Já sei. Grande palavrão. O que é? Uma ciência que defende que é possível fazer uma série de tratamentos a uma série de problemas a partir dos pés. Podem saber mais sobre o assunto em: http://pwp.netcabo.pt/0152562701/reflexologia.html . Estejam à vontade. Aviso já que se vão deparar com um português elaborado, com termos de alguma complexidade. Não é merda como o que lêm aqui. Enfim, adiante.
A razão deste post está relacionada com o "mapa" dos pés (http://pwp.netcabo.pt/0152562701/mapareflex.jpg). Ora, se repararem na zona 36, referente aos orgãos genitais, verificam que se situa, imagine-se, no calcanhar. Foda-se, fez-se luz. Agora sim, após milénios de mistério, percebo o significado da expressão "calcanhar de Aquiles".
Como raios é que um guerreiro inigualável, do qual descende uma grande parte do povo português, mais concretamente, os alentejanos, homem de extraordinária pujança física e Deus na cama, se deixa vencer com o caralho duma seta no calcanhar? Eu vi o filme, o gajo levou com a puta da seta e já não fez nada de jeito. Tanto que se deixou matar pela merda do Orlando Bloom, o gajo mais mariquinhas de hollywood. Um caralho dum elfo. Foda-se.
Mas agora sim, tudo faz sentido. Uma seta no calcanhar é, basicamente, uma bolada nos tomates! E foda-se, quem já levou uma, sabe o que é a força das pernas a desaparecer, os joelhos a tremer, as cólicas intestinais, etc... Como é que um gajo há-de ganhar uma batalha nestas condições?
Mais uma vez, a ciência alternativa vem explicar um mistério que a convencional não conseguiu. Grande bem haja aos chineses por terem feito uma porra de jeito na sua miserável história de merda. Outra conclusão brilhante: os chineses têm calcanhares pequenos.
Sunday, January 09, 2005
Tuesday, December 28, 2004
Homens na cozinha
Vou partilhar convosco o meu almoço. E faço isto porque continuo aborrecido como caralho. A única coisa que tenho para fazer, não consigo. Bom, como ia dizendo, começou hoje o meu período de "sozinho em casa". Duvido seriamente que venha a ser assaltado por 2 ladrões, cuja imbecilidade só é comparável à incompetência, e que tenha que me defender através de armadilhas e engodos elaborados, como berlindes espalhados pelo chão e latas de tinta amarradas a cordas. No entanto, e só no caso, resolvi tirar a caçadeira do meu pai do roupeiro (somos alentejanos, é óbvio que temos chumbo em casa). Adiante.
Para iniciar em beleza estes dias, comecei por me preparar a mim mesmo um pitéu de elevado requinte: grelhada mista. Uma costeleta, uma espetada... Do domínio. Como até tenho a mania que sou chefe, fiz um ovo mexido. As batatas, foram do pacote (lays ou que caralho era). Ora, antes que todas as senhoras que lêm atempadamente este blog me comecem a enviar mails com pedidos de casamento, já todos os senhores (granda lol aqui) que também lêm este insulto à literatura de bom gosto, pensaram para eles mesmos: "Isto VAI DAR merda". Totalmente incorrecto. Já DEU merda. Na fase do ovo, já eu chorava.
Em pormenor: Eram 13h30. Comecei por tirar a carne do congelador. Como não a queria para o jantar, mas sim para o almoço, tive que ser criativo e perguntar à minha irmã como descongelar aquilo rapidamente. Conselho: mergulhar em água. Pareceu-me bem. Meti a carne de molho uns minutos, em água bem quente, enquanto o grelhador aquecia. Quando me pareceu adequado, tirei a carne da água e coloquei-a imediatamente na grelha. Sal? É para fracos. Homem que é homem come a sua carne à là idade da pedra (depois de ter descoberto o fogo, claro. Não somos animais). Adiante.
Na grelha constava uma espetada de grossura respeitável e uma costeleta fina. Sejam criativos e imaginem o circo que foi para voltar a merda da carne. Adiante.
Por alguma paragem cerebral que me passou despercebida, achei que, independentemente da côr ou cheiro a queimado, a costeleta TINHA que assar o mesmo tempo que a espetada. Adiante.
Já a costeleta ardia, esqueci-me que tinha que aquecer a sopa (sou muito consciente, como muita sopinha). E caralhos m'a fodam se ia deixar arrefecer a costeleta enquanto a sopa aquecia. Ficou mais uns minutinhos na grelha.
Foi neste ponto que fiz o ovo. Adoro sandes, e curto bastante sandes de ovo, por isso, de toda a catástrofe, este foi o ponto alto. Domino a frigideira, completamente.
Bom, finalmente, tinha a sopa quente e a carne queim... grelhada. Passei à acção. A sopa estava boa, claro. Não fui eu que a fiz. Passei à carne e digo-vos... a malta das cavernas n vivia. Carne sem tempêro, se juntarmos a isso gajas que não faziam a depilação... Foda-se... Enfim, antes eles que eu, e por isso salvei-me com sal miúdo, que o Carlos Cruz tanto gosta, e maionese. Não ficou nada de especial, mas engolia-se.
De seguida, achei que devia lavar a loiça (é para verem o quão entediado estou). Meti umas luvas de borracha, mesmo à fada-do-lar e siga para bingo. Usei Fairy. FILHAS DA PUTA. Onde é que 3 gotas daquela merda chegam para lavar uma ponte Vasco da Gama de pratos?! Nem 30 gotas, caralho! Foi correr de fio até ver alguma espuma. E já agora, fica a reclamação. Num mundo onde os homens são obrigados a fazer algumas tarefas domésticas, porque se não, ninguém as faz, os cabrões dos empreiteiros continuam a fazer lava-loiças a 1 metro do chão! Tenho as costas feitas num oito. Já se justifica a criação de vários tamanhos de cozinha: S e M para elas, L e XL para eles. E pensa um borrego qualquer ao ler isto: "Foda-se! Lavar a loiça?! Eu NUNCA! Granda paneleiro!". Obviamente, vive com a mãe, provavelmente até que a morte os separe. Muito macho, caralho.
E pronto, 2 horas e meia depois de começar a comer, tinha a cozinha arrumada. Mesmo a horas do lanche. Que se foda quem diz que trabalho doméstico não é trabalho. Vai lá vai...
Para iniciar em beleza estes dias, comecei por me preparar a mim mesmo um pitéu de elevado requinte: grelhada mista. Uma costeleta, uma espetada... Do domínio. Como até tenho a mania que sou chefe, fiz um ovo mexido. As batatas, foram do pacote (lays ou que caralho era). Ora, antes que todas as senhoras que lêm atempadamente este blog me comecem a enviar mails com pedidos de casamento, já todos os senhores (granda lol aqui) que também lêm este insulto à literatura de bom gosto, pensaram para eles mesmos: "Isto VAI DAR merda". Totalmente incorrecto. Já DEU merda. Na fase do ovo, já eu chorava.
Em pormenor: Eram 13h30. Comecei por tirar a carne do congelador. Como não a queria para o jantar, mas sim para o almoço, tive que ser criativo e perguntar à minha irmã como descongelar aquilo rapidamente. Conselho: mergulhar em água. Pareceu-me bem. Meti a carne de molho uns minutos, em água bem quente, enquanto o grelhador aquecia. Quando me pareceu adequado, tirei a carne da água e coloquei-a imediatamente na grelha. Sal? É para fracos. Homem que é homem come a sua carne à là idade da pedra (depois de ter descoberto o fogo, claro. Não somos animais). Adiante.
Na grelha constava uma espetada de grossura respeitável e uma costeleta fina. Sejam criativos e imaginem o circo que foi para voltar a merda da carne. Adiante.
Por alguma paragem cerebral que me passou despercebida, achei que, independentemente da côr ou cheiro a queimado, a costeleta TINHA que assar o mesmo tempo que a espetada. Adiante.
Já a costeleta ardia, esqueci-me que tinha que aquecer a sopa (sou muito consciente, como muita sopinha). E caralhos m'a fodam se ia deixar arrefecer a costeleta enquanto a sopa aquecia. Ficou mais uns minutinhos na grelha.
Foi neste ponto que fiz o ovo. Adoro sandes, e curto bastante sandes de ovo, por isso, de toda a catástrofe, este foi o ponto alto. Domino a frigideira, completamente.
Bom, finalmente, tinha a sopa quente e a carne queim... grelhada. Passei à acção. A sopa estava boa, claro. Não fui eu que a fiz. Passei à carne e digo-vos... a malta das cavernas n vivia. Carne sem tempêro, se juntarmos a isso gajas que não faziam a depilação... Foda-se... Enfim, antes eles que eu, e por isso salvei-me com sal miúdo, que o Carlos Cruz tanto gosta, e maionese. Não ficou nada de especial, mas engolia-se.
De seguida, achei que devia lavar a loiça (é para verem o quão entediado estou). Meti umas luvas de borracha, mesmo à fada-do-lar e siga para bingo. Usei Fairy. FILHAS DA PUTA. Onde é que 3 gotas daquela merda chegam para lavar uma ponte Vasco da Gama de pratos?! Nem 30 gotas, caralho! Foi correr de fio até ver alguma espuma. E já agora, fica a reclamação. Num mundo onde os homens são obrigados a fazer algumas tarefas domésticas, porque se não, ninguém as faz, os cabrões dos empreiteiros continuam a fazer lava-loiças a 1 metro do chão! Tenho as costas feitas num oito. Já se justifica a criação de vários tamanhos de cozinha: S e M para elas, L e XL para eles. E pensa um borrego qualquer ao ler isto: "Foda-se! Lavar a loiça?! Eu NUNCA! Granda paneleiro!". Obviamente, vive com a mãe, provavelmente até que a morte os separe. Muito macho, caralho.
E pronto, 2 horas e meia depois de começar a comer, tinha a cozinha arrumada. Mesmo a horas do lanche. Que se foda quem diz que trabalho doméstico não é trabalho. Vai lá vai...
Monday, December 27, 2004
Mais um pensamento...
Se estão à espera de mais um comentário de elevado nível intelectual, como já vem sendo hábito da minha parte, parem de ler AQUI. Não tenho nada de jeito para dizer. Simplesmente estou tão aborrecido, que não tenho mais nada para fazer, e então vim para aqui escrever merda. É caso para dizer que já tenho os tomates em sangue, de tanto os coçar. A culpa é da televisão. TVCabo para ser preciso. 50 canais a dar a mesma coisa ao mesmo tempo: Merda. Enjôo do caralho. Nem a sport tv me safa neste momento. Estão a transmitir SKI. Filhas da puta. 3 contos por mês para ver SKI???! Foda-se aquela merda não tem BOLA! E "sport" que se preze, tem que ter uma bola. E já agora 22 gajos a correr atrás dela. Outro oásis no meio do deserto costuma ser a sic comédia. Grande abraço ao papalvo que teve a ideia de um canal sobre comédia. Só que o mesmo caramelo considera comédia a puta da série de uma alentejana que vai viver para a cidade ou que raios é. Qualquer dia chamam comédia aos malucos do riso.
Bom, já que estou a disparatar sobre a TVCabo aproveito para dizer que tenho o panda em dois canais diferentes e o televendas também, sendo que existe um desfasamento que me permite melhor auferir conhecimentos sobre determinado produto, mais profundamente. Basta ver o 46, que ao mudar para o 47, tenho o replay do que acabei de ver. Adiante.
Esta é uma altura em que a malta universitária anda cheia de trabalho, e eu não sou excepção. Mas como estou desmotivado, caguei. Cheguei àquela altura da vida em que cada dia que passa não é mais um, é um a menos para fazer alguma coisa de jeito. Faltam-me ideias e meios para as concretizar. Um gajo cresce num mundo onde só é fácil conseguir alguma coisa, quando já se tem tudo. E querem saber o mais estúpido disto tudo? Travaram-se guerras e morreu gente para chegarmos aqui.
Impressionante como num momento tão mau de inspiração, me saiu uma pérola destas. Sou bom. É pena que seja o único a sabê-lo. Aproveito para acabar o texto. É sempre melhor desistir enquanto estamos por cima.
PS: Aproveito para desejar um bom ano de 2005. Paz no mundo e mais não sei quê que as gajas dizem nos concursos de beleza. Também não percebo porque raios deixam as gajas falar, se é um concurso de beleza. E já agora para quê desfilarem sequer, se ganha sempre a gaja do 3º mundo, seguida duma preta que passa sempre às últimas 10 para não considerarem o júri racista? E porque caralho... bom, esqueçam. Nunca mais daqui saía...
Bom, já que estou a disparatar sobre a TVCabo aproveito para dizer que tenho o panda em dois canais diferentes e o televendas também, sendo que existe um desfasamento que me permite melhor auferir conhecimentos sobre determinado produto, mais profundamente. Basta ver o 46, que ao mudar para o 47, tenho o replay do que acabei de ver. Adiante.
Esta é uma altura em que a malta universitária anda cheia de trabalho, e eu não sou excepção. Mas como estou desmotivado, caguei. Cheguei àquela altura da vida em que cada dia que passa não é mais um, é um a menos para fazer alguma coisa de jeito. Faltam-me ideias e meios para as concretizar. Um gajo cresce num mundo onde só é fácil conseguir alguma coisa, quando já se tem tudo. E querem saber o mais estúpido disto tudo? Travaram-se guerras e morreu gente para chegarmos aqui.
Impressionante como num momento tão mau de inspiração, me saiu uma pérola destas. Sou bom. É pena que seja o único a sabê-lo. Aproveito para acabar o texto. É sempre melhor desistir enquanto estamos por cima.
PS: Aproveito para desejar um bom ano de 2005. Paz no mundo e mais não sei quê que as gajas dizem nos concursos de beleza. Também não percebo porque raios deixam as gajas falar, se é um concurso de beleza. E já agora para quê desfilarem sequer, se ganha sempre a gaja do 3º mundo, seguida duma preta que passa sempre às últimas 10 para não considerarem o júri racista? E porque caralho... bom, esqueçam. Nunca mais daqui saía...
Friday, November 12, 2004
Carta para o meu rico banco
Gostaria de partilhar convosco, uma carta que enviei ao meu banco, a respeito daqueles aldrabões não me quererem emprestar dinheiro. Acho que dadas as circunstâncias, fui educado c'mó caralho. Aqui vai:
"Assunto: Sugestão e Comentários
sub-Assunto: Crédito ao Consumo
Boa tarde,
Dado que classifiquei o assunto da presente carta como "sugestão", venho assim sugerir a v. exmas. que deixem de me enviar a Newsletter Universitário para casa, sob pena de fechar a conta que mantenho há 5 anos no vosso banco. A razão que justifica a minha atitude é simples: A vossa newsletter encontra-se repleta de informações e alegadas prestações de serviços que, na prática, não passam da própria carta, e não correspondem à realidade que reside no vosso banco.
Passo a explicar: Todos os meses me pedem para pedir dinheiro emprestado, ou seja recorrer ao crédito. Dizem-me que, como sou universitário, tenho uma infinidade de vantagens, muito particularmente na compra de computadores portáteis, um dos serviços que os srs. mais divulgam. Ora, chamem-me ingénuo, para não dizer parvo, mas não é que resolvi, após 5 anos sem solicitar um único serviço a v. exmas. recorrer ao crédito? Mais precisamente solicitei 1000 euros para pagar num ano, com o objectivo de comprar precisamente um portátil. Resposta imediata da senhora que me atendeu: "Não. Precisa do seu pai para recorrer ao crédito." Acho isto realmente fantástico. Nesse caso porque não enviar-lhe a newsletter a ele?
Gostaria de salientar o facto de estarmos a falar de 1000 € (+- 200 contos), embora a senhora que me atendeu tenha agido como se tivesse pedido 100 000 para comprar uma casa. Para mais, o meu saldo actual é quase suficiente para pagar a quantia em questão e ficou provado que teria rendimentos ao longo do próximo ano (para além do meu ordenado, estão estabelecidas transferências mensais da conta, imagine-se, do meu pai, só de si suficientes para pagar a totalidade do empréstimo, mais juros) e que não podia recorrer ao meu pai, por este se encontrar no estrangeiro, a trabalho.
Conclusão: Não estava em causa se eu podia ou não pagar o empréstimo. Aparentemente a dúvida residia no facto de eu pretender ou não respeitar o compromisso que assumiria convosco. Dito de outra forma, acharam que tinha cara de ladrão.
Cumprimentos, P.M."
A carta pecou por curta, havia mais a dizer, mas os gajos têm limite de carácteres naquela merda. Ainda por cima, os assuntos tiveram que ser pré-definidos. Talvez tenha sido pelo melhor. Assim não pude escrever "Assunto: reclamação de um gajo fodido da vida"
"Assunto: Sugestão e Comentários
sub-Assunto: Crédito ao Consumo
Boa tarde,
Dado que classifiquei o assunto da presente carta como "sugestão", venho assim sugerir a v. exmas. que deixem de me enviar a Newsletter Universitário para casa, sob pena de fechar a conta que mantenho há 5 anos no vosso banco. A razão que justifica a minha atitude é simples: A vossa newsletter encontra-se repleta de informações e alegadas prestações de serviços que, na prática, não passam da própria carta, e não correspondem à realidade que reside no vosso banco.
Passo a explicar: Todos os meses me pedem para pedir dinheiro emprestado, ou seja recorrer ao crédito. Dizem-me que, como sou universitário, tenho uma infinidade de vantagens, muito particularmente na compra de computadores portáteis, um dos serviços que os srs. mais divulgam. Ora, chamem-me ingénuo, para não dizer parvo, mas não é que resolvi, após 5 anos sem solicitar um único serviço a v. exmas. recorrer ao crédito? Mais precisamente solicitei 1000 euros para pagar num ano, com o objectivo de comprar precisamente um portátil. Resposta imediata da senhora que me atendeu: "Não. Precisa do seu pai para recorrer ao crédito." Acho isto realmente fantástico. Nesse caso porque não enviar-lhe a newsletter a ele?
Gostaria de salientar o facto de estarmos a falar de 1000 € (+- 200 contos), embora a senhora que me atendeu tenha agido como se tivesse pedido 100 000 para comprar uma casa. Para mais, o meu saldo actual é quase suficiente para pagar a quantia em questão e ficou provado que teria rendimentos ao longo do próximo ano (para além do meu ordenado, estão estabelecidas transferências mensais da conta, imagine-se, do meu pai, só de si suficientes para pagar a totalidade do empréstimo, mais juros) e que não podia recorrer ao meu pai, por este se encontrar no estrangeiro, a trabalho.
Conclusão: Não estava em causa se eu podia ou não pagar o empréstimo. Aparentemente a dúvida residia no facto de eu pretender ou não respeitar o compromisso que assumiria convosco. Dito de outra forma, acharam que tinha cara de ladrão.
Cumprimentos, P.M."
A carta pecou por curta, havia mais a dizer, mas os gajos têm limite de carácteres naquela merda. Ainda por cima, os assuntos tiveram que ser pré-definidos. Talvez tenha sido pelo melhor. Assim não pude escrever "Assunto: reclamação de um gajo fodido da vida"
Sunday, October 17, 2004
Os malefícios da morte
Eu que até sou um tipo, a quem a vida não lhe corre mal, dei por mim deitado, sem sono, a pensar na morte. As conclusões a que cheguei, são dignas de ficarem imortalizadas aqui, pelo menos até os servidores da blogspot.com irem com o caralho.
Reparei, através de alguns funerais a que assisti e dos meus sentimentos pessoais, que a pessoa que menos nos faz falta, ou por outras palavras, a pessoa que menos nos importamos que faleça, somos nós mesmos. A angústia que se sente quando se pensa que se pode perder alguem querido, é muito superior àquela que sentimos quando nos apercebemos que, mais tarde ou mais cedo, bumba, já éramos.
Exemplo prático: Eu, não sendo exemplo algum de coragem ou bravura, tenho medo de andar de avião. Porquê? Sou engenheiro, percebo perfeitamente as leis que mantém o aparelho no ar. No entanto, também sei que, cada vez que entrar num avião, vou estar a aceitar bula dum caramelo que nunca vi na vida, nem tão pouco posso atestar quanto à sua sanidade mental. E se o filho da puta lhe está a correr mal o dia? E se lhe telefonaram durante o vôo a dizer que a mulher lhe põe os cornos? Ou se for do Sporting? Tudo razões que podem levar alguém menos lúcido a espetar o avião com o focinho no chão. E quero lá eu morrer porque o Peseiro não é posto na rua.
Continuando. A minha namorada adora viajar. Já o fez sem mim, por motivos profissionais, e se eu não a quiser acompanhar, com certeza que o fará por motivos de lazer. Agora, por maior que seja o meu medo que aquela merda caia connosco lá dentro, maior é ainda que a desgraça aconteça só com ela, e eu fique cá para contar como é. O meu pai farta-se de andar de avião, e diz que cada vez tem mais medo daquilo. Foda-se, quem sou eu para contradizer a voz da experiência.
Mais conclusões: Quando choramos a morte de alguém, parece-me que apenas uma pequena parte da dor é causada pela saudade da pessoa, e que a outra parte é causada pela nossa percepção de como vai ser a NOSSA vida sem ela. Não comento esta ideia, porque nunca passei por isso. Por enquanto apenas posso presumir. O futuro o dirá se tenho ou não razão.
Reparei, através de alguns funerais a que assisti e dos meus sentimentos pessoais, que a pessoa que menos nos faz falta, ou por outras palavras, a pessoa que menos nos importamos que faleça, somos nós mesmos. A angústia que se sente quando se pensa que se pode perder alguem querido, é muito superior àquela que sentimos quando nos apercebemos que, mais tarde ou mais cedo, bumba, já éramos.
Exemplo prático: Eu, não sendo exemplo algum de coragem ou bravura, tenho medo de andar de avião. Porquê? Sou engenheiro, percebo perfeitamente as leis que mantém o aparelho no ar. No entanto, também sei que, cada vez que entrar num avião, vou estar a aceitar bula dum caramelo que nunca vi na vida, nem tão pouco posso atestar quanto à sua sanidade mental. E se o filho da puta lhe está a correr mal o dia? E se lhe telefonaram durante o vôo a dizer que a mulher lhe põe os cornos? Ou se for do Sporting? Tudo razões que podem levar alguém menos lúcido a espetar o avião com o focinho no chão. E quero lá eu morrer porque o Peseiro não é posto na rua.
Continuando. A minha namorada adora viajar. Já o fez sem mim, por motivos profissionais, e se eu não a quiser acompanhar, com certeza que o fará por motivos de lazer. Agora, por maior que seja o meu medo que aquela merda caia connosco lá dentro, maior é ainda que a desgraça aconteça só com ela, e eu fique cá para contar como é. O meu pai farta-se de andar de avião, e diz que cada vez tem mais medo daquilo. Foda-se, quem sou eu para contradizer a voz da experiência.
Mais conclusões: Quando choramos a morte de alguém, parece-me que apenas uma pequena parte da dor é causada pela saudade da pessoa, e que a outra parte é causada pela nossa percepção de como vai ser a NOSSA vida sem ela. Não comento esta ideia, porque nunca passei por isso. Por enquanto apenas posso presumir. O futuro o dirá se tenho ou não razão.
Sunday, October 10, 2004
Sinalética nas estradas
Chegou-me ontem à atenção, na volta de mais uma noite de autêntica loucura, a ver um filme, no cinema, um pormenor que é estupido o bastante, para merecer referência neste blog. Surgiu-me a ideia, quando, ao parar numa bomba de gasolina, e ao ver-me compelido a abrir a porta, meter uma perna de fora e a dar balanço ao carro, para ir avançando na fila, sem gastar mais combustível, me esqueci de fechar convenientemente a mesma. O senhor que se seguia na fila, alertou-me para esse facto.
Então, o que me veio à ideia?
Imaginem que ninguém me dizia que a porta estava mal fechada. Ia o caminho todo assim, provavelmente sem notar. Sendo de noite, provavelmente mais ninguém notaria também. Mas, e quanto à malta que fecha mal a porta de dia e não nota? Ou se esquece de fechar um pisca, e vai o caminho todo a alertar que vai virar à esquerda numa auto-estrada? Como alertar estes sujeitos?
Existem várias tácticas, cada uma mais inútil e ridícula que a outra. Há aqueles que repetem o erro: "Vou abrir também o meu pisca, pode ser que ele associe". Uma táctica subtil, mas que transforma um caramelo distraído, em dois. Depois, existem aqueles mais "mentalmente inaptos", que bracejam que nem loucos, na esperança de que o condutor da frente olhe para o retrovisor. Ou melhor ainda, ultrapassam e aí sim, fazem a sinalética, sempre a olhar para o seu próprio retrovisor, para verem se funciona, e esquecendo-se que estão de costas para o condutor, e que aí ele teria que olhar para o retrovisor deles a 15 m, para conseguir ver, no máximo, o olhar já desesperado do personagem.
As reacções a estas abordagens são variadas: "Este estúpido atrás de mim 'tá a querer ultrapassar à colhões e nunca mais se desencona" ou " O 'qué que aquele labrego vai a fazer dentro daquele carro, a contorcer-se todo daquela maneira?"
Sinais de luzes, pensam vocês? É para esquecer. É logo: "a bófia anda aí".
A táctica mais aventureira, é encostar ao lado do veículo em questão e berrar de dentro do carro: "Tem a porta aberta!". Como a velocidade é significativa, e os automóveis em si abafam o som (excepto os do tunning em que toda a gente ouve música, menos as pessoas que vão lá dentro... ou quase), para garantir o sucesso do grito, é necessário, num acto divino de inteligência prática, desviar a atenção da estrada, e olhar directamente para o condutor, para garantir um bom canal de comunicação. Esta táctica tem a vantagem de, caso não ocorra um acidente grave, poder já de si, ser considerada uma tentativa com algum sucesso.
Para mim, que pensei muito nisto, parece-me que a melhor táctica, sem contar com, não fazer nada, atitude essa moralmente e, talvez até, religiosamente condenável, seria ultrapassar e dar um toque na luz de nevoeiro. Um toque breve não irrita ninguém, e pode alertar o condutor para algo que não esteja bem. Comparo isto ao toque para o telemóvel, hábito muito utilizado pela putalhada de hoje em dia, que nem sabe que o telemóvel é tão bom, que até permite mesmo falar de vez em quando. Para além de confirmar que a outra pessoa está viva, e que pretende algo, continua a não se fazer ideia do quê. Os senhores que utilizam a táctica de repetir o erro dirão: "'Qué que ele quer? A minha luz de nevoeiro 'tá desligada." Os outros dão um cheirinho nos máximos e dizem "Também te amo".
Então, o que me veio à ideia?
Imaginem que ninguém me dizia que a porta estava mal fechada. Ia o caminho todo assim, provavelmente sem notar. Sendo de noite, provavelmente mais ninguém notaria também. Mas, e quanto à malta que fecha mal a porta de dia e não nota? Ou se esquece de fechar um pisca, e vai o caminho todo a alertar que vai virar à esquerda numa auto-estrada? Como alertar estes sujeitos?
Existem várias tácticas, cada uma mais inútil e ridícula que a outra. Há aqueles que repetem o erro: "Vou abrir também o meu pisca, pode ser que ele associe". Uma táctica subtil, mas que transforma um caramelo distraído, em dois. Depois, existem aqueles mais "mentalmente inaptos", que bracejam que nem loucos, na esperança de que o condutor da frente olhe para o retrovisor. Ou melhor ainda, ultrapassam e aí sim, fazem a sinalética, sempre a olhar para o seu próprio retrovisor, para verem se funciona, e esquecendo-se que estão de costas para o condutor, e que aí ele teria que olhar para o retrovisor deles a 15 m, para conseguir ver, no máximo, o olhar já desesperado do personagem.
As reacções a estas abordagens são variadas: "Este estúpido atrás de mim 'tá a querer ultrapassar à colhões e nunca mais se desencona" ou " O 'qué que aquele labrego vai a fazer dentro daquele carro, a contorcer-se todo daquela maneira?"
Sinais de luzes, pensam vocês? É para esquecer. É logo: "a bófia anda aí".
A táctica mais aventureira, é encostar ao lado do veículo em questão e berrar de dentro do carro: "Tem a porta aberta!". Como a velocidade é significativa, e os automóveis em si abafam o som (excepto os do tunning em que toda a gente ouve música, menos as pessoas que vão lá dentro... ou quase), para garantir o sucesso do grito, é necessário, num acto divino de inteligência prática, desviar a atenção da estrada, e olhar directamente para o condutor, para garantir um bom canal de comunicação. Esta táctica tem a vantagem de, caso não ocorra um acidente grave, poder já de si, ser considerada uma tentativa com algum sucesso.
Para mim, que pensei muito nisto, parece-me que a melhor táctica, sem contar com, não fazer nada, atitude essa moralmente e, talvez até, religiosamente condenável, seria ultrapassar e dar um toque na luz de nevoeiro. Um toque breve não irrita ninguém, e pode alertar o condutor para algo que não esteja bem. Comparo isto ao toque para o telemóvel, hábito muito utilizado pela putalhada de hoje em dia, que nem sabe que o telemóvel é tão bom, que até permite mesmo falar de vez em quando. Para além de confirmar que a outra pessoa está viva, e que pretende algo, continua a não se fazer ideia do quê. Os senhores que utilizam a táctica de repetir o erro dirão: "'Qué que ele quer? A minha luz de nevoeiro 'tá desligada." Os outros dão um cheirinho nos máximos e dizem "Também te amo".
Friday, October 08, 2004
Censura
Caros leitores, acabei de tomar conhecimento de algo que não apanhei completamente, e à cerca do qual ainda não sei que sentir. Ao que parece, o governo e a TVI censuraram o Miguel Sousa Tavares, querendo isto dizer exactamente... Não sei. A senhora pivot da sic notícias não explicou. Mas ficou patente a profunda contestação, tanto do presidente da república como do Freitas do Amaral, que sei que é rico e era ou é director não sei do quê, o que me leva a pensar que, realmente se trata de assunto grave.
Agora, sou ou não contra a censura a este espécime raro? Sabem que não posso ouvir o cabrão. Mas depois existe todo um conflito dentro de mim, que me diz: "Foda-se, então estes filhas da puta agora metem-se a censurar quem diz mal deles? Estou fodido, então. E o blog condenado. E a TVI? Censura aquele caramelo, mas transmite imagens diárias do Castelo Branco? E aliás, quem raios é a TVI para censurar seja o que for? Puta que os pariu!" (pensamento em versão rated, a pensar nos mais jovens, porque senão isto era um festival de caralhada)
No entanto, é preciso considerar o feito em si. Alguém o calou. E não sei se isto não terá sido o feito mais notório do povo português, desde os descobrimentos.
É realmente, uma questão de difícil análise. O que pensar, o que fazer, o que sentir. Quero dizer, o que fazer é bem sabido, votar na esquerda nas próximas eleições, e queimar a sede da TVI. Mas ainda não sei se o povo é suficientemente inteligente para a primeira, e se tem tomates para a segunda...
Agora, sou ou não contra a censura a este espécime raro? Sabem que não posso ouvir o cabrão. Mas depois existe todo um conflito dentro de mim, que me diz: "Foda-se, então estes filhas da puta agora metem-se a censurar quem diz mal deles? Estou fodido, então. E o blog condenado. E a TVI? Censura aquele caramelo, mas transmite imagens diárias do Castelo Branco? E aliás, quem raios é a TVI para censurar seja o que for? Puta que os pariu!" (pensamento em versão rated, a pensar nos mais jovens, porque senão isto era um festival de caralhada)
No entanto, é preciso considerar o feito em si. Alguém o calou. E não sei se isto não terá sido o feito mais notório do povo português, desde os descobrimentos.
É realmente, uma questão de difícil análise. O que pensar, o que fazer, o que sentir. Quero dizer, o que fazer é bem sabido, votar na esquerda nas próximas eleições, e queimar a sede da TVI. Mas ainda não sei se o povo é suficientemente inteligente para a primeira, e se tem tomates para a segunda...
Monday, October 04, 2004
A Quinta
Bom... Há cenas fodidas na vida dum gajo. Após tão elaborada crítica aos jogadores de futebol, actores e afins, e aos seus absurdos salários, a TVI, como todos sabem, televisão da minha preferência desde pequenino, já referida neste blog como merda em forma de sinal televisivo, obriga-me, praticamente, a pedir desculpa a todos os alvos de crítica no meu último post. Porquê? Porque aqueles borregos lembraram-se de pagar cinco mil contos (não euros) por semana "àquilo", também conhecido por J. Castelo Branco, para entrar no novo big brother (podem ir mudando o nome, mas no fundo, é tudo a mesma merda). Até parece mal criticar um jogador de futebol por ganhar cem mil contos por mês, se aquilo ganha vinte mil, para fazer a ponta dum corno, numa quinta. Inda por cima o paneleiro é só meter defeitos naquela merda. "Não faço isto, não faço aquilo, quero cabeleireiro e manicure de manhã".. Epá FODA-SE!! MATEM AQUELA MERDA! APROVEITEM O OXIGÉNIO QUE AQUILO GASTA PARA ALIMENTAR UM INCÊNDIO QUE NOS PRIVE PARA SEMPRE DE TAMANHA ATROCIDADE!
(pausa para respirar)
Pronto, estou calmo. Não vou pedir desculpa pelo desabafo, porque ninguém o deve fazer por dizer mal daquilo. E já agora LEGALIZEM A MERDA DO ABORTO ATÉ AOS 20 ANOS PARA VER SE NÂO NASCEM MAIS COISAS DAQUELAS PÁ!!! CHIÇA! Adiante.
Esta quinta é pródiga em personagens. Desde aquela merda até ao grande (muito grande, pelo que ouvi dizer) actor brasileiro, o não-sei-quantos que já comeu a Cláudia Raia. Se me permitem uma opinião pessoal, o brasuca foi a razão daquele gajedo todo ter aceite entrar. O futuro o dirá. Às tantas, até o Castelo Branco lá está na esperança de facturar com ele...
Só mais uma chamada de atenção a todos os jovens, indecisos à cerca do seu futuro, e que por algum motivo estúpido, tenham resolvido ler este blog: Reparem na Cinha Jardim. Reparem como alguém que não sabe fazer nada na vida, é rica (ou ostenta ser) e aparece muito na televisão. E nem é bonita. Pensem nisso, e desistam mas é da universidade. A mim só me deu dores de cabeça. Algum gajo que hoje em dia me diga que vai para engenharia, come um selo, pela sua saúde.
(pausa para respirar)
Pronto, estou calmo. Não vou pedir desculpa pelo desabafo, porque ninguém o deve fazer por dizer mal daquilo. E já agora LEGALIZEM A MERDA DO ABORTO ATÉ AOS 20 ANOS PARA VER SE NÂO NASCEM MAIS COISAS DAQUELAS PÁ!!! CHIÇA! Adiante.
Esta quinta é pródiga em personagens. Desde aquela merda até ao grande (muito grande, pelo que ouvi dizer) actor brasileiro, o não-sei-quantos que já comeu a Cláudia Raia. Se me permitem uma opinião pessoal, o brasuca foi a razão daquele gajedo todo ter aceite entrar. O futuro o dirá. Às tantas, até o Castelo Branco lá está na esperança de facturar com ele...
Só mais uma chamada de atenção a todos os jovens, indecisos à cerca do seu futuro, e que por algum motivo estúpido, tenham resolvido ler este blog: Reparem na Cinha Jardim. Reparem como alguém que não sabe fazer nada na vida, é rica (ou ostenta ser) e aparece muito na televisão. E nem é bonita. Pensem nisso, e desistam mas é da universidade. A mim só me deu dores de cabeça. Algum gajo que hoje em dia me diga que vai para engenharia, come um selo, pela sua saúde.
Sunday, September 26, 2004
Celebridades
Pois é... Acabou a boa vida. As aulas começaram, e como se isso não me chegasse, arranjei trabalho. Tudo ao mesmo tempo. Dentro deste quotidiano, mal arranjo tempo para exercitar o corpinho ou dar uns toques numa bola, quanto mais escrever num blog.
Mas eu gosto disto. E, neste tempo que estive ausente, vieram-me à ideia temas para duas ou três entradas, mas não tive tempo para as desenvolver. E agora, já me passaram.
No entanto, salvou-se alguma coisa. Mas não é bonito. Quem quiser, que pare de ler imediatamente. O texto seguinte é de elevado teor político. Ainda por cima de direita. Extremista.
Aconteceu quando estava numa das minhas sessões de zapping, ao passar pela mtv. Estava a dar um programa, que à frente vim a saber chamar-se "pimp my ride". Basicamente, pegam no carro merdoso de alguém e transformam-no, literalmente, num carro de chulo. Lembro-me de ter pensado, na altura em que mostraram a alavanca das mudanças, com diamantes incrustados: "Esta gente tem dinheiro a mais". E por "Esta gente" refiro-me às celebridades, no geral. Sim, porque não arranjam o carro de um pobretanas qualquer.
Cantores, actores, jogadores de futebol, etc. Todos exageradamente bem pagos. O trabalho em si, merecia mais ou menos o salário mínimo nacional. Mas, não sejamos uns porcos. Têm que aturar muita merda, sejam os fãs (leia-se fã, diminutivo de fanático) e as porras dos autógrafos, ou a imprensa sensacionalista. Por isso estou a pensar em três salários mínimos. Mas não. Ganham milhões. Isto para alguém que estuda à 18 anos, e não tem um tusto, é, no mínimo, insultuoso. O que fazer? Por mim, era fodê-los todos, e estipular um salário Máximo para determinadas profissões. Mas isto é mesmo à ditador. E é por isso que eu não vou para a política. Era lá capaz de ver médicos a trabalhar com salários em atraso, enquanto jogadores de futebol ganham o que ganham.
Mas há algo engraçado. Os membros do executivo do governo. Até essas putas ganham menos que um jogador de futebol. E o termo "putas" não é analogia ou insulto. São pagos para servir o povo, e, ultimamente, só o têm fodido. No entanto, o facto de um ignorante ganhar num mês que eles não ganham num ano (oficialmente), não parece incomodá-los minimamente. Agora, se falarmos de um servente, ou uma costureira, esses sim, já merecem passar fome e viver em pobreza, porque ninguém os conhece.
Sei que só estou a passar para "papel" aquilo que todos já sabem, mas apeteceu-me. A principal utilidade que dou a este blog, é partilhar ideias com quem quer que o leia.
Mas eu gosto disto. E, neste tempo que estive ausente, vieram-me à ideia temas para duas ou três entradas, mas não tive tempo para as desenvolver. E agora, já me passaram.
No entanto, salvou-se alguma coisa. Mas não é bonito. Quem quiser, que pare de ler imediatamente. O texto seguinte é de elevado teor político. Ainda por cima de direita. Extremista.
Aconteceu quando estava numa das minhas sessões de zapping, ao passar pela mtv. Estava a dar um programa, que à frente vim a saber chamar-se "pimp my ride". Basicamente, pegam no carro merdoso de alguém e transformam-no, literalmente, num carro de chulo. Lembro-me de ter pensado, na altura em que mostraram a alavanca das mudanças, com diamantes incrustados: "Esta gente tem dinheiro a mais". E por "Esta gente" refiro-me às celebridades, no geral. Sim, porque não arranjam o carro de um pobretanas qualquer.
Cantores, actores, jogadores de futebol, etc. Todos exageradamente bem pagos. O trabalho em si, merecia mais ou menos o salário mínimo nacional. Mas, não sejamos uns porcos. Têm que aturar muita merda, sejam os fãs (leia-se fã, diminutivo de fanático) e as porras dos autógrafos, ou a imprensa sensacionalista. Por isso estou a pensar em três salários mínimos. Mas não. Ganham milhões. Isto para alguém que estuda à 18 anos, e não tem um tusto, é, no mínimo, insultuoso. O que fazer? Por mim, era fodê-los todos, e estipular um salário Máximo para determinadas profissões. Mas isto é mesmo à ditador. E é por isso que eu não vou para a política. Era lá capaz de ver médicos a trabalhar com salários em atraso, enquanto jogadores de futebol ganham o que ganham.
Mas há algo engraçado. Os membros do executivo do governo. Até essas putas ganham menos que um jogador de futebol. E o termo "putas" não é analogia ou insulto. São pagos para servir o povo, e, ultimamente, só o têm fodido. No entanto, o facto de um ignorante ganhar num mês que eles não ganham num ano (oficialmente), não parece incomodá-los minimamente. Agora, se falarmos de um servente, ou uma costureira, esses sim, já merecem passar fome e viver em pobreza, porque ninguém os conhece.
Sei que só estou a passar para "papel" aquilo que todos já sabem, mas apeteceu-me. A principal utilidade que dou a este blog, é partilhar ideias com quem quer que o leia.
Wednesday, September 01, 2004
Ídolos
Este post não é tanto um comentário ao programa em si, mas mais um turbilhão de ideias de um espectador, pouco assíduo, mas atento, intrigado com o objectivo do programa.
Está ai a chegar uma nova temporada daquilo que já todos sabemos: Um júri duvidoso, a insultar a grande maioria dos candidatos, que diga-se, são mesmo uma merda, e personagens caricatos, que por alguma razão ou outra pensam que sabem cantar, provavelmente, porque nunca se ouviram, ou porque pensam que quando gravam a voz num gravador, aquilo distorce e transforma algo belo em algo hediondo (já agora fica o esclarecimento. A voz que ouvem quando falam não é, de todo, igual à que as outras pessoas ouvem. Aquela merda que fica num gravador, ou num voice mail, isso sim, é a vossa voz).
Mas a minha questão é outra: O que foi feito do vencedor da 1ª temporada? O que quero dizer com isto é: Não era suposto o(a) sujeito(a) ser um ídolo? Tipo... não sei, talvez se tivesse ouvido falar dele(a), pelo menos? É que, p. e., as Non Stop ao menos gravaram uns albuns, cantaram umas merdas. Este(a) nem o(a) vi nas maratonas de música portuguesa da tvi, este verão! E tava lá toda a gente. A que pode afinal almejar, o vencedor desta nova temporada? Umas semanas de casting e sonhos para depois ir tudo 'pró caralho? Não me parece justo. Eu, como inactivo defensor das massas exploradas, fico revoltado com estas merdas.
O resultado final deste tipo de programas, que levam pessoas normais a sentir um cheirinho da fama, e depois as fodem quando já não precisam delas, é aquele que se viu: Um rapaz decentezito, de barrancos, trabalhador como qualquer bom alentejano, a tentar matar-se na ponte 25 de abril. E quando as estações televisivas se metem com a minha raça, 'tá tudo fodido. Sorte a deles que o chavalo não se jogou...
Está ai a chegar uma nova temporada daquilo que já todos sabemos: Um júri duvidoso, a insultar a grande maioria dos candidatos, que diga-se, são mesmo uma merda, e personagens caricatos, que por alguma razão ou outra pensam que sabem cantar, provavelmente, porque nunca se ouviram, ou porque pensam que quando gravam a voz num gravador, aquilo distorce e transforma algo belo em algo hediondo (já agora fica o esclarecimento. A voz que ouvem quando falam não é, de todo, igual à que as outras pessoas ouvem. Aquela merda que fica num gravador, ou num voice mail, isso sim, é a vossa voz).
Mas a minha questão é outra: O que foi feito do vencedor da 1ª temporada? O que quero dizer com isto é: Não era suposto o(a) sujeito(a) ser um ídolo? Tipo... não sei, talvez se tivesse ouvido falar dele(a), pelo menos? É que, p. e., as Non Stop ao menos gravaram uns albuns, cantaram umas merdas. Este(a) nem o(a) vi nas maratonas de música portuguesa da tvi, este verão! E tava lá toda a gente. A que pode afinal almejar, o vencedor desta nova temporada? Umas semanas de casting e sonhos para depois ir tudo 'pró caralho? Não me parece justo. Eu, como inactivo defensor das massas exploradas, fico revoltado com estas merdas.
O resultado final deste tipo de programas, que levam pessoas normais a sentir um cheirinho da fama, e depois as fodem quando já não precisam delas, é aquele que se viu: Um rapaz decentezito, de barrancos, trabalhador como qualquer bom alentejano, a tentar matar-se na ponte 25 de abril. E quando as estações televisivas se metem com a minha raça, 'tá tudo fodido. Sorte a deles que o chavalo não se jogou...
o-zone
É para mim, heterossexual assumido, muito difícil saber o que escrever sobre tamanha violação a... nem sei. E é precisamente isto que quero dizer. A raça humana ainda não desenvolveu a sua capacidade verbal, ao nível necessário para classificar esta... coisa. São paneleiros? Ok, até aqui nada de novo. Senão, para quê meter três camones a cantar uma... seja lá o que aquilo for, quando um apenas seria mais que suficiente? Assim podem dar umas arrufadas valentes quando não estão em palco, e daí, quem sabe, não os chegaremos a ver a ir ao cú uns aos outros durante um clip? Acho que só falta isso.
E mesmo atrás das câmeras, é plausível assumir que as orgias da... ia dizer banda, mas lá está, não posso, prometi a mim mesmo que não ia aldrabar neste blog, servem como inspiração para o próximo vídeo.
O que mais me fode, é o dinheiro que estes três espécimens conseguem ganhar com a puta da música. Quase toda a gente gosta daquilo. A minha beibe, ávida fã de placebo (banda de paneleiros também, mas com músicas decentes), bush, linkin park, sting, etc. delira com aquela merda! Os meus amigos, já de si com gostos musicais questionáveis, é certo (pop e martelinhos), só não foram para a praia a ouvir o-zone em repeat mode o caminho todo, porque eu estava lá, e tiveram piedade de mim. A população portuguesa tem um ditado que explica o fenómeno: "mais vale cair em graça, que ser engraçado". É a puta da verdade.
Depois dos eifel 65 e do seu "blue", o panorama musical internacional bateu no fundo. Os o-zone conseguiram abrir um buraco.
E mesmo atrás das câmeras, é plausível assumir que as orgias da... ia dizer banda, mas lá está, não posso, prometi a mim mesmo que não ia aldrabar neste blog, servem como inspiração para o próximo vídeo.
O que mais me fode, é o dinheiro que estes três espécimens conseguem ganhar com a puta da música. Quase toda a gente gosta daquilo. A minha beibe, ávida fã de placebo (banda de paneleiros também, mas com músicas decentes), bush, linkin park, sting, etc. delira com aquela merda! Os meus amigos, já de si com gostos musicais questionáveis, é certo (pop e martelinhos), só não foram para a praia a ouvir o-zone em repeat mode o caminho todo, porque eu estava lá, e tiveram piedade de mim. A população portuguesa tem um ditado que explica o fenómeno: "mais vale cair em graça, que ser engraçado". É a puta da verdade.
Depois dos eifel 65 e do seu "blue", o panorama musical internacional bateu no fundo. Os o-zone conseguiram abrir um buraco.
Wednesday, August 18, 2004
Quem são os segundos?
Quem são os 2ºs?
Esta é daquelas dúvidas que eu deveria ter vergonha de colocar. Mas não tenho. Não tenho porque, se há coisa pior que ser-se ignorante, é ser-se parvo. E ter vergonha de perguntar algo que não se sabe, é ser-se parvo. E dito isto, passemos então à questão em si.
A questão surgiu numa conversa entre amigos, relacionada com o furto de automóveis (não perguntem). Veio então à baila o chamado seguro contra roubo. Coisa que ninguém tinha. Todos tinham apenas seguro contra terceiros. Para mim, a conversa parou ai. Parece que nunca tinha ouvido aquilo, dito daquela forma. Atingiu-me como uma esguinchadela na cara duma actriz porno, figurativamente falando. Pensei para mim mesmo: "terceiros? então, mas... Eu, o gajo que me bater no carro... Só conto dois". Tava tudo fodido. Eu sabia que tinha que haver uma razão lógica para tal facto, mas eu não a conseguia deduzir. Quero dizer, presumindo que o seguro me protege contra quem causar danos na minha viatura, esse alguém será o "terceiro", e que, sendo eu o "beneficiário" do seguro, serei o "primeiro". Mas então quem raios é o segundo? ou os segundos? E porquê seguro contra "terceiros", no plural? só será válido se tiver dois acidentes ao mesmo tempo? Ou o carro conta um e o condutor conta outro? Mas então comigo e com o meu carro, já vai em quatro! Adiante.
Normalmente, quando se diz que há influência de terceiros, é porque alguém interferiu num assunto em que já se encontravam duas partes envolvidas. Assim, está encontrado o "segundo". Mas neste caso, os terceiros seriam o quê? A bófia? Será que o seguro que tenho apenas é válido se, após um acidente, chamar a polícia, e eles por alguma razão, baterem no meu carro, parado na via e já amassado? Ou outro condutor? Que ao ver o acidente pense: "agora já lá posso ir mandar uma bordoada, é o seguro que paga"?
Agradecia comentários a este post, sintam-se à vontade para me chamar burro, mas agradecia que depois me respondessem à questão. Algum cabrão que se meta só a insultar, está automaticamente incluído no grupo mencionado no 1º parágrafo.
Esta é daquelas dúvidas que eu deveria ter vergonha de colocar. Mas não tenho. Não tenho porque, se há coisa pior que ser-se ignorante, é ser-se parvo. E ter vergonha de perguntar algo que não se sabe, é ser-se parvo. E dito isto, passemos então à questão em si.
A questão surgiu numa conversa entre amigos, relacionada com o furto de automóveis (não perguntem). Veio então à baila o chamado seguro contra roubo. Coisa que ninguém tinha. Todos tinham apenas seguro contra terceiros. Para mim, a conversa parou ai. Parece que nunca tinha ouvido aquilo, dito daquela forma. Atingiu-me como uma esguinchadela na cara duma actriz porno, figurativamente falando. Pensei para mim mesmo: "terceiros? então, mas... Eu, o gajo que me bater no carro... Só conto dois". Tava tudo fodido. Eu sabia que tinha que haver uma razão lógica para tal facto, mas eu não a conseguia deduzir. Quero dizer, presumindo que o seguro me protege contra quem causar danos na minha viatura, esse alguém será o "terceiro", e que, sendo eu o "beneficiário" do seguro, serei o "primeiro". Mas então quem raios é o segundo? ou os segundos? E porquê seguro contra "terceiros", no plural? só será válido se tiver dois acidentes ao mesmo tempo? Ou o carro conta um e o condutor conta outro? Mas então comigo e com o meu carro, já vai em quatro! Adiante.
Normalmente, quando se diz que há influência de terceiros, é porque alguém interferiu num assunto em que já se encontravam duas partes envolvidas. Assim, está encontrado o "segundo". Mas neste caso, os terceiros seriam o quê? A bófia? Será que o seguro que tenho apenas é válido se, após um acidente, chamar a polícia, e eles por alguma razão, baterem no meu carro, parado na via e já amassado? Ou outro condutor? Que ao ver o acidente pense: "agora já lá posso ir mandar uma bordoada, é o seguro que paga"?
Agradecia comentários a este post, sintam-se à vontade para me chamar burro, mas agradecia que depois me respondessem à questão. Algum cabrão que se meta só a insultar, está automaticamente incluído no grupo mencionado no 1º parágrafo.
Saturday, August 14, 2004
Sexta-Feira, 13
Dia de azar para alguns, dia de sorte para outros (esta nunca percebi muito bem) e um dia perfeitamente igual aos outros para pessoas inteligentes que sabem que ter sorte ou azar, não passa de uma coincidência probabilística (ou, pensava eu...)
Antes demais, explicar ao que se deve a ideia de uma sexta-feira, dia 13, ser um dia de particular tendência para o infortúnio. Tudo começou à muito tempo atrás, quando só havia 2 pessoas no mundo, Adão e Eva, que ao invés de, como 2 pessoas normais sem cinema e nem tv, passarem o tempo todo a comerem-se, encontravam tempo para fazer sei lá o quê (só sei que não era sexo, porque vem descrito na bíblia o que eles faziam, e na bíblia ninguém fode, excepção feita a Judas, que fodeu Jesus, mas isso foi figurativamente), e entre essa vasta lista de actividades, Eva travou conhecimento com uma cobra que a levou a dar uma maçã proibida a Adão, precisamente numa sexta-feira.
O número 13, era nada mais nada menos, que o número de pessas sentadas à mesa da última ceia, e juntando os 2, se tudo isto fosse uma operação aritmética como a soma, iriamos obviamente ter 2 vezes mais merda numa sexta-feira, 13.
Apesar destas "calamidades" todas, há quem continue a achar a sexta-feira, 13, como um dia de sorte. Quem? Os chico-espertos, que têm a mania que são especiais. Como é dia de azar para muita gente, acharam por bem considerá-lo o seu dia de sorte, como forma de "mostrar" a sua "superioridade" em algo que não me ocorre de momento. Talvez em estupidez. Bem, adiante.
A razão deste post é a minha vontade de partilhar convosco a minha sexta-feira, 13, que, me deixou a pensar se esta treta do azar, afinal, não seria mesmo verdade.
Então, de dia fui até à praia, gozar as férias, tudo muito bem. Nada a assinalar. Ao chegar a casa, já com alguma vontade acumulada durante a viagem de regresso, abanquei no wc e soltei o demónio. Foi notável, em termos quantitativos. Sem querer ser demasiado visual. De qualquer forma, nada de anormal, até aqui. À noite, combinei sair com uma amiga (muito boa amiga, mas nada mais que isso, até porque sou um tipo comprometido e traição, para mim, devia dar direito a deportação. Já me passou a fase do linchamento público). Tinha combinado às 22h em determinado spot. Enquanto espero pela senhora, aconteceu algo que nunca tinha acontecido, nos meus 22 anitos de existência: Estava eu ali de pé, na minha, quando começo a ouvir um barulho, proveniente da minha tripa. Pensei logo para mim mesmo: "afinal, inda ficou qualquer coisinha. Mais logo, vai haver festa outra vez". Não podia eu, estar mais enganado. Depois do barulho, a dor. E foi brutal. Uma cólica diabólica, resultado da deslocação da merda em direcção à saída. Comecei logo a suar. Mas continuava optimista: "bom, depois dela aparecer, tenho que dar um pulo a casa, antes da saida, senão morro". Bom plano. Só houve um problema. Ela não aparecia! E ali tava eu, com o cu nas mãos, no meio da rua, a tentar partir uns pausitos secos, e a contar os carros que passavam, para me distrair. Foda-se, timing de merda. Literalmente. Não podia ter acontecido em pior altura. Então cedi. Passavam 10 LONGOS minutos da hora combinada. Não se faz um homem esperar. Muito menos assim. Fui para casa. Nunca aquele caminho me tinha custado tanto. Houve alturas em que desesperei. Pensei que não iria conseguir. Pensava na minha família, em como os amava e nunca lhes tinha dito. E agora podia nunca voltar a ter a oportunidade. A agonia era tal, que não há treino que nos possa preparar. Os minutos passam, e a nossa hora está cada vez mais próxima. Foi duro. Mas não desisti. Continuei. Sempre. Ao fundo, uma luz. Esperança. Estava salvo. E quando finalmente senti o mármore frio da sanita no rabo, foi como se uma luz incidisse directamente do céu sobre mim. Vi Deus. Ou não, e era a luz do tecto. Que se foda. Tava a cagar, e isso, meus amigos, é o que realmente importa.
Face a estes acontecimentos, a sexta-feira, 13, passou a ter um novo significado para mim. Sim, a sexta-feira, 13 de Agosto de 2004. Foi o dia em que me apercebi, que apesar das coisas parecerem estar a correr bem, pode sempre acontecer merda.
Antes demais, explicar ao que se deve a ideia de uma sexta-feira, dia 13, ser um dia de particular tendência para o infortúnio. Tudo começou à muito tempo atrás, quando só havia 2 pessoas no mundo, Adão e Eva, que ao invés de, como 2 pessoas normais sem cinema e nem tv, passarem o tempo todo a comerem-se, encontravam tempo para fazer sei lá o quê (só sei que não era sexo, porque vem descrito na bíblia o que eles faziam, e na bíblia ninguém fode, excepção feita a Judas, que fodeu Jesus, mas isso foi figurativamente), e entre essa vasta lista de actividades, Eva travou conhecimento com uma cobra que a levou a dar uma maçã proibida a Adão, precisamente numa sexta-feira.
O número 13, era nada mais nada menos, que o número de pessas sentadas à mesa da última ceia, e juntando os 2, se tudo isto fosse uma operação aritmética como a soma, iriamos obviamente ter 2 vezes mais merda numa sexta-feira, 13.
Apesar destas "calamidades" todas, há quem continue a achar a sexta-feira, 13, como um dia de sorte. Quem? Os chico-espertos, que têm a mania que são especiais. Como é dia de azar para muita gente, acharam por bem considerá-lo o seu dia de sorte, como forma de "mostrar" a sua "superioridade" em algo que não me ocorre de momento. Talvez em estupidez. Bem, adiante.
A razão deste post é a minha vontade de partilhar convosco a minha sexta-feira, 13, que, me deixou a pensar se esta treta do azar, afinal, não seria mesmo verdade.
Então, de dia fui até à praia, gozar as férias, tudo muito bem. Nada a assinalar. Ao chegar a casa, já com alguma vontade acumulada durante a viagem de regresso, abanquei no wc e soltei o demónio. Foi notável, em termos quantitativos. Sem querer ser demasiado visual. De qualquer forma, nada de anormal, até aqui. À noite, combinei sair com uma amiga (muito boa amiga, mas nada mais que isso, até porque sou um tipo comprometido e traição, para mim, devia dar direito a deportação. Já me passou a fase do linchamento público). Tinha combinado às 22h em determinado spot. Enquanto espero pela senhora, aconteceu algo que nunca tinha acontecido, nos meus 22 anitos de existência: Estava eu ali de pé, na minha, quando começo a ouvir um barulho, proveniente da minha tripa. Pensei logo para mim mesmo: "afinal, inda ficou qualquer coisinha. Mais logo, vai haver festa outra vez". Não podia eu, estar mais enganado. Depois do barulho, a dor. E foi brutal. Uma cólica diabólica, resultado da deslocação da merda em direcção à saída. Comecei logo a suar. Mas continuava optimista: "bom, depois dela aparecer, tenho que dar um pulo a casa, antes da saida, senão morro". Bom plano. Só houve um problema. Ela não aparecia! E ali tava eu, com o cu nas mãos, no meio da rua, a tentar partir uns pausitos secos, e a contar os carros que passavam, para me distrair. Foda-se, timing de merda. Literalmente. Não podia ter acontecido em pior altura. Então cedi. Passavam 10 LONGOS minutos da hora combinada. Não se faz um homem esperar. Muito menos assim. Fui para casa. Nunca aquele caminho me tinha custado tanto. Houve alturas em que desesperei. Pensei que não iria conseguir. Pensava na minha família, em como os amava e nunca lhes tinha dito. E agora podia nunca voltar a ter a oportunidade. A agonia era tal, que não há treino que nos possa preparar. Os minutos passam, e a nossa hora está cada vez mais próxima. Foi duro. Mas não desisti. Continuei. Sempre. Ao fundo, uma luz. Esperança. Estava salvo. E quando finalmente senti o mármore frio da sanita no rabo, foi como se uma luz incidisse directamente do céu sobre mim. Vi Deus. Ou não, e era a luz do tecto. Que se foda. Tava a cagar, e isso, meus amigos, é o que realmente importa.
Face a estes acontecimentos, a sexta-feira, 13, passou a ter um novo significado para mim. Sim, a sexta-feira, 13 de Agosto de 2004. Foi o dia em que me apercebi, que apesar das coisas parecerem estar a correr bem, pode sempre acontecer merda.
Monday, August 09, 2004
Carinhas no msn aplicadas ao irc
Mau... muito mau... Com a chegada ao público do famoso messenger, o irc anda todo fodido. A malta esquece-se que as emoticons só são aplicáveis ao msn e podem claramente induzir em erro, no irc. Induzir em erro, ou lá está, deixar os restantes utilizadores com cara de parvos a olhar para os ecrãs e a pensar "o que é que este quer?"
Assim achei por bem falar de algumas carinhas, que NÃO devem ser utilizadas em ambos os programas:
Angry Smiley ou :@
É o caso claro de algo que pode muito bem ser mal interpretado. No irc, muita gente considera a arroba @ como um beijo francês.
(Vindo deles) Ora, há uma puta duma granda diferença entre um gajo zangado conosco e um gajo a querer enfiar a lingua onde não é chamado. Se o gajo 'tá zangado, pois bem que se foda, que coce ele mesmo seja qual for a comichão. Se quiser resolver as coisas à homem dê a morada e pague a gasolina. Agora se um gajo vos quer mandar um linguado... Há todo um conjunto de implicações. 1º Vocês andam em canais de paneleiros. 2º Algo que fizeram vos fez parecer paneleiros, para "um" desses merdas vos querer beijar. 3º Provavelmente têm um nick apaneleirado. No fundo, caros leitores, vocês são mariconços virtuais. E todos os gays começam por algum lado... Desde a namorada a enfiar-vos o dedo no cu, até à vez que se embebedam e curtem com o vosso melhor amigo...
(Vindo delas) Uma gaja zangada convosco, pronto, é mais uma. Agora uma gaja a mandar um linguado em pleno ambiente cibernético é o momento alto das vidas de muita caramelo por este mundo fora. O auge do seu apogeu sexual. O início das suas novas vidas como garanhões. A desilusão que pode ou não seguir-se, resulta normalmente em mais um estúpido a atirar-se de um prédio, por perceber que afinal é verdade, e ninguém o curte. Isto é grave... para o sujeito em questão.
Embaressed Smiley ou :$
Basicamente, isto parece um gajo com uma deficiência na cara. No entanto, aqui, a confusão gerada não é grave. Sente-se simpatia ou pena, quer pelo embaraço, quer pela deficiência.
Thumbs Up ou (Y)
Esta é aquela em que um amigo meu que 'tá sempre a cair. E obviamente, sempre a ser forçado a explicar o que raios quer dizer. Para mim, é um misto de cú e cona misturados. Talvez seja como um daqueles testes de borrões de tinta. Cada um vê o que quer...
Surprised Smiley ou :-O
Guardei o melhor para o final. Cada vez que vislumbro esta "carinha", alegadamente de surpresa ou espanto, algo dentro de mim grita "BROCHE!". E atenção! Esta é "a" carinha! É que esta, para mim, significa boca de broxista, tanto no irc como no msn! O mais irónico é que esta é das carinhas mais utilizadas por gajas. O que só vem contribuir para a minha confusão!
É preciso dar o mérito aos senhores da MSN. Conseguiram misturar o "estou espantada" com o "baixa as calças", algo perfeitamente inovador, pois, habitualmente, a primeira vem imediatamente a seguir à segunda.
Assim achei por bem falar de algumas carinhas, que NÃO devem ser utilizadas em ambos os programas:
Angry Smiley ou :@
É o caso claro de algo que pode muito bem ser mal interpretado. No irc, muita gente considera a arroba @ como um beijo francês.
(Vindo deles) Ora, há uma puta duma granda diferença entre um gajo zangado conosco e um gajo a querer enfiar a lingua onde não é chamado. Se o gajo 'tá zangado, pois bem que se foda, que coce ele mesmo seja qual for a comichão. Se quiser resolver as coisas à homem dê a morada e pague a gasolina. Agora se um gajo vos quer mandar um linguado... Há todo um conjunto de implicações. 1º Vocês andam em canais de paneleiros. 2º Algo que fizeram vos fez parecer paneleiros, para "um" desses merdas vos querer beijar. 3º Provavelmente têm um nick apaneleirado. No fundo, caros leitores, vocês são mariconços virtuais. E todos os gays começam por algum lado... Desde a namorada a enfiar-vos o dedo no cu, até à vez que se embebedam e curtem com o vosso melhor amigo...
(Vindo delas) Uma gaja zangada convosco, pronto, é mais uma. Agora uma gaja a mandar um linguado em pleno ambiente cibernético é o momento alto das vidas de muita caramelo por este mundo fora. O auge do seu apogeu sexual. O início das suas novas vidas como garanhões. A desilusão que pode ou não seguir-se, resulta normalmente em mais um estúpido a atirar-se de um prédio, por perceber que afinal é verdade, e ninguém o curte. Isto é grave... para o sujeito em questão.
Embaressed Smiley ou :$
Basicamente, isto parece um gajo com uma deficiência na cara. No entanto, aqui, a confusão gerada não é grave. Sente-se simpatia ou pena, quer pelo embaraço, quer pela deficiência.
Thumbs Up ou (Y)
Esta é aquela em que um amigo meu que 'tá sempre a cair. E obviamente, sempre a ser forçado a explicar o que raios quer dizer. Para mim, é um misto de cú e cona misturados. Talvez seja como um daqueles testes de borrões de tinta. Cada um vê o que quer...
Surprised Smiley ou :-O
Guardei o melhor para o final. Cada vez que vislumbro esta "carinha", alegadamente de surpresa ou espanto, algo dentro de mim grita "BROCHE!". E atenção! Esta é "a" carinha! É que esta, para mim, significa boca de broxista, tanto no irc como no msn! O mais irónico é que esta é das carinhas mais utilizadas por gajas. O que só vem contribuir para a minha confusão!
É preciso dar o mérito aos senhores da MSN. Conseguiram misturar o "estou espantada" com o "baixa as calças", algo perfeitamente inovador, pois, habitualmente, a primeira vem imediatamente a seguir à segunda.
Thursday, August 05, 2004
Fahrenheit 9/11
Já algum tempo que pensei em dar umas sobre cinema. Vejo muito, mas não me dá para escrever sobre tudo o que vejo. No entanto, de tempos a tempos, aparece um que realmente me impressiona. Foi o que aconteceu com Fahrenheit 9/11, um documentário sobre o 11 de Setembro de 2001, e toda a merda que a direcção Bush tem feito à frente daquele país. O "filme" é brutal. Posso garantir que um gajo sai de lá com vontade de queimar aquela família viva, depois de empalar cada um numa estaca. Acho que até o Durão esquecia tudo aquilo que sente pelo Bush, seja lá o que for e de qualquer forma, cada um é como é, e não temos nada a ver com isso.
Isto tudo leva-me a uma questão: Se até um realizador de cinema conseguiu apurar informação que relaciona a família Bush com uma quantidade incrível de negócios corruptos, incluíndo, imagine-se, negócios com os sauditas (família Bin Laden, incluída), DEPOIS do 11 de setembro, como é que os líderes de 3 países (Portugal, Inglaterra e Espanha), 2 deles que até têm fama de ser países "de jeito", apoiaram o governo americano numa guerra contra as... como lhe chamaram? "armas de destruição massissa" que o governo iraquiano "possuía", e que ninguém consegue encontrar?
Deve ser por serem tão competentes....
De qualquer forma, vejam o filme. Vale a pena.
Isto tudo leva-me a uma questão: Se até um realizador de cinema conseguiu apurar informação que relaciona a família Bush com uma quantidade incrível de negócios corruptos, incluíndo, imagine-se, negócios com os sauditas (família Bin Laden, incluída), DEPOIS do 11 de setembro, como é que os líderes de 3 países (Portugal, Inglaterra e Espanha), 2 deles que até têm fama de ser países "de jeito", apoiaram o governo americano numa guerra contra as... como lhe chamaram? "armas de destruição massissa" que o governo iraquiano "possuía", e que ninguém consegue encontrar?
Deve ser por serem tão competentes....
De qualquer forma, vejam o filme. Vale a pena.
Monday, August 02, 2004
Função Pública
Presado leitor responsável pelo comentário à última entrada neste aclamado blog:
Antes de mais, queria salientar a forma muito respeitosa como o comentário foi feito. Recorrendo algumas vezes à ironia, é certo, mas até me tratou por você (não foi o primeiro, mas fico sempre aparvalhado quando acontece).
Em todo o caso, existem algumas expressões que carecem de análise.
Se, realmente os funcionários públicos trabalham a sério, peço desculpa. Deve ser depois de as centenas de contribuintes sairem pela porta do estabelecimento. Quando não está ninguém a ver. Talvez esteja a ser injusto ao criticar a sua afirmação, pois tou em querer que a minha definição de trabalho parece bastante diferente da sua. Trabalhar durante o mês de Agosto, num escritório sem ar condicionado parece-lhe mau? E trabalhar num parque automóvel, a andar 10 km a pé por dia ao sol, e outros tantos dentro de carros cuja temperatura interior ultrapassava os 50º, com plásticos a cobrir os bancos, a queimar a peida a um gajo?! E a ganhar tanto ou menos quanto um funcionário público? Só para dar um exemplo. Adiante.
Você defende que a função pública é que faz o país andar. Eu concordo. Em 2 velocidades até. Devagar e parado. Mais um exemplo prático: Inda á cerca de 2 semanas recebi a notificação do processo de 1999 estar a ser "deferido". E mais não dizia. Tive que ir ver ao dicionário o que queria dizer. Era "concedido". E agora? Agora cona (antes fosse). Se quiser saber o que se passa tenho que me ir meter na fila das finanças que começa na bomba de gasolina ao virar da esquina. Isto é fazer o país andar?
O mais triste é que acredito que realmente dê trabalho escrever cartas tão ambíguas.
De qualquer forma, quando diz que existem funcionários públicos e funcionários públicos, é óbvio que tem razão. O mal não está na malta jovem, recém contratada, que se esfola para manter o emprego. Está na velharia, que mama diariamente na teta governamental, sem dizer sequer obrigado, à espera de atingir a idade de reforma e poder oficialmente passar a receber para não fazer nada.
Bom, chega de falar de tristezas. Nunca pensei falar da função pública aqui. Nem tão pouco pensei que houvesse alguém que não conheço a ler o blog. Estou abismado. Adiante.
O presado leitor refere-se em determinada altura à "minha linguagem". Foda-se. Então quer dizer que saltou o ciclo preparatório e não aprendeu a mandar caralhada?? Então deixe-me dar-lhe a notícia de forma suave (um pouco mais suave que quando lhe disseram que o pai natal não existia): A linguagem é NOSSA caralho! Minha, sua e de todos os tugas com eles no sítio. Nas senhoras não fica bem. Mas às vezes até elas necessitam de exprimir num palavrão, aquilo que 10 palavras não conseguiriam...
A parte do hit et Nunc, sinceramente, deixou-me a apanhar do ar. Reconheço a ignorância. Nem tão pouco me deu para ir ver o que era isso. Usando a "minha" linguagem, tou-me a cagar.
Antes de mais, queria salientar a forma muito respeitosa como o comentário foi feito. Recorrendo algumas vezes à ironia, é certo, mas até me tratou por você (não foi o primeiro, mas fico sempre aparvalhado quando acontece).
Em todo o caso, existem algumas expressões que carecem de análise.
Se, realmente os funcionários públicos trabalham a sério, peço desculpa. Deve ser depois de as centenas de contribuintes sairem pela porta do estabelecimento. Quando não está ninguém a ver. Talvez esteja a ser injusto ao criticar a sua afirmação, pois tou em querer que a minha definição de trabalho parece bastante diferente da sua. Trabalhar durante o mês de Agosto, num escritório sem ar condicionado parece-lhe mau? E trabalhar num parque automóvel, a andar 10 km a pé por dia ao sol, e outros tantos dentro de carros cuja temperatura interior ultrapassava os 50º, com plásticos a cobrir os bancos, a queimar a peida a um gajo?! E a ganhar tanto ou menos quanto um funcionário público? Só para dar um exemplo. Adiante.
Você defende que a função pública é que faz o país andar. Eu concordo. Em 2 velocidades até. Devagar e parado. Mais um exemplo prático: Inda á cerca de 2 semanas recebi a notificação do processo de 1999 estar a ser "deferido". E mais não dizia. Tive que ir ver ao dicionário o que queria dizer. Era "concedido". E agora? Agora cona (antes fosse). Se quiser saber o que se passa tenho que me ir meter na fila das finanças que começa na bomba de gasolina ao virar da esquina. Isto é fazer o país andar?
O mais triste é que acredito que realmente dê trabalho escrever cartas tão ambíguas.
De qualquer forma, quando diz que existem funcionários públicos e funcionários públicos, é óbvio que tem razão. O mal não está na malta jovem, recém contratada, que se esfola para manter o emprego. Está na velharia, que mama diariamente na teta governamental, sem dizer sequer obrigado, à espera de atingir a idade de reforma e poder oficialmente passar a receber para não fazer nada.
Bom, chega de falar de tristezas. Nunca pensei falar da função pública aqui. Nem tão pouco pensei que houvesse alguém que não conheço a ler o blog. Estou abismado. Adiante.
O presado leitor refere-se em determinada altura à "minha linguagem". Foda-se. Então quer dizer que saltou o ciclo preparatório e não aprendeu a mandar caralhada?? Então deixe-me dar-lhe a notícia de forma suave (um pouco mais suave que quando lhe disseram que o pai natal não existia): A linguagem é NOSSA caralho! Minha, sua e de todos os tugas com eles no sítio. Nas senhoras não fica bem. Mas às vezes até elas necessitam de exprimir num palavrão, aquilo que 10 palavras não conseguiriam...
A parte do hit et Nunc, sinceramente, deixou-me a apanhar do ar. Reconheço a ignorância. Nem tão pouco me deu para ir ver o que era isso. Usando a "minha" linguagem, tou-me a cagar.
Wednesday, July 28, 2004
FÉRIAS! (vs emprego)
Já tá! Depois de 2 anos sem férias decentes, e de 1 mês de exames fodidos comó caralho, eis que chega a melhor altura do ano: férias de verão. E para mim, que sou pobre, isto significa, pura e simplesmente, descanso. Não há cá viagens, passeios, hotéis. Apenas não fazer a ponta dum corno dias inteiros. Bela merda dizem vocês? Pró caralho, digo eu. Metam-se num curso de engenharia primeiro, e façam comentários estúpidos depois.
Em todo o caso, e apesar saber bastante bem, não fazer um cú o dia inteiro, não é vida. O ideal de férias neste momento, era um empregozito sem grande responsabilidade, talvez função pública ou um cargo governamental, algo que não exiga... qual é mesmo o termo... à sim, TRABALHO. E agora que penso nisso, não fazer um cu é mesmo vida para alguns. Mais que vida, é uma carreira! Mas alguns "servidores da nação" não são assim. Não querendo ser acusados de não fazer nada, fazem merda...
Em todo o caso, e apesar saber bastante bem, não fazer um cú o dia inteiro, não é vida. O ideal de férias neste momento, era um empregozito sem grande responsabilidade, talvez função pública ou um cargo governamental, algo que não exiga... qual é mesmo o termo... à sim, TRABALHO. E agora que penso nisso, não fazer um cu é mesmo vida para alguns. Mais que vida, é uma carreira! Mas alguns "servidores da nação" não são assim. Não querendo ser acusados de não fazer nada, fazem merda...
Monday, July 12, 2004
sex tv
Apanhei à dias, na sic radical, esse grande programa educativo "sex tv" às quinhentas da matina. Não vi todo, com grande pena minha (e isto meninos e meninas é o que se chama sarcasmo), mas o que vi pareceu-me suficiente para partilhar convosco, sempre em tom de gozo, obviamente. O assunto era: "O corpo do homem e mulher ideiais". Assim, entrevistaram mulheres e homens à cerca daquilo que para ele(a)s seria o homem/mulher ideal, respectivamente (mulheres e homens, entenda-se, actores e actrizes porno, que, ao que parece, e apesar de não conseguirem ter um orgasmo, ou, no caso deles, não conseguirem ter tesão sem um broche, são as pessoas mais indicadas para este inquérito).
O primeiro factor a ter em conta num homem, é a ausência (!) de tomates (testículos). Alegadamente, muitas senhoras na indústria não apreciam as fontes da vida masculinas. A pergunta que imediatamente me veio à mente foi: "e durante o broche, apalpam o quê?". Foda-se. Adiante. O que realmente achei piada, é que o homem ideal deve pila de negro, mas deve ser branco. Tirem daqui as conclusões que quiserem.
Quanto à mulher ideal, começamos por "corpo brasileiro". É o quê??? Foda-se! (2º da noite). Haviam de fazer um inquérito destes a um tuga. Haviam de vir a setúbal ver as brasileiras que temos aqui. Lindas como o sol de agosto... Não se pode olhar para elas. Adiante.
"Grandes mamas verdadeias e grandes cus". Até aqui o ideal de mulher é a Simara.
Atributo final: Olhos verdes. Não sei de que cor são os olhos da Simara, mas mesmo que não sejam verdes, ela depois de ver o programa, sem dúvida que ficou mais contente consigo mesma...
Conclusão do programa: "se a evoluçao humana corresponder às expectativas, as pessoas no futuro vão ser esquisitas como o caraças". Subscrevo. E substituo o "caraças" por "caralho", para dar ênfase. Caralho sem tomates, obviamente.
O primeiro factor a ter em conta num homem, é a ausência (!) de tomates (testículos). Alegadamente, muitas senhoras na indústria não apreciam as fontes da vida masculinas. A pergunta que imediatamente me veio à mente foi: "e durante o broche, apalpam o quê?". Foda-se. Adiante. O que realmente achei piada, é que o homem ideal deve pila de negro, mas deve ser branco. Tirem daqui as conclusões que quiserem.
Quanto à mulher ideal, começamos por "corpo brasileiro". É o quê??? Foda-se! (2º da noite). Haviam de fazer um inquérito destes a um tuga. Haviam de vir a setúbal ver as brasileiras que temos aqui. Lindas como o sol de agosto... Não se pode olhar para elas. Adiante.
"Grandes mamas verdadeias e grandes cus". Até aqui o ideal de mulher é a Simara.
Atributo final: Olhos verdes. Não sei de que cor são os olhos da Simara, mas mesmo que não sejam verdes, ela depois de ver o programa, sem dúvida que ficou mais contente consigo mesma...
Conclusão do programa: "se a evoluçao humana corresponder às expectativas, as pessoas no futuro vão ser esquisitas como o caraças". Subscrevo. E substituo o "caraças" por "caralho", para dar ênfase. Caralho sem tomates, obviamente.
Saturday, July 10, 2004
no title
Bom, não mexia nesta merda à umas 2 semanas e picos. Muito aconteceu desde então. O nosso "ilustre" primeiro ministro deu de frosques, perdemos a final do euro para uma equipa que até agora andava perdida no cu do ranking da uefa, a optimus lançou o anúncio da baleia, o trapattoni veio pro benfica... Enfim, tudo acontecimentos dignos de serem comentados por este blogger. Vamos então com calma, analisar cada um dos tópicos em questão.
Durão de Cona
É verdade. Aquilo que pensávamos ter como certo até às próximas eleições, desapareceu. Surpreendidos? Eu não. Há que dar algum mérito ao senhor. Vendo o seu período de governante em sério risco de acabar definitivamente dentro de 2 anos, o "homem" fez o que qualquer tuga inteligente fez: Aproveitou a oportunidade de continuar à frente de qualquer coisa, antes que realmente se apercebam do seu valor. Assim tem garantido o seu motorista particular e carro de luxo por mais algum tempo.
...
hmmm ok. Talvez esteja a ser um pouco duro. Talvez no fundo, ele esteja apenas a tentar cumprir o que prometeu. Meter Portugal ao nível dos restantes países da U.E. O plano A (melhorar a qualidade de vida cá) falhou. Siga o plano B. Já que não se consegue melhorar as coisas cá, se calhar foder os restantes países vai dar ao mesmo.
Aproveito para partilhar convosco algo que me chegou ao mail:
"Percebe-se melhor o nível de vida de um país quando até o Primeiro-Ministro
emigra."
Fodidos pelos deuses
Puta que os pariu. A táctica dos 8-1-1 funcionou perfeitamente... outra vez. Vi aquela merda mal parada sabem quando? Quando o Nedved saiu lesionado nas meias. Fiquei a pensar: "Merda. Agora se ganhamos aos checos na final, vão dizer que foi só por este não jogar". No final do jogo tava ainda pior: "Merda. Agora se ganhamos o euro, vão dizer que foi contra uma equipa de merda". Mas ai algo mais me veio à mente: "E se perdemos caralho? Vai ser a puta da vergonha". Bumba. Zeus do caralho e mais os larilas do Olimpo.
Salvem as baleias
Um amigo meu chamou-me à atenção de um bom anúncio a rodar na tv. 3G da optimus. Quando uma vizinha vê uma baleia a dar à costa, manda um... "3G" a muita malta, que larga tudo para ajudar. Bonito. Lindo. Poético. Maravilhoso. E uma bela duma aldrabice. Justifico a minha opinião com 2 exemplos incluídos no anúncio:
1º Um casal de namorados recebe um... "3G" a alertar para o facto de uma baleia ter dado à costa. Ele para ela: "Hmmm damos uma ou vamos ajudar?"
2º Um executivo, engravatado, de pasta, cheio de vontade de ajudar, chega à praia: "Hmmm água salgada na seda... Se calhar isto não é grande ideia."
E se ainda não estão convencidos, vamos pensar na rapariga que encontra a baleia: "Deixa-me lá enviar... "3G" a 50 cent. cada, para toda a gente que eu conheço, para virem ajudar."
PS: Não sei o que é o "3G". E aborrece-me de ir ver o que é. O meu telemóvel é do tempo onde um telemóvel era tipo telefone. Até fazia chamadas.
À lá italia
Benfica e Porto, as duas melhores equipas atacantes em Portugal, vao ser treinadas por "misters" italianos. Basicamente futebol italiano quer dizer "Não deixar jogar primeiro. Depois, se der para isso, jogar também um bocado". Ganha-se jogos assim? Normalmente sim.
Ao menos não ouvimos mais o Mourinho e os seus "sou bom nesta merda" ou o sósia do padre frederico "ê vivá Espanha". Cada vez desconfio mais. Foi de espanha que o cabrão fugiu para o Brasil...
Bom, mais merdas aconteceram, de certeza, mas eu realmente tive ocupado e não tomei nota de todas. Para mais, alguém que use este blog para se manter actualizado, está bem fodido dos cornos...
Durão de Cona
É verdade. Aquilo que pensávamos ter como certo até às próximas eleições, desapareceu. Surpreendidos? Eu não. Há que dar algum mérito ao senhor. Vendo o seu período de governante em sério risco de acabar definitivamente dentro de 2 anos, o "homem" fez o que qualquer tuga inteligente fez: Aproveitou a oportunidade de continuar à frente de qualquer coisa, antes que realmente se apercebam do seu valor. Assim tem garantido o seu motorista particular e carro de luxo por mais algum tempo.
...
hmmm ok. Talvez esteja a ser um pouco duro. Talvez no fundo, ele esteja apenas a tentar cumprir o que prometeu. Meter Portugal ao nível dos restantes países da U.E. O plano A (melhorar a qualidade de vida cá) falhou. Siga o plano B. Já que não se consegue melhorar as coisas cá, se calhar foder os restantes países vai dar ao mesmo.
Aproveito para partilhar convosco algo que me chegou ao mail:
"Percebe-se melhor o nível de vida de um país quando até o Primeiro-Ministro
emigra."
Fodidos pelos deuses
Puta que os pariu. A táctica dos 8-1-1 funcionou perfeitamente... outra vez. Vi aquela merda mal parada sabem quando? Quando o Nedved saiu lesionado nas meias. Fiquei a pensar: "Merda. Agora se ganhamos aos checos na final, vão dizer que foi só por este não jogar". No final do jogo tava ainda pior: "Merda. Agora se ganhamos o euro, vão dizer que foi contra uma equipa de merda". Mas ai algo mais me veio à mente: "E se perdemos caralho? Vai ser a puta da vergonha". Bumba. Zeus do caralho e mais os larilas do Olimpo.
Salvem as baleias
Um amigo meu chamou-me à atenção de um bom anúncio a rodar na tv. 3G da optimus. Quando uma vizinha vê uma baleia a dar à costa, manda um... "3G" a muita malta, que larga tudo para ajudar. Bonito. Lindo. Poético. Maravilhoso. E uma bela duma aldrabice. Justifico a minha opinião com 2 exemplos incluídos no anúncio:
1º Um casal de namorados recebe um... "3G" a alertar para o facto de uma baleia ter dado à costa. Ele para ela: "Hmmm damos uma ou vamos ajudar?"
2º Um executivo, engravatado, de pasta, cheio de vontade de ajudar, chega à praia: "Hmmm água salgada na seda... Se calhar isto não é grande ideia."
E se ainda não estão convencidos, vamos pensar na rapariga que encontra a baleia: "Deixa-me lá enviar... "3G" a 50 cent. cada, para toda a gente que eu conheço, para virem ajudar."
PS: Não sei o que é o "3G". E aborrece-me de ir ver o que é. O meu telemóvel é do tempo onde um telemóvel era tipo telefone. Até fazia chamadas.
À lá italia
Benfica e Porto, as duas melhores equipas atacantes em Portugal, vao ser treinadas por "misters" italianos. Basicamente futebol italiano quer dizer "Não deixar jogar primeiro. Depois, se der para isso, jogar também um bocado". Ganha-se jogos assim? Normalmente sim.
Ao menos não ouvimos mais o Mourinho e os seus "sou bom nesta merda" ou o sósia do padre frederico "ê vivá Espanha". Cada vez desconfio mais. Foi de espanha que o cabrão fugiu para o Brasil...
Bom, mais merdas aconteceram, de certeza, mas eu realmente tive ocupado e não tomei nota de todas. Para mais, alguém que use este blog para se manter actualizado, está bem fodido dos cornos...
Monday, June 21, 2004
TVI (e dura e dura...)
Desde a minha primeira vez que não dava duas no mesmo dia. Mas acabei de presenciar mais um momento alto desse grande GURU, o grande Marcelo Rebelo de Sousa. O senhor jornalista da tvi lança o desafio: "Diga uma palavra para cada jogador da selecção hoje em campo". O distinto orador, um bocado atrapalhado com a pergunta, lá começa o festival de clichés: "...Ricardo Carvalho - SEGURO, Ronaldo - IMPARÁVEL, Nuno Gomes - A CHAVE DA VITÓRIA...". Enfim, não me lembro de mais. Gostaria então de tentar algo parecido. Vou fazer de jornalista e de palhaço simultaneamente. Então o jornalista (eu) lança o desafio: "Diga uma palavra para cada político acabado que passou a comentador de tudo, sem saber muito de nada, e que esteve hoje na televisão a ocupar tempo de antena que podia ter sido dado ao National Geographic, para mostrar todo o encanto do crescimento da relva". Então o "distinto orador" (eu, novamente) um bocado atrapalhado também começa: "Marcelo - (inserir comentário otário aqui)". FIM.
O post acabou, mas queria só aqui salientar o facto de não ter dito uma única caralhada. Obrigado.
O post acabou, mas queria só aqui salientar o facto de não ter dito uma única caralhada. Obrigado.
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