
1ª LOJA - "O pc tem o slot agp (nada a ver) danificado. Foi preciso instalar uma placa pci (aldrabões do caralho) para o pc ficar em condições. 38 euros."
2ª LOJA - "Era só um cabo desligado. 0 euros." (santos destes, também é raro.)
3ª LOJA - "O disco rígido está avariado. Disco novo mais mão de obra. 125 euros mais iva." (nem tomates tiveram para dizer o preço total. Impressionante.) Mas gostei do aspecto da coisa. Todos de bata branca, tudo muito formal. E estes luxos também se pagam...
4ª LOJA - "Estava mal ligado. 25 euros." (levaram o preço normal de fazer um orçamento.)
Ora, isto realmente é grave, mas será que surpreende muita gente? A mim não. A SIC pecou em não dizer o nome das lojas onde foi roubada, porque provavelmente seria violação a alguma lei de privacidade. Felizmente, eu não tenho esses problemas de consciência, e posso desde já assinalar pelo menos uma loja, que sei ser capaz de fazer aldrabices do género: A CHIP7.
Como é que eu sei isto? Obviamente não tenho condições para fazer um estudo do género, mas para grande infelicidade minha, sou cliente destes labregos. Em todo o caso, posso afirmar em defesa da loja, que se por acaso enganarem alguém, é provavelmente por incompetência, e não por maldade. Tirem as vossas conclusões, após lerem os meus testemunhos.
1ª Situação: Após ter levado um pc ao departamento técnico da loja de Lisboa, em relação a um problema no gravador de cds, a alimentação de um dos discos veio com um fio (são 4) desligado. Era o cabo de ligação à terra e não impedia o bom funcionamento do pc, portanto caguei. Também só reparei nisso algum tempo depois. Quando lá voltei com o pc (com a mesma avaria, que não conseguiram detectar da vez anterior) exigi que apenas lá ficasse o gravador, e que queria levar o resto do pc comigo. Levei uma descasca do caralho, porque estava a armar-me e que eles é que eram os técnicos, e que a avaria podia não ser aquela, blá blá. Caguei. O PC era meu, caralho! O gajo lá abriu aquilo, e quando ia desligar o gravador, reparou no fio desligado. Mais uma peixarada do caraças, e que não sabem mexer e mais não sei quê. Só me lembro que, depois da conversada toda, o man pega nos fios (não na ficha) para arrancar a alimentação do gravador. Adiante.
2ª Situação: Vou à loja trocar um disco e fico lá 30 minutos com os outros clientes à espera que alguém nos venha atender. Do outro lado do balcão estavam 3 funcionários a olhar para o monitor de um pc, mas aparentemente nenhum deles percebia muito daquilo, e muito menos serviam para atender as pessoas que lá estavam. Adiante.
3ª Situação: Vou 3 vezes à loja queixar-me da motherboard (Computador não arrancava, de todo). Resultados de cada uma das vezes:
- Era fonte. Pode vir buscar.
- Era dissipador. Pode vir buscar.
- Era o dissipador da placa gráfica (!). Pode vir buscar.
À quarta vez, preenchi uma espécie de guia de reparação (SIM, EU!) a dizer o que queria que fosse feito ao pc (troca de motherboard). Ficou bom. Ao menos ganhei 2 dissipadores e uma fonte nova sem precisar.
4ª Situação: Deixo o pc na loja de setúbal para ser enviado para Lisboa para reparar. Volto lá uma semana depois para saber se já estava pronto, ainda não tinha sido enviado sequer. E quando foi, foi para o Porto, acho que, de propósito, para me impedirem de ir lá disparatar. Foi um longo mês.
Depois disto tudo, passei a comprar no jumbo. Mal por mal, ao menos fica ao pé de casa.
Wednesday, June 15, 2005
Discriminação sexual
Queria aqui partilhar convosco algo que me deixou indignado. Aqui no bules, a malta abastece-se no armazém local (material de escritório, tinteiros, etc...). É o armazém dum senhor chamado Jacinto. Perdi a conta às vezes que se ouve por aqui "vamos ao jacinto", dito de forma perfeitamente inocente, mas sempre gozada à força toda, como boa amigalhaça que a malta é.
Então, fomos ao Jacinto hoje de manhã. Por acaso não estava lá, estava uma senhora que não sei o nome. Obviamente, daqui para a frente, passará a chamar-se Jacinta.
A nossa lista de material era simples. Mas lá pelo meio, apeteceu-me tentar meter algo que sabia que não devia haver, mas como fazia falta, arrisquei. Era um alicate de corte. Ferramenta, nada a ver com material de escritório, mas que talvez se pudesse arranjar, visto tratar-se de um armazém.
Não havia. Recebi um olhar daqueles, que parecia dizer "foda-se, isto é alguma oficina?"
Calei-me. Não tinha razão para estar descontente. Não fui lá com grandes esperanças.
Continuamos com a lista. A dado momento, solicitamos algo que levou a Jacinta a abrir um armário. Uma rápida espreitadela lá para dentro e o que vejo eu?
(pausa para reflexão)
Não adianta. Nem que tivessem ai o resto do dia, lá chegavam. Pensos higiénicos. Nem preciso de dar ênfase. Penso que as palavras em si resultam no efeito desejado.
Pensos higiénicos... ali, junto com as canetas, os agrafadores, os cadernos...
Agora, isto era suficiente para me indignar? Não. Mas depois de ter levado aquele olhar da Jacinta... Então se não há ferramentas, utensílios vitais para um homem, porque não é material de escritório, vão lá ter pensos?!
Igualdade de direitos, o tanas. A discriminação sexual é uma realidade. Pende é para o lado menos óbvio.
Então, fomos ao Jacinto hoje de manhã. Por acaso não estava lá, estava uma senhora que não sei o nome. Obviamente, daqui para a frente, passará a chamar-se Jacinta.
A nossa lista de material era simples. Mas lá pelo meio, apeteceu-me tentar meter algo que sabia que não devia haver, mas como fazia falta, arrisquei. Era um alicate de corte. Ferramenta, nada a ver com material de escritório, mas que talvez se pudesse arranjar, visto tratar-se de um armazém.
Não havia. Recebi um olhar daqueles, que parecia dizer "foda-se, isto é alguma oficina?"
Calei-me. Não tinha razão para estar descontente. Não fui lá com grandes esperanças.
Continuamos com a lista. A dado momento, solicitamos algo que levou a Jacinta a abrir um armário. Uma rápida espreitadela lá para dentro e o que vejo eu?
(pausa para reflexão)
Não adianta. Nem que tivessem ai o resto do dia, lá chegavam. Pensos higiénicos. Nem preciso de dar ênfase. Penso que as palavras em si resultam no efeito desejado.
Pensos higiénicos... ali, junto com as canetas, os agrafadores, os cadernos...
Agora, isto era suficiente para me indignar? Não. Mas depois de ter levado aquele olhar da Jacinta... Então se não há ferramentas, utensílios vitais para um homem, porque não é material de escritório, vão lá ter pensos?!
Igualdade de direitos, o tanas. A discriminação sexual é uma realidade. Pende é para o lado menos óbvio.
A história de um F.P.
09h40. Estou no trabalho. Não se faz um cu. Sento-me a olhar para o telefone e penso:
"Será que vai tocar? Alguém com um caso para eu resolver? Algo que faça subir a adrenalina neste dia de tédio?"
Não. Não toca. Nunca toca. É dificil manter-me desperto. Os meus sócios inventam o que podem, para se manterem ocupados. Departamento com 5 FP's, mas parece o gabinete de 15 donas de casa. Está tudo limpo. Nem uma mancha para limpar. E lembrar que se chegou a pensar que nunca iria haver tempo para jogar o lixo todo fora. Que ingenuidade.
De repente, alguém entra. "Alguém com um caso para resolver", penso. Mas não. Veio deixar um documento, de importância tal, que é jogado para cima de uma secretária, com o desprezo de alguém que nunca mais iria olhar para ele.
Telefone toca. Ninguém quer acreditar. Agora é decidir, à sorte, quem se irá ocupar de resolver, qualquer que seja o problema do outro lado. 5 minutos de conversa, plena de suspense, passam. E... cá estamos. Na mesma. Falso alarme.
A malta conversa. Há que manter o astral. De bola, de cinema, de música e, ironicamente, de trabalho, como se alguém aqui soubesse o que era isso.
Ligo o rádio. Passa uma música light, bastante audível, de autor desconhecido. Música que, ao certo, alguém alguma vez classificou como "música que emana boa disposição". Burro do caralho.
Muito perto de ceder ao desespero, vou-me entretendo a observar o nível duma garrafinha que guardo na gaveta da secretária, a descer.
"É a época baixa", penso. Daqui a não muito tempo, tudo isto será apenas uma mísera recordação. Ao mesmo tempo penso se não me estarei a iludir. Se os meus tempos de longas noites em claro, a resolver casos sem descanso, terão terminado. E penso no que passei para chegar aqui. Tanto para... nada. É o que eu faço.
Sou F.P.
"Será que vai tocar? Alguém com um caso para eu resolver? Algo que faça subir a adrenalina neste dia de tédio?"
Não. Não toca. Nunca toca. É dificil manter-me desperto. Os meus sócios inventam o que podem, para se manterem ocupados. Departamento com 5 FP's, mas parece o gabinete de 15 donas de casa. Está tudo limpo. Nem uma mancha para limpar. E lembrar que se chegou a pensar que nunca iria haver tempo para jogar o lixo todo fora. Que ingenuidade.
De repente, alguém entra. "Alguém com um caso para resolver", penso. Mas não. Veio deixar um documento, de importância tal, que é jogado para cima de uma secretária, com o desprezo de alguém que nunca mais iria olhar para ele.
Telefone toca. Ninguém quer acreditar. Agora é decidir, à sorte, quem se irá ocupar de resolver, qualquer que seja o problema do outro lado. 5 minutos de conversa, plena de suspense, passam. E... cá estamos. Na mesma. Falso alarme.
A malta conversa. Há que manter o astral. De bola, de cinema, de música e, ironicamente, de trabalho, como se alguém aqui soubesse o que era isso.
Ligo o rádio. Passa uma música light, bastante audível, de autor desconhecido. Música que, ao certo, alguém alguma vez classificou como "música que emana boa disposição". Burro do caralho.
Muito perto de ceder ao desespero, vou-me entretendo a observar o nível duma garrafinha que guardo na gaveta da secretária, a descer.
"É a época baixa", penso. Daqui a não muito tempo, tudo isto será apenas uma mísera recordação. Ao mesmo tempo penso se não me estarei a iludir. Se os meus tempos de longas noites em claro, a resolver casos sem descanso, terão terminado. E penso no que passei para chegar aqui. Tanto para... nada. É o que eu faço.
Sou F.P.
Friday, May 27, 2005
O regresso do poeta (chi caralho, neste começo a parvejar logo no título)
Não desespereis mais!!! O vosso blogger favorito não morreu. E eu também ainda por cá ando. O que aconteceu foi falta de tempo para isto. E também um pouco de falta de vontade. Se calhar até mais por aí. De qualquer forma, agora que entrei numa nova fase da minha vida, como contribuinte trabalhador, envolto numa pseudo-carreira, já tenho disponibilidade para vir aqui partilhar todo o meu saber, com o povo mais inculto. E perguntam vocês "Que raio de emprego é que te deixa tempo para escreveres coisas tão bonitas e o caralho?" (tinha que meter um palavrão, porque é este o tipo de gente que ainda lê esta merda). A resposta, confesso, coloca-me um sorriso nos lábios. De orelha a orelha. (Um pouco de suspense aqui.........) Pois é, sou funcionário público! EU! Que tanto mal disse outrora dessa gente, agora minha colega, passei para o lado negro. E, devo dizer, é tudo o que eu ansiava. Salário do estado, sem fazer grande coisa. A trabalhar em 2 velocidades, devagar e parado, como a malta gosta. Posso dizer, que estou na melhor fase da minha vida, até agora. É claro que um gajo não vive com um salário destes para sempre, mas para já, dou-me por satisfeito. Enfim, chega de gozar com a função pública. Até porque andam a ser enrabados pelo governo à grande. Adiante.
O que mais há a dizer passado todo este tempo? O meu benfica foi campeão, apesar de ter feito pior época que o ano passado, o que mostra bem a merda de campeonato que tivemos. Arrisco a dizer que, se o Mourinho cá estivesse, tinha sido campeão antes da páscoa.
E ainda falando de bola, o Liverpool ganhou a LC. E agora? Acabaram em 5º o campeonato inglês, e ouvi o boato que não podiam participar para o ano, mesmo com a vitória este ano. Se assim for é a puta da desgraça. Esta situação, para meditar fica (falando à YODA).
E falando em YODA, VÂO VER O CARALHO DO FILME, FODA-SE!!!! Abusivo mesmo, tão superior à merda que tenho visto no cinema, que me apeteceu ir à bilheteira no final do filme largar mais 10 euros para não me sentir culpado. Epá, já todos sabem que sou cromo, mas acho que ainda era capaz de chocar muita gente se pudesse ter cumprido o meu desejo de ir à estreia com o capacete do Darth Vader! Adiante.
Começam a faltar palavras. Passou-se demasiado tempo para me lembrar de tudo sobre o que queria escrever. Resta-me despedir-me com a promessa de aumentar o meu ritmo verbal, aproveitando todo o tempo que passo agora, sem fazer a ponta dum corno, financiado by the MAN.
Deixa lá ver se o próximo post não é a dizer que me puseram na rua...
Antes de ir, queria pedir desculpa aos leitores mais inteligentes, já que fui chamado à atenção de que andava a assassinar a gramática, ao escrever "à cerca", ao invés de "acerca", como deveria ser. Assim se fala, o bom português.
Para finalizar, fiquem com um blog dum amigo meu http://umcarril.blogspot.com/ , cujo conteúdo passa pelo relato das suas aventuras por esse país fora, etc. E para quem não quiser saber disso para nada, chamo a atenção para a gaja que 'tá com ele na foto, um pouco mais abaixo na página. Qualquer leitor que não seja paneleiro, saberá apreciar. Eu vi de olhos fechados, porque sou homem de uma boa só.
O que mais há a dizer passado todo este tempo? O meu benfica foi campeão, apesar de ter feito pior época que o ano passado, o que mostra bem a merda de campeonato que tivemos. Arrisco a dizer que, se o Mourinho cá estivesse, tinha sido campeão antes da páscoa.
E ainda falando de bola, o Liverpool ganhou a LC. E agora? Acabaram em 5º o campeonato inglês, e ouvi o boato que não podiam participar para o ano, mesmo com a vitória este ano. Se assim for é a puta da desgraça. Esta situação, para meditar fica (falando à YODA).
E falando em YODA, VÂO VER O CARALHO DO FILME, FODA-SE!!!! Abusivo mesmo, tão superior à merda que tenho visto no cinema, que me apeteceu ir à bilheteira no final do filme largar mais 10 euros para não me sentir culpado. Epá, já todos sabem que sou cromo, mas acho que ainda era capaz de chocar muita gente se pudesse ter cumprido o meu desejo de ir à estreia com o capacete do Darth Vader! Adiante.
Começam a faltar palavras. Passou-se demasiado tempo para me lembrar de tudo sobre o que queria escrever. Resta-me despedir-me com a promessa de aumentar o meu ritmo verbal, aproveitando todo o tempo que passo agora, sem fazer a ponta dum corno, financiado by the MAN.
Deixa lá ver se o próximo post não é a dizer que me puseram na rua...
Antes de ir, queria pedir desculpa aos leitores mais inteligentes, já que fui chamado à atenção de que andava a assassinar a gramática, ao escrever "à cerca", ao invés de "acerca", como deveria ser. Assim se fala, o bom português.
Para finalizar, fiquem com um blog dum amigo meu http://umcarril.blogspot.com/ , cujo conteúdo passa pelo relato das suas aventuras por esse país fora, etc. E para quem não quiser saber disso para nada, chamo a atenção para a gaja que 'tá com ele na foto, um pouco mais abaixo na página. Qualquer leitor que não seja paneleiro, saberá apreciar. Eu vi de olhos fechados, porque sou homem de uma boa só.
Monday, March 14, 2005
Mulheres e jogos
É verdade que tenho estado ausente da escrita. Possivelmente por ainda estar a recuperar do comentário ao meu último post. Fiquei tão assustado que tenho andado escondido na minha cave, de caçadeira em punho, sem acesso ao computador. Parece-me agora, que o pior já terá passado. Compreendam a minha situação, de gente parva o suficiente para passar 2 noites ao relanto para comprar um caralho dum bilhete para um concerto, eu espero tudo. De qualquer forma é sempre gratificante saber que gajos que não conheço de lado nenhum lêm esta merda, e até comentam. São leitores destes que me dão força para continuar. É por eles que perco minutos a fio a escrever, basicamente, aquilo que me vem à cabeça, seja bom ou mau, agradável ou nojento, verdade ou ficção.
Assim sendo, vejo-me quase forçado a comentar um facto dos dias que correm, que tem vindo a atingir proporções preocupantes, e que ameaça desiquilibrar ainda mais a, outrora evidente, divisória entre homens e mulheres.
Hoje em dia, deparamo-nos com situações aberrantes, de raparigas, jovens, na flor da idade, que, ao invés de, ou investir o seu tempo na sua formação, estudo e futuro profissional, ou pura e simplesmente aprender a varrer, cozinhar, limpar, etc, andam batidas, em frente ao computador, a jogar. E quando digo a jogar, não é ao SIMS. Andam batidas no quake, CS, NFS (jogos de carros, aprecie-se aqui a ironia), e todos aqueles simuladores da arte de destruir, matar, violar, roubar, tudo e mais alguma coisa, directamente vocacionada para o público masculino.
Algo se passa nas companhias responsáveis pelos videojogos. Algo que revela uma negligência vergonhosa e perfeitamente absurda. Algo que me leva a pensar na demência das mentes responsáveis por estas políticas. Um perfeito ultraje. Então não é, que chegamos ao cúmulo de incluir nas caixas avisos a menores (!) de X anos (algo perfeitamente disparatado, porque qualquer puto a partir dos 8 anos joga GTA) e, no entanto, não metem avisos para mulheres?! Em jogos de corridas onde os carros NÃO sofrem danos, apesar de chocarem contra tudo o que é parede?! Em jogos em que os personagens utilizam armas de fogo? Querem violência? Inventem um jogo onde uma dona de casa em fúria sai para a rua a eliminar tudo quanto seja sujidade, armada com o seu esfregão e vassoura!
Isto chegou ao ponto onde até já metem mulheres de armas em punho nos videojogos. E, para piorar, ainda fazem filmes sobre os mesmos. Irreal.
Bom, acho que ficou aqui imortalizado, com sucesso, o meu post mais machista de sempre. Um grande beijo à minha namorada que, se ler isto, me vai por com o dono, mais depressa que o tempo demorado pelos leitores deste blog a soletrar BMW.
Assim sendo, vejo-me quase forçado a comentar um facto dos dias que correm, que tem vindo a atingir proporções preocupantes, e que ameaça desiquilibrar ainda mais a, outrora evidente, divisória entre homens e mulheres.
Hoje em dia, deparamo-nos com situações aberrantes, de raparigas, jovens, na flor da idade, que, ao invés de, ou investir o seu tempo na sua formação, estudo e futuro profissional, ou pura e simplesmente aprender a varrer, cozinhar, limpar, etc, andam batidas, em frente ao computador, a jogar. E quando digo a jogar, não é ao SIMS. Andam batidas no quake, CS, NFS (jogos de carros, aprecie-se aqui a ironia), e todos aqueles simuladores da arte de destruir, matar, violar, roubar, tudo e mais alguma coisa, directamente vocacionada para o público masculino.
Algo se passa nas companhias responsáveis pelos videojogos. Algo que revela uma negligência vergonhosa e perfeitamente absurda. Algo que me leva a pensar na demência das mentes responsáveis por estas políticas. Um perfeito ultraje. Então não é, que chegamos ao cúmulo de incluir nas caixas avisos a menores (!) de X anos (algo perfeitamente disparatado, porque qualquer puto a partir dos 8 anos joga GTA) e, no entanto, não metem avisos para mulheres?! Em jogos de corridas onde os carros NÃO sofrem danos, apesar de chocarem contra tudo o que é parede?! Em jogos em que os personagens utilizam armas de fogo? Querem violência? Inventem um jogo onde uma dona de casa em fúria sai para a rua a eliminar tudo quanto seja sujidade, armada com o seu esfregão e vassoura!
Isto chegou ao ponto onde até já metem mulheres de armas em punho nos videojogos. E, para piorar, ainda fazem filmes sobre os mesmos. Irreal.
Bom, acho que ficou aqui imortalizado, com sucesso, o meu post mais machista de sempre. Um grande beijo à minha namorada que, se ler isto, me vai por com o dono, mais depressa que o tempo demorado pelos leitores deste blog a soletrar BMW.
Monday, February 28, 2005
U2
Finalmente, após tanta paleio sobre a função pública, encontrei algo mais sobre o que escrever: O concerto dos U2 em Portugal, agendado para não sei quando, não sei onde, provavelmente no atlântico (o pavilhão, apesar do lugar indicado para eles ser o fundo do oceano), sinceramente, não me podia estar mais a cagar. 50% da merda que larguei nos últimos 20 anos pode ser dedicada aos U2. Se me perguntarem porquê, poderei apresentar alguns argumentos, nenhum deles considerado válido, se o autor da pergunta for admirador da banda, ou seja, um patego incapaz de reconhecer que, por muito boas que sejam algumas das músicas, o último single (aparentemente filmado no Lavradio, Barreiro, segundo me disseram) não vale a fita onde foi gravado (e antes desse, foram outros). Em todo o caso, para os restantes leitores, aqui vai:
- São irlandeses;
- A música deles não é nada de especial, no entanto acham que são muita bons;
- A cada 15 minutos dá uma música deles na rádio; Seleccionando 3 postos de rádio em determinado momento de tempo, aleatoriamente, a probabilidade de um deles estar a dar U2 é 95%:
- Cada vez que há uma desgraça, o filha da puta do vocalista resolve fazer mais uma música;
- Não fazem um caralho, no entanto são milionários (e aparentemente acham que os portugueses também o são, para cobrarem 11 contos por bilhete);
- Apesar do dinheiro, vestem-se como mendigos.
E é precisamente devido ao preço dos bilhetes do concerto, que resolvi vir aqui gozar um bocado. 11 contos caralho! O mais barato! E filas intermináveis de gente à espera de ter a "sorte" de conseguir um bilhete. Malta a dormir duas e três noites na rua, onde por sinal, está um FRIO DO CARALHO, para comprar um bilhete. Impressionante. Estupidamente Impressionante. Aqui em Setúbal, estão todos numa bomba de gasolina local, onde alegadamente se vão vender bilhetes amanhã, desde anteontem. Tinha piada era os bilhetes serem exclusivamente destinados a quem abastecer...
Em relação ao concerto em si, ouvi uma entrevista com um promotor, que o classificou como "o maior concerto de SEMPRE em Portugal". Pergunta do entrevistador: "Maior em quê?" Resposta: "Bom ... Para começar, o maior em termos de preço de bilhetes, não é? e ... também o maior em termos de receitas ... e basicamente, o maior, pronto".
Dá para acreditar nesta merda? Foda-se. 11 contos e nem conseguem INVENTAR motivos para justificar o preço. Só faltou acrescentar "O maior roubo...".
Bom, acabei. A inspiração desapareceu. Provavelmente 'tá com aquele cabrão. Ainda não dedicou uma música aos iraquianos, deve estar neste momento a tratar disso. É fodido, um gajo ver o seu país em ruínas e ainda ver aquela puta a encher os bolsos à custa disso. Vou até ali ao WC e homenagear mais uma vez esta "grande" banda.
- São irlandeses;
- A música deles não é nada de especial, no entanto acham que são muita bons;
- A cada 15 minutos dá uma música deles na rádio; Seleccionando 3 postos de rádio em determinado momento de tempo, aleatoriamente, a probabilidade de um deles estar a dar U2 é 95%:
- Cada vez que há uma desgraça, o filha da puta do vocalista resolve fazer mais uma música;
- Não fazem um caralho, no entanto são milionários (e aparentemente acham que os portugueses também o são, para cobrarem 11 contos por bilhete);
- Apesar do dinheiro, vestem-se como mendigos.
E é precisamente devido ao preço dos bilhetes do concerto, que resolvi vir aqui gozar um bocado. 11 contos caralho! O mais barato! E filas intermináveis de gente à espera de ter a "sorte" de conseguir um bilhete. Malta a dormir duas e três noites na rua, onde por sinal, está um FRIO DO CARALHO, para comprar um bilhete. Impressionante. Estupidamente Impressionante. Aqui em Setúbal, estão todos numa bomba de gasolina local, onde alegadamente se vão vender bilhetes amanhã, desde anteontem. Tinha piada era os bilhetes serem exclusivamente destinados a quem abastecer...
Em relação ao concerto em si, ouvi uma entrevista com um promotor, que o classificou como "o maior concerto de SEMPRE em Portugal". Pergunta do entrevistador: "Maior em quê?" Resposta: "Bom ... Para começar, o maior em termos de preço de bilhetes, não é? e ... também o maior em termos de receitas ... e basicamente, o maior, pronto".
Dá para acreditar nesta merda? Foda-se. 11 contos e nem conseguem INVENTAR motivos para justificar o preço. Só faltou acrescentar "O maior roubo...".
Bom, acabei. A inspiração desapareceu. Provavelmente 'tá com aquele cabrão. Ainda não dedicou uma música aos iraquianos, deve estar neste momento a tratar disso. É fodido, um gajo ver o seu país em ruínas e ainda ver aquela puta a encher os bolsos à custa disso. Vou até ali ao WC e homenagear mais uma vez esta "grande" banda.
Saturday, February 19, 2005
E dura... E dura...
Sendo que, neste momento, toda a minha legião de leitores se resume aos 2 gatos pingados que foram inteligentemente alvos de crítica no último post, o assunto da função pública parece ter chegado para ficar. E em véspera de eleições autárquicas, precisamente no dia a que o inimigo público (queria meter aqui um daqueles (R)'s de marca registrada, ou qualquer outra porra que, eventualmente, me pudesse safar de um processo judicial por violar a patente do nome, mas não tive cabeça para procurar a combinação de teclas correcta) carinhosamente se refere como "dia de reflexão", não imagino um tema mais adequado, sobre o qual escrever.
Basicamente, este post serve para dar conta da resposta dos ditos funcionários públicos, que me foi enviada por messenger, num documento de word, ao último post. Obviamente a resposta carece de comentário do criador do blog, guardado para o final. Posso desde já salientar o facto óbvio de qualquer pessoa poder comentar qalquer post, desde que se registe (política da blogspot), mas neste caso e para os indivíduos em questão, tal proeza revelou-se demasiado penosa. Fiquem então com as sábias palavras deste duo dinâmico.
"Repto para o dono do blog!
Antes de mais fode-te!!!
Posto isto, vamos ao que é realmente interessante. Nós, ávidos (Sem h porque não somos broncos para escrever esta palavra com h) trabalhadores da administração pública vimos por este meio reivindicar os nossos direitos como trabalhadores
em prole dos parasitas da sociedade! Sim porque existem diferenças entre Administração Publica (trabalho em prole do cidadão) e Função Publica (a.k.a máquina do estado). Passada a lição de Português e conhecimento de senso (para aqueles que pensam que nos enganámos, esta merda tá bem escrita!!!) comum passamos à parte da censura!
Só para relembrar, fode-te!!!
Quanto ao jovem professor universitário/estudante, ele que se defenda que já é grandinho e já tem idade para ter juízo! Ainda para mais para vermos o estado em que chegou a nossa sociedade, como é que existem professores daqueles?
Quanto ao dono do blog temos de tecer as seguintes considerações:
Nós como "únicos" leitores deste blog, exigimos posts frequentes e com elevado conteúdo cultural, não é falar dos Homens na cozinha que se cria um blog respeitado. Queremos deixar bem acente que as funções que detemos no nosso local de trabalho têm uma dispersão alargada pelo que por vezes, esporadicamente, temos alguns tempos
mortos de reflexão e retiro espiritual (Se tens intervalos das aulas pk raio nós não podemos ter também? Somos Humanos como tu). Se nós decidimos jogar on-line ou ver blogs em vez de ver porno e usar o messenger é porque.... já vimos todas as paginas de porno que havia para ver. Portanto, faz-te Homem e escreve coisas culturalmente interessantes:
A ciência de aturar 1 dia de aulas sem espancar o prof.
Comer no refeitório da escola...
Onde andam as gajas boas?
Pk razão gajas boas andam sempre com gajos feios?
Ainda não te eskeceste ? Fode-te!!!
Quanto à queixa informal tal como foi referida, a situação deveu-se porque não havia livro de reclamações nem sequer algo tecnicamente avançado tipo fórum para fazer 1 queixa, e essa merda de mandar pró departamento de apoio ao cidadão não resulta!!! Portanto estamos contentes pela receptividade da queixa, e ainda bem que não foi preciso mandar 1 carta como fizeste pró banco. Resumindo, fomos ouvidos! Estamos satisfeitos apesar de termos sido maltratados moralmente e psicologicamente. Prepara-te para acção em tribunal por danos morais ou o equivalente pagamento em bjecas e tremoços.
Finalmente, quanto aos “access points” temos a dizer que a sua excelência vai ser
premiada com a implementação de 18 pontos de acesso grátis, na cidade de Setúbal,
dos quais alguns serão em Wireless (para uma classe social a bater no topo do ridículo,
sim pk nós nem portáteis temos com tecnologia Wireless, ao contrario de ti e certos professores universitários que vão para as aulas jogar FIFA), portanto mexe o cu da cama e vai usar a net no parque do Bonfim a veres as borboletas a voar.
PS - FODE-TE!!!!"
Fim deste momento brilhante de literatura.
Bom, sem dúvida que há que respeitar alguns dos termos e construções frásicas, utilizadas neste texto. Algumas delas completamente fora da minha liga. Mas termina aqui a boa educação, vou começar a escrever a sério.
Para começar, e só em tom de gozo, o texto foi escrito, para não variar, durante o horário laboral. Momentos antes, houve um diálogo interessante entre mim e um dos sujeitos, via messenger, que pode ser resumido pelo parágrafo seguinte, parágrafo esse que justifica também a elaboração do já referido texto:
BlueJohnny - work says:
va, tenho 1 resposta pra dar a 1 blog ke fez 1 post de merda
Não é o blog que faz os posts. Sou eu. Adiante.
Em relação à crítica do português, mais concretamente em relação à palavra "ávido", julgo não ter escrito com "H", ao contrário do que está a ser insinuado. Simplesmente, pensei que pudesse ser escrito com "H", numa tentativa de antecipar a minha própria bacorada, evitando assim represálias de leitores mais... "delicados". Para mais, se foram tão paneleiros com a puta da palavra, podiam ter escrito o resto do texto com a mesma competência. Adiante.
Se querem um blog com elevado conteúdo cultural, vão ter mesmo que procurar noutro lado. É impossível um blog ter cultura quando o criador não a tem.
Em relação aos temas propostos, ficam aqui as seguintes respostas/observações:
1. Não sei. Não passo um dia inteiro na escola. Só lá vou 3 a 4 horas por dia.
2. Não sei. Nunca comi no refeitório na escola. Mas uma refeição que custa 1,80 euros deve ser uma bela merda.
3. Uma está comigo. As outras não interessam. Sou comprometido. E vocês também. Juízo nesses cornos.
4. Perguntem às vossas namoradas. A minha diz que não sou feio. Obviamente, tem falta de vista.
Já em relação à acção judicial contra a minha pessoa, fiquem sabendo que seria mais provável meterem-me dentro, que obrigarem-me a pagar cerveja e tremoços, visto que nem para isso tenho dinheiro. O portátil está a ser pago em suaves prestações sem juros, ao jumbo.
De momento é tudo, acho que já ficou um post de respeito. Agradecida a participação de dois ilustres engenheiros do estado, que conseguiram com êxito, impedir que esta merda de blog se tornasse alguma coisa de jeito.
Basicamente, este post serve para dar conta da resposta dos ditos funcionários públicos, que me foi enviada por messenger, num documento de word, ao último post. Obviamente a resposta carece de comentário do criador do blog, guardado para o final. Posso desde já salientar o facto óbvio de qualquer pessoa poder comentar qalquer post, desde que se registe (política da blogspot), mas neste caso e para os indivíduos em questão, tal proeza revelou-se demasiado penosa. Fiquem então com as sábias palavras deste duo dinâmico.
"Repto para o dono do blog!
Antes de mais fode-te!!!
Posto isto, vamos ao que é realmente interessante. Nós, ávidos (Sem h porque não somos broncos para escrever esta palavra com h) trabalhadores da administração pública vimos por este meio reivindicar os nossos direitos como trabalhadores
em prole dos parasitas da sociedade! Sim porque existem diferenças entre Administração Publica (trabalho em prole do cidadão) e Função Publica (a.k.a máquina do estado). Passada a lição de Português e conhecimento de senso (para aqueles que pensam que nos enganámos, esta merda tá bem escrita!!!) comum passamos à parte da censura!
Só para relembrar, fode-te!!!
Quanto ao jovem professor universitário/estudante, ele que se defenda que já é grandinho e já tem idade para ter juízo! Ainda para mais para vermos o estado em que chegou a nossa sociedade, como é que existem professores daqueles?
Quanto ao dono do blog temos de tecer as seguintes considerações:
Nós como "únicos" leitores deste blog, exigimos posts frequentes e com elevado conteúdo cultural, não é falar dos Homens na cozinha que se cria um blog respeitado. Queremos deixar bem acente que as funções que detemos no nosso local de trabalho têm uma dispersão alargada pelo que por vezes, esporadicamente, temos alguns tempos
mortos de reflexão e retiro espiritual (Se tens intervalos das aulas pk raio nós não podemos ter também? Somos Humanos como tu). Se nós decidimos jogar on-line ou ver blogs em vez de ver porno e usar o messenger é porque.... já vimos todas as paginas de porno que havia para ver. Portanto, faz-te Homem e escreve coisas culturalmente interessantes:
A ciência de aturar 1 dia de aulas sem espancar o prof.
Comer no refeitório da escola...
Onde andam as gajas boas?
Pk razão gajas boas andam sempre com gajos feios?
Ainda não te eskeceste ? Fode-te!!!
Quanto à queixa informal tal como foi referida, a situação deveu-se porque não havia livro de reclamações nem sequer algo tecnicamente avançado tipo fórum para fazer 1 queixa, e essa merda de mandar pró departamento de apoio ao cidadão não resulta!!! Portanto estamos contentes pela receptividade da queixa, e ainda bem que não foi preciso mandar 1 carta como fizeste pró banco. Resumindo, fomos ouvidos! Estamos satisfeitos apesar de termos sido maltratados moralmente e psicologicamente. Prepara-te para acção em tribunal por danos morais ou o equivalente pagamento em bjecas e tremoços.
Finalmente, quanto aos “access points” temos a dizer que a sua excelência vai ser
premiada com a implementação de 18 pontos de acesso grátis, na cidade de Setúbal,
dos quais alguns serão em Wireless (para uma classe social a bater no topo do ridículo,
sim pk nós nem portáteis temos com tecnologia Wireless, ao contrario de ti e certos professores universitários que vão para as aulas jogar FIFA), portanto mexe o cu da cama e vai usar a net no parque do Bonfim a veres as borboletas a voar.
PS - FODE-TE!!!!"
Fim deste momento brilhante de literatura.
Bom, sem dúvida que há que respeitar alguns dos termos e construções frásicas, utilizadas neste texto. Algumas delas completamente fora da minha liga. Mas termina aqui a boa educação, vou começar a escrever a sério.
Para começar, e só em tom de gozo, o texto foi escrito, para não variar, durante o horário laboral. Momentos antes, houve um diálogo interessante entre mim e um dos sujeitos, via messenger, que pode ser resumido pelo parágrafo seguinte, parágrafo esse que justifica também a elaboração do já referido texto:
BlueJohnny - work says:
va, tenho 1 resposta pra dar a 1 blog ke fez 1 post de merda
Não é o blog que faz os posts. Sou eu. Adiante.
Em relação à crítica do português, mais concretamente em relação à palavra "ávido", julgo não ter escrito com "H", ao contrário do que está a ser insinuado. Simplesmente, pensei que pudesse ser escrito com "H", numa tentativa de antecipar a minha própria bacorada, evitando assim represálias de leitores mais... "delicados". Para mais, se foram tão paneleiros com a puta da palavra, podiam ter escrito o resto do texto com a mesma competência. Adiante.
Se querem um blog com elevado conteúdo cultural, vão ter mesmo que procurar noutro lado. É impossível um blog ter cultura quando o criador não a tem.
Em relação aos temas propostos, ficam aqui as seguintes respostas/observações:
1. Não sei. Não passo um dia inteiro na escola. Só lá vou 3 a 4 horas por dia.
2. Não sei. Nunca comi no refeitório na escola. Mas uma refeição que custa 1,80 euros deve ser uma bela merda.
3. Uma está comigo. As outras não interessam. Sou comprometido. E vocês também. Juízo nesses cornos.
4. Perguntem às vossas namoradas. A minha diz que não sou feio. Obviamente, tem falta de vista.
Já em relação à acção judicial contra a minha pessoa, fiquem sabendo que seria mais provável meterem-me dentro, que obrigarem-me a pagar cerveja e tremoços, visto que nem para isso tenho dinheiro. O portátil está a ser pago em suaves prestações sem juros, ao jumbo.
De momento é tudo, acho que já ficou um post de respeito. Agradecida a participação de dois ilustres engenheiros do estado, que conseguiram com êxito, impedir que esta merda de blog se tornasse alguma coisa de jeito.
Friday, February 11, 2005
Mais função pública
Ora, como é de conhecimento geral, a minha opinião é de que a malta que trabalha para o estado não faz um caralho. É sabido que este não é um facto consumado, apenas porque existem alguns gatos pingados que até fazem pela vida, e fartam-se de bulir, em nome da nação. Um desses senhores, leitor assíduo do meu blog e dos demais meios de informação credíveis e precisos publicados diária ou semanalmente, contestou activamente os meus anteriores comentários de que, realmente, a função pública reflectia aquilo que se passa, um pouco por todo o lado, ou seja, a política "só faço se for obrigado... e mesmo assim acho que ganho pouco", em vigor nas muitas organizações tugas. Ainda de referir que, conheço pessoalmente, eu mesmo, um jovem professor/estudante universitário, ávido (parêntesis aqui, porque acho que me vou foder, porque com a sorte que tenho, ávido leva H) fodilhão e também dos gajos mais "possantes" em termos de sacar a boa da pirataria da net, que também se inclui na categoria daqueles "não tenho tempo, nem para coçar o esquerdo", devido ao trabalho.
Explicada a minha posição "alguns até trabalham, mas são poucos", denoto que estou a recorrer muito a este género de comentário, estas "citações" entre aspas, não sei bem porquê... Que se foda, adiante.
A razão de me verem novamente a dizer mal da função pública, é simples. Tão simples que nem tou a ver como a irei descrever através de um texto abrangente, cheio de palavras inspiradoras, como é meu hábito, ao invés de, simplesmente dizer o que é. Mas caralhos m'a fodam se não vou tentar.
Basicamente, é o seguinte: O meu arsenal de leitores a trabalhar para o estado, triplicou desde os últimos posts. E estes dois indivíduos em questão, lêm o blog durante o horário laboral. Acontece que eu não tenho tido nem tempo, nem cabeça para escrever, e como tal, recebi uma queixa informal, de que não tenho cumprido como escritor, e que os dias são morosos por não haver posts para ler. Por outras palavras, estão aborrecidos e é meu dever entretê-los. Aparentemente, os jogos em rede já não têm a piada que tinham. Foda-se.
E pronto, cá está o vosso dedicado blogger, a socorrer 2 caramelos entediados. Espero que os cabrões gostem.
Mensagem pessoal: Larguem a micose e metam as queixas no buraco do cú. E a ver se fazem o vosso trabalho e metem uns access points de jeito, que eu há três meses que pago multas por exceder os limites à merda da netcabo.
P.S: Entendo perfeitamente que alguns de vós especulem em relação à da veracidade desta queixa. Como tal, fiquem sabendo, desconfiados do caralho, que é 100% verdade, tudo o que escrevi até aqui. Pensem nisso da próxima vez que pagarem impostos.
Explicada a minha posição "alguns até trabalham, mas são poucos", denoto que estou a recorrer muito a este género de comentário, estas "citações" entre aspas, não sei bem porquê... Que se foda, adiante.
A razão de me verem novamente a dizer mal da função pública, é simples. Tão simples que nem tou a ver como a irei descrever através de um texto abrangente, cheio de palavras inspiradoras, como é meu hábito, ao invés de, simplesmente dizer o que é. Mas caralhos m'a fodam se não vou tentar.
Basicamente, é o seguinte: O meu arsenal de leitores a trabalhar para o estado, triplicou desde os últimos posts. E estes dois indivíduos em questão, lêm o blog durante o horário laboral. Acontece que eu não tenho tido nem tempo, nem cabeça para escrever, e como tal, recebi uma queixa informal, de que não tenho cumprido como escritor, e que os dias são morosos por não haver posts para ler. Por outras palavras, estão aborrecidos e é meu dever entretê-los. Aparentemente, os jogos em rede já não têm a piada que tinham. Foda-se.
E pronto, cá está o vosso dedicado blogger, a socorrer 2 caramelos entediados. Espero que os cabrões gostem.
Mensagem pessoal: Larguem a micose e metam as queixas no buraco do cú. E a ver se fazem o vosso trabalho e metem uns access points de jeito, que eu há três meses que pago multas por exceder os limites à merda da netcabo.
P.S: Entendo perfeitamente que alguns de vós especulem em relação à da veracidade desta queixa. Como tal, fiquem sabendo, desconfiados do caralho, que é 100% verdade, tudo o que escrevi até aqui. Pensem nisso da próxima vez que pagarem impostos.
Sunday, January 09, 2005
Reflexologia
Já sei. Grande palavrão. O que é? Uma ciência que defende que é possível fazer uma série de tratamentos a uma série de problemas a partir dos pés. Podem saber mais sobre o assunto em: http://pwp.netcabo.pt/0152562701/reflexologia.html . Estejam à vontade. Aviso já que se vão deparar com um português elaborado, com termos de alguma complexidade. Não é merda como o que lêm aqui. Enfim, adiante.
A razão deste post está relacionada com o "mapa" dos pés (http://pwp.netcabo.pt/0152562701/mapareflex.jpg). Ora, se repararem na zona 36, referente aos orgãos genitais, verificam que se situa, imagine-se, no calcanhar. Foda-se, fez-se luz. Agora sim, após milénios de mistério, percebo o significado da expressão "calcanhar de Aquiles".
Como raios é que um guerreiro inigualável, do qual descende uma grande parte do povo português, mais concretamente, os alentejanos, homem de extraordinária pujança física e Deus na cama, se deixa vencer com o caralho duma seta no calcanhar? Eu vi o filme, o gajo levou com a puta da seta e já não fez nada de jeito. Tanto que se deixou matar pela merda do Orlando Bloom, o gajo mais mariquinhas de hollywood. Um caralho dum elfo. Foda-se.
Mas agora sim, tudo faz sentido. Uma seta no calcanhar é, basicamente, uma bolada nos tomates! E foda-se, quem já levou uma, sabe o que é a força das pernas a desaparecer, os joelhos a tremer, as cólicas intestinais, etc... Como é que um gajo há-de ganhar uma batalha nestas condições?
Mais uma vez, a ciência alternativa vem explicar um mistério que a convencional não conseguiu. Grande bem haja aos chineses por terem feito uma porra de jeito na sua miserável história de merda. Outra conclusão brilhante: os chineses têm calcanhares pequenos.
A razão deste post está relacionada com o "mapa" dos pés (http://pwp.netcabo.pt/0152562701/mapareflex.jpg). Ora, se repararem na zona 36, referente aos orgãos genitais, verificam que se situa, imagine-se, no calcanhar. Foda-se, fez-se luz. Agora sim, após milénios de mistério, percebo o significado da expressão "calcanhar de Aquiles".
Como raios é que um guerreiro inigualável, do qual descende uma grande parte do povo português, mais concretamente, os alentejanos, homem de extraordinária pujança física e Deus na cama, se deixa vencer com o caralho duma seta no calcanhar? Eu vi o filme, o gajo levou com a puta da seta e já não fez nada de jeito. Tanto que se deixou matar pela merda do Orlando Bloom, o gajo mais mariquinhas de hollywood. Um caralho dum elfo. Foda-se.
Mas agora sim, tudo faz sentido. Uma seta no calcanhar é, basicamente, uma bolada nos tomates! E foda-se, quem já levou uma, sabe o que é a força das pernas a desaparecer, os joelhos a tremer, as cólicas intestinais, etc... Como é que um gajo há-de ganhar uma batalha nestas condições?
Mais uma vez, a ciência alternativa vem explicar um mistério que a convencional não conseguiu. Grande bem haja aos chineses por terem feito uma porra de jeito na sua miserável história de merda. Outra conclusão brilhante: os chineses têm calcanhares pequenos.
Tuesday, December 28, 2004
Homens na cozinha
Vou partilhar convosco o meu almoço. E faço isto porque continuo aborrecido como caralho. A única coisa que tenho para fazer, não consigo. Bom, como ia dizendo, começou hoje o meu período de "sozinho em casa". Duvido seriamente que venha a ser assaltado por 2 ladrões, cuja imbecilidade só é comparável à incompetência, e que tenha que me defender através de armadilhas e engodos elaborados, como berlindes espalhados pelo chão e latas de tinta amarradas a cordas. No entanto, e só no caso, resolvi tirar a caçadeira do meu pai do roupeiro (somos alentejanos, é óbvio que temos chumbo em casa). Adiante.
Para iniciar em beleza estes dias, comecei por me preparar a mim mesmo um pitéu de elevado requinte: grelhada mista. Uma costeleta, uma espetada... Do domínio. Como até tenho a mania que sou chefe, fiz um ovo mexido. As batatas, foram do pacote (lays ou que caralho era). Ora, antes que todas as senhoras que lêm atempadamente este blog me comecem a enviar mails com pedidos de casamento, já todos os senhores (granda lol aqui) que também lêm este insulto à literatura de bom gosto, pensaram para eles mesmos: "Isto VAI DAR merda". Totalmente incorrecto. Já DEU merda. Na fase do ovo, já eu chorava.
Em pormenor: Eram 13h30. Comecei por tirar a carne do congelador. Como não a queria para o jantar, mas sim para o almoço, tive que ser criativo e perguntar à minha irmã como descongelar aquilo rapidamente. Conselho: mergulhar em água. Pareceu-me bem. Meti a carne de molho uns minutos, em água bem quente, enquanto o grelhador aquecia. Quando me pareceu adequado, tirei a carne da água e coloquei-a imediatamente na grelha. Sal? É para fracos. Homem que é homem come a sua carne à là idade da pedra (depois de ter descoberto o fogo, claro. Não somos animais). Adiante.
Na grelha constava uma espetada de grossura respeitável e uma costeleta fina. Sejam criativos e imaginem o circo que foi para voltar a merda da carne. Adiante.
Por alguma paragem cerebral que me passou despercebida, achei que, independentemente da côr ou cheiro a queimado, a costeleta TINHA que assar o mesmo tempo que a espetada. Adiante.
Já a costeleta ardia, esqueci-me que tinha que aquecer a sopa (sou muito consciente, como muita sopinha). E caralhos m'a fodam se ia deixar arrefecer a costeleta enquanto a sopa aquecia. Ficou mais uns minutinhos na grelha.
Foi neste ponto que fiz o ovo. Adoro sandes, e curto bastante sandes de ovo, por isso, de toda a catástrofe, este foi o ponto alto. Domino a frigideira, completamente.
Bom, finalmente, tinha a sopa quente e a carne queim... grelhada. Passei à acção. A sopa estava boa, claro. Não fui eu que a fiz. Passei à carne e digo-vos... a malta das cavernas n vivia. Carne sem tempêro, se juntarmos a isso gajas que não faziam a depilação... Foda-se... Enfim, antes eles que eu, e por isso salvei-me com sal miúdo, que o Carlos Cruz tanto gosta, e maionese. Não ficou nada de especial, mas engolia-se.
De seguida, achei que devia lavar a loiça (é para verem o quão entediado estou). Meti umas luvas de borracha, mesmo à fada-do-lar e siga para bingo. Usei Fairy. FILHAS DA PUTA. Onde é que 3 gotas daquela merda chegam para lavar uma ponte Vasco da Gama de pratos?! Nem 30 gotas, caralho! Foi correr de fio até ver alguma espuma. E já agora, fica a reclamação. Num mundo onde os homens são obrigados a fazer algumas tarefas domésticas, porque se não, ninguém as faz, os cabrões dos empreiteiros continuam a fazer lava-loiças a 1 metro do chão! Tenho as costas feitas num oito. Já se justifica a criação de vários tamanhos de cozinha: S e M para elas, L e XL para eles. E pensa um borrego qualquer ao ler isto: "Foda-se! Lavar a loiça?! Eu NUNCA! Granda paneleiro!". Obviamente, vive com a mãe, provavelmente até que a morte os separe. Muito macho, caralho.
E pronto, 2 horas e meia depois de começar a comer, tinha a cozinha arrumada. Mesmo a horas do lanche. Que se foda quem diz que trabalho doméstico não é trabalho. Vai lá vai...
Para iniciar em beleza estes dias, comecei por me preparar a mim mesmo um pitéu de elevado requinte: grelhada mista. Uma costeleta, uma espetada... Do domínio. Como até tenho a mania que sou chefe, fiz um ovo mexido. As batatas, foram do pacote (lays ou que caralho era). Ora, antes que todas as senhoras que lêm atempadamente este blog me comecem a enviar mails com pedidos de casamento, já todos os senhores (granda lol aqui) que também lêm este insulto à literatura de bom gosto, pensaram para eles mesmos: "Isto VAI DAR merda". Totalmente incorrecto. Já DEU merda. Na fase do ovo, já eu chorava.
Em pormenor: Eram 13h30. Comecei por tirar a carne do congelador. Como não a queria para o jantar, mas sim para o almoço, tive que ser criativo e perguntar à minha irmã como descongelar aquilo rapidamente. Conselho: mergulhar em água. Pareceu-me bem. Meti a carne de molho uns minutos, em água bem quente, enquanto o grelhador aquecia. Quando me pareceu adequado, tirei a carne da água e coloquei-a imediatamente na grelha. Sal? É para fracos. Homem que é homem come a sua carne à là idade da pedra (depois de ter descoberto o fogo, claro. Não somos animais). Adiante.
Na grelha constava uma espetada de grossura respeitável e uma costeleta fina. Sejam criativos e imaginem o circo que foi para voltar a merda da carne. Adiante.
Por alguma paragem cerebral que me passou despercebida, achei que, independentemente da côr ou cheiro a queimado, a costeleta TINHA que assar o mesmo tempo que a espetada. Adiante.
Já a costeleta ardia, esqueci-me que tinha que aquecer a sopa (sou muito consciente, como muita sopinha). E caralhos m'a fodam se ia deixar arrefecer a costeleta enquanto a sopa aquecia. Ficou mais uns minutinhos na grelha.
Foi neste ponto que fiz o ovo. Adoro sandes, e curto bastante sandes de ovo, por isso, de toda a catástrofe, este foi o ponto alto. Domino a frigideira, completamente.
Bom, finalmente, tinha a sopa quente e a carne queim... grelhada. Passei à acção. A sopa estava boa, claro. Não fui eu que a fiz. Passei à carne e digo-vos... a malta das cavernas n vivia. Carne sem tempêro, se juntarmos a isso gajas que não faziam a depilação... Foda-se... Enfim, antes eles que eu, e por isso salvei-me com sal miúdo, que o Carlos Cruz tanto gosta, e maionese. Não ficou nada de especial, mas engolia-se.
De seguida, achei que devia lavar a loiça (é para verem o quão entediado estou). Meti umas luvas de borracha, mesmo à fada-do-lar e siga para bingo. Usei Fairy. FILHAS DA PUTA. Onde é que 3 gotas daquela merda chegam para lavar uma ponte Vasco da Gama de pratos?! Nem 30 gotas, caralho! Foi correr de fio até ver alguma espuma. E já agora, fica a reclamação. Num mundo onde os homens são obrigados a fazer algumas tarefas domésticas, porque se não, ninguém as faz, os cabrões dos empreiteiros continuam a fazer lava-loiças a 1 metro do chão! Tenho as costas feitas num oito. Já se justifica a criação de vários tamanhos de cozinha: S e M para elas, L e XL para eles. E pensa um borrego qualquer ao ler isto: "Foda-se! Lavar a loiça?! Eu NUNCA! Granda paneleiro!". Obviamente, vive com a mãe, provavelmente até que a morte os separe. Muito macho, caralho.
E pronto, 2 horas e meia depois de começar a comer, tinha a cozinha arrumada. Mesmo a horas do lanche. Que se foda quem diz que trabalho doméstico não é trabalho. Vai lá vai...
Monday, December 27, 2004
Mais um pensamento...
Se estão à espera de mais um comentário de elevado nível intelectual, como já vem sendo hábito da minha parte, parem de ler AQUI. Não tenho nada de jeito para dizer. Simplesmente estou tão aborrecido, que não tenho mais nada para fazer, e então vim para aqui escrever merda. É caso para dizer que já tenho os tomates em sangue, de tanto os coçar. A culpa é da televisão. TVCabo para ser preciso. 50 canais a dar a mesma coisa ao mesmo tempo: Merda. Enjôo do caralho. Nem a sport tv me safa neste momento. Estão a transmitir SKI. Filhas da puta. 3 contos por mês para ver SKI???! Foda-se aquela merda não tem BOLA! E "sport" que se preze, tem que ter uma bola. E já agora 22 gajos a correr atrás dela. Outro oásis no meio do deserto costuma ser a sic comédia. Grande abraço ao papalvo que teve a ideia de um canal sobre comédia. Só que o mesmo caramelo considera comédia a puta da série de uma alentejana que vai viver para a cidade ou que raios é. Qualquer dia chamam comédia aos malucos do riso.
Bom, já que estou a disparatar sobre a TVCabo aproveito para dizer que tenho o panda em dois canais diferentes e o televendas também, sendo que existe um desfasamento que me permite melhor auferir conhecimentos sobre determinado produto, mais profundamente. Basta ver o 46, que ao mudar para o 47, tenho o replay do que acabei de ver. Adiante.
Esta é uma altura em que a malta universitária anda cheia de trabalho, e eu não sou excepção. Mas como estou desmotivado, caguei. Cheguei àquela altura da vida em que cada dia que passa não é mais um, é um a menos para fazer alguma coisa de jeito. Faltam-me ideias e meios para as concretizar. Um gajo cresce num mundo onde só é fácil conseguir alguma coisa, quando já se tem tudo. E querem saber o mais estúpido disto tudo? Travaram-se guerras e morreu gente para chegarmos aqui.
Impressionante como num momento tão mau de inspiração, me saiu uma pérola destas. Sou bom. É pena que seja o único a sabê-lo. Aproveito para acabar o texto. É sempre melhor desistir enquanto estamos por cima.
PS: Aproveito para desejar um bom ano de 2005. Paz no mundo e mais não sei quê que as gajas dizem nos concursos de beleza. Também não percebo porque raios deixam as gajas falar, se é um concurso de beleza. E já agora para quê desfilarem sequer, se ganha sempre a gaja do 3º mundo, seguida duma preta que passa sempre às últimas 10 para não considerarem o júri racista? E porque caralho... bom, esqueçam. Nunca mais daqui saía...
Bom, já que estou a disparatar sobre a TVCabo aproveito para dizer que tenho o panda em dois canais diferentes e o televendas também, sendo que existe um desfasamento que me permite melhor auferir conhecimentos sobre determinado produto, mais profundamente. Basta ver o 46, que ao mudar para o 47, tenho o replay do que acabei de ver. Adiante.
Esta é uma altura em que a malta universitária anda cheia de trabalho, e eu não sou excepção. Mas como estou desmotivado, caguei. Cheguei àquela altura da vida em que cada dia que passa não é mais um, é um a menos para fazer alguma coisa de jeito. Faltam-me ideias e meios para as concretizar. Um gajo cresce num mundo onde só é fácil conseguir alguma coisa, quando já se tem tudo. E querem saber o mais estúpido disto tudo? Travaram-se guerras e morreu gente para chegarmos aqui.
Impressionante como num momento tão mau de inspiração, me saiu uma pérola destas. Sou bom. É pena que seja o único a sabê-lo. Aproveito para acabar o texto. É sempre melhor desistir enquanto estamos por cima.
PS: Aproveito para desejar um bom ano de 2005. Paz no mundo e mais não sei quê que as gajas dizem nos concursos de beleza. Também não percebo porque raios deixam as gajas falar, se é um concurso de beleza. E já agora para quê desfilarem sequer, se ganha sempre a gaja do 3º mundo, seguida duma preta que passa sempre às últimas 10 para não considerarem o júri racista? E porque caralho... bom, esqueçam. Nunca mais daqui saía...
Friday, November 12, 2004
Carta para o meu rico banco
Gostaria de partilhar convosco, uma carta que enviei ao meu banco, a respeito daqueles aldrabões não me quererem emprestar dinheiro. Acho que dadas as circunstâncias, fui educado c'mó caralho. Aqui vai:
"Assunto: Sugestão e Comentários
sub-Assunto: Crédito ao Consumo
Boa tarde,
Dado que classifiquei o assunto da presente carta como "sugestão", venho assim sugerir a v. exmas. que deixem de me enviar a Newsletter Universitário para casa, sob pena de fechar a conta que mantenho há 5 anos no vosso banco. A razão que justifica a minha atitude é simples: A vossa newsletter encontra-se repleta de informações e alegadas prestações de serviços que, na prática, não passam da própria carta, e não correspondem à realidade que reside no vosso banco.
Passo a explicar: Todos os meses me pedem para pedir dinheiro emprestado, ou seja recorrer ao crédito. Dizem-me que, como sou universitário, tenho uma infinidade de vantagens, muito particularmente na compra de computadores portáteis, um dos serviços que os srs. mais divulgam. Ora, chamem-me ingénuo, para não dizer parvo, mas não é que resolvi, após 5 anos sem solicitar um único serviço a v. exmas. recorrer ao crédito? Mais precisamente solicitei 1000 euros para pagar num ano, com o objectivo de comprar precisamente um portátil. Resposta imediata da senhora que me atendeu: "Não. Precisa do seu pai para recorrer ao crédito." Acho isto realmente fantástico. Nesse caso porque não enviar-lhe a newsletter a ele?
Gostaria de salientar o facto de estarmos a falar de 1000 € (+- 200 contos), embora a senhora que me atendeu tenha agido como se tivesse pedido 100 000 para comprar uma casa. Para mais, o meu saldo actual é quase suficiente para pagar a quantia em questão e ficou provado que teria rendimentos ao longo do próximo ano (para além do meu ordenado, estão estabelecidas transferências mensais da conta, imagine-se, do meu pai, só de si suficientes para pagar a totalidade do empréstimo, mais juros) e que não podia recorrer ao meu pai, por este se encontrar no estrangeiro, a trabalho.
Conclusão: Não estava em causa se eu podia ou não pagar o empréstimo. Aparentemente a dúvida residia no facto de eu pretender ou não respeitar o compromisso que assumiria convosco. Dito de outra forma, acharam que tinha cara de ladrão.
Cumprimentos, P.M."
A carta pecou por curta, havia mais a dizer, mas os gajos têm limite de carácteres naquela merda. Ainda por cima, os assuntos tiveram que ser pré-definidos. Talvez tenha sido pelo melhor. Assim não pude escrever "Assunto: reclamação de um gajo fodido da vida"
"Assunto: Sugestão e Comentários
sub-Assunto: Crédito ao Consumo
Boa tarde,
Dado que classifiquei o assunto da presente carta como "sugestão", venho assim sugerir a v. exmas. que deixem de me enviar a Newsletter Universitário para casa, sob pena de fechar a conta que mantenho há 5 anos no vosso banco. A razão que justifica a minha atitude é simples: A vossa newsletter encontra-se repleta de informações e alegadas prestações de serviços que, na prática, não passam da própria carta, e não correspondem à realidade que reside no vosso banco.
Passo a explicar: Todos os meses me pedem para pedir dinheiro emprestado, ou seja recorrer ao crédito. Dizem-me que, como sou universitário, tenho uma infinidade de vantagens, muito particularmente na compra de computadores portáteis, um dos serviços que os srs. mais divulgam. Ora, chamem-me ingénuo, para não dizer parvo, mas não é que resolvi, após 5 anos sem solicitar um único serviço a v. exmas. recorrer ao crédito? Mais precisamente solicitei 1000 euros para pagar num ano, com o objectivo de comprar precisamente um portátil. Resposta imediata da senhora que me atendeu: "Não. Precisa do seu pai para recorrer ao crédito." Acho isto realmente fantástico. Nesse caso porque não enviar-lhe a newsletter a ele?
Gostaria de salientar o facto de estarmos a falar de 1000 € (+- 200 contos), embora a senhora que me atendeu tenha agido como se tivesse pedido 100 000 para comprar uma casa. Para mais, o meu saldo actual é quase suficiente para pagar a quantia em questão e ficou provado que teria rendimentos ao longo do próximo ano (para além do meu ordenado, estão estabelecidas transferências mensais da conta, imagine-se, do meu pai, só de si suficientes para pagar a totalidade do empréstimo, mais juros) e que não podia recorrer ao meu pai, por este se encontrar no estrangeiro, a trabalho.
Conclusão: Não estava em causa se eu podia ou não pagar o empréstimo. Aparentemente a dúvida residia no facto de eu pretender ou não respeitar o compromisso que assumiria convosco. Dito de outra forma, acharam que tinha cara de ladrão.
Cumprimentos, P.M."
A carta pecou por curta, havia mais a dizer, mas os gajos têm limite de carácteres naquela merda. Ainda por cima, os assuntos tiveram que ser pré-definidos. Talvez tenha sido pelo melhor. Assim não pude escrever "Assunto: reclamação de um gajo fodido da vida"
Sunday, October 17, 2004
Os malefícios da morte
Eu que até sou um tipo, a quem a vida não lhe corre mal, dei por mim deitado, sem sono, a pensar na morte. As conclusões a que cheguei, são dignas de ficarem imortalizadas aqui, pelo menos até os servidores da blogspot.com irem com o caralho.
Reparei, através de alguns funerais a que assisti e dos meus sentimentos pessoais, que a pessoa que menos nos faz falta, ou por outras palavras, a pessoa que menos nos importamos que faleça, somos nós mesmos. A angústia que se sente quando se pensa que se pode perder alguem querido, é muito superior àquela que sentimos quando nos apercebemos que, mais tarde ou mais cedo, bumba, já éramos.
Exemplo prático: Eu, não sendo exemplo algum de coragem ou bravura, tenho medo de andar de avião. Porquê? Sou engenheiro, percebo perfeitamente as leis que mantém o aparelho no ar. No entanto, também sei que, cada vez que entrar num avião, vou estar a aceitar bula dum caramelo que nunca vi na vida, nem tão pouco posso atestar quanto à sua sanidade mental. E se o filho da puta lhe está a correr mal o dia? E se lhe telefonaram durante o vôo a dizer que a mulher lhe põe os cornos? Ou se for do Sporting? Tudo razões que podem levar alguém menos lúcido a espetar o avião com o focinho no chão. E quero lá eu morrer porque o Peseiro não é posto na rua.
Continuando. A minha namorada adora viajar. Já o fez sem mim, por motivos profissionais, e se eu não a quiser acompanhar, com certeza que o fará por motivos de lazer. Agora, por maior que seja o meu medo que aquela merda caia connosco lá dentro, maior é ainda que a desgraça aconteça só com ela, e eu fique cá para contar como é. O meu pai farta-se de andar de avião, e diz que cada vez tem mais medo daquilo. Foda-se, quem sou eu para contradizer a voz da experiência.
Mais conclusões: Quando choramos a morte de alguém, parece-me que apenas uma pequena parte da dor é causada pela saudade da pessoa, e que a outra parte é causada pela nossa percepção de como vai ser a NOSSA vida sem ela. Não comento esta ideia, porque nunca passei por isso. Por enquanto apenas posso presumir. O futuro o dirá se tenho ou não razão.
Reparei, através de alguns funerais a que assisti e dos meus sentimentos pessoais, que a pessoa que menos nos faz falta, ou por outras palavras, a pessoa que menos nos importamos que faleça, somos nós mesmos. A angústia que se sente quando se pensa que se pode perder alguem querido, é muito superior àquela que sentimos quando nos apercebemos que, mais tarde ou mais cedo, bumba, já éramos.
Exemplo prático: Eu, não sendo exemplo algum de coragem ou bravura, tenho medo de andar de avião. Porquê? Sou engenheiro, percebo perfeitamente as leis que mantém o aparelho no ar. No entanto, também sei que, cada vez que entrar num avião, vou estar a aceitar bula dum caramelo que nunca vi na vida, nem tão pouco posso atestar quanto à sua sanidade mental. E se o filho da puta lhe está a correr mal o dia? E se lhe telefonaram durante o vôo a dizer que a mulher lhe põe os cornos? Ou se for do Sporting? Tudo razões que podem levar alguém menos lúcido a espetar o avião com o focinho no chão. E quero lá eu morrer porque o Peseiro não é posto na rua.
Continuando. A minha namorada adora viajar. Já o fez sem mim, por motivos profissionais, e se eu não a quiser acompanhar, com certeza que o fará por motivos de lazer. Agora, por maior que seja o meu medo que aquela merda caia connosco lá dentro, maior é ainda que a desgraça aconteça só com ela, e eu fique cá para contar como é. O meu pai farta-se de andar de avião, e diz que cada vez tem mais medo daquilo. Foda-se, quem sou eu para contradizer a voz da experiência.
Mais conclusões: Quando choramos a morte de alguém, parece-me que apenas uma pequena parte da dor é causada pela saudade da pessoa, e que a outra parte é causada pela nossa percepção de como vai ser a NOSSA vida sem ela. Não comento esta ideia, porque nunca passei por isso. Por enquanto apenas posso presumir. O futuro o dirá se tenho ou não razão.
Sunday, October 10, 2004
Sinalética nas estradas
Chegou-me ontem à atenção, na volta de mais uma noite de autêntica loucura, a ver um filme, no cinema, um pormenor que é estupido o bastante, para merecer referência neste blog. Surgiu-me a ideia, quando, ao parar numa bomba de gasolina, e ao ver-me compelido a abrir a porta, meter uma perna de fora e a dar balanço ao carro, para ir avançando na fila, sem gastar mais combustível, me esqueci de fechar convenientemente a mesma. O senhor que se seguia na fila, alertou-me para esse facto.
Então, o que me veio à ideia?
Imaginem que ninguém me dizia que a porta estava mal fechada. Ia o caminho todo assim, provavelmente sem notar. Sendo de noite, provavelmente mais ninguém notaria também. Mas, e quanto à malta que fecha mal a porta de dia e não nota? Ou se esquece de fechar um pisca, e vai o caminho todo a alertar que vai virar à esquerda numa auto-estrada? Como alertar estes sujeitos?
Existem várias tácticas, cada uma mais inútil e ridícula que a outra. Há aqueles que repetem o erro: "Vou abrir também o meu pisca, pode ser que ele associe". Uma táctica subtil, mas que transforma um caramelo distraído, em dois. Depois, existem aqueles mais "mentalmente inaptos", que bracejam que nem loucos, na esperança de que o condutor da frente olhe para o retrovisor. Ou melhor ainda, ultrapassam e aí sim, fazem a sinalética, sempre a olhar para o seu próprio retrovisor, para verem se funciona, e esquecendo-se que estão de costas para o condutor, e que aí ele teria que olhar para o retrovisor deles a 15 m, para conseguir ver, no máximo, o olhar já desesperado do personagem.
As reacções a estas abordagens são variadas: "Este estúpido atrás de mim 'tá a querer ultrapassar à colhões e nunca mais se desencona" ou " O 'qué que aquele labrego vai a fazer dentro daquele carro, a contorcer-se todo daquela maneira?"
Sinais de luzes, pensam vocês? É para esquecer. É logo: "a bófia anda aí".
A táctica mais aventureira, é encostar ao lado do veículo em questão e berrar de dentro do carro: "Tem a porta aberta!". Como a velocidade é significativa, e os automóveis em si abafam o som (excepto os do tunning em que toda a gente ouve música, menos as pessoas que vão lá dentro... ou quase), para garantir o sucesso do grito, é necessário, num acto divino de inteligência prática, desviar a atenção da estrada, e olhar directamente para o condutor, para garantir um bom canal de comunicação. Esta táctica tem a vantagem de, caso não ocorra um acidente grave, poder já de si, ser considerada uma tentativa com algum sucesso.
Para mim, que pensei muito nisto, parece-me que a melhor táctica, sem contar com, não fazer nada, atitude essa moralmente e, talvez até, religiosamente condenável, seria ultrapassar e dar um toque na luz de nevoeiro. Um toque breve não irrita ninguém, e pode alertar o condutor para algo que não esteja bem. Comparo isto ao toque para o telemóvel, hábito muito utilizado pela putalhada de hoje em dia, que nem sabe que o telemóvel é tão bom, que até permite mesmo falar de vez em quando. Para além de confirmar que a outra pessoa está viva, e que pretende algo, continua a não se fazer ideia do quê. Os senhores que utilizam a táctica de repetir o erro dirão: "'Qué que ele quer? A minha luz de nevoeiro 'tá desligada." Os outros dão um cheirinho nos máximos e dizem "Também te amo".
Então, o que me veio à ideia?
Imaginem que ninguém me dizia que a porta estava mal fechada. Ia o caminho todo assim, provavelmente sem notar. Sendo de noite, provavelmente mais ninguém notaria também. Mas, e quanto à malta que fecha mal a porta de dia e não nota? Ou se esquece de fechar um pisca, e vai o caminho todo a alertar que vai virar à esquerda numa auto-estrada? Como alertar estes sujeitos?
Existem várias tácticas, cada uma mais inútil e ridícula que a outra. Há aqueles que repetem o erro: "Vou abrir também o meu pisca, pode ser que ele associe". Uma táctica subtil, mas que transforma um caramelo distraído, em dois. Depois, existem aqueles mais "mentalmente inaptos", que bracejam que nem loucos, na esperança de que o condutor da frente olhe para o retrovisor. Ou melhor ainda, ultrapassam e aí sim, fazem a sinalética, sempre a olhar para o seu próprio retrovisor, para verem se funciona, e esquecendo-se que estão de costas para o condutor, e que aí ele teria que olhar para o retrovisor deles a 15 m, para conseguir ver, no máximo, o olhar já desesperado do personagem.
As reacções a estas abordagens são variadas: "Este estúpido atrás de mim 'tá a querer ultrapassar à colhões e nunca mais se desencona" ou " O 'qué que aquele labrego vai a fazer dentro daquele carro, a contorcer-se todo daquela maneira?"
Sinais de luzes, pensam vocês? É para esquecer. É logo: "a bófia anda aí".
A táctica mais aventureira, é encostar ao lado do veículo em questão e berrar de dentro do carro: "Tem a porta aberta!". Como a velocidade é significativa, e os automóveis em si abafam o som (excepto os do tunning em que toda a gente ouve música, menos as pessoas que vão lá dentro... ou quase), para garantir o sucesso do grito, é necessário, num acto divino de inteligência prática, desviar a atenção da estrada, e olhar directamente para o condutor, para garantir um bom canal de comunicação. Esta táctica tem a vantagem de, caso não ocorra um acidente grave, poder já de si, ser considerada uma tentativa com algum sucesso.
Para mim, que pensei muito nisto, parece-me que a melhor táctica, sem contar com, não fazer nada, atitude essa moralmente e, talvez até, religiosamente condenável, seria ultrapassar e dar um toque na luz de nevoeiro. Um toque breve não irrita ninguém, e pode alertar o condutor para algo que não esteja bem. Comparo isto ao toque para o telemóvel, hábito muito utilizado pela putalhada de hoje em dia, que nem sabe que o telemóvel é tão bom, que até permite mesmo falar de vez em quando. Para além de confirmar que a outra pessoa está viva, e que pretende algo, continua a não se fazer ideia do quê. Os senhores que utilizam a táctica de repetir o erro dirão: "'Qué que ele quer? A minha luz de nevoeiro 'tá desligada." Os outros dão um cheirinho nos máximos e dizem "Também te amo".
Friday, October 08, 2004
Censura
Caros leitores, acabei de tomar conhecimento de algo que não apanhei completamente, e à cerca do qual ainda não sei que sentir. Ao que parece, o governo e a TVI censuraram o Miguel Sousa Tavares, querendo isto dizer exactamente... Não sei. A senhora pivot da sic notícias não explicou. Mas ficou patente a profunda contestação, tanto do presidente da república como do Freitas do Amaral, que sei que é rico e era ou é director não sei do quê, o que me leva a pensar que, realmente se trata de assunto grave.
Agora, sou ou não contra a censura a este espécime raro? Sabem que não posso ouvir o cabrão. Mas depois existe todo um conflito dentro de mim, que me diz: "Foda-se, então estes filhas da puta agora metem-se a censurar quem diz mal deles? Estou fodido, então. E o blog condenado. E a TVI? Censura aquele caramelo, mas transmite imagens diárias do Castelo Branco? E aliás, quem raios é a TVI para censurar seja o que for? Puta que os pariu!" (pensamento em versão rated, a pensar nos mais jovens, porque senão isto era um festival de caralhada)
No entanto, é preciso considerar o feito em si. Alguém o calou. E não sei se isto não terá sido o feito mais notório do povo português, desde os descobrimentos.
É realmente, uma questão de difícil análise. O que pensar, o que fazer, o que sentir. Quero dizer, o que fazer é bem sabido, votar na esquerda nas próximas eleições, e queimar a sede da TVI. Mas ainda não sei se o povo é suficientemente inteligente para a primeira, e se tem tomates para a segunda...
Agora, sou ou não contra a censura a este espécime raro? Sabem que não posso ouvir o cabrão. Mas depois existe todo um conflito dentro de mim, que me diz: "Foda-se, então estes filhas da puta agora metem-se a censurar quem diz mal deles? Estou fodido, então. E o blog condenado. E a TVI? Censura aquele caramelo, mas transmite imagens diárias do Castelo Branco? E aliás, quem raios é a TVI para censurar seja o que for? Puta que os pariu!" (pensamento em versão rated, a pensar nos mais jovens, porque senão isto era um festival de caralhada)
No entanto, é preciso considerar o feito em si. Alguém o calou. E não sei se isto não terá sido o feito mais notório do povo português, desde os descobrimentos.
É realmente, uma questão de difícil análise. O que pensar, o que fazer, o que sentir. Quero dizer, o que fazer é bem sabido, votar na esquerda nas próximas eleições, e queimar a sede da TVI. Mas ainda não sei se o povo é suficientemente inteligente para a primeira, e se tem tomates para a segunda...
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